Lição 12 - Jeová é o Deus da aliança


Estudos:

- Nova aliança

- A aliança eterna
- O nome de Deus é Jeová?
- A natureza de Deus
- O nome de Deus
- Nome de Deus
- O nome de Deus
- O uso do nome Jeová
- Quais as alianças de Deus?
- O que significa Santíssima Trindade?
- A Trindade
- Como explicar a Trindade?
- Trindade
- Doutrina da Trindade
- Ensina a Bíblia realmente que Deus é uma Trindade?
- O povo escolhido de Deus

Livros:

- Como responder às Testemunhas de Jeová - Vol 1 - Ezequias Soares da Silva - Editora Candeia

Complemento:

Questionário Questionário da lição - Colaboração de Alexandre Sancho

Veja estudo aliança: <http://www.armazemnadia.com.br/henrique/ALIANÈA.HTM>

Texto Áureo:

"E eu apareci a Abraão, e a Isaque, e a Jacó como o Deus Todo-Poderoso; mas pelo meu nome, o SENHOR, não lhes fui perfeitamente conhecido" (Êx 6.3).

Faltava a revelação de JESUS CRISTO, o SENHOR.

Jó 9.33 Não há entre nós árbitro para pôr a mão sobre nós ambos.

Jó também não conhecia o único mediador entre DEUS e os Homens, JESUS CRISTO. A figura aqui é de um intercessor que colocasse o braço no ombro de Jó e o outro braço no ombro de DEUS e assim pedisse por Jó.

Verdade Prática:

Israel várias vezes quebrou a aliança feita com Jeová no Sinai, e o resultado foi um desastre para a nação.

Leitura Diária:

Segunda Gn 22.14 Jeová Jirê, o SENHOR PROVERÁ

O SENHOR PROVERÁ. Este nome é a tradução do hebraico Jeová-jiré o Senhor proverá . Aprendemos da prova de Abraão que:

(1) Deus às vezes prova a fé de seus filhos (1 Pe 1.6,7; Hb 11.35 nota). Tal prova deve ser considerada uma honra no reino de Deus (1 Pe 4.12-14).

(2) O crente deve confiar em Deus, que Ele estará presente, concederá sua graça e tudo quanto for necessário, em qualquer circunstância dentro da vontade divina (Sl 46.1-23; 2 Co 9.8; Ef 3.20).

(3) Deus constantemente realiza seu propósito redentor, restaurador, através da morte de uma visão; i.e., Ele pode deixar acontecer em nossa vida, coisas que parecem destruir nossas esperanças e sonhos (17.15-17; 22.1-12; 37.5-7,28; Mc 14.43-50; 15.25,37).

(4) Depois de uma provação da fé, Deus confirmará, fortalecerá, estabelecerá e recompensará o crente (vv. 16-18; 1 Pe 5.10).

(5) Para se achar a verdadeira vida em Deus é preciso sacrificar tudo quanto Ele requer (Mt 10.37-39; 16.24,25; Jo 12.25).

(6) Depois de um teste de sofrimento e de fé, o resultado final da parte do Senhor para com o crente é que Ele é muito misericordioso e piedoso (Tg 5.11).

Terça Êx 15.26 Jeová Rafá, o SENHOR QUE SARA

EU SOU O SENHOR, QUE TE SARA. Se os israelitas, zelosamente, obedecessem ao Senhor e o seguissem, Ele não permitiria que nenhuma das enfermidades ou pragas que Ele lançou sobre os egípcios os afligissem. Essa promessa revela que o desejo primordial de Deus é curar o seu povo, e não infligir-lhe doenças e enfermidades (23.25; Dt 7.15; Sl 103.3; 107.20; Ez 18.23,32; 33.11). Há promessa de cura divina segundo o novo concerto.

Is 53.5 Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e esmagado por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.

1 Pe 2.24 levando ele mesmo os nossos pecados em seu corpo sobre o madeiro, para que mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados.

Quarta Êx 17.15 Jeová Nissi, o SENHOR É MINHA BANDEIRA.

E Moisés edificou um altar e chamou o seu nome: O SENHOR é minha bandeira.
Bandeira significa poder , governo, representa a presença de autoridade.

Dt 4.37 E, porquanto amou a teus pais, não somente escolheu a sua descendência depois deles, mas também te tirou do Egito com a sua presença e com a sua grande força;


Quinta Jz 6.24 Jeová Shalom, O SENHOR É PAZ

Então, Gideão edificou ali um altar ao SENHOR e lhe chamou SENHOR É Paz; e ainda até ao dia de hoje está em Ofra dos abiezritas.

Rm 15.33 E o Deus de paz seja com todos vós. Amém.

1 Co 1.3 Graça seja convosco, e paz, da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.

Ef 2.17 e, vindo, ele evangelizou paz a vós que estáveis longe, e paz aos que estavam perto;

Sexta Jr 23.6 Jeová Tsidkenu, O SENHOR, JUSTIÇA NOSSA

UM RENOVO JUSTO. O renovo (i.e., a linhagem real) de Davi foi cortado quando Deus destruiu a monarquia davídica em 586 a.C. (1) Deus prometeu, porém, que Ele suscitaria um rei da linhagem de Davi, um Rei que seria o Renovo justo. Este Rei faria, de modo definitivo e total, aquilo que era justo e reto (cf. Zc 3.8). Esta profecia aponta para o Messias, Jesus Cristo. (2) Ele executará juízo total após sua segunda vinda e antes do seu reino milenial na terra. (3) Ele será chamado O SENHOR, Justiça Nossa (v. 6). O remanescente crente será achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus, pela fé ; (Fp 3.9).

Sábado Ez 48.35 Jeová Shammah, O SENHOR ESTÁ ALI

48.35 O SENHOR ESTÁ ALI. O livro de Ezequiel termina com a grande promessa de que, um dia, Deus habitará eternamente com seu povo; promessa esta repetida em

Ap 21.3: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará . A maior bênção para nós, como povo de Deus, é termos Deus em nosso meio; esta é a essência da alegria e da felicidade. Como resultado da presença eterna de Deus, nunca mais o crente sofrerá tristeza, desprazer e aflições como aqui neste mundo (Ap 21.4). Esta é a nossa suprema visão e esperança enquanto aguardamos o dia da vinda do nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.

Mt 28.20 ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.

Leitura Bíblica Em Classe:

OSÉIAS 12.1-10


A controvérsia do SENHOR com Judá e com Israel


1 Efraim se apascenta de vento e segue o vento leste; todo o dia multiplica a mentira e a destruição, e fazem aliança com a Assíria, e o azeite se leva ao Egito.

EFRAIM SE APASCENTA DE VENTO. Apascentar ou perseguir o vento simbolizava as alianças de Israel com o Egito e a Assíria. Esta política exterior não seria de nenhum proveito a Israel; não o protegeria de seus inimigos.

2 O SENHOR também com Judá tem contenda e castigará Jacó segundo os seus caminhos; segundo as suas obras, o recompensará.

Os 4.1 Ouvi a palavra do SENHOR, vós, filhos de Israel, porque o SENHOR tem uma contenda com os habitantes da terra, porque não há verdade, nem benignidade, nem conhecimento de Deus na terra.

3 No ventre, pegou do calcanhar de seu irmão e, pela sua força, como príncipe, se houve com Deus.

Gn 25.26 E, depois, saiu o seu irmão, agarrada sua mão ao calcanhar de Esaú; por isso, se chamou o seu nome Jacó. E era Isaque da idade de sessenta anos quando os gerou.
Gn 25.22-23 E os filhos lutavam no ventre dela; então ela disse: Por que estou eu assim? E foi consultar ao Senhor. Respondeu-lhe o Senhor: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas estranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o mais velho servirá ao mais moço.


4 Como príncipe, lutou com o anjo e prevaleceu; chorou e lhe suplicou; em Betel o achou, e ali falou conosco;

Gn 32.24 Jacó, porém, ficou só; e lutou com ele um varão, até que a alva subia.
Gn 35.10,15 E disse-lhe Deus: O teu nome é Jacó; não se chamará mais o teu nome Jacó, mas Israel será o teu nome. E chamou o seu nome Israel. E chamou Jacó o nome daquele lugar, onde Deus falara com ele, Betel (Casa de DEUS).

5 sim, com o SENHOR, o Deus dos Exércitos; o SENHOR é o seu memorial.

Êx 3.15 E Deus disse mais a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O SENHOR, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, me enviou a vós; este é meu nome eternamente, e este é meu memorial de geração em geração.

6 Tu, pois, converte-te a teu Deus; guarda a beneficência e o juízo e em teu Deus espera sempre.

CONVERTE-TE A TEU DEUS. Embora Israel fosse infiel, Deus continuava a lembrar-lhe de que o seu povo precisava voltar-se a Ele em amor e justiça. Voltar ao Senhor, e arrepender-se de todos os pecados, não significa meramente sentir tristeza pelo pecado. Significa seguir ao Senhor com sinceridade, amor e retidão, segundo as Escrituras; e, persistentemente, buscar sua face em oração.

7 É um mercador; tem balança enganadora em sua mão; ele ama a opressão.

É UM MERCADOR. Oséias dá a entender que os israelitas estavam empregando práticas comerciais dos cananeus, contrárias a Deus. Ao mesmo tempo, os mercadores achavam que não seriam considerados culpados por agirem desonestamente. Deve-se advertir sempre o povo de Deus para que não siga as práticas pecaminosas e os costumes mundanos.

8 E diz Efraim: Contudo, eu tenho-me enriquecido, tenho adquirido para mim grandes bens; em todo o meu trabalho, não acharão em mim iniqüidade alguma que seja pecado.

Zc 11.5 cujos possuidores as matam e não se têm por culpados; e cujos vendedores dizem: Louvado seja o SENHOR, porque hei enriquecido, e os seus pastores não têm piedade delas.

9 Mas eu sou o SENHOR, teu Deus, desde a terra do Egito; eu ainda te farei habitar em tendas, como nos dias da reunião solene.

Zc 14.16 E acontecerá que todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém subirão de ano em ano para adorarem o Rei, o SENHOR dos Exércitos, e para celebrarem a Festa das Cabanas.

10 E falarei aos profetas e multiplicarei a visão; e, pelo ministério dos profetas, proporei símiles.

E FALAREI AOS PROFETAS. Deus havia sido fiel ao seu povo, enviando numerosos profetas para transmitir-lhe a sua mensagem, e inculcar-lhe a veracidade de sua Palavra. Os israelitas, portanto, não poderiam alegar ignorância quanto às exigências divinas. Como rejeitassem a revelação, Deus lhes restituiria o desprezo com que tratavam os seus mensageiros. Os que já ouviram a palavra de Deus serão tidos como indesculpáveis no dia do juízo.

11 Não é Gileade iniqüidade? Pura vaidade eles são; em Gilgal sacrificam bois; os seus altares são como montões de pedras nos regos dos campos.

Am 4.4 Vinde a Betel de transgredi; a Gilgal, e multiplicai as transgressões; e, cada manhã, trazei os vossos sacrifícios e, de três em três dias, os vossos dízimos.

Am 5.5 Mas não busqueis a Betel, nem venhais a Gilgal, nem passeis a Berseba, porque Gilgal certamente será levado cativo, e Betel será desfeito em nada.

12 Jacó fugiu para o campo da Síria, e Israel serviu por uma mulher e por uma mulher guardou o gado.

Dt 26.5 Então, protestarás perante o SENHOR, teu Deus, e dirás: Siro miserável foi meu pai, e desceu ao Egito, e ali peregrinou com pouca gente; porém ali cresceu até vir a ser nação grande, poderosa e numerosa.

13 Mas o SENHOR, por meio de um profeta, fez subir a Israel do Egito, e, por um profeta, foi ele guardado.

Is 63.11 Todavia, se lembrou dos dias da antigüidade, de Moisés e do seu povo, dizendo: Onde está aquele que os fez subir do mar com os pastores do seu rebanho? Onde está aquele que pôs no meio deles o seu Espírito Santo?

14 Efraim mui amargosamente provocou a sua ira; portanto, deixará ficar sobre ele o seu sangue e o seu Senhor fará cair sobre ele o seu opróbrio.
2 Rs 17.11-13 E queimaram ali incenso em todos os altos, como as nações que o SENHOR transportara de diante deles; e fizeram coisas ruins, para provocarem à ira o SENHOR. E serviram os ídolos, dos quais o SENHOR lhes dissera: Não fareis estas coisas.E o SENHOR protestou a Israel e a Judá, pelo ministério de todos os profetas e de todos os videntes, dizendo: Convertei-vos de vossos maus caminhos e guardai os meus mandamentos e os meus estatutos, conforme toda a Lei que ordenei a vossos pais e que eu vos enviei pelo ministério de meus servos, os profetas.

Objetivos:

Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:

Explicar a origem do nome Jeová.

O impronunciável nome de DEUS (YHWH) é transliterado para Yaweh, Iavé, Yehovah, Javé ou Jeová, implicando em se fornecer e acrescentar alguma qualidade ou atributo de DEUS a esse nome, pois nenhum nome será suficiente para designar a totalidade de DEUS, por isso se usa em cada situação um atributo do DEUS todo poderoso. Os Judeus não pronunciam este nome devido ao mandamento do Senhor como se vê em Êx 20.7 Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar o seu nome em vão; por isto usam o nome Elohim que quer dizer apenas DEUS, mas não é o nome completo como no tetragrama YHWH.

Determinar a diferença entre o comportamento de Jacó e Israel.

Mentira e engano foram mudados depois do encontro com DEUS para amor e fidelidade. Jacó, antes e agora — arrogância e auto-suficiência (12.2-14 [heb. 12.3-15]) Mais uma vez, Oséias passa a colocar em suas perspectivas históricas as práticas ímpias apresentadas resumidamente em 11.12-12.1.

Jo 3.3 Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.

Comparar a corrupção do povo nos dias de Oséias com os dias atuais.
Quantos hoje estão a fazer alianças com o inimigo? Saíram do mundo mas o mundo não saiu deles.

Ao longo da história grandes alianças foram feitas entre Deus e os homens, sendo as duas principais a Abraâmica e a Nova Aliança.

ALIANÇAS ENTRE DEUS E OS HOMENS

Alianças

Referências

Obrigações

Promessas

Edênica

Gn 2.16,17

a) Encher a terra de uma nova ordem, a humana que herdaria a semente pecaminosa de adão. b) Subjugar a terra para subsistência. c) Lutar pelo domínio sobre toda a criação. d) Comer ervas e frutos com suor e fadiga. e) Zelar pelo jardim. f) Abster-se de comer da árvore da ciência do bem e do mal.

VIDA ETERNA COM DEUS NA TERRA SEM ESFORÇO FÍSICO E COMUNHÃO DIÁRIA COM O CRIADOR.

Com Adão (Adâmica)

Gn 3.14-21

a) Satanás, através da serpente é amaldiçoado. b) Ouve-se a primeira promessa de um Redentor. (vv 15) c) A condição da mulher mudada (vv 16) para concepção multiplicada e com dor e sujeição ao homem, devido à necessidade de governo. (1 Co 11.7-9) d) A terra amaldiçoada por causa do homem (vv 17) e) O inevitável cansaço da vida (vv 17) f) O trabalho instituído no Éden (Gn 2.15) g) A morte física decretada (vv 19)

PERDÃO E RECONCILIAÇÃO.

Com Noé (Noética)

Gn 9.1-17

a) Confirmação de relação homem-terra. b) Confirmação de ordem da natureza. c) Estabelecimento do governo humano. d) Garantia de que a terra não sofreria outro dilúvio (arco-íris). e) De Cão procederia raça inferior e servil. f) Relação especial entre DEUS e Sem, visando CRISTO. g) Declaração profética de que Jafé seria de raça dilatada, ou seja inteligente.

SEM MAIS DILÚVIO. PROMESSA DE UMA FAMÍLIA DE ADORADORES, ATRAVÉS DELES VIRIA O SALVADOR.

Com Abraão (Abraâmica)

Gn 12.1-3

a) Farei de ti uma grande nação, em um sentido natural e espiritual. b) Abençoar-te-ei, em dois sentidos, materialmente e espiritualmente. c) Engrandecerei o teu Nome. d) Serei teu escudo e galardão. e) Tu serás uma benção. f) Abençoarei os que te abençoarem. g) amaldiçoarei os que te amaldiçoarem. h) Por meio de ti serão benditas todas as famílias da terra.

GRANDE NAÇÃO ABENÇOADA E PROMESSA DE UM REDENTOR.

Com Moisés (Mosaica)

Êx 19.1-25

a) Os mandamentos (Êx 20.1-26) b) Os Juízos (Êx 21.1 a 24.11) c) As ordenanças (êx 24.12-31.18)

VIDA PELA LEI. VISÃO DO PECADO E SUA PURIFICAÇÃO PELO SANGUE

Palestínica

Dt 28.1-30.3

Bênçãos e maldições são proclamadas (Dt 28; Js 24.24,25)

POSSESSÃO NA TERRA

Com Davi (Davídica)

2 Sm 7.16

5.1- O estado do homem no começo (Ex 19.1-3). 5.2- Sua responsabilidade (Êx 19.5,6). 5.3- Seu fracasso (II Rs 17.7-17). 5.4- O julgamento (II Rs 14.1-6,20)

REINADO MILENAR JUNTO AO REI DOS REIS. JESUS CRISTO descerá pessoalmente à terra e será reis do reis e senhor dos senhores literalmente, seu reino será literal em cumprimento à promessa feita a Davi. Mt 19.28. Neste tempo Satanás será preso por mil anos (Ap 20.2), Os crentes reinarão com CRISTO nessa época (Ap 20.4).

Nova Aliança

Hb 8.6;9.15

PELA GRAÇA, ATRAVÉS DA FÉ. Ef 2.8

SALVAÇÃO E VIDA ETERNA COM DEUS NO CÉU. A nova aliança é feita com base em melhores promessas, pois não só nos oferece a possessão de terra ou riquezas terrenas, ou qualquer outro bem material, mas acima de tudo isso oferece-nos a salvação, a vida eterna com DEUS, no céu

INTRODUÇÃO

A mentira e o engano de Israel são, nos sentidos vertical e horizontal, infidelidade a Deus e ao próximo.

SENTIDO

ENVOLVIDOS

SITUAÇÃO

RESULTADO

Vertical

DEUS e os Homens

Idolatria e alianças com ímpios

Deportação e exílio

Horizontal

Os Homens entre si mesmos

Mentira e Engano (Finanças e Comércio)

Guerras e Inimizades.


I. A EXPERIÊNCIA DE JACÓ

1. "Efraim se apascenta de vento"

Apascentar é cuidar, portanto DEUS considerava o Egito e a Assíria como vento que passa e arrasa o lugar por onde passou. Assim o cuidado que receberiam da aliança feita com os egípcios e com os assírios seria sua destrição.

Apascenta o vento, persegue (heb. rdp; cf. 2.7; 6.3; 8.3; Am 1.11) o vento leste são imagens de esforços fúteis e tolos, semelhantes à frase característica do Pregador, "correr atrás do vento", literalmente "ansiar pelo vento" (heb. re'út_ rúah; Ec 1.14; 2.1,17,26; 4.4,6; 6.9).

2. Judá e a experiência de Jacó (v. 2).

Para que Judá não acusasse seus irmãos e comemorasse a derrota de Israel (Jacó) por causa de sua idolatria, DEUS adverte a eles também de que a contenda não é só com Israel (Jacó), mas também com Judá, pois breve seria descortinado seu futuro.

3. "Como príncipe, lutou com o anjo" (vv.3,4).

A luta aqui provavelmente tem o sentido de Oração (Pv 8.17) já que seria impossível um homem vencer um anjo em uma luta corporal ou física. A angústia porque passava Jacó devido ao seu reencontro com seu irmão Esaú (ao qual havia enganado e do qual havia fugido depois de lhe tomar sua benção de primogenitura) e as consequências que este reencontro poderia trazer para sua numerosa família estava em sua mente. Era preciso ter um encontro pessoal com o DEUS de seus pais Abraão e Isaque. Era sua única e última opção. É nesta hora que o restaurador de almas vem ao nosso encontro, ou seja, quando o buscamos de todo o nosso entendimento e de todo o nosso coração. Nesse encontro pessoal a aliança é invocada e o nome do requerente é trocado de enganador para "aquele que luta com Deus", que maravilha é ter um encontro com DEUS! Para que Jacó, agora Israel, não se gloriasse foi lhe dado um espinho na carne (tal qual Paulo=2 Co 12.7); Tocou-lhe na Coxa. O Anjo de DEUS aqui pode ser interpretado como JESUS CRISTO, aquele que intercede por nós junto ao Pai.

Jr 29.13 Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração.

Veja: <http://www.armazemnadia.com.br/henrique/ORAÈÃO.HTM>


II. JEOVÁ É O MEMORIAL DE ISRAEL

1. O memorial do Deus de Israel.

Usava-se na aliança um memorial para relembrar a aliança de DEUS com os homens. Assim vemos Abraão plantar árvores ou fazer circuncisão, ou erigir altar, etc... Toda vez que Abraão olhava para o memorial se lembrava de DEUS e de sua aliança com Ele. - Quando DEUS quiz que Abraão se lembrasse de que lhe havia prometido muitos filhos disse para olhar para as estrelas e contá-las; assim quando Abraão desfalecia em sua fé, bastava olhar para o céu e ver as estrelas, então sua fé era fortalecida pelo memorial.

O nome de DEUS é um memorial para todo israelita.

Êx 20.7 Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar o seu nome em vão; por isto usam o nome Elohim que quer dizer apenas DEUS, mas não é o nome completo como no tetragrama YHWH.


2. O significado do nome Jeová.

Para se conhecer uma pessoa precisamos andar com essa pessoa, falar com a mesma, ouví-la e analisá-la; mas para conhecermos a DEUS, precisamos de fé, pois DEUS é ESPÍRITO, sendo discernido e compreendido somente espiritualmente, pela fé.

Os nomes de DEUS revelam algumas de suas qualidades, pois nunca poderíamos compreender tudo a respeito d`ELE:

Alguns nomes de DEUS que revelam suas características:

‘El Shaddai: "Deus todo poderoso"

‘El Elyon: "Deus Altíssimo"

‘El Ròi: "O Deus que vê"

‘El Olam: "O Deus eterno"

‘El Elohe Yisráel: "Deus, o Deus de Israel"

Yaweh-Ropheka ou Jeová: "O Senhor teu médico"

Yaweh- Nissi ou Jeová: "O Senhor minha bandeira"

Yaweh- Shalon ou Jeová: "O Senhor é minha paz"

Yaweh Rafá ou Jeová: "O senhor que Sara (ou cura)"

Yaweh- Ròi ou Jeová: "O Senhor é o meu pastor"

Yaweh- Tsidkenu ou Jeová: "O Senhor justiça nossa"

Yaweh- Shammah ou Jeová: "O Senhor está ali"

Yaweh- Sabaoth ou Jeová: "O Senhor dos exércitos"

Qedosh Yiráel: "O santo de Israel"

Tsur: "Rocha"

Abba: "Pai" ou "O Pai"

Melek: "Rei"

Gòel: "Redentor"

Rishoh Wa-Acharon: "O 1º e o último"

Elohe ‘Emeth: "O Verdadeiro"

EL = DEUS

Jeová tem o sentido de auto-existência, sem princípio e fim (eterno).

3. O nome sagrado no período interbíblico.
De Malaquias a João Batista. Neste período o nome de DEUS foi terminantemente proibido de se pronunciar pelos Judeus Ortodoxos, inserindo-se no tetragrama algumas vogais na Idade Média (a partir de 1520), pelos rabinos Judeus.

Ficou assim definido o nome pronunciável de DEUS como Adhonay, depois Yehowah e mais recentemente Jeová ou Iavé.

É interessante que em quase todas as línguas o H do tetragrama YHWH está no nome de Abraão (Abraham em Inglês, por exemplo), pois na aliança há mudança de nome dos participantes como cabeças de Aliança, como é o caso aqui:

Abrão passou a se chamar Abrahão e DEUS passou a se chamar "O DEUS de Abrahão..

Assim em Gl 3.14 vemos que aqueles que aceitam a JESUS CRISTO como Senhor e Salvador recebem o H de DEUS, ou seja "O ESPÍRITO.

Gl 3.14 pela fé recebamos a promessa do H (ESPÍRITO).


Idade Média
Período histórico compreendido entre a queda de Roma (e seu império) em 476 d.C. e a tomada de Constantinopla, pelos turcos otomanos, em 1453.

III. O MESMO DEUS MAS NÃO A MESMA PESSOA

1. O Messias é também chamado de Jeová.

Jo 10.30 Eu e o Pai somos um.

Sendo JESUS CRISTO, DEUS mesmo, tanto faz estar se referindo ao PAI ou ao ESPÍRITO SANTO ou a JESUS, o nome JEOVÁ se aplica a DEUS como um todo, ou seja à trindade.

2. Um só Deus em três Pessoas.

Mt 3.16-17 Batizado que foi Jesus, saiu logo da água; e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito Santo de Deus descendo como uma pomba e vindo sobre ele; e eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.

JESUS sendo batizado, o ESPÍRITO SANTO descendo sobre eEle e o PAI falando.

São tres pessoas em uma mesma essência, diferente do homem que é corpo, alma e espírito (1 Ts 5.23), mas o corpo não é um com a alma e o espírito, pois o que um quer o outro na maioria das vezes não quer (Gl 5.17); o que não acontece com DEUS.


Triteísmo

Doutrina segundo a qual há em Deus não somente três Pessoas, mas também três essências, três substâncias e três deuses. Enquanto na Trindade, há unidade, para o triteísmo ocorre a diversidade, e até conflito.

IV. A CONTROVÉRSIA DE JEOVÁ

1. A desonestidade de Efraim (vv.7,8).

A vã arrogância de Efraim (12.7-9). Os dois versículos anteriores desviaram nossa atenção da conduta dúbia de Jacó para as necessidades dos contemporâneos de Oséias. Nos versículos de 7 a 9, o alvo se estreita, passando de todo o povo que tem Jacó por pai (cf. 11.12; 12.2) para o reino do norte, Efraim, um nome que faz lembrar sua tribo mais famosa e dominante (cf. comentários sobre 4.17; 5.3, 9,11,13). A transição de todo o povo para o grupo de tribos do norte é engenhosa. As características de Efraim são descritas (v. 7) antes de se revelar sua identidade (v. 8). Além disso, a estratégia do profeta é vincular Efraim à corrupção dos cananeus — mercador ou "comerciante" (1<'na'an em heb.; cf. Sf 2.5) — desenvolvendo ao mesmo tempo o esboço biográfico de Jacó (w. 3-4), cuja cobiça e ambição, até para com seu irmão, estabeleceram o padrão de conduta de Efraim. Balança enganosa (o adjetivo é minnà; cf. 11.12) fala de práticas comerciais desonestas que receberam a condenação de Amos (8.5-6) e as advertências dos sábios (Pv 11.1; 20.23). Efraim era imparcial em sua cobiça desonesta — ele oprimia (heb. 'sq; 5.11; cf. Dt 24.14; Jr 7.6; Am 4.1) até mesmo seu "amigo" ou "aliado": ama não deve serviste como o verbo principal (cf. ARA; ARC; IBB; BJ; TB; PIB), mas ser traduzido por "amado", o objeto direto do outro verbo, oprimir. Assim, a oração reflete o tratamento traiçoeiro de Jacó para com Esaú (v. 3). O comerciante trapaceiro não é identificado apenas no versículo 8, mas também é levado a testemunhar contra si mesmo (cf. 2.5, 12; 10.3) com uma arrogância tão tola quanto perniciosa. Ele alega ter-se enriquecido (heb. 'sr). Certamente, o uso do verbo adquirir ou "achar" (heb. ms') para indicar a obtenção de grandes bens (quanto aos trocadilhos progressivos a partir dos significados de 'wn, veja w. 4,11) tem o propósito de contrastar com o encontro (heb. ms') de Jacó em Betel (v. 4). Por mais que tivesse defeitos, com certeza o patriarca encontrou algo mais importante do que as riquezas em que seus descendentes confiavam. A arrogância, que é uma auto-acusação, prossegue até o final do versículo 8 (ARA; ARC; IBB; TB; BLH; BJ; ao contrário da PIB), selando sua vanglória com uma afirmação de inocência ou de impunidade: "(Em) todos meus ganhos (o heb.yagía' descreve o resultado de um trabalho extenuante;^ Dt 28.33; Ag l. 11) não acharão (de novo m^') em mim nenhuma iniquidade (heb. 'awôn; cf. 4.8; 5.5; 7.1; 8.13; 9.7, 9; 13.12; 14.1-2) que seja pecado" (heb. het'; Is 31.7; Oséias frequentemente emprega a raiz, mas não a palavra, nessa forma exata; cf. 4.7; 8.11; 10.8-9; 13.2).1 Essa leitura do texto (como fazem Andersen, pp. 593-594; Wolff, p. 207; Jacob, p. 85; Jeremias, p. 148) aumenta a arrogância e ao mesmo tempo adia o anúncio de juízo, a fim de que possamos ouvi-lo da boca do próprio Oséias.

1 Tm 6.10 Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.


2. Os dias da reunião solene (v.9).

DEUS faz aqui uma ironia com os Israelitas, pois para comemorarem sua saída do egito moravam em cabanas durante sete dias na festa dos tabernáculos; agora morariam em cabanas, mas permanentemente, pois iriam para o exílio na Assíria e lá não teriam suas casas.
Lv 23.42 Por sete dias habitareis em tendas de ramos; todos os naturais em Israel habitarão em tendas de ramos,

CONCLUSÃO:

Como representante de Jeová, Oséias justifica mais uma vez que o juízo se aproxima por causa da apostasia.

Nós, por nossa vez, como representantes de DESU aqui na terra, devemos chamar a atenção dos homens para o juízo de DEUS que se aproxima.

2 Tm 4.5 Tu, porém, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério.

Ef 4.1 Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados,

Mc 16.15 E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura.

Consultas:

CD da BEP - CPAD

Pequena Enciclopédia Bíblica - Orlando Boyer - IBAD

www.estudosbiblicos.com

Oséias Introdução e Comentários - David A.Hubbard - S.R.E. Vida Nova e A.R.E.Mundo Cristão.

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OSÉIAS 12.1

Efraim me cercou de mentiras e a casa de Israel com engano. Judá ainda vagueia com El e se mantém fiel aos "santos" [da corte de El]. A fidelidade de Judá aos deuses pagãos adorados na forma de ídolos aponta para a natureza confusa de toda a vida religiosa do povo. Quando a fidelidade era uma virtude, estava em falta (4.1); quando era defeito, estava presente em toda parte.

l. A traição da idolatria foi acompanhada pela tolice de Efraim (não temos condições de saber se aqui Efraim é uma referência ao estado remanescente ou ao reino do norte) na política externa. Apascenta o vento ^persegue (heb. rdp; cf. 2.7; 6.3; 8.3; Am 1.11) o vento leste são imagens de esforços fúteis e tolos, semelhantes à frase característica do Pregador, "correr atrás do vento", literalmente "ansiar pelo vento" (heb. re'út_ rúah; Ec 1.14; 2.1,17,26; 4.4,6; 6.9). Oséias empregou "semeiam ventos" (ou "semeiam nos ventos") como figura de semelhante futilidade (8.7). Em 13.15, o vento leste será um instrumento de juízo, como se aquilo que eles perseguiam (todo dia), em 12.1, finalmente os alcançasse. Mentiras (aqui o heb. kzb) e destruição (heb. sõd, cf. comentário sobre 7.13; Am 3.10; 5.9) podem ser entendidas como uma só expressão (hendíadis, duas palavras usadas para transmitir um único sentido): "falsidade violenta", isto é, mentira que resulta em violência (esta última é às vezes emendada para saw, "vaidade", "futilidade", com base naLXX).1 A amplitude desse engano prejudicial é novamente expressa mediante o emprego do tema da multiplicação (cf. 4.7; 8.11; 10.1, 13). A principal demonstração de sua tolice enganosa era a política externa vacilante (cf. "insensata, sem entendimento", IBB, em 7.11), pela qual faziam negociações (faz aliança) — até tratados inventados (esse é o sentido de hentaqui; cf. 2.18; 6.7; 8.1) — com a Assíria e simultaneamente traziam azeite de oliva (c/comentários sobre 2.5, 8) como suborno ou tributo para o Egito. Sobre as circunstâncias, veja a nota adicional sobre os possíveis contextos históricos, 5.8-7.16, p. 128. Cortejar dois inimigos ao mesmo tempo não era apenas um ato de deslealdade para com Deus, mas um ato de loucura política, destinada a fazer cair sobre eles a ira das duas nações.

OSÉIAS 12.2-14

b. Jacó, antes e agora — arrogância e auto-suficiência (12.2-14 [heb. 12.3-15]) Mais uma vez, Oséias passa a colocar em suas perspectivas históricas as práticas ímpias apresentadas resumidamente em 11.12-12.1. Ele faz isso, citando acontecimentos da vida de Jacó para explicar o comportamento tanto de Judá quanto de Israel. Tal é o desdobramento dos segmentos deste capítulo intrigante que muitos intérpretes propõem grandes rearranjos, embora não haja consenso entre os eruditos. A questão mais importante é se Jacó está servindo aqui como exemplo positivo ou negativo.

1 A prática normal de Oséias, o contexto do capítulo 12, que está cercado pelas ilustrações históricas negativas encontradas em 9.10-11.11 e 13.1, e a própria redação do texto parecem favorecer ligeiramente uma interpretação negativa, apesar da oportuna advertência de Andersen (pp. 597-600) de que o texto é menos crítico em relação a Jacó do que se costuma pensar. Se há alguma lição positiva, ela deve estar baseada no versículo 4, podendo ser: (l) a luta de Jacó com Deus e/ou Seu anjo, entendida como exemplo de arrependimento e retorno a ser imitado pêlos contemporâneos de Oséias, ou (2) a paciência de Deus, estendida até mesmo a um trapaceiro como Jacó.

2 Pode-se dividir o capítulo em três seções, sem com isso negligenciar sua unidade temática global: a controvérsia com Judá e Israel — w. 2-6; a vã arrogância de Efraim — w. 7-9; as parábolas dos profetas — w. 10-14. Indícios da unidade do capítulo são observados nas ocorrências do nome de Jacó (w. l, 12), nas referências ao Egito (w. 9, 13), no uso da raiz 'wn em vários sentidos — maturidade (v. 3), riqueza (v. 8), futilidade perversa (ou deuses falsos, v. 11) — no destaque dado à acusação (w. 2-3,7,11,14) e no fato de que a atenção parece ser dirigida para a nação inteira, norte e sul (cf. Judá, v. 2, Efraim, w. 8,14, e referências ao êxodo do povo unido, w.9,13).

OSÉIAS 12.2-6

i. A controvérsia com Judá e Israel (12.2-6). Contenda sugere que o contexto legal de 11.1-11 recebe um novo anúncio no versículo 2 (cf. comentários sobre 2.2; 4.1,4, quanto a rib, "controvérsia", "disputa legal" ou "discussão"). A ameaça de castigo é lançada sobre o réu, antes que se apresentem as provas contra ele (v. 2b-c), embora as acusações de 11.12-12.1 possam transmitir alguma prova. Então, é citada a prova mais clara — não do próprio comportamento de Israel, mas de seu ancestral e epônimo,7acó (w. 3-4); a introdução ao nome do Senhor (v. 5), em forma de hino (cf. Am 4.13; 5.8-9; 9.6), serve para reforçar a natureza sagrada da experiência de Jacó e lembrar os ouvintes de Oséias dAquele que entrou em litígio com eles. A admoestação ou instrução (v. 6) é um claro resumo do dever deles para com o Deus do hino (cf. as admoestações semelhantes relacionadas aos procedimentos legais em 10.12 e especialmente Mq 6.8). Judá (v. 2) é o primeiro réu, embora muitos estudiosos sejam levados a substituir o nome de Judá pelo de Israel, na pressuposição de que, posteriormente, um editor de Judá ignorou o paralelismo Israel/Jacó e inseriu o nome do reino do sul, num esforço de usar o texto de Oséias para expor os crimes de Judá (cf. Moffatt; BJ, margem; PIB [essas duas traduções seguem a numeração dos versículos do texto hebraico]; Ward, p. 207; Wolff, p. 206; Mays, p. 161; Jacob, p. 85). O nome de Judá (cf. 11.12) é um lembrete de que todo o povo herdou tanto as características ímpias ou tolas de seu ancestral comum quanto as promessas da aliança que farão deles um só povo mais uma vez. Jacó (w. 2, 12) e Israel (w. 12-13) referem-se ao pai das duas tribos, do norte e do sul, e de todas as tribos resgatadas do Egito no êxodo. Neste capítulo (w. 8, 14), Efraim significa reino do norte, sendo também a contraparte estilística de Judá. A ameaça do versículo 2 é anunciada numa linguagem conhecida, encontrada quase verbatim em 4.9: quanto a castigará, literalmente "visitará", cf. comentários sobre 1.4; 2.13; 4.9; 8.13; 9.9; quanto aproceder, isto é, "caminhos ímpios", neste contexto, cf. 4.9; quanto a obras, isto é, a descrição mais genérica e abrangente das ações erradas de toda espécie, cf. comentários sobre 4.9; 5.4; 7.2; 9.15; quanto a recompensará, literalmente "fará retornar", cf. comentários sobre 4.9; 12.15; como acontece em Amos 1.3, o objeto implícito é a ira divina. A ordem das palavras em hebraico, em forma de quiasmo — "ele castigará Jacó de acordo com seu proceder; de acordo com suas obras ele o recompensará" — enfatiza não tanto os pecados, mas o castigo, que ocupa o primeiro e o último lugar na oração. A ausência de transição entre os versículos 2 e 3 indica que Jacó ainda é o sujeito e que o tema continua sendo o juízo e as razões para tal.

O versículo 3 transporta-nos para as histórias da vida de Jacó em Génesis. Dois cenários da vida de Jacó nos são sugeridos pelas locuções adverbiais no ventre (cf. 9.11,16) e no vigor da sua idade, ou em sua maturidade ('wn, cf. o uso que Jacó faz do termo 'wn, em referência à sua virilidade para gerar Rúben, seu primogénito, Gn 49.3). O primeiro cenário é a história do nascimento de Jacó, lembrado no fato de ele agarrar o calcanhar de Esaú (Gn 25.26); o segundo parece dizer respeito à sua luta com o anjo de Deus perto do Jaboque, no local que veio a ser conhecido como Peniel (lit. "face de Deus"; cf. 32.30). Trocadilhos com o duplo nome do filho de Isaque são o núcleo do versículo 3. Os verbos dão a pista. Pegou (agarrou) do calcanhar é a tradução do hebraico 'dqab_, cuja forma no incompleto é ya "qob,, isto é, Jacó. A força negativa da palavra seria ainda mais clara para os ouvintes de Oséias quando recordassem do caso de Génesis 27.36, em que Esaú se queixa a Isaque: "Não é com razão que se chama ele Jacó? pois já duas vezes me enganou (heb. yawqdb\)•. tirou-me o direito de primogenitura (cf. Gn 25.29-34), e agora usurpa a bênção que era minha". Lutou (heb. sara; cf. Gn 32.29) é a base para a explicação da mudança de nome de Jacó para Israel (ïleb.yisraïl; observe o sr no nome), relatada em Génesis 32.28. É possível que a luta, preservada no nome de Israel, fosse encarada negativamente por Oséias. Tanto o ato de agarrar o calcanhar quanto a luta eram sinais do atrevimento impulsivo de Jacó. Ainda que o acontecimento de Peniel tenha resultado em bênção para aquele que acabara de receber o nome de Israel, também carregava sua dor, como preço da impetuosidade: a coxa de Jacó deslocou-se da junta, e, mancando, ele foi encontrar-se com Esaú (Gn 32.25, 31).

O versículo 4 está repleto de perguntas para o intérprete. Quais os sujeitos que atribuímos à sequência de verbos? A ausência de um sinal de que o sujeito tenha mudado, o "e" (omitido na ARA) que liga o versículo 4 ao 3 e a repetição de um verbo que tem em sr suas principais consoantes — tudo isso aponta para Jacó como sujeito e indica algum desenvolvimento do versículo 3b como objetivo do versículo 4. Foi Jacó quem: (l) "lutou com" (ou, talvez, "agiu com superioridade em relação a")1 Deus — lendo o hebraico 'el, "com", "para", como 'ël, não a preposição, mas a divindade — e prevaleceu com o anjo (cf. Gn 32.28, onde a linguagem é quase idêntica); (2) chorou (ou "inquietou-o");2 e lhe pediu mercê (quanto a esse grau de hnn, "ser gracioso", veja Gn 42.21; Dt 3.23; l Rs 8.33,47); e (3) "o encontra em Betel" (quanto ao hebraico ms' no sentido de encontrar para adorar, cf. 5.6) e ali fala com ele (lendo com ele, acompanhando a LXX e a Siríaca, em vez de conosco, que segue o TM), prometendo a lealdade da aliança a Deus, em troca da orientação e da provisão divina (Gn 28.18-22).

Portanto, podemos ler o versículo 4 assim: E ele [Jacó] contendeu com Deus e com um anjo [de Deus] prevaleceu. Ele [Jacó] chorou e suplicou seu favor. Ele se encontrou com Deus [para adoração] em Betel, e ali falou com ele. Essa leitura mantém Jacó como o sujeito constante e Deus (ou Seu anjo) como o objeto, evitando grande parte das emendas envolvidas nas outras maneiras de tratar o versículo (cf. a dupla inserção da palavra Deus no texto, ARA, RSV; ou a omissão de anjo feita por Wolff, p. 206). Será que podemos harmonizar o resumo de Oséias com acontecimentos registrados em Génesis? Apenas em parte. A súplica pela bênção parece ter acontecido em Peniel/Penuel (Gn 32.26), mas ali não se descreve nenhum choro. Oséias pode ter acrescentado a palavra como uma hendíadis, para dar intensidade ao pedido de Jacó. O único topônimo mencionado é Betel (cf. 10.15; os nomes normalmente empregados por Oséias para a antiga cidade sagrada eram o sarcástico Bete-Áven, 4.15; 5.8; 10.5, ou Áven, 10.8), ao passo que a luta com o desconhecido misterioso ocorreu em Peni el. O encontro dramático com os anjos de Deus em Betel (Gn 28.12-22) é expresso concisamente por "encontrou-o" e "falou com ele". Oséias também parece estar invertendo a ordem dos acontecimentos, citando o episódio de Peniel antes do encontro de Betel, provavelmente por causa da unidade literária obtida pelo trocadilho com as raízes srh e srr, no final do versículo 3 e no início do versículo 4. Deve-se deixar em aberto a possibilidade de Oséias ter tido acesso a tradições sobre Jacó em formas diferentes daquelas preservadas em Génesis.1 Como Oséias pretendia relacionar o comportamento de Jacó com a situação de Israel nos anos finais do reino do norte? Cautelosamente, arriscamos uma resposta em três partes. Primeira, a presunção de Jacó quanto a seus direitos e seu papel como filho de ísaque, irmão rival de Esaú e herdeiro da aliança divina, correspondia à expectativa simplista de Israel, que achava que sua condição de eleito jamais correria risco, por mais que seu comportamento se tornasse parecido com o dos moradores de Canaã (w. 7-9; cf. seus apelos insinceros à graça divina, em 6.1-3; 8.2). Segunda, o encontro de Jacó com Deus em Betel, apesar de ser um marco em sua vida, não garantiu a obediência do patriarca a Deus, conforme atestam os episódios posteriores àquilo (e. g., a idolatria que havia corrompido sua casa, em Gn 35). Betel não foi a solução completa para a infidelidade à aliança demonstrada por Jacó, e certamente não o seria para a de Israel, uma vez que se tornara um centro de adoração de bezerros. Terceira, e talvez mais importante do que tudo, Jacó não cumpriu o voto de fidelidade a Deus feito em Betel, e seus descendentes não apenas seguiram suas pegadas, mas foram além delas. Quaisquer que tenham sido os compromissos assumidos em Betel quando Jacó falou com Deus, eles ficaram reduzidos a nada pelo fato de Israel entender que os atos rituais (cf. 5.6) eram suficientes para cumprir suas obrigações em relação à aliança. Esse enfoque tríplice sobre o objetivo de Oséias nos versículos 3 e 4 ganha alguma sustentação no fragmento de hino e nas admoestações dos versículos 5 e 6. O hino que apresenta o nome de Javé em contraste com '"lôhím e 'ël, nos versículos 3 e 4, é um lembrete dos perigos de confundir o Senhor e Salvador de Israel com os deuses da terra, incluindo o deus maior, El. O emprego do título completo, o Senhor, o Deus dos Exércitos (isto é, exércitos do céu e da terra [2 Sm 5.10], denominação encontrada somente aqui em Oséias), desvia a atenção de algum local sagrado como Betel, transferindo-a para o poder e a glória universal do Senhor. O fato de nome, no versículo 5, não ser a palavra mais comum sem (cf. Am 4.13; l. Veja em Andersen, pp. 597-615, maiores comentários sobre os relacionamentos.

OSÉIAS 12.7-9 ;5.8; 9.6), mas zeker, que literalmente significa "título por meio do qual se lembra" (cf. ÊX 3.15; Os 14.7), pode ser a maneira de Oséias destacar como é crucial não esquecer o conhecimento da identidade singular de Javé. A advertência do versículo 6 pode ser um exemplo de instrução Judicial, um lembrete solene dos deveres da aliança, como em Miquéias 6.8. O Deus com quem Israel se relaciona insiste que os termos de qualquer acordo com Ele incluem o amor da aliança (misericórdia, heb. hesed; 2.19; 4.1; 6.4, 6) e consideração para com os direitos humanos (mispat), aspectos fundamentais em Seu próprio comportamento (c/ comentário sobre 2.19). As ambições de Jacó colocaram-no em dissonância com o caráter de Deus logo no início de sua vida (cf. v. 3). Sua descendência, individual ou coletivamente — o pronome pessoal enfático (omitido na ARA, v. 6) está no singular — tinha de ser reorientada, para que pudesse deixar seu antigo padrão e "voltar" (converte-te; novamente a palavra favorita de Oséias para designar a renovação penitente da responsabilidade diante da aliança; cf. comentários sobre 3.5; 11.5). Aqui, converte-te não tem absolutamente nenhum alvo explícito (cf. 14.1-2 [heb. w. 2-3], onde ocorrem para Javé e a Javé; as preposições hebraicas são 'ad e 'eï). A preposição b junto a teu Deus provavelmente significa com a ajuda de (Mays, p. 161; RSV; NEB), sendo um lembrete de que até o arrependimento é impossível sem a graça divina que o viabilize. A emenda de teu Deus para "tuas tendas" (cf. PIB; Ward, p. 207) é facilmente compreensível no texto hebraico (be'lõhêka torna-se b^õhalêka), mas é desnecessária aqui, além de antecipar rápido demais a proclamação de um novo relacionamento no deserto, anunciado no versículo 9. O fruto do retorno, ou conversão, não é apenas a conduta amorosa e justa que tanto faltava em Jacó e seus herdeiros (cf. Efraim nos w. 7-8), mas também uma dependência paciente e esperançosa (heb. qwh, "aguardar", "esperar"; cf. SI 25.5; 27.14; 37.34, onde "esperar" e "guardar" [heb.smr] encontram-se em paralelo, como em Os 12.6; cf. também o substantivo tiqwâ, esperança, em Os 2.15 [heb. 2.17]). Vez após outra Jacó havia se agarrado a seu destino; Israel e Judá haviam feito o mesmo ao se apossar das terras (5.8-10), firmar tratados apressados (10.4; 12.1) e levar súplicas a Baal (7.14-16). Seu novo estilo seria aguardar (espera) com plena esperança que o Redentor divino atendesse a suas necessidades.

u. A vã arrogância de Efraim (12.7-9). Os dois versículos anteriores desviaram nossa atenção da conduta dúbia de Jacó para as necessidades dos contemporâneos de Oséias. Nos versículos de 7 a 9, o alvo se estreita, passando de todo o povo que tem Jacó por pai (cf. 11.12; 12.2) para o reino do norte, Efraim, um nome que faz lembrar sua tribo mais famosa e dominante (cf. comentários sobre 4.17; 5.3, 9,11,13). A transição de todo o povo para o grupo de tribos do norte é engenhosa. As características de Efraim são descritas (v. 7) antes de se revelar sua identidade (v. 8). Além disso, a estratégia do profeta é vincular Efraim à corrupção dos cananeus — mercador ou "comerciante" (1<'na'an em heb.; cf. Sf 2.5) — desenvolvendo ao mesmo tempo o esboço biográfico de Jacó (w. 3-4), cuja cobiça e ambição, até para com seu irmão, estabeleceram o padrão de conduta de Efraim. Balança enganosa (o adjetivo é minnà; cf. 11.12) fala de práticas comerciais desonestas que receberam a condenação de Amos (8.5-6) e as advertências dos sábios (Pv 11.1; 20.23). Efraim era imparcial em sua cobiça desonesta — ele oprimia (heb. 'sq; 5.11; cf. Dt 24.14; Jr 7.6; Am 4.1) até mesmo seu "amigo" ou "aliado": ama não deve serviste como o verbo principal (cf. ARA; ARC; IBB; BJ; TB; PIB), mas ser traduzido por "amado", o objeto direto do outro verbo, oprimir. Assim, a oração reflete o tratamento traiçoeiro de Jacó para com Esaú (v. 3). O comerciante trapaceiro não é identificado apenas no versículo 8, mas também é levado a testemunhar contra si mesmo (cf. 2.5, 12; 10.3) com uma arrogância tão tola quanto perniciosa. Ele alega ter-se enriquecido (heb. 'sr). Certamente, o uso do verbo adquirir ou "achar" (heb. ms') para indicar a obtenção de grandes bens (quanto aos trocadilhos progressivos a partir dos significados de 'wn, veja w. 4,11) tem o propósito de contrastar com o encontro (heb. ms') de Jacó em Betel (v. 4). Por mais que tivesse defeitos, com certeza o patriarca encontrou algo mais importante do que as riquezas em que seus descendentes confiavam. A arrogância, que é uma auto-acusação, prossegue até o final do versículo 8 (ARA; ARC; IBB; TB; BLH; BJ; ao contrário da PIB), selando sua vanglória com uma afirmação de inocência ou de impunidade: "(Em) todos meus ganhos (o heb.yagía' descreve o resultado de um trabalho extenuante;^ Dt 28.33; Ag l. 11) não acharão (de novo m^') em mim nenhuma iniquidade

(heb. 'awôn; cf. 4.8; 5.5; 7.1; 8.13; 9.7, 9; 13.12; 14.1-2) que seja pecado" (heb. het'; Is 31.7; Oséias frequentemente emprega a raiz, mas não a palavra, nessa forma exata; cf. 4.7; 8.11; 10.8-9; 13.2).1 Essa leitura do texto (como fazem Andersen, pp. 593-594; Wolff, p. 207; Jacob, p. 85; Jeremias, p. 148) aumenta a arrogância e ao mesmo tempo adia o anúncio de juízo, a fim de que possamos ouvi-lo da boca do próprio Oséias no versículo 9. A auto-apresentação de Deus (v. 9; cf. 13.4) é a reação lógica frente à arrogância de Efraim. Como aconteceu no fragmento de hino no versículo 5, ela nos relembra quem realmente está no comando. O destino do povo não depende do fato de pertencer à árvore genealógica de Jacó nem de seu tino comercial. Desde o início — a terra do Egito (cf. comentário sobre 2.15) — e até que Deus diga outra coisa, eles são e continuarão sendo o povo de Sua escolha. E o que Deus escolhe para eles no juízo é um abandono de sua prosperidade e uma volta à austeridade de suas tendas no deserto. Os acontecimentos cruciais do êxodo e suas subsequentes peregrinações devem ser reprisados, a fim de que Efraim aprenda o quanto depende de Javé e o quanto deve agradecer por tal dependência. Os dias da festa podem ser uma alusão às cabanas temporárias utilizadas para acampar perto dos santuários (cf. comentário sobre 9.6). Contudo, uma vez que o propósito de Deus é eliminar todo vestígio da adoração a Baal (2.16-17), é mais provável que a expressão dias da festa seja uma extensão do tema do deserto e se refira ao uso festivo do tabernáculo conforme descrito em Números (como entende Andersen, p. 618).

iii. Parábolas dos profetas (12.10-14). Tendo Se apresentado no versículo 9, Deus passa a escrever Seu relacionamento com os profetas e a natureza do ministério deles (w. 10,13). A utilidade e a fidelidade do trabalho dos profetas contrasta profundamente com a cobiça egoísta e a ambição tola de Jacó e de seu semelhante, Efraim. O contexto, iluminado por referências ao êxodo (w. 9, 13), esclarece o papel dos profetas na fundação e preservação da nação. Em nenhum outro lugar Oséias defende com mais ímpeto seu próprio direito de ser ouvido. O objetivo desses versículos é idêntico ao de Amos 2.11-12; 3.3-8; 7.10-17: eles descrevem o papel do profeta como algo recebido de Deus e, portanto, incontestável. A longo prazo, os profetas têm mais valor do que os patriarcas, reis ou príncipes. Aos (o hebraico 'ai, "em cima de", "contra", "sobre", "até", é incomum aqui e parece contrastar com Vyad nas orações finais; 'ai, portanto, significaria a, "para", e Vyad, "por" ou "através de") profetas Deus proferiu Sua palavra de julgamento, orientação e salvação, e multiplicou — repare o contraste entre a multiplicação efetuada por Efraim (12.1) e a de Deus — visões (heb. l}azôn; quanto à relação entre visões e discursos proféticos, veja Am 1.1; "visão" é o título dos livros de Isaías, Obadias e Naum). Pelo ministério (heb. b^ad, lit. "pela mão de"; talvez um contraste com as mãos de Efraim, que seguravam a balança enganosa, v. 7) deles Deus pronunciou símiles (aqui o hebraico dmh não significa "silenciar" ou "destruir", como em 4.6; 10.7, 15, mas "parecer" ou, no grau intensivo como aqui, "idealizar comparações" ou "símiles", ou "estabelecer exemplos"). O termo é encontrado numa ampla gama de formas literárias, com um vasto espectro de sentidos, lembrando-nos de que tanto o conteúdo quanto a forma são dados por Deus nas Escrituras. A aparente falta de relação entre o versículo 10 e os versículos 11-13 talvez se torne mais compreensível se aceitarmos a sugestão de que a menção das comparações ou símiles proféticos, no versículo 10, leva a alguns exemplos oriundos da boca do próprio profeta.1 (Observe que Javé é mencionado na terceira pessoa ao longo dos w. 11-14.) Por várias razões, Gileade e Gilgal (veja comentários sobre 4.15; 6.8; 9.15) são introduzidos abruptamente aqui: (l) para mostrar como a idolatria havia-se disseminado em Israel; (2) para resumir e reforçar o tema do engano e da mentira — tanto na religião como na política — que fez a transição para o capítulo 12 (11.12); e (3) para demonstrar o trocadilho sarcástico que fazia parte do estilo profético conforme Deus havia ordenado — um trocadilho que integrava a própria proclamação de juízo sobre a maldade insana do povo. Antes de analisarmos detalhadamente os trocadilhos, precisamos resolver a tradução do versículo 11. A oração que traz a palavra Gileade geralmente é traduzida como uma condição (ARA) — Se há em Gileade transgressão (heb. 'wn; cf. comentário sobre w. 3, 8) — ou como uma pergunta (ARC; TB; IBB) — "Não é Gileade iniquidade?" Provavelmente, é mais esclarecedor considerar intensivas ou enfáticas as partículas que sugerem indagação ou condição (assim lêem JB; NAB; Andersen, pp. 594, 619). Gilgal e Gileade devem ser lidas num paralelo mais próximo do que faz a maioria das traduções. As duas últimas frases devem ser lidas paralelamente, tendo os topónimos como sujeito composto de ambas e sendo traduzidas no pretérito: Eles certamente estavam em Gileade com um ídolo Cãwen) sem valor, com certeza em Gilgal com uma imagem (saw') vazia.

(A) touros sacrificaram.Aliás, seus altares eram como marcos ao lado dos sulcos dos campos. Nessa tradução, a oração final não é uma predição; isso iria contra os tempos verbais, por inserir uma observação futura num versículo que nada disso fala. O objetivo não é predizer, mas ridicularizar: os altares são tão inúteis quanto pedras amontoadas por um lavrador à beira do campo (quanto a sulcos dos campos, veja 10.4) quando limpa o terreno (cf. Is 5.2). Se bois deve levar a preposição "a" é uma pergunta irrespondível. Uma vez que Gilgal termina com a letra que também é a preposição "a" (heb. f) o texto pode ter omitido acidentalmente a letra ou então se entendeu que seu significado permaneceria. O importante é se Oséias está falando da adoração de bezerros em si — "a" bois — ou de sacrifícios em que os bois eram abatidos (c/. 8.11-13; 10.1; 11.2). Os trocadilhos, que podem ser ilustrações das parábolas ou símiles (v. 10), principiam com a descrição da idolatria de Gileade como 'wn, palavra-chave do capítulo 12, que tem três sentidos distintos: vigor da idade, virilidade madura (v. 3); grandes bens (v. 8); "idolatria" (v. 11). A conclusão de Coote parece correta: "Em qualquer sentido, a deprecação de 'ôn é o objetivo da frase bem como do capítulo como um todo".1 Presunção e loucura estão no centro de todos os três comportamentos — a luta de Jacó, a avareza de Efraim, o paganismo de Gileade. O jogo de palavras também concentra-se na ligação entre os nomes Gileade, Gilgal e marcos ou pedras (heb. gallím), visto que os três termos apresentam as consoantes gl. A inutilidade dos locais é uma ênfase primordial deste "símile": além de terem os sons parecidos, Gileade e Gilgal são tão vazios de vida e propósito quanto as pilhas de pedras que eles usam como altares. O "símile" final empregado por Oséias para demonstrar seu papel profético encontra-se nos versículos 12 e 13, onde o trabalho prestado por Jacó para conseguir uma esposa torna-se uma ilustração de Javé resgatando Sua noiva. O elo entre esses versículos é tão intrigante que uma tradução (RSV) coloca o versículo 12 entre parênteses, para indicar que...

Colaboração do Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva
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