Lição 13 - O futuro de Israel


Estudos:

- Anti-semitismo

- A história do anti-semitismo cristão - parte 1
- A história do anti-semitismo cristão - parte 2
- O Rei dos judeus
- Raízes do anti-semitismo
- Anti-semitismo
- Anti-semitismo: Um Problema Duradouro na Sociedade Ocidental
- Anti-semitismo, Shoah e Igreja
- Breve história do povo judeu
- Visão histórica do povo de Israel
- A história do povo judeu
- Bases bíblicas do Sionismo

Livros:

- De Cristo aos judeus da corte - Leon Poliakov - Editora Sêfer

Complemento:

Questionário Questionário da lição - Colaboração de Alexandre Sancho

Rm 15.27 Isto pois lhes pareceu bem, como devedores que são para com eles. Porque, se os gentios foram participantes das bênçãos espirituais dos judeus, devem também servir a estes com as materiais.

Texto Áureo:

“E, assim, todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades” (Rm 11.26).

TODO O ISRAEL. A expressão "todo o Israel" deve ser entendida como uma referência à soma global dos crentes israelitas. (1) O número de judeus crentes em Cristo aumentará grandemente durante os dias tenebrosos da tribulação (Dt 4.30,31; Os 5.14-6.3; Ap 7.1-8). A tribulação terminará quando Cristo operar o livramento dos crentes israelitas e destruir os demais judeus incrédulos (Is 10.20 nota; Zc 13.8,9 nota). Todos os "rebeldes" (i.e., os judeus ímpios) serão expurgados (Ez 20.34-44 nota). (2) O remanescente crente de Israel (i.e., os sobreviventes do fim dos tempos) e os fiéis em Israel, das gerações passadas, constituem "todo o Israel" (cf. Ez 37.12-14).

Rm 9.27 Também Isaías exclama acerca de Israel: Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar, o remanescente é que será salvo.

Verdade Prática:

A Igreja deve ver o poder de Deus na preservação de Israel, pois o Senhor Jesus há de reinar sobre a casa de Jacó.

Ed 9.13 E depois de tudo o que nos tem sucedido por causa das nossas más obras, e da nossa grande culpa, ainda assim tu, ó nosso Deus, nos tens castigado menos do que merecem as nossas iniqüidades, e ainda nos deixaste este remanescente;
Sf 3.13
O remanescente de Israel não cometerá iniqüidade, nem proferirá mentira, e na sua boca não se achará língua enganosa; pois serão apascentados, e se deitarão, e não haverá quem os espante.

Leitura Diária:

Segunda Zc 12.10 Com lágrimas Israel lamentará seus pecados

O ESPÍRITO DE GRAÇA. Este versículo fala da conversão pessoal dos judeus. Em virtude da iminência de serem derrotados por seus inimigos, passarão a crer em Jesus como o verdadeiro Messias.
E O PRANTEARÃO. Em meio aos perigos daquele dia de batalha, os israelitas clamarão a Deus por socorro. Então o Senhor derramará do seu Espírito Santo para transmitir-lhes a sua graça, e atender-lhes à oração.

(1) Os arrependidos reconhecerão serem culpados pela espada romana ter traspassado a Jesus, o Messias, causando-lhe a morte (cf. Sl 22.16; Is 53.5; Jo 19.34).

(2) O pranto dos israelitas será amargo. Cada família pranteará à parte. Os maridos também prantearão separadamente das respectivas mulheres. Por conseguinte, cada indivíduo terá de arrepender-se pessoalmente de seus pecados, e por haver rejeitado a Jesus Cristo (cf. Rm 3.23; 6.23; At 16.31; 1 Pe 2.24).

Terça Zc 8.22,23 Israel será uma bênção para as nações

VIRÃO MUITOS POVOS... BUSCAR... O SENHOR. Haverá alegria incomparável quando os gentios reunirem-se aos judeus na busca ao Senhor em Jerusalém, pois Ele estará ali (ver Ez 48.35). Retrata-se, neste ponto, o cumprimento final da promessa concernente à aliança com Abraão, no sentido de que os gentios -seriam trazidos ao Senhor (Gn 12.3; Gl 3.8,26-29;

Quarta Is 2.3 Jerusalém será a capital do mundo.

2.2-5 SE FIRMARÁ O MONTE DA CASA DO SENHOR. Isaías profetiza a respeito de um período quando o governo divino se estabelecerá em toda a terra (cf. Mq 4.1-3). Toda iniqüidade, injustiça e rebelião dirigidas contra Deus e sua lei serão debeladas e a justiça prevalecerá (cf. 59.20 60.3,14; Jr 33.14-16; Zc 2.10-12). Todas as nações , judeus e gentios, adorarão e servirão ao Senhor. Esta profecia manifesta o propósito final de Deus para Israel e a raça humana; ela cumpre-se no próprio Jesus Cristo, que executa juízo e justiça na terra (9.1-7; 11.3-5).
2.3 NOS ENSINE... SEUS CAMINHOS... SUAS VEREDAS. O interesse primordial de todos os que se tornam discípulos do Senhor deveria ser conhecer e obedecer à sua vontade, como cidadãos do seu reino. É importante que quem proclama a mensagem de Deus, tome o máximo cuidado com o que prega e ensina, para que isto seja a mensagem de Deus, proveniente das Escrituras inspiradas, i.e., a revelação de Cristo, dos profetas do AT e dos apóstolos do NT. Todo mundo, tanto os perdidos como os salvos, precisam ouvir a verdade de Deus proclamada por lábios ungidos pelo Espírito Santo, dedicados aos retos caminhos de Deus.


Quinta Lc 1.32,33 O Senhor Jesus reinará para sempre na casa de Jacó

Is 9.1-7 NÃO SERÁ ENTENEBRECIDA. Isaías fala de um Libertador vindouro que, um dia, guiaria o povo de Deus à alegria, à paz, à retidão e à justiça. Essa pessoa é o Messias Jesus Cristo, o Filho de Deus. Essa profecia revela várias verdades importantes sobre o Messias vindouro.

(1) Ministraria principalmente na Galiléia (v. 1; cf. Mt 4.13,14).

(2) Traria a luz da salvação e da esperança (v. 2; cf. 42.6; 49.6; Mt 4.15,16).

(3) Aumentaria o número do povo de Deus, sobretudo pela admissão dos gentios à família da fé (v. 3; cf. At 15.13-18).

(4) Traria a paz pelo livramento do seu povo do jugo da opressão, e pela derrota de seus inimigos (vv. 4,5).

(5) O Messias viria da nação de Israel e seria chamado Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz (ver v. 6 nota). (6) Reinaria sobre o povo de Deus para sempre (v. 7; cf. 2 Sm 7.16).

Sexta Jr 30.11 Jeová garantiu preservar Israel sobre a face da terra.

Am 9.8 Eis que os olhos do Senhor JEOVÁ estão contra este reino pecador, e eu o destruirei de sobre a face da terra; mas não destruirei de todo a casa de Jacó, diz o SENHOR.

Sábado Is 9.7 Jeová prometeu que não haverá fim do trono de Davi.

DESTE PRINCIPADO E DA PAZ, NÃO HAVERÁ FIM. Nesta declaração profética do estabelecimento do reino de Cristo, não aparece a distinção entre a sua primeira e a segunda vinda. No momento da história da humanidade em que Isaías profetizou, ele vê toda a obra redentora e também o reino de Cristo em perspectiva, como um só evento num futuro distante. O AT não revela claramente em parte alguma que o reino de Cristo na terra abrangeria uma primeira e uma segunda vinda na história. De igual modo, no NT há intervalos de tempo entre os eventos dos tempos do fim; nem sempre eles estão claramente diferençados entre si (ver Mt 24.42-44 notas).

Leitura Bíblica Em Classe:

OSÉIAS 14.1-9

Exortação ao arrependimento e promessa de perdão


1 Converte-te, ó Israel, ao SENHOR, teu Deus; porque, pelos teus pecados, tens caído.

CONVERTE-TE... AO SENHOR. Embora seus pecados fossem a causa de sua ruína, os israelitas ainda tinham a oportunidade de se arrependerem e voltar ao Senhor. Deus, porém, queria mais do que sacrifícios sem sentido. Queria que os israelitas oferecessem palavras provenientes do coração palavras de submissão e louvor, que demonstrassem uma nova atitude; palavras de absoluta confiança no Senhor. Tais palavras levariam a ações que agradariam a Deus.

2 Tomai convosco palavras e convertei-vos ao SENHOR; dizei-lhe: Expulsa toda a iniqüidade e recebe o bem; e daremos como bezerros os sacrifícios dos nossos lábios.

Hb 13.15 Portanto, ofereçamos sempre, por ele, a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome.

3 Não nos salvará a Assíria, não iremos montados em cavalos e à obra das nossas mãos não diremos mais: Tu és o nosso Deus; porque, por ti, o órfão alcançará misericórdia.

Is 31.1 Ai dos que descem ao Egito a buscar socorro e se estribam em cavalos! Têm confiança em carros, porque são muitos, e nos cavaleiros, porque são poderosíssimos; e não atentam para o Santo de Israel e não buscam ao SENHOR.

4 Eu sararei a sua perversão, eu voluntariamente os amarei; porque a minha ira se apartou deles.

5 Eu serei, para Israel, como orvalho; ele florescerá como o lírio e espalhará as suas raízes como o Líbano.

6 Estender-se-ão as suas vergônteas, e a sua glória será como a da oliveira, o seu odor, como o do Líbano.

7 Voltarão os que se assentarem à sua sombra; serão vivificados como o trigo e florescerão como a vide; a sua memória será como o vinho do Líbano.

14.4-7 EU VOLUNTARIAMENTE OS AMAREI. Depois de os israelitas terem suportado o castigo, Deus os curaria e os restauraria plenamente, cuidando deles assim como um pai cuida de seus filhos. Seriam caracterizados por um novo modo de vida, belo e puro como o lírio; tal como os cedros do Líbano, o povo seria forte, altamente estimado e profundamente arraigado na Palavra de Deus. Todas as figuras de linguagem nestes versículos demonstram quão precioso será para Deus o povo restaurado.

8 Efraim dirá: Que mais tenho eu com os ídolos? Eu o tenho ouvido e isso considerarei; eu sou como a faia verde; de mim é achado o teu fruto.

Jr 31.18 Bem ouvi eu que Efraim se queixava, dizendo: Castigaste-me, e fui castigado como novilho ainda não domado; converte-me, e converter-me-ei, porque tu és o SENHOR, meu Deus.

9 Quem é sábio, para que entenda estas coisas? Prudente, para que as saiba? Porque os caminhos do SENHOR são retos, e os justos andarão neles, mas os transgressores neles cairão.

QUEM É SÁBIO? A verdadeira sabedoria inclui entender a Deus e seus caminhos; expressa-se através de um modo de vida de acordo com os padrões de retidão divinos (Dt 4.3-9; Sl 111.10; Pv 1.7; 8.10,32-36). A sabedoria na Bíblia não é a simples posse de talentos intelectuais; ela é prática, e inclui um bom relacionamento com o Senhor..

Objetivos:

Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:

Expressar amor e respeito para com Israel.

Sl 122.66 Orai pela paz de Jerusalém; prosperem aqueles que te amam.

Rm 11.18 não te glories contra os ramos; e, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti.

É um grande perigo para os crentes falarem mal ou perseguirem algum Judeu, pois DEUS tem um carinho todo especial por eles e suas promessas hão de se cumprir quanto aos mesmos.

Gn 12.3 Abençoarei aos que te abençoarem, e amaldiçoarei àquele que te amaldiçoar; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.

Dt 32.10 Achou-o numa terra deserta, e num erma de solidão e horrendos uivos; cercou-o de proteção; cuidou dele, guardando-o como a menina do seu olho.

Zc 2.8 Pois assim diz o Senhor dos exércitos: Para obter a glória ele me enviou às nações que vos despojaram; porque aquele que tocar em vós toca na menina do seu olho.


Sublinhar que as nações da Terra usufruem das bênçãos prometidas a Israel.

Jo 4.22b porque a salvação vem dos judeus.

Gn 12.3 Abençoarei aos que te abençoarem, e amaldiçoarei àquele que te amaldiçoar; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.

Sl 122.66 Orai pela paz de Jerusalém; prosperem aqueles que te amam.


Reafirmar a restauração temporal e espiritual da nação hebraica.

Restauração temporal = Declarado em 1948 estado de Israel e Durante o Milênio, com o governo do próprio CRISTO.

Ap 20.6 Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele durante os mil anos.

Restauração espiritual = Eterna com DEUS, na Nova Jerusalém.

Ap 22.5 E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de luz de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os alumiará; e reinarão pelos séculos dos séculos.

INTRODUÇÃO

Vimos em todas as lições passadas a situação deplorável de Israel:

pecado, juízo e castigo. Agora, o profeta faz um último apelo, convidando o povo ao sincero arrependimento, para receber o perdão de Jeová.

Esse capítulo 14 é o epílogo da história de Israel, e não meramente o do livro de Oséias.

Apesar de Israel não receber o perdão de DEUS neste tempo de Oséias e sim o castigo de DEUS pela diáspora; Oséias antevê o dia da reconciliação de DEUS com Israel, no milênio.

I. O SOFRIMENTO DE ISRAEL

1. Ameaçado nos tempos bíblicos.

O diabo tentando impedir a vinda do Messias prometido pelos profetas.

Talvez o diabo tenha visto em Isaque o Messias, mas acabou vendo que não era ele.(Gn 17.9)

Talvez o diabo tenha visto em Jacó o Messias, mas Jacó caiu no laço de Satanás.(Gn 28.16)

Talvez o diabo tenha visto em Davi o Messias, mas Davi caiu no laço de Satanás.(1 Sm 18.14)

Talvez o diabo tenha visto em Salomão o Messias, mas Salomão caiu no laço de Satanás.(1 Rs 1.30)

Talvez o diabo tenha visto em João Batista o Messias, mas por fim, com sua morte viu a realidade.(Mt 3.1)

Quando o diabo viu JESUS, teve certeza, este era o Messias, o prometido.

"E eis que gritaram, dizendo: Que temos nós contigo, Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo?." Mt 8.26 - Há um tempo determinado para Satanás e sua turma, ele sabe disto e se apavora. Enquanto se apavora tenta matar, roubar e destruir tudo e todos a sua volta.

No Egito, pensando ser Moisés o Messias, instigou Faraó a matar todos os filhos recém nascidos dos Hebreus; em Israel, através de Herodes, todos os meninos recém nascidos foram mortos para impedir o reinado do Messias, mas nada adiantou, DEUS é fiel e cumpre suas profecias. O Salvador chegou!

Gn 15.13 Então disse o Senhor a Abrão: Sabe com certeza que a tua descendência será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos;

Ed 9.9 pois somos escravos; contudo o nosso Deus não nos abandonou em nossa escravidão, mas estendeu sobre nós a sua benevolência perante os reis da Pérsia, para nos dar a vida, a fim de levantarmos a casa do nosso Deus e repararmos as suas assolações, e para nos dar um abrigo em Judá e em Jerusalém.

At 7.17-19 Enquanto se aproximava o tempo da promessa que Deus tinha feito a Abraão, o povo crescia e se multiplicava no Egito; até que se levantou ali outro rei, que não tinha conhecido José.
Usando esse de astúcia contra a nossa raça, maltratou a nossos pais, ao ponto de fazê-los enjeitar seus filhos, para que não vivessem.

Israel sob o julgo do Egito vide: <http://www.armazemnadia.com.br/henrique/moisesvida.htm>

2. Ameaçado nos tempos extra-bíblicos.

Cronologia do Anti-semitismo

 

Entre os séculos XII e XIII- 

a comunidade Judaica de Sefarad alcança seu maior esplendor.

Século XII -

Assalto às judiarias (bairros judaicos) de Toledo e Leão

1147-

Ao tomar Santarém dos Mouros, D. Afonso Henrique, encontrou naquela cidade uma proeminente comunidade judaica, autônoma e numerosa. Por toda a Idade Média houveram em Portugal várias comunidades judaicas.

Início do Século XIII-

Instalação dos Tribunais do Santo Ofício na Espanha

1350-

O baixo clero estimula a perseguição aos judeus

1383-

Os "homens bons", da Aristocracia Burguesa, requerem da Rainha de Portugal a retirada dos judeus dos cargos oficiais.

Século XIV -

Uma onda de anti-semitismo assola a Espanha

1391-

As pregações fanáticas em Sevilha do arcediano de Écija, Ferrant Martinez, desencadearam terríveis matanças: um progrom em Sevilha, e o ataque às judiarias de Castela e Aragão, milhares de judeus morreram e outros tantos foram forçados a se converter ao catolicismo.

Século XV -

Os sermões do padre valenciano (dito "santo" pela Igreja Católica) Vicente Ferrer provocam a conversão de muitos, instigados pelo medo.

1449-

Entra em vigor a primeira lei de "limpeza de sangue", que proíbe aos judeus o acesso a cargos públicos, profissões e honrarias na Espanha.

1449-

Cristãos de Lisboa que haviam insultado judeus são açoitados a mando do corregedor de Lisboa.

1478-  

Reinstalação da Inquisição na Espanha, pedido feito pelos reis Isabel de Castela e Fernando de Aragão ao Papa, para combater os "infiéis".

1487 -

É impresso o primeiro livro em Portugal, uma Torah (pentateuco) em hebraico.

1492 -

Expulsão dos judeus da Espanha, a maior parte deles vai para Portugal.

1495 -

D. Manuel casando-se com a princesa Isabel, filha dos reis católicos, assina um contrato com esses reis comprometendo-se a expulsar os judeus de Portugal.

1495-

Os judeus, expulsos da Espanha, ao chegarem a Portugal eram escravizados, mas D. Manuel libertou-os.

1496 - 

O Rei D. Manuel dá então duas opções aos judeus, a expulsão ou a conversão

1496-1497 -

Crianças judias menores de 14 anos foram tomadas dos seus pais, obrigadas a se batizarem e foram adotadas por famílias católicas.

1497 -

lei que proibia o questionamento sobre as convicções religiosas dos novos convertidos.

1499 -

(21 e 22 de Abril) Os cristãos novos são proibidos de sair do reino de Portugal.

1500 -

Descoberta do Brasil, a oportunidade de fuga para aqueles que se encontravam perseguidos.

1503

Fernando de Noronha, judeu, liderando um grupo de judeus portugueses, assina com D. Manuel um contrato de exploração das novas terras descobertas.

1506 -

Ocorre o terrível progrom de Lisboa, milhares de judeus, homens, mulheres e crianças, são assassinados e queimados.

1507 -

Lei que dava aos cristãos novos os mesmos direitos dos cristãos velhos, abolindo a discriminação.

1515 - 

D. Manuel pede ao Papa uma Inquisição segundo o modelo da Inquisição Espanhola.

1516 -

D. Manuel oferece vantagens e estímulos aos que quisessem imigrar para o Brasil, objetivando a colonização das novas terras, e milhares de famílias judaicas aproveitam a oportunidade.

1524 -

D. João III confirma as leis contra a discriminação dos cristãos novos.

1531 -

É nomeado o primeiro inquisidor de Portugal: Frei Diogo da Silva.

1531 -

Martin Afonso de Souza, discípulo do judeu Pedro Nunes Português, é encarregado de uma expedição colonizadora.

1531 -

Terremoto em Portugal. Segundo os frades de Santarém era um castigo divino pela tolerância à presença judaica no Reino.

1532 -

Os cristãos novos são proibidos de sair do Reino por um período de três anos.

1533 -

Martin Afonso de Souza funda o primeiro engenho no Brasil.

1535 -

É renovada a proibição de 1532. O Papa Paulo III concede o perdão geral aos culpados de judaísmo.

1536

Instalação da Inquisição em Portugal, os réus culpados de judaísmo são isentos do confisco de seus bens por dez anos.

1540 -

Primeiro auto de fé em Lisboa.

1544 -

(22 de Setembro). Paulo III suspende a execução das sentenças do Santo Ofício.

1547 -

Proibição de os cristãos novos saírem do Reino é renovada por mais três anos. O confisco dos bens é suspenso por mais dez anos. O Papa Paulo III concede outro perdão geral e re-estabelece a Inquisição.

1558 -

O confisco é suspenso por outros dez anos.

1560 -

A Inquisição é instalada em Goa.

1567 -

Outra proibição da saída de cristãos novos do Reino.

1573 -

Renova-se a proibição.

1577 -.

Proibição anulada. A coroa torna isentos os cristãos novos do confisco de bens por mais dez anos, em troca de 225 mil cruzados.

1577 -

Término do período filipino, em que a Espanha dominava Portugal. Imigração judaica massiva para o Brasil. Alguns se dirigiram também à Holanda, América do Norte e América Espanhola, além de regiões Mediterrâneas.

1579 -

Os culpados de judaísmo voltam a estar sujeitos ao confisco de bens.

1580

- Revoga-se a permissão de livre saída do Reino.

1587 -

Lei que confirma a antecedente, e todas as anteriores de sentido igual.

1591 -

O Santo Ofício visita pela primeira vez as terras brasileiras, baseado em denúncias de que as gentes dessa terra seguiam práticas e ritos judaicos.

1591-1618 -

período de intensa imigração judaica ao Brasil.

1601 -

Sob a oferta de 170 mil cruzados, a Coroa libera a saída de cristãos novos do Reino e promete nunca mais renovar a proibição.

1605 -

Perdão geral aos culpados de judaísmo. Serviço de 1.700.000 cruzados.

1610 -

Revogada a livre saída de cristãos novos de 1601.

1618 -

O Santo Ofício realiza a segunda visitação ao Brasil.

1624 -

Os primeiros judeus cristãos novos são condenados em Lisboa.

1626 -

O Santo Ofício visita a Angola.

1627 -

Édito de graça.

1629

Os cristãos novos são libertos para sair do Reino.

1637-1644

Invasão Holandesa ao Brasil, Governo de João Maurício de Nassau, liberdade religiosa no Brasil Holandês. É fundada a primeira sinagoga das Américas, a Sinagoga Tzur Israel. O primeiro rabino das Américas, filho de cristãos novos portugueses, chega ao Brasil: Iaac Aboab da Fonseca. Muitos judeus portugueses imigrados à Holanda vêm para o Brasil.

1649

Fazendas dos cristãos novos são isentas do confisco.

1654

Expulsão dos Holandeses e tomada de Pernambuco pelos portugueses, alguns judeus saem do Brasil, indo para Holanda, Antilhas, e América do Norte, onde junto aos holandeses fundaram Nova Amsterdã, hoje Nova Iorque.

1657

Isenção da confiscação de fazendas de cristãos novos é revogada.

1674

Clemente X impede os Inquisidores do exercício de suas funções.

1678

As Inquisições são suspensas por Inocêncio XI.

1681

O Santo Ofício é restabelecido.

1683

Lei de expulsão dos hereges culpados.

1765

O Último auto de fé públic

1773

Abolida a distinção entre cristãos-velhos e cristãos-novos.

1770-1855

Período de liberalização progressiva e da assimilação judaica pelo resto da população, dada a igualdade perante a lei

Museu do Holocausto - Jerusalém - Lembrança triste do massacre.

Só em Auschwitz cerca de 3.500.000 judeus foram exterminados, isso só entre os da Europa.

Começaram com fuzilamento, depois monóxido de carbono que vem dos escapamentos dos carros, depois ziclon B, o mais letal dos gases.

A raça judaica vem sendo perseguida e exterminada desde seu primeiro filho até hoje por todas as nações e religiões do mundo.


3. O pecado do anti-semitismo.

Anti-semitismo
O Anti-semitismo, genericamente falando, pode ser definido como uma hostilidade sistemática contra os judeus. O termo surgiu em 1879 com o agitador alemão Wilhelm Marr. Os fatos históricos comprovam ser o anti-israelitismo o termo mais adequado.

Veja em <http://www.uol.com.br/biblia/revista/index.htm> em antisemitismo I e II

Anti-Sionismo = Antisemitismo
Seleções dos escritos do Dr. Martin Luther King Jr.

"Por que isto? Você sabe que o sionismo é nada menos que o sonho de um ideal do povo judeu em retornar para a sua própria terra. O povo judeu, as escrituras nos fala, prosperaram na Terra Santa. E foram expulsos de lá pela tirania romana, os mesmos romanos que mataram cruelmente o nosso Senhor. Expulsos de sua terra natal, com sua nação em cinzas, forçados a vagar pelo globo, e novamente o povo judeu sofre ataques tiranos decretados contra eles."

"O povo negro , meu amigo, sabe o que é sofrer o tormento da tirania sob decretos que não nos deixa escolhas. Nossos irmãos na Africa tem mendigado, suplicado, pedido, EXIGIDO o reconhecimento e realização do nosso direito nativo de viver em paz sob nossa própria soberania em nosso próprio país."

"... Você declara, meu amigo, que você não odeia os judeus, que você é meramente ´anti-sionista`. E eu lhe digo, deixe a verdade soar dos dos picos mais altos das montanhas, deixe ecoar pelos vales verdes deste planeta de D-s: Quando as pessoas criticam o sionismo significa que estão criticando os judeus - está é a própria verdade de D-s."

"Anti-semitismo, o ódio contra o povo judeu, foi e continua sendo uma mancha na alma da humanidade. Nisto estamos de pleno acordo. Então saiba disso também: anti-sionismo é a herança do anti-semitismo e sempre será."

"Como seria bom, para todo aquele que abraçar este direito inalienável de todos os seres humanos, entender e apoiar o direito do povo judeu de viver em sua antiga terra Israel. Todos os homens de bem exultariam neste cumprimento da promessa de D-s, que o seu Povo, pudesse retornar em paz para reconstruir a sua terra saqueada. Isto é Sionismo, nada mais, nada menos."

"E o que é anti-sionista? É a negação de um direito fundamental contra os judeus, que nós também clamamos ao povo da Africa em livre acordo com todas as nações do Globo. Isto é descriminação contra os judeus, meu amigo, porque eles são judeus. Em resumo, isto é anti-semitismo."

" Os louvores antisemitas, em qualquer oportunidade, mostram sua malícia. Os tempos os têm feito inpopulares, no oeste, proclamar abertamente o ódio aos judeus. Este tem sido o caso, o anti-semitismo nessecita constantemente de novas formas e foruns para o seu veneno. Como ele se revelará em sua nova máscara?! Ele não odeia os judeus, ele é só anti-sionista"

" Meu amigo, eu não acuso você por deliberar o anti-semitismo. Eu sei que você sente, como eu sinto, um profundo amor pela verdade e justiça e a repugnância pelo racismo, preconceito, e descriminação. Mas eu sei que você tem sido induzido - como outros têm sido - a pensar qu você pode ser anti-Sionista e ainda continuar sólido na verdade destes sinceros princípios, que eu e você compartilhamos. Deixe minhas palavras ecoarem na profundidade de sua alma : Quando as pessoas criticam o sionismo, elas criticam os judeus - não tenha dúvidas disto."

(From M.L. King Jr., "Letter to an Anti-Zionist Friend," _Saturday Review_XLVII (Aug. 1967), p. 76. Reprinted in M.L. King Jr., _This I Believe: Selections from the Writings of Dr. Martin Luther King Jr (New York, 1971), pp. 234-235.)

Antisemitismo

Por Yosef Y. Jacobson

Como lidar com o anti-semitismo

Um anti-semita esbofeteia um judeu no rosto. Como resposta, ele sorri para o não-judeu e lhe dá dez reais.

"Por que está me dando dinheiro?" - pergunta o gentio. "Ah, hoje é nosso dia santo, quando devemos mostrar autocontrole e temos de dar dinheiro a qualquer pessoa que nos atinja" - diz o judeu. "Sugiro que você vá até a casa do Sr. Goldberg, o banqueiro, e dê-lhe uns bons socos. Tenho certeza de que ele o recompensará bastante."

O gentio vai e dá um soco no banqueiro. Imediatamente, os seguranças pulam sobre ele, quebram-lhe todos os ossos e o atiram na rua. O gentio olha para o céu e diz: "Como estes judeus são horríveis; nem ao menos respeitam seus próprios dias santos."

O dossel duplo

"No dia em que foi erigido o Tabernáculo, a nuvem cobriu-o" - registra a Torá. "Então, à noite, haveria sobre o Tabernáculo um brilho flamejante até chegar a manhã."

"A partir daí, ele permaneceu daquela maneira" - continua a Torá. "A nuvem o cobria [durante o dia] e um brilho de fogo à noite."

Dois pontos precisam ser esclarecidos. Primeiro: Qual era o significado por trás desse duplo dossel miraculoso que pairava sobre o Tabernáculo no deserto - uma nuvem durante o dia e uma brilho chamejante à noite?

Segundo: Como cada episódio registrado na Bíblia, este também contém uma interpretação espiritual que continuamente se apresenta no espírito humano. Como podemos aplicar a história deste dossel duplo em nossa vida atual?

As duas faces da vida

O Tabernáculo era o edifício erigido pelo povo de Israel no Deserto do Sinai para servir de moradia para a Divina Presença. Nos ensinamentos da Cabalá, o Tabernáculo representa o lugar no coração humano onde D'us pode ser encontrado. Neste sentido, o Tabernáculo existe para sempre no espírito humano.

Este local nobre e sagrado na alma deve incluir tanto uma nuvem durante o dia e um fogo à noite.

Cada pessoa passa por "dias" e "noites" na vida, momentos de luz e momentos de escuridão, tempos de felicidade e contentamento, bem como tempos de agonia e conflitos. Para alguns, os dias são mais longos que as noites; para outros, infelizmente, as noites excedem os dias. Mesmo assim a maioria dos seres humanos possui sua cota de ambas as realidades.

Ora, quando as coisas nos correm bem - estamos pagando as contas em dia, as crianças são saudáveis, o cônjuge está ali quando precisamos e não estamos passando por uma depressão - muitas vezes esquecemos o quanto, na verdade, somos vulneráveis neste mundo. Tendemos a tornarmo-nos presunçosos em nossa zona de conforto e apáticos ao sofrimento das outras pessoas. Não sentimos necessidade de amigos, e certamente não de D'us.

Por outro lado, quando as coisas se tornam (D'us não o permita) difíceis e infelizes - um dos pais é atingido pela doença, o casamento azeda, o banco está atrás de nós, os filhos não vão bem, ou somos afetados por desafios mentais íntimos - freqüentemente somos presa de sentimentos de desespero e solidão. Afundamos nos pântanos dos desafios da vida, como costumamos dizer: "Está escuro e ficando ainda mais escuro."

Não se deixe dominar

Assim, a Torá nos ensina uma tremenda lição. Se você deseja tornar-se um Tabernáculo humano, se quer descobrir a graça de D'us dentro de seu coração, deve lembrar-se da nuvem mais escura pairando acima de você durante os tempos de brilho e esplendor. Uma pessoa deve sempre lembrar-se que, em última análise, não pode alegar ser o proprietário de nada em sua vida: A vida é um presente, o amor é um presente, filhos são presentes. A pessoa jamais deve ficar cega à verdade de quer tudo pode mudar em um único instante e que há tanto sofrimento no mundo. Quando você evocar as nuvens, jamais ficará arrogante.

Por outro lado, quando a noite se abate sobre nós, quando a vida nos mostra seu lado feio, precisamos nos lembrar da luz flamejante que paira sobre nós. Devemos nos lembrar que toda experiência que passamos é indispensável em nossa jornada pela vida; que as coisas não acontecem para nós, acontecem por nós. Cada desafio contém uma oportunidade para aprofundar o crescimento e para um relacionamento mais profundo com nossa alma e nosso D'us; cada nuvem contém uma chama dentro de si.

Declaração da Missão do Judaísmo

Esta é a importância por trás da tradição judaica de recitar duas vezes ao dia o Shemá Yisrael, a mais respeitosa das preces judaicas, pela manhã e à noite.

Quando rompe a aurora e o sol emerge para abraçar-nos com seu calor, declaramos: "Ouve, ó Israel, o Eterno é nosso D'us, o Eterno é Um." Cada um de nós é basicamente um reflexo de D'us, um recipiente para Sua graça.

Quando a noite cai e a escuridão permeia nossa vida, uma vez mais declaramos: "Ouve, ó Israel, o Eterno é nosso D'us, o Eterno é Um." Nossas trevas, também, são parte de um relacionamento dinâmico com D'us.

Quebrando a taça

Esta também é a razão mística para o enigmático costume judaico de quebrar um copo sob o dossel nupcial (a Chupá), no exato momento em que o noivo e a noiva estão para entrar em um aposento reservado e celebrarem sua união, e os convidados estão para iniciar os festejos e a dança.

Será que deveríamos ter feito a quebra um pouco antes, durante os momentos mais solenes da cerimônia de casamento?

A resposta: Aqueles que no auge de sua alegria pessoal lembram-se da dor que ainda está presente no mundo exterior, lembrarão também do júbilo quando encontrarem momentos de dor. Por outro lado, aqueles que num momento de elevação pessoal, tornam-se totalmente submersos em seu próprio estado de ânimo e indiferentes aos corações partidos ao seu redor, então, quando forem atingidos por dor e provações, ainda permanecerão atolados em seu próprio lamaçal, incapazes de fazer contato e recolher esperança e inspiração do quadro mais amplo dos supremos objetivos da vida.

Assim, a Torá declara: "A partir dali continuou daquela maneira, a nuvem o cobria [durante o dia] e um brilho de fogo à noite." Esta é uma diretiva profunda. Durante seus dias, olhe para as nuvens; durante suas noites, contemple o fogo.

E se durante seus dias, você lembrar-se das nuvens, então durante as noites se lembrará da chama.

Derramamento de sangue em Israel

Atualmente, o povo judeu se encontra em um dos momentos mais tenebrosos de sua história recente. Crianças judias estão sendo queimadas vivas em seu próprio país, quase que diariamente, e o mundo nos condena por permanecermos vivos. Três adolescentes desfrutando um jogo de basquete são alvejados até a morte, e ninguém protesta. O anti-semitismo chegou a um ponto que os judeus não viam desde a mais escura das noites - o Holocausto, há apenas sessenta anos.

Numa ocasião assim, enquanto pranteamos os mortos e oramos para o sucesso de Israel em aniquilar o mal, também devemos olhar para cima e lembrarmo-nos da eterna chama de esperança que pairou sobre nosso "Tabernáculo" - nossa existência e nossa história - desde o nascimento de nossa nação, há 3.800 anos. A única razão pela qual estamos vivos hoje como um povo é por causa de um D'us Todo Poderoso que nos preservou durante "noite" e "dia" a fim de aproximarmos o céu da terra, transformando o mundo em um lugar bom e Divino.

Nem Kofi Anan, nem Yasser Arafat, nem mesmo o Presidente Bush determinarão o destino dos judeus ao final do dia. Somos uma nação de eternidade, uma nação escolhida para ensinar ao mundo sobre eternidade. Enquanto mantivermos nosso relacionamento com D'us por meio de Sua Torá e Suas mitsvot - sobreviveremos, prosperaremos e perseveraremos.

A convocação, para todo homem, mulher e criança judeus, é: seja mais Judeu!

4. Israel sobreviveu.

É um verdadeiro milagre: Israel sobreviveu à escravidão, genocídios, guerras, perseguições racistas, maldições, tribulações, deportações, angústia, falta de pão, falta de água, mísseis, homens bomba, governos corrúptos; tudo isto e muito mais, mas sobreviveu.

Aliá - O retorno profético dos judeus a Eretz Israel!
Ao longo da história, muitos se levantaram contra o povo de Israel, negando que eles ainda tenham uma aliança (b’rit) com o Senhor Deus de Israel, aliança esta que foi feita com Abraão.

Muitos não tem interesse por aquilo que aconteceu e está acontecendo em Israel.

A falta de conhecimento da história de Israel, no meio cristão, tem trazido uma grande cegueira espiritual, e muitos cristãos tem deixado de lado a Palavra do Senhor, para acreditarem em doutrinas de homens, perdendo assim as promessas do Senhor contidas em sua palavra.

Nada do que o Senhor disse em sua palavra, se perdeu ou se perderá. Jesus disse que: "... até que o céu e a terra passem, de modo nenhum passará da lei um só i ou um só til, até que tudo seja cumprido" (Mt 5:18).

E é isto que temos visto acontecer. A palavra do Senhor está se cumprindo. As promessas feitas a Israel, a cada dia se cumprem. Uma das categorias de promessas que foram feitas ao povo de Israel e que vimos e temos visto se cumprirem, são aquelas que dizem respeito à volta dos judeus para Israel à terra de sua herança.

"Portanto, eis que dias vêm, diz o Senhor, em que não se dirá mais: vive o Senhor, que fez subir os filhos de Israel da terra do Egito:
Mas sim: vive o Senhor, que fez subir os filhos de Israel da terra do Norte e de todas as terras para onde os tinha lançado; porque eu os farei voltar à sua terra, que dei a seus pais. (Jr 16:14-16).

"Não temas, pois, porque eu sou contigo; trarei a tua descendência desde o Oriente, e te ajuntarei desde o Ocidente. Direi ao Norte: dá; Ao Sul: não retenhas:
trazei meus filhos de longe, e minhas filhas das extremidades da terra. (Is 43:5,6)

E assim como estava profetizado na Palavra do Senhor, se cumpriu. Os judeus começaram a voltar em massa para a terra que lhes foi dada em possessão perpétua por Deus. Voltaram dos quatro cantos da terra! Isso nos mostra como o Senhor zela pela Palavra que sai de seus lábios!

A Aliá e a História

*A Primeira Aliá
Ano: 1882 - 1904 (5.642 - 5.664)
Imigrantes: 25.000
Países: Europa Oriental, Rússia (Norte), Romênia, Iêmen (Sul) Países: Rússia (Norte), Romênia, judeus que tinham ficado sem recursos no

*A Segunda Aliá
Ano: 1904 - 1914 (5.664 - 5.674)
Imigrantes: 40.000
País: Rússia (Norte).

*A Terceira Aliá
Ano: 1919 - 1923 (5.680 - 5.684)
Imigrantes: 35.000
estrangeiro durante a 1a Guerra Mundial (Ocidente).

* A Quarta Aliá
Ano: 1924 - 1928 (5.684 - 5.688)
migrantes: 67.000
Países: Polônia, Europa Oriental.

* A Quinta Aliá
Ano: 1930 - 1939 (5.690 - 5.699)
Imigrantes: Mais de 25.000
Países: 1o refugiados da Alemanha Nazista, Polônia, Europa Central.

"Então no teu coração dirás: Quem me gerou estes, visto que eu era desfilhada e solitária, exilada e errante? Quem, pois, me criou estes? Fui deixada sozinha; estes onde estavam? (Is 49:21)

Como correram as "ondas de migração"?

Algumas ondas de imigração receberam nomes especiais. Cumprindo a palavra do Senhor que foi profetizada por Isaías, que eles viriam voando. "Quem são estes que vêm voando como nuvens e como pombas para as suas janelas?" (Is 60:8)

* Operação Tapete Mágico
Data: 18 de novembro de 1949 a 24 de setembro de 1950
País de origem: Iêmen
Nº de Imigrantes: cerca de 50.000
Meio de transporte: Aéreo.

*Operação ESDRAS E NEEMIAS
Data: 18 de maio de 1950 até 1951
País de origem: Iraque
Nº de Imigrantes: cerca de 130.000
Meio de transporte: Aéreo.


* Operação MOISÉS
Data: último meses de 1984
País de origem: Etiópia
Nº de Imigrantes: cerca de 7.000
Meio de transporte: Aéreo.
* Operação SALOMÃO
Data: 24-25 de maio de 1991
País de origem: Etiópia
Nº de Imigrantes: cerca de 14.500
Meio de transporte: Aéreo.


"Assim diz o Senhor Deus: Eis que levantarei a minha mão para as nações...; então eles trarão os teus filhos nos braços e as tuas filhas serão levadas sobre os ombros.
(Is 49:22). No passado as "ondas migratórias" foram um fato importante para a reconstrução do Estado de Israel. Porém não acabou. No presente este fato continua a ocorrer! O Eterno está providenciando o ajuntamento do seu povo para cumprir neles os desejos de seu coração expressos em sua Palavra. O profeta Ezequiel vê a situação deles e diz: "Portanto assim diz o Senhor Deus: Agora tornarei a trazer os cativos de Jacó . E me compadecerei de toda a casa de Israel: terei zelo pelo meu santo nome; então saberão que eu sou o Senhor seu Deus, vendo que os fiz ir em cativeiro entre as nações e os tornei a ajuntar para voltarem à sua terra, e nenhum deles excluí" (Ez 39.25;28 - grifo nosso). Portanto, esperemos ainda um retorno dos judeus à Israel, pois a Palavra profética do Eterno nos diz que eles voltariam sem nenhuma exclusão! Isso nos dá a entender que todos os judeus voltarão à Israel! Ali o Eterno tem uma aliança com seu povo e ali é o lugar onde Ele entrará em juízo com as nações da terra através do povo de Israel. Portanto, aprendamos a discernir o sinal dos tempos: este retorno atual do povo de Israel à terra de seus pais é sintomático, pois aponta para o fim e também para o juízo de Deus sobre as nações gentílicas que desprezam à Deus e a Israel.

Que o Senhor nos ajude a entender a Sua Palavra e a amarmos e orarmos por Israel agora!

Baruch Há Shem!
Bendito seja o Nome!


II. UMA BÊNÇÃO PARA AS NAÇÕES

1. No plano espiritual.

Rm 3.1,2 Que vantagem, pois, tem o judeu? ou qual a utilidade da circuncisão?
Muita, em todo sentido; primeiramente, porque lhe foram confiados os oráculos de Deus.

Jo 4.22 Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos; porque a salvação vem dos judeus.


2. No plano secular.

Aqui você encontrará pessoas que talvez conheça, todos são judeus famosos que se destacaram nas ciências, na cultura, na medicina, na religião, enfim em todos os seguimentos da sociedade; ajudando o mundo em sua escalada de conhecimento, tanto nas coisas pertencentes a esta vida quanto no conhecimento de DEUS.

Aqui estão elas:

Adam Sandler - Ator

Bette Midler - Cantora e atriz

Danielle Steel - Escritora

Elizabeth Taylor - Atriz

Alan Greenspan - Presidente do Banco Central dos EUA

Billy Joel - Músico

Danny DeVito - Ator

Estee Lauder - Fundadora da indústria de cosméticos

Albert Einstein - Físico

Bob Dylan - Músico e compositor

David Copperfield - Ilusionista

Fran Drescher - Atriz; protagonizou "The Nanny"

Alicia Silverstone - Atriz

Boris Becker - Tenista

David Ricardo - Economista

Franz Kafka - Escritor

Andre Agassi - Tenista

Boris Casoy - Jornalista

David Schwimmer - Ator; o Ross de "Friends"

Goldie Hawn - Atriz

Andre Citroen - Engenheiro; fundador da Citroen

Calvin Klein - Designer de roupas

Débora Bloch - Atriz

Gwyneth Paltrow - Atriz

Andy Kaufman - Comediante

Carl Sagan - Astronauta e escritor

Debra Messing - Atriz; a Grace de "Will & Grace"

Harrison Ford - Ator

Anne Frank - Vítima do Holocausto

Celso Lafer - Ministro das Relações Exteriores do Brasil

Donna Karan - Designer de roupas

Howard Stern - Radialista

Barbra Streisand - Cantora e atriz

Charlie Chaplin - Ator, diretor e escritor

Dustin Hoffman - Ator

Isaac Asimov - Escritor

Ben Affleck - Ator

Clarice Lispector - Escritora

Edmond Safra - Banqueiro

Jakob Dylan - Músico

Jamie Lee Curtis - Atriz

Lisa Kudrow - Atriz, a Phoebe de "Friends"

Oliver Stone - Diretor de cinema

Sidney Sheldon - Escritor

Jason Alexander Ator; trabalhou em "Seinfeld"

Luciano Huck - Apresentador de TV

Patricia Pillar - Atriz

Sigmund Freud - Psicanalista

Jerry Lewis - Comediante

Marc Chagall - Pintor

Paul Newman - Ator

Silvio Santos - Empresário e apresentador de TV

Jerry Seinfeld - Comediante, ator

Marcel Proust - Escritor

Paul Reiser - Ator, escritor; protagonizou "Mad About You"

Stanley Kubrick - Diretor de cinema

Jesus Cristo - Pregador

Marcelo Fromer - Guitarrista dos Titãs, morto por atropelamento

Paul Simon - Músico

Steven Spielberg - Diretor de cinema

Joey Ramone - Músico

Mel Brooks - Diretor e ator

Ralph Lauren - Designer de roupas

Viviane Pasmanter - Atriz

Jon Lovitz - Ator e comediante

Michael Bloomberg - Prefeito de New York

Roberto Justus - Publicitário

Woody Allen - Ator, diretor e escritor

Juca Chaves - Humorista

Michael Douglas - Ator

Sarah Bernhart - Atriz

Serginho Groisman - Apresentador de TV

Karl Marx - Sociólogo e filósofo

Nostradamus - Vidente; família converteu-se devido à perseguição

Sarah Jessica Parker <> - Atriz

Levi Strauss <> - Fundador da Levi´s

Dr.Paulo (Apóstolo)

Moisés

Davi (Rei)

Abrahão (Patriarca)

Benção Na Medicina:

As Leis Sanitárias de Moisés Vindicadas Pela Ciência Moderna
Fernando M.

1."Foi outrora proporcionado aos Hebreus um conhecimento incomum em matéria de medicina, por meio de seu profeta Moisés. Rudolph Virchow, conhecido como 'pai da patologia moderna', disse:

'Moisés foi o maior higienista que o mundo já viu'.

Dependendo de conhecimento revelado e destituído de equipamento científico, Moisés ensinou, em seus pontos essenciais, quase todos os princípios de higiene praticados hoje. Entre eles encontramos a prevenção de doenças, desinfecção pelo fogo e pela água, controle epidêmico mediante denúncia e isolamento dos portadores de doenças contagiosas, seguida de completa desinfecção de todos os objetos possivelmente contaminados.

O asseio pessoal era imposto, e obrigatório o sistema de esgoto, de maneira que o arraial dos judeus era asseado como são as cidades modernas. Conquanto se provesse exercício físico, impunham-se freqüentes períodos de descanso e relax para evitar o excesso de trabalho". - Dr. Owen S. Parrett, Diseases of Food Animals, p. 7 (Southern Publishing Assn., Nashville, Tenn., 1939).

"Os hebreus eram antigamente o povo mais asseado, e mesmo hoje seus padrões antigos não dão muita margem para aperfeiçoamento. O israelita tomava pelo menos um banho por semana, pois era-lhe ordenado fazer uma limpeza geral na véspera do Sábado. Se um doente cuspisse numa pessoa, esta tinha de banhar-se. (Lev. 15:8). Era obrigatório o banho para a pessoa que tocasse num cadáver, quer animal, quer humano". - Charles D. Willis, "Moses and Medicine", em Signs of the Times, 17 de abril, 1951, p. 6.

"Moisés ordenou que todas as pessoas portadoras de doenças contagiosas fossem isoladas. Por certo que a ciência não pode aperfeiçoar esta praxe. Não só ao paciente era imposta a quarentena, mas a todos os que com ele tinham tido contato" - Ibidem.

2. O estudo meticuloso dos escritos de Moisés revela conceitos médicos e princípios sanitários muito avançados em relação aos que prevaleciam em seus dias. Quanto à função do sistema circulatório: "A vida da carne", escreveu ele, "está no sangue". Lev. 17:11.

O médico britânico Dr. Wm. Harvey (1578-1657), conseguiu pela primeira vez rastrear o sistema circulatório no organismo humano: O sangue é o veículo da vida. Essa descoberta é considerada um marco notável na ciência médica, entretanto o mesmo princípio já se achava incorporado no texto acima dos escritos de Moisés, há mais de 3.000 anos.

Moisés e o isolamento

3. O eminente cientista francês Louis Pasteur (1822-1895), o "pai da bacteriologia", foi o primeiro a descobrir alguns segredos da vida microbiana. Essa descoberta revolucionou a moderna terapêutica médica; e baseados neste importante aperfeiçoamento, os princípios do isolamento foram adotados e aplicados, sendo que Moisés já havia dedicado dois capítulos inteiros, Lev. 13 e 14, orientando sobre os princípios que deveriam ser tomados em caso de enfermidades (como a lepra - que era o flagelo do Oriente).

A Cirurgia Moderna e os Escritos de Moisés
4. A cirurgia moderna "nasceu" em 1842, quando o Dr. Crawford W. Long pela primeira vez aplicou a anestesia, por ele inventada.

5. Entretanto, mesmo a cirurgia moderna e seu uso da anestesia encontram um ilustre precedente nos escritos de Moisés. Em Gên. 2:21, 22, encontramos:

"Então o Senhor D'us fez cair pesado sono sobre o homem, e este adormeceu; tomou uma das suas costelas, e fechou o lugar com carne. E a costela que o Senhor D'us tomara ao homem, transformou-a numa mulher, e lha trouxe".

6. D'us efetuou essa operação, aplicando a "anestesia" - "o Senhor fez cair pesado sono sobre o homem, e este adormeceu" - no paciente, Adão. Convém lembrar que isso que pode ser chamado cirurgia se efetuou cerca de 6.000 anos antes que a ciência médica sequer sonhasse com as potencialidades da cirurgia.

Alimentos Limpos e Alimentos Imundos
7. As leis dietéticas de Moisés estão registradas em Lev. 11 e Deut. 14. faria bem a humanidade se descartasse todos os alimentos aí proibidos.

8. "Quanto aos crustáceos, o tifo atribuível à ingestão de ostras infectadas é tão comum que dispensa comentário, e do uso de lagostas, caranguejos e outros alimentos proibidos resultam não infreqüentemente casos graves e às vezes fatais de indigestão aguda, provando a base higiênica e a justeza das instruções dadas por Moisés".Dr. O. S. Parrett, Diseases of Food Animals, p. 8

Quanto aos peixes que não tenham escamas nem barbatanas, "o Dr. Davi Macht, notável autoridade em matéria de tóxicos de drogas e animais, espremeu os tumores orgânicos de 70 espécies de peixes e os injetou em ratos, usando-os também em plantas novas. Extratos dos tecidos de peixes tóxicos mataram alguns dos ratos e retardaram o crescimento das plantas. Constatou-se que os extratos de peixes comestíveis não tinham efeitos nocivos, nem em ratos nem em plantas. Analisados os resultados desse estudo, descobriu-se que todos os extratos tóxicos provinham de peixes sem escamas, e em alguns casos também sem barbatanas. Concluiu o Dr. Macht: 'Parece existir alguma base científica para a antiga classificação de peixes comestíveis e não comestíveis, isto é, os que têm escamas e os que não as tem' - C. D. Willis, "Moses and Medicine", em Signs of the Times, 17-04-1951, pp. 5, 6.

9. Quando Moisés tirou os filhos de Israel do Egito, para o deserto, deparou-se-lhe o problema de salvaguardar-lhes a saúde. Fê-lo, primeiro de tudo, proibindo o comer vários animais impuros, como o porco, o coelho e os mariscos. Só em 1847 foi que José Leidy descobriu no porco o germe parasita Trichinella spiralis.

10. A carne de porco infectada pela triquina, não cozida suficientemente, muitas vezes produz a triquinose, cujos horrores deviam ser conhecidos por todos. Não menos de uma pessoa dentre cinco, nos Estados Unidos, sofre de alguma forma de triquinose. De quando em quando se lê ou ouve de inteiras famílias que foram extintas por essa temível enfermidade.

11. "Uma rigorosíssima inspeção dos alimentos era efetuada pelos sacerdotes, que serviam como funcionários sanitaristas. Ainda hoje recorremos a Moisés como autoridade em matéria de alimentos cárneos chamados limpos e imundos. ... nos Estados Unidos a ocorrência da triquinose entre adultos se calcula em 25%, segundo pesquisa de dois médicos de S. Francisco (McNaught e Anderson), publicada no Journal of the American Medical Association. Exames post-mortem feitos por esses médicos em pedaços de músculos do diafragma de 100 corpos, mostraram que 23 tinham triquinas, e em outros 100 puderam demonstrar 25 casos positivos. Durante a vida, nenhuma dessas pessoas tinha suspeitado a triquinose, e no entanto de todas elas, independente da extensão de tempo decorrido desde a infecção, se observaram sob microscópio larvas vivas, enrolando-se e desenrolando-se. De cada cinco lingüiças de porco, dos melhores mercados, uma continha triquinas vivas." - Dr. O. S. Parett, Diseases of Food Animals, pp. 7, 8.

12. "... Uma jovem de 18 anos ficou tão mal que foi levada ao hospital, onde, devido à grave infestação do diafragma, sua dispnéia se agravou tanto que ela teve que receber inalações de oxigênio três vezes, a fim de conservar a vida. Um pedacinho de músculo tirado de seu deltóide, ou músculo do ombro, acusou infestação de triquinas. Suspeitava-se a princípio que a família tivesse gripe ou reumatismo muscular. Esse erro é provavelmente cometido muitas vezes em casos leves de triquinose, que provavelmente afeta uma pessoa dentre quatro, no campo." - Ibidem, pp. 8,9

13. "Comida a carne de porco infestada, os germes são pela digestão gástrica, liberados no estômago do hospedeiro, onde se unem machos e fêmeas, seguindo-se a produção de grande número de larvas. Através da corrente do sangue ou dos vasos linfáticos essas larvas rapidamente migram para os tecidos, encontrando alojamento especialmente no músculo do diafragma. Na maioria dos casos são precisos mais de mil larvas para produzir sintomas." Idem, pp. 9, 10.

14. "No esforço de afastar os porcos infestados de triquinas, ou os piores dentre eles, fez-se por algum tempo uma tentativa de examinar microscopicamente os tecidos de cada porco. Esse esforço teve de ser abandonado como impraticável e por demais oneroso, e assim o departamento da Agricultura, em um boletim sobre triquinose, diz que 'nenhum sistema viável já se descobriu, para proteger do perigo da triquinose os que ingerem carne de porco crua ou cozida insuficientemente'. No mesmo boletim mostra-se que na Alemanha, onde é efetuado sistematicamente o exame microscópico da carne de porco, em dezessete anos ocorreram 6.329 casos de triquinose, 32% dos quais foram de carne inspecionada, que fora liberada como isenta de infestação de triquinas." Idem, pp. 10, 11.

15. Nos tempos antigos, os que ousavam passar por alto a proibição divina, de comer carne de porco, eram por D'us designados como:

*"Povo que de contínuo Me irrita abertamente, ... que come carne de porco, e tem no seu prato ensopado de carne abominável." Isa. 65:3, 4.

16. Os que têm a carne de porco como fina iguaria, alegam que sob as leis sanitárias modernas, a carne de porco é diferente do que era nos dias de Moisés. Essa alegação é raciocínio fantasioso, pura ficção. As leis sanitárias não podem mudar a natureza do porco, que é pelo D'us de Israel declarado imundo.

Proibido o Sangue como Alimento
17."Qualquer homem... que comer algum sangue, contra ele Me voltarei e o eliminarei do seu povo. Porque a vida da carne está no sangue. Eu vô-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas: porquanto é o sangue que fará expiação em virtude da vida". Lev. 17:10, 11.

O sangue constantemente transporta impurezas que se acumulam no tecido muscular dos animais, e visto como as enfermidades no reino animal estão aumentando em proporção relativamente alarmante, o sangue acha-se carregado de germes de muitas espécies.

Proibida a Ingestão de Gordura Animal
18. Veja Lev. 7:23, 24.

Muito se tem dito e escrito ultimamente sobre o colesterol, elemento do corpo que pode aumentar grandemente pela ingestão de gordura animal. O resultado desse estado é muitas vezes o endurecimento das artérias. Este mal se relaciona com enfermidades como angina péctoris e é causa de doença cardíaca da coronária, muitas vezes seguida de morte súbita, e causa freqüente de perturbações dos rins e apoplexia.

19. Em seu "Commentary on The Authorized Daily Prayer Book" (edição revista), o antigo Rabino-Chefe do Império Britânico, Dr. José H. Hertz, diz: "Um antigo motejo, revivido modernamente e usado como argumento final contra as leis dietéticas é 'Não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai da boca, isto, sim contamina o homem'. ... sustem ele que um veneno que entre pela boca, por certo que contamina, e classifica a intoxicação de grupos como uma especialmente detestável espécie de homicídio.

Semelhantemente a ciência condena as frutas imaturas, o leite adulterado, alimentos deteriorados - coisas que entram pela boca. Mesmo muitas igrejas cristãs têm, por mais de 100 anos, travado acérrima luta contra o inimigo que os homens levam aos lábios para entorpecer o cérebro, isto é, o álcool. E quanto às palavras 'o que sai da boca contamina o homem', basta recordar o fato de que da boca vêm palavras que erguem o homem acima dos irracionais, a oração que une o homem ao seu Criador, palavras de animação e fé dirigidas aos tomados de tristeza.

"... Demais, como é no sangue que circulam os germes ou esporos de doenças contagiosas, a carne deve ser limpa de sangue. Isto é, efetivamente, praticado pela Shechitah, a maneira judaica de abater animais para consumo. Esse método de drenagem do sangue, apenas produz no animal instantânea insensibilidade. E essa drenagem do sangue é completada pelo 'kasherut', o tratamento tradicional do animal abatido segundo o sistema "kosher", quando preparado para alimento. As estatísticas têm demonstrado que os judeus, como classe, são imunes a certas doenças, ou menos suscetíveis; e autoridades competentes não têm hesitado em atribuir essas características sadias à influência das leis dietéticas".- P. 961 (Bloch publishing Co., Nova Iorque, 1948)

20. A pessoa descobre logo se sua própria inclinação, apetite e desejos, são o princípio dominante de sua vida. Somos levados face a face com o preceito: "Não terás outros deuses diante de Mim". Êxo. 20:3.

21. Em Lev. 11:1-23, mostra-nos o que é lícito comer, e o que não devemos comer. Note as palavras que "Falou o Senhor a Moisés e a Arão...".

22. O Senhor prometeu a Israel que, se fossem obedientes a todas as Suas leis e estatutos, Ele não deixaria que nenhuma das doenças dos egípcios os afligisse.

23. Leia em Êxo. 15:26 a afirmação acima.

24. A saúde pública era questão muito preeminente no acampamento de Israel. Por certo que contribuía para que, com a bênção de D'us, não houvesse: "entre as suas tribos... um só inválido".Salmo 105:37 (H).

25. Nosso Pai celestial deseja que Seus filhos gozem abundante saúde. Isto nós melhor conseguimos se obedecermos às instruções que nos são dadas nas Santas Escrituras, as quais contêm a sabedoria e o conselho dAquele que declara: "Eu sou o Senhor que te sara".Êxo. 15:26.

Que o D'us de Abraão, Isaque e Jacó ajude cada um de nós a ver a plena formosura das leis sanitárias, tão graciosamente providas à humanidade! Sejamos inabaláveis, mental, moral e fisicamente ao aderirmos às provisões do Céu! Deste modo seremos abençoados fisicamente, e também receberemos de D'us as bençãos espirituais.

3. A bênção na consumação de todas as coisas.

Referência ao milênio.

At 3.34 E no tocante a que o ressuscitou dentre os mortos para nunca mais tornar à corrupção, falou Deus assim: Dar-vos-ei as santas e fiéis bênçãos de Davi;

Ap 20.6 Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele durante os mil anos.

III. CHAMADA AO ARREPENDIMENTO


1. “Converte-te Israel (v. 1).

Israel e Iavé, o futuro de ambos — arrependimento e restauração (14.1-8 [heb. 14.2-9])

Conseqüentemente, o profeta fala outra vez do futuro distante de Israel, depois que o juízo tiver acontecido (1.10; 2.14; 3.5; 11.8-9). Seu objetivo é transcender o juízo. Sua esperança é que a constância divina, que insistiu em castigar um povo que abandonou seu chamado, revele o santo amor perdoador de Deus quando o remanescente maltrapilho de Seu povo buscar o perdão. Seu enfoque do futuro começa, então, como um chamado à conversão (14.1-3), apresentando em detalhes os passos que Israel deve dar a fim de deixar para trás os dias de juízo e avançar em direção à reconciliação.

2. A confissão de pecados (v.2).

O Senhor é citado especificamente como o destino da volta, visto que o motivo de discórdia entre o profeta e o povo foi uma confusão acerca de Sua natureza e de Sua soberania exclusiva sobre Israel (cf. 2.16-17, onde os próprios nomes dos Baalins devem ser erradicados a fim de que o verdadeiro senhorio de Javé seja honrado). Seu direito exclusivo à lealdade do povo é reafirmado nas palavras teu Deus (cf. 4.6; 9. l; 12.6).

O crime de Israel não foi apenas violação da lei; foi uma ofensa contra a pessoa divina, o Marido dos capítulos 1-3, o Pai do capítulo 11. Desse modo, não se poderia solucionar o problema mediante o oferecimento de um sacrifício ou o pagamento de uma multa (cf. 6.6; Mq 6.1-8). O relacionamento pessoal só poderia ser restaurado por intermédio de palavras que expressassem um compromisso pessoal, palavras tão importantes que o profeta não poderia deixá-las ao acaso, alistando-as com precisão numa litania de contrição. Perdoa toda iniquidade (v. 2)

O perdão implorado aqui é justamente o que foi negado em 1.6 e que pode ser oferecido agora, só porque o juízo está completo. Perdão sem justiça seria uma imitação grotesca da retidão divina. Como diz l João 1.9, "ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados". A cruz é a base do perdão, pois é também o local onde ocorre o juízo. Aceita o que é bom é uma súplica para que Deus aceite as palavras de contrição e as interprete literalmente.

3. A adoção de filhos.
"fruto de nossos lábios" descreve a promessa de cumprir suas promessas, observando até mesmo as obrigações de orar, adorar e cumprir os votos. As três promessas do versículo 3 abrangem as áreas que mais necessitam de reforma.
Cada uma contém um não e representa uma mudança no comportamento de Ismael. A Assíria já não nos salvará declara ao mesmo tempo um fato e um compromisso. A pomba insensata finalmente recobrou os sentidos e parou de pular de galho em galho (7.11); o pão não virado finalmente está pronto para ser virado (7.8); o doente crônico resolveu mudar de médico (5.13); o jumento selvagem está tentando comer nas mãos do Domador (8.9); descobriu-se a verdadeira identidade do Grande Rei, e seu palácio não está junto ao Tigre (5.13; 10.6). Não iremos montados em cavalos (em hebraico, o substantivo é singular e provavelmente coletivo; quanto ao significado militar dos cavalos, veja comentário sobre 1.7; Jl 2.4) é o modo vívido de denunciar toda aquela confiança de que o poderio militar lhes garantiria sobrevivência e expansão (c/ 8.14; 10.14). Visto que, em Oséias, os reis e comandantes militares são frequentemente relacionados entre si como fontes de fraqueza ou maldade nacional (7.7, 16; 8.4, 10; 10.3; 13.9-11), talvez este voto carregue um compromisso não expresso de ter um papel diferente para a monarquia — um papel rapidamente destacado em 1.11 e 3.5.


IV. A RESTAURAÇÃO DE ISRAEL


1. “Eu sararei a sua perversão” (v.4).

A passagem começa no versículo 4, prometendo outorgar amor e retirar a ira.

Oséias compara o juízo divino à inflição de ferimentos ou de doenças (5.12-14; 13.7-8). Conseqüentemente, pode equiparar a restauração à cura — cura que a Assíria era incapaz de realizar (5.13); que Israel buscou, mas sem sinceridade (6.1); que Deus ardentemente desejava outorgar (7.1); à qual Israel continuava resistindo (11.3). Aqui, a cura é prometida abertamente (v. 4) — não apenas dos ferimentos do juízo, mas também da causa do juízo, a infidelidade ou "apostasia" que os havia levado para bem longe da aliança, na obstinação da rebeldia.

A restauração é profundamente pessoal — não apenas uma enfermidade sanada, mas um relacionamento renovado: eu... os amarei. O amor de Deus expressou-se no êxodo (11.1) e foi mantido mesmo nos dias de apostasia com os Baalins (3.1), enquanto o amor de Israel era desperdiçado com deuses falsos (2.5,7,10,12-13) ou aliados traiçoeiros (8.9).


2. O profeta usa as figuras do cedro do Líbano e do lírio (vv.5,6).

Os repentes da canção revertem o juízo de Israel e, ao mesmo tempo, nos versículos 5-7, bebem profundamente das mesmas fontes da poesia de amor que regaram os Cantares de Salomão: (l) orvalho (v. 5), em outra parte de Oséias, sinal de inconstância (6.4) que conduzirá à desintegração total de Israel (13.3), descreve aqui o refrigério do amor de Deus; seu emprego em Cantares 5.2 é literal; (2) florescer (w. 5, 7), utilizado com sarcasmo em 10.4 para descrever a colheita de Israel, abundante de injustiças, descreve aqui a generosa prosperidade de Israel, resultante do fato de ter recuperado o favor de Javé; em Cantares 6.11 e 7.13, o verbo ocorre no contexto de um ambiente erótico e verdejante para o amor; (3) lírio (v. 5; também "açafrão" ou "lótus"), que em Oséias aparece somente aqui, descreve a beleza da noiva (Ct 2.1-2), os lábios da noiva e do noivo (2.16; 5.13; 6.3), os seios suaves e delicados da noiva (4.5); (4) lançar raízes (v. 5), expressão não encontrada em Cantares de Salomão, reverte o juízo de esterilidade — "secaram-se as suas raízes" (9.16); (5) Líbano (w. 5, 6, 7), a última palavra de cada versículo, simboliza o apogeu do viço e da fertilidade, num contraste marcante com o terreno descampado, quase sem árvores, da Palestina na época de Oséias, e pode muito bem estar modificando os substantivos que a antecedem nos dois versículos em que vem desacompanhada — lírios do Líbano (cf. IBB; TB; ARC; BJ, mg.; v. 5), oliveira do Líbano (v. 6; cf. Andersen, p. 642); é evidente a proeminência do Líbano em Cantares de Salomão: um local de encontro de amantes (Ct 4.8), conhecido por seus regatos (4.15), sua madeira (3.9), sua montanha (7.5; lit. "torre"), seus cedros (5.15) e perfume (4.11; cf. Os 14.6); (6) a oliveira (v. 6), apreciada por seu azeite {cf. comentários sobre 2.5, 8) e folhagem farta (aqui chamada de ramos), não é mencionada em Cantares de Salomão, mas parece ser empregada em Jeremias 11.16, em linguagem figurada sobre o amor, numa passagem (talvez um trecho de poesia romântica) em que Deus descreve Israel como: "oliveira verde, formosa por seus deliciosos frutos" (cf. SI 52.8); (7) fragrância (v. 6), aqui provavelmente o perfume da oliveira do Líbano, é uma palavra dominante na poesia romântica oriental (Ct 1.3, o encanto do homem; 1.12; 4.10-11; 7.8, o aroma da mulher excitada pelo amor; 2.3, primavera, a estação do amor; 7.13, mandrágoras); (8) voltarão (v. 7; cf. o significado teológico discutido em 14.1-2) também pode estar refletindo a linguagem do amor (cf. Ct 6.13 [heb. 7.1]); é possível ler voltarão como um verbo auxiliar, significando "fazer algo, i. e; habitar, de novo"; (cf. Wolff, p. 232; Andersen, p. 642); (9) a expressão os que se assentam à sua sombra (v. 7; o particípio em construto com o adjunto adverbial serve de sujeito da oração; cf. SI 24.1; Andersen, p. 642) descreve um relacionamento íntimo e protetor (cf. Ct 2.3); o sua, do versículo 7, parece referir-se a Deus, e não a Israel, mais um exemplo das mudanças repentinas na forma de tratamento — Deus é a primeira pessoa nos versículos 4, 5 e (provavelmente) 8; (10) cereal (v. 7; a PIB faz uma emenda desnecessária para "jardim") provavelmente deve ser modificado pela conjunção como, em um paralelo com como a vide, deixando Israel como o sujeito de serem vivificados e concentrando-se nessa nação como destinatária do próspero amor divino (ARA, ARC, IBB; cf. BJ para uma posição contrária), em vez de focalizar alguma colheita específica (embora tenham-se em vista as muitas referências anteriores a cereal; cf. 2.8-9, 22; 7.14; 9.1, em que o principal objetivo do culto a Baal era assegurar as colheitas anuais de cereal);1 (11) a vide (cf. 2.12, onde Israel havia de perder suas videiras em julgamento por sua prostituição espiritual; cf. também 10.1, onde a própria nação foi comparada a uma videira luxuriante) serviu em Cantares de Salomão de sinal da primavera (Ct 2.13), como elemento de um local para encontros eróticos (6.11; 7.12; ambos os textos empregam vide com o verbo florescer, como em Os 14.7); (12) vinho (cf. 7.5; 9.4), que aqui é uma imagem da reputação restaurada de Israel (quanto a "lembrança" ou "nome", heb. zeker, cf. 12.5; não há necessidade alguma de ler "fragrância", como o fazem Ward, p. 226, e RSV), o título de vinho fino que será dado a Israel, como os vinhos finos do Líbano, é uma figura clássica da linguagem do amor, descrevendo seu valor e prazer (cf. Ct 1.2,4; 2.4; 4.10; 5.1; 7.9; 8.2). De maneira extraordinária, o profeta-poeta entrelaçou nesses versículos recordações do relacionamento passado de Israel com Deus, semelhante a uma oliveira e uma videira, renúncias aos poderes de fertilidade de Baal, a quem Israel atribuía dádivas de cereal, vinho e azeite (cap. 2), e recitações de canções de amor, com as quais Ele destacou a promessa de amá-los "voluntariamente" (v. 4), que é o ponto central do capítulo 14. Como consequência, essa canção de amor reaviva não apenas em nossas mentes, mas também em nossos corações, tudo aquilo que o Marido divino prometeu de forma mais específica em 2.19-23. A ênfase do livro no relacionamento, a qual assumiu formas tão veementes quando Deus empregou animais selvagens para descrever Seu juízo, em 5.14-15 e 13.7-8, é mais uma vez tomada de calor e ternura quando Deus Se compara ao orvalho (v. 5). A linguagem é agrícola; contudo, o propósito não é o mesmo de Joel, que prometia eiras e lagares repletos (2.24), após os anos de gafanhotos invasores, nem do oráculo de Amos, que fala de vinhas carregadas e jardins exuberantes (9.13-14). A linguagem é agrícola, mas o que se tem em vista não é tanto a provisão material, mas o amor que enriquece. Não é o Deus Agricultor quem entoa esta última canção, mas o Deus Marido. O "eu sou" (serei; heb. 'ehyeh, v. 5) que inicia o poema de amor, com suas imagens extraídas da lavoura, parece ser uma reversão da l. A hábil reconstrução do texto feita por R. B. Coote, com base na LXX, ainda que permaneça como hipótese, assinala a maneira incisiva com que esses versículos procuram polemizar com os Baalins. Veja Oséias 14.8: "Aqueles que estão repletos de cereal viverão", JBL, 93,1974, pp. 161-173. fórmula de deserdação (ou divórcio) — "eu não sou (heb. lõ' 'ehyeh) vosso Deus" — que coroou os primeiros anúncios de julgamento (1.9). À semelhança das promessas que removem do nome das crianças a negação (2.23), ela fala de um relacionamento restabelecido de Marido e Pai, uma relação assegurada pela derradeira declaração pessoal da história: "Eu sou" (veja Êx 3.6; Jo 6.35; 8.12, 58; 10.7, 11; 11.25; 14.6; 15.1).

CONCLUSÃO

Israel foi expatriado, mas nunca deixou de ser povo de Deus.

DEUS não abandona seu povo, antes zela para que suas promessas quanto a este povo se cumpram integral e cabalmente.

Israel é talvez a única nação que mesmo morando e vivendo longe de sua pátria nunca deixou seus costumes e nunca desistiu de seu país. Sobreviveu a toda sorte de perseguição e atrocidade mas resistiu bravamente, pois tinha a ajuda e proteção do Senhor.

OSÉIAS 14.1-8

d. Israel e Iavé, o futuro de ambos — arrependimento e restauração (14.1-8 [heb. 14.2-9]) As ameaças de juízo na terceira seção do livro (11.12-13.16) levaram Israel a seu limite: primeiro, o reino o norte consiste em Efraim, o estado remanescente (13.15), e, no fim, apenas em Samaria (13.16), para a qual se anuncia destruição total e irreparável, sem possibilidade alguma de reconstrução do reino. Não há tempo para evitar o juízo; não há meio de evitar a vontade de Deus, proclamada por todo o livro, desde que se deu nome a Jezreel (1.4) até o quadro da derrocada de Samaria (13.15-16).

OSÉIAS 14.1-3

Conseqüentemente, o profeta fala outra vez do futuro distante de Israel, depois que o juízo tiver acontecido (1.10; 2.14; 3.5; 11.8-9). Seu objetivo é transcender o juízo. Sua esperança é que a constância divina, que insistiu em castigar um povo que abandonou seu chamado, revele o santo amor perdoador de Deus quando o remanescente maltrapilho de Seu povo buscar o perdão. Seu enfoque do futuro começa, então, como um chamado à conversão (14.1-3), apresentando em detalhes os passos que Israel deve dar a fim de deixar para trás os dias de juízo e avançar em direção à reconciliação. Esse chamado é completado por um registro da resposta de Deus em forma de canção de amor (14.4-8).

i. Israel é chamado de volta (14.1-3). Cada termo do chamado (v. l) é escolhido para lembrar e ressaltar aspectos importantes da mensagem de Oséias. Ao longo de todo o livro, volta (ou conversão, heb. swb) foi a maneira característica de se declarar o desejo insatisfeito de Deus em relação a Israel (2.7, 9; 3.5; 5.4; 7.10, 16; 11.5; 12.6). Essa palavra ocorre quatro vezes neste capítulo final (w. l, 2, 4, 7), que mostra o que acontecerá com a volta de Israel — no que diz respeito a exigências e resultados — e estabelece um contraste deliberado com o retorno sem muita convicção proposto por Israel na canção anterior (6.1-3). O Senhor é citado especificamente como o destino da volta, visto que o motivo de discórdia entre o profeta e o povo foi uma confusão acerca de Sua natureza e de Sua soberania exclusiva sobre Israel (cf. 2.16-17, onde os próprios nomes dos Baalins devem ser erradicados a fim de que o verdadeiro senhorio de Javé seja honrado). Seu direito exclusivo à lealdade do povo é reafirmado nas palavras teu Deus (cf. 4.6; 9. l; 12.6). A expressão O Senhor teu Deus encontra-se nas duas auto-apresentações preservadas em Oséias (12.9; 13.4). Israel — aqui é mais provável que envolva o povo inteiro, embora parte da atenção esteja voltada para as tribos do norte, como dá a entender o nome Efraim (v. 8) — é chamado a responder positivamente Àquele que, de forma tão vigorosa, apresentou-Se como Senhor e Salvador nos dois capítulos anteriores. A necessidade de voltar é sintetizada em duas expressões principais. Estás caído abrange a multiplicidade de consequências que se acumulam contra o povo insolente, cuja vida nacional foi totalmente instável — quer a causa tenha sido política, económica ou religiosa (4.5; 5.5; 14.9). Em face dos caminhos que escolheu, Israel simplesmente não tinha condições de andar firme e ereto. Tropeçaram em sua iniquidade, palavra (heb. 'ãwôn; cf. comentários sobre 4.8 e 13.12, onde Efraim apegou-se a isso como se fosse um tesouro inestimável) que capta a rebeldia, o engano, a perversidade e as desonestidades na vida de Israel. Com todo um repertório de termos à sua disposição, Oséias escolheu esse, como a maneira mais abrangente e eficaz de descrever o mal endémico e multiforme que ele condenava (cf. também v. 2). As expressões que falam do retorno são alistadas com brevidade quase telegráfica nos versículos 2 e 3: os tópicos são bem claros, dispensando explicação; as questões em jogo são importantes demais, e não se deve correr o risco de obscurecer os pontos principais, embelezando-os. O clima permanece imperativo: a urgência torna irrelevante a cortesia; todas as demais opções foram exauridas. O médico sabe o que é preciso fazer e não desperdiça movimentos ao realizar sua cirurgia. Tende convosco palavras. O singular do versículo l dá lugar ao plural, não apenas para incluir todos os segmentos e pessoas de Israel, mas também a fim de estabelecer um contraste com o singular empregado para se dirigir a Deus. Os três primeiros imperativos do versículo 2 estão no plural, dirigidos a Israel; os dois seguintes estão no singular, dirigidos a Deus. Palavras descreve as súplicas e os votos contidos nos versículos 2b e 3 (cf. as palavras de Jacó com Deus em Betel, 12.4). O crime de Israel não foi apenas violação da lei; foi uma ofensa contra a pessoa divina, o Marido dos capítulos 1-3, o Pai do capítulo 11. Desse modo, não se poderia solucionar o problema mediante o oferecimento de um sacrifício ou o pagamento de uma multa (cf. 6.6; Mq 6.1-8). O relacionamento pessoal só poderia ser restaurado por intermédio de palavras que expressassem um compromisso pessoal, palavras tão importantes que o profeta não poderia deixá-las ao acaso, alistando-as com precisão numa litania de contrição. Perdoa toda iniquidade (v. 2); a construção hebraica é incomum (toda precede o verbo, ao qual se segue o substantivo, como se apresentasse a amplitude da iniquidade de Israel) e pode muito bem ser ligada à oração final do versículo 3 — "pois por ti o órfão encontra favor" — formando dessa maneira uma moldura para as outras linhas da oração votiva (como entende Andersen, p. 642). O perdão implorado aqui é justamente o que foi negado em 1.6 e que pode ser oferecido agora, só porque o juízo está completo. Perdão sem justiça seria uma imitação grotesca da retidão divina. Como diz l João 1.9, "ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados". A cruz é a base do perdão, pois é também o local onde ocorre o juízo. Aceita o que é bom é uma súplica para que Deus aceite as palavras de contrição e as interprete literalmente. São palavras bem intencionadas e devem receber crédito. Quanto a bom (heb. tôb) como sinónimo virtual de palavra, veja Neemias 6.19; Salmos 38.2, 5.1 Uma segunda possibilidade, embora menos provável, é interpretar bom como um epíteto para a divindade: "Aceita(-nos), ó [tu que és] Bom" (Andersen, p. 645).2 Em apoio a esses pedidos básicos, Israel é chamado a fazer promessas a Deus acerca de sua própria conduta. A primeira dessas promessas é um compromisso geral de guardar todas as promessas: "E ofereceremos (heb. sim na forma intensiva significa "compensar" ou "pagar", termo frequente nas leis do êxodo; cf. 21.34,36; especialmente o cap. 22) o fruto (deve-se ler o hebraico prym como "fruto", p^rí, PIB, cf. 13.15 e 14.8, não como novilhos \parím], em que o m seria enclítico, comum em dialetos cananeus acrescentado por motivo de ênfase ou como marcador de caso) de nossos lábios" descreve a promessa de cumprir suas promessas, observando até mesmo as obrigações de orar, adorar e cumprir os votos. As três promessas do versículo 3 abrangem as áreas que mais necessitam de reforma. Cada uma contém um não e representa uma mudança no comportamento de IsmeLA Assíria já não nos salvará declara ao mesmo tempo um fato e um compromisso. A pomba insensata finalmente recobrou os sentidos e parou de pular de galho em galho (7.11); o pão não virado finalmente está pronto para ser virado (7.8); o doente crônico resolveu mudar de médico (5.13); o jumento selvagem está tentando comer nas mãos do Domador (8.9); descobriu-se a verdadeira identidade do Grande Rei, e seu palácio não está junto ao Tigre (5.13; 10.6). Não iremos montados em cavalos (em hebraico, o substantivo é singular e provavelmente coletivo; quanto ao significado militar dos cavalos, veja comentário sobre 1.7; Jl 2.4) é o modo vívido de denunciar toda aquela confiança de que o poderio militar lhes garantiria sobrevivência e expansão (c/ 8.14; 10.14). Visto que, em Oséias, os reis e comandantes militares são frequentemente relacionados entre si como fontes de fraqueza ou maldade nacional (7.7, 16; 8.4, 10; 10.3; 13.9-11), talvez este voto carregue um compromisso não expresso de ter um papel diferente para a monarquia — um papel rapidamente destacado em 1.11 e 3.5.

OSÉIAS 14.4-8

Não mais diremos à obra das nossas mãos: Tu és o nosso Deus (a LXX:.a fonte dessa sugestão emprega o plural, nossos deuses, como um verdadeiro reflexo da inconstância religiosa de Israel) — a importância do uso do nome divino é ressaltada tanto aqui como em 2.16-17 e provavelmente em 4.2, "jurar" — à obra das nossas mãos exemplifica a loucura da idolatria, de acordo com Oséias: os seres humanos adoram aquilo a que dão importância maior; empregam a criatividade que lhes foi concedida por seu Criador, à imagem de quem foram feitos, a fim de formar imagens a quem possam orar — um caso flagrante de um criador que se curva perante uma criatura e, com isso, coloca toda a realidade de pernas para o ar (cf. comentários sobre 2.8; 4.12; 8.5-6; 13.1-2). A tragédia é que o ídolo não é capaz de manter um relacionamento interpessoal: podemos dizer "nosso deus" àquilo que fazemos; mas ele jamais poderá nos dizer "meu povo" (cf. 2.23). A confissão final de confiança (v. 3d) aparentemente conclui a oração, ligando-a com a primeira frase, "perdoa toda iniquidade", e garantindo o direito de orar da melhor maneira possível (o heb. "ser, do início da frase, provavelmente está no lugar áeya'an "ser, "porque"; cf. l Rs 3.19; 8.33): a abundante misericórdia de Deus para com aqueles que admitem suas carências (órfão implica falta de laços de família e, portanto, falta de identidade, de poder e de cuidado na sociedade de Israel; cf. Êx 22.21; SI 68.5; Is 1.17,23). Esta oração fecha o círculo iniciado na abertura do livro. Na verdade, ela está dizendo que Desfavorecida depende do favor divino (o verbo hebraico rhm é empregado aqui no mesmo grau do nome da filha; 1.6; 2.23) e que Não-Meu-Povo, o qual ficou órfão por causa do rompimento da aliança, está confiante em sua restauração ao convívio da família (1.9-10; 2.23).

ÍÍ.A resposta amorosa deJavé (14.4-8). A forma e o conteúdo deixam claro que é Deus quem está falando. Nos versículos 4-7, parece que Ele está falando sobre Israel, como se estivesse contando ao profeta a maneira pela qual pretende responder à oração do povo. No versículo 8, parece que Ele Se dirige diretamente a Efraim, embora não possamos ter muita segurança quanto ao sentido exato do versículo 8a. A passagem começa no versículo 4, prometendo outorgar amor e retirar a ira. Torna-se figurada e extremamente poética nos versículos 5-7, onde Deus canta a prosperidade futura de Israel na recém-estabelecida aliança de amor. No versículo 8a-b, a linguagem é de novo literal, enquanto em 8c a descrição que Deus faz de Si mesmo é um símile. Caso estejamos certos em ouvir uma canção de amor nos versículos 4-7, e no 8 uma queixa divina, então uma vez mais ficamos a par dos sentimentos divinos de natureza patética — as afeições profundas de Deus, que Ele enuncia com pungência, à medida que experimenta as tensões entre o que deveria ser e o que de fato acontece em Sua relação com Israel. Oséias compara o juízo divino à inflição de ferimentos ou de doenças (5.12-14; 13.7-8). Conseqüentemente, pode equiparar a restauração à cura — cura que a Assíria era incapaz de realizar (5.13); que Israel buscou, mas sem sinceridade (6.1); que Deus ardentemente desejava outorgar (7.1); à qual Israel continuava resistindo (11.3). Aqui, a cura é prometida abertamente (v. 4) — não apenas dos ferimentos do juízo, mas também da causa do juízo, a infidelidade ou "apostasia" que os havia levado para bem longe da aliança, na obstinação da rebeldia. Sua tendência a tal comportamento faz parte da lamentação de Javé em 11.7. Aquilo que eles são incapazes de curar, Ele o fará. A restauração é profundamente pessoal — não apenas uma enfermidade sanada, mas um relacionamento renovado: eu... os amarei. O amor de Deus expressou-se no êxodo (11.1) e foi mantido mesmo nos dias de apostasia com os Baalins (3.1), enquanto o amor de Israel era desperdiçado com deuses falsos (2.5,7,10,12-13) ou aliados traiçoeiros (8.9). De mim mesmo ("voluntariamente", IBB; TB; ARC; heb. rfdabà; cf. SI 54.6; 110.3) indica iniciativa, regozijo e entusiasmo no relacionamento amoroso. Apesar de toda a rebeldia de Israel, Deus caminhará para a reconciliação sem ressentimentos. A oração final do versículo 4 dá o motivo: a ira de Deus (cf. comentário sobre 11.9) cumpriu sua devida tarefa no juízo e agora pode ser afastada (quanto ao hebraico swb, tendo "ira" como seu objeto implícito, veja Am 1.3) de Israel, visto aqui coletivamente, no singular (cf. ARC). Os repentes da canção revertem o juízo de Israel e, ao mesmo tempo, nos versículos 5-7, bebem profundamente das mesmas fontes da poesia de amor que regaram os Cantares de Salomão: (l) orvalho (v. 5), em outra parte de Oséias, sinal de inconstância (6.4) que conduzirá à desintegração total de Israel (13.3), descreve aqui o refrigério do amor de Deus; seu emprego em Cantares 5.2 é literal; (2) florescer (w. 5, 7), utilizado com sarcasmo em 10.4 para descrever a colheita de Israel, abundante de injustiças, descreve aqui a generosa prosperidade de Israel, resultante do fato de ter recuperado o favor de Javé; em Cantares 6.11 e 7.13, o verbo ocorre no contexto de um ambiente erótico e verdejante para o amor; (3) lírio (v. 5; também "açafrão" ou "lótus"), que em Oséias aparece somente aqui, descreve a beleza da noiva (Ct 2.1-2), os lábios da noiva e do noivo (2.16; 5.13; 6.3), os seios suaves e delicados da noiva (4.5); (4) lançar raízes (v. 5), expressão não encontrada em Cantares de Salomão, reverte o juízo de esterilidade — "secaram-se as suas raízes" (9.16); (5) Líbano (w. 5, 6, 7), a última palavra de cada versículo, simboliza o apogeu do viço e da fertilidade, num contraste marcante com o terreno descampado, quase sem árvores, da Palestina na época de Oséias, e pode muito bem estar modificando os substantivos que a antecedem nos dois versículos em que vem desacompanhada — lírios do Líbano (cf. IBB; TB; ARC; BJ, mg.; v. 5), oliveira do Líbano (v. 6; cf. Andersen, p. 642); é evidente a proeminência do Líbano em Cantares de Salomão: um local de encontro de amantes (Ct 4.8), conhecido por seus regatos (4.15), sua madeira (3.9), sua montanha (7.5; lit. "torre"), seus cedros (5.15) e perfume (4.11; cf. Os 14.6); (6) a oliveira (v. 6), apreciada por seu azeite {cf. comentários sobre 2.5, 8) e folhagem farta (aqui chamada de ramos), não é mencionada em Cantares de Salomão, mas parece ser empregada em Jeremias 11.16, em linguagem figurada sobre o amor, numa passagem (talvez um trecho de poesia romântica) em que Deus descreve Israel como: "oliveira verde, formosa por seus deliciosos frutos" (cf. SI 52.8); (7) fragrância (v. 6), aqui provavelmente o perfume da oliveira do Líbano, é uma palavra dominante na poesia romântica oriental (Ct 1.3, o encanto do homem; 1.12; 4.10-11; 7.8, o aroma da mulher excitada pelo amor; 2.3, primavera, a estação do amor; 7.13, mandrágoras); (8) voltarão (v. 7; cf. o significado teológico discutido em 14.1-2) também pode estar refletindo a linguagem do amor (cf. Ct 6.13 [heb. 7.1]); é possível ler voltarão como um verbo auxiliar, significando "fazer algo, i. e; habitar, de novo"; (cf. Wolff, p. 232; Andersen, p. 642); (9) a expressão os que se assentam à sua sombra (v. 7; o particípio em construto com o adjunto adverbial serve de sujeito da oração; cf. SI 24.1; Andersen, p. 642) descreve um relacionamento íntimo e protetor (cf. Ct 2.3); o sua, do versículo 7, parece referir-se a Deus, e não a Israel, mais um exemplo das mudanças repentinas na forma de tratamento — Deus é a primeira pessoa nos versículos 4, 5 e (provavelmente) 8; (10) cereal (v. 7; a PIB faz uma emenda desnecessária para "jardim") provavelmente deve ser modificado pela conjunção como, em um paralelo com como a vide, deixando Israel como o sujeito de serem vivificados e concentrando-se nessa nação como destinatária do próspero amor divino (ARA, ARC, IBB; cf. BJ para uma posição contrária), em vez de focalizar alguma colheita específica (embora tenham-se em vista as muitas referências anteriores a cereal; cf. 2.8-9, 22; 7.14; 9.1, em que o principal objetivo do culto a Baal era assegurar as colheitas anuais de cereal);1 (11) a vide (cf. 2.12, onde Israel havia de perder suas videiras em julgamento por sua prostituição espiritual; cf. também 10.1, onde a própria nação foi comparada a uma videira luxuriante) serviu em Cantares de Salomão de sinal da primavera (Ct 2.13), como elemento de um local para encontros eróticos (6.11; 7.12; ambos os textos empregam vide com o verbo florescer, como em Os 14.7); (12) vinho (cf. 7.5; 9.4), que aqui é uma imagem da reputação restaurada de Israel (quanto a "lembrança" ou "nome", heb. zeker, cf. 12.5; não há necessidade alguma de ler "fragrância", como o fazem Ward, p. 226, e RSV), o título de vinho fino que será dado a Israel, como os vinhos finos do Líbano, é uma figura clássica da linguagem do amor, descrevendo seu valor e prazer (cf. Ct 1.2,4; 2.4; 4.10; 5.1; 7.9; 8.2). De maneira extraordinária, o profeta-poeta entrelaçou nesses versículos recordações do relacionamento passado de Israel com Deus, semelhante a uma oliveira e uma videira, renúncias aos poderes de fertilidade de Baal, a quem Israel atribuía dádivas de cereal, vinho e azeite (cap. 2), e recitações de canções de amor, com as quais Ele destacou a promessa de amá-los "voluntariamente" (v. 4), que é o ponto central do capítulo 14. Como consequência, essa canção de amor reaviva não apenas em nossas mentes, mas também em nossos corações, tudo aquilo que o Marido divino prometeu de forma mais específica em 2.19-23. A ênfase do livro no relacionamento, a qual assumiu formas tão veementes quando Deus empregou animais selvagens para descrever Seu juízo, em 5.14-15 e 13.7-8, é mais uma vez tomada de calor e ternura quando Deus Se compara ao orvalho (v. 5). A linguagem é agrícola; contudo, o propósito não é o mesmo de Joel, que prometia eiras e lagares repletos (2.24), após os anos de gafanhotos invasores, nem do oráculo de Amos, que fala de vinhas carregadas e jardins exuberantes (9.13-14). A linguagem é agrícola, mas o que se tem em vista não é tanto a provisão material, mas o amor que enriquece. Não é o Deus Agricultor quem entoa esta última canção, mas o Deus Marido. O "eu sou" (serei; heb. 'ehyeh, v. 5) que inicia o poema de amor, com suas imagens extraídas da lavoura, parece ser uma reversão da l. A hábil reconstrução do texto feita por R. B. Coote, com base na LXX, ainda que permaneça como hipótese, assinala a maneira incisiva com que esses versículos procuram polemizar com os Baalins. Veja Oséias 14.8: "Aqueles que estão repletos de cereal viverão", JBL, 93,1974, pp. 161-173. fórmula de deserdação (ou divórcio) — "eu não sou (heb. lõ' 'ehyeh) vosso Deus" — que coroou os primeiros anúncios de julgamento (1.9). À semelhança das promessas que removem do nome das crianças a negação (2.23), ela fala de um relacionamento restabelecido de Marido e Pai, uma relação assegurada pela derradeira declaração pessoal da história: "Eu sou" (veja Êx 3.6; Jo 6.35; 8.12, 58; 10.7, 11; 11.25; 14.6; 15.1). É possível que Israel/Efraim esteja proferindo as primeiras palavras do versículo 8; assim lê o Targum: "E alguns da casa de Israel disseram". Nesse caso, a primeira frase traria Israel afirmando sua fidelidade a Deus e sua renúncia aos ídolos, uma resposta apropriada aos versos de amor de Deus. Contudo, é mais provável que Deus esteja falando com Efraim numa pergunta que traz uma insinuação da queixa divina (cf. 11.8). Se for assim, o contexto temporal deixou a descrição de felicidade no futuro distante, passando para as realidades existentes nos dias de Oséias (cf. a nota em 1.10-2.1), quando Efraim ainda se encontrava comprometido com os ídolos {cf. 13.1, 2). Uma vez mais, Deus, com o coração agoniado, insiste nas mensagens principais do livro: "O meu amor e cuidado — aqui expressos como ouvirei (cf. os usos do heb. 'nh, em 2.15,22; 5.5; 7.10) suas súplicas e cuidarei de suas necessidades (c/ swr, em 13.7) — são tua única esperança; rejeitá-los é suicídio; deus nenhum vale o material com que tu os fazes".1 No Antigo testamento, só em Oséias 14.8 Deus é comparado a uma árvore. Seu desejo de varrer da terra o culto da fertilidade levou-O a uma linguagem forte, quase arriscada. Ele tomou emprestada a espada do inimigo para dar Seu golpe final. Num capítulo que se destaca por afirmações sucintas, a mais vigorosa de todas talvez seja a última frase do versículo 8: de mim se acha teu fruto. Quem é a verdadeira fonte de subsistência de Israel? Essa é uma questão básica ao longo de todo o livro. A resposta errada levou à prostituição religiosa, à instabilidade política e às fraudes internacionais, os principais temas de Oséias. As últimas palavras de Deus são a resposta certa. O trocadilho com o nome de Efraim, implícito na palavra fruto (p''rí, cf. l. A hipótese de Weilhausen, acolhida por Jacob, p. 95, de que os verbos "responder" (ouvir) e "cuidar de" devem ser lidos como os nomes divinos cananeus, Anate e Asera, capta novamente a intenção de combater Baal; contudo, tem a credibilidade prejudicada ao pedir que acreditemos que Javé, cujo plano era aniquilar os nomes das divindades pagãs (2.16-17) e que havia Se apresentado claramente como Javé (12.8; 13.4), agora chama a Si mesmo de o verdadeiro Anate e verdadeira Asera de Israel.

OSÉIAS14.9

comentários sobre 8.9; 13.15), serve apenas para reforçar essa resposta. A convocação de Javé, chamando para a aliança, trouxe consigo a responsabilidade de produzir o fruto da completa obediência a ele (cf. comentários sobre 9.10; 10.1). Tal produtividade tornou-se impossível quando Efraim esqueceu a fonte de todo fruto autêntico. e. Admoestação final — andar e tropeçar (14.9 [heb. 14.10]) Aforma literária segue a das advertências de Provérbios (cf. 4.20-23), onde os imperativos ou jussivos (ordens, desejos expressos na terceira pessoa, geralmente do singular), que mapeiam minuciosamente o caminho da sabedoria, são seguidos pêlos motivos que justificam as ordens, em geral precedidos de porque (heb. kí). Tanto o vocabulário quanto o estilo refletem a influência da literatura de sabedoria: sábio (heb. hakam; cf.13.13), entenda (heb. bín; cf. 4.14), prudente (também derivado de bm), saiba (palavra-chave em Oséias; cf. comentário sobre 2.8), caminhos (cf. 4.9; 10.13) como descrições de conduta; retos (termo empregado mais de vinte vezes em Provérbios; e. g., 2.7; 3.32; 8.9), justos (heb. saddiqím; lit. "inocente de crimes"; cf. Am 2.6; 5.12; usado mais de cinquenta vezes em Provérbios, frequentemente como sinónimo de sábio, com um sentido próximo a "leal a Javé e à Sua vontade"), andarão (como um verbo de comportamento, cf. 5.11; cerca de vinte vezes em Provérbios); transgressores (lit. "rebeldes"; heb. ps'; cf. 7.13; 8.1; o substantivo "transgressão" ocorre cerca de doze vezes em Provérbios). Agrupadas, as primeiras quatro palavras fazem parte da introdução de Provérbios (l. 1-6) e estão generosamente espalhadas pelo livro, enquanto a quinta (caminhos) ocorre cerca de setenta e cinco vezes. A contraposição dos substantivos justos e transgressores e dos verbos andarão e cairão (Os 4.5; 5.5; 14.1; Pv 4.12, 19; 24.16-17) formam uma antítese nas últimas duas frases. A estrutura poética, encontrada dezenas de vezes em Provérbios (especialmente nos caps. 10-15) e frequente nos salmos de "sabedoria" (e. g., SI l; 37), ressalta uma doutrina dos dois caminhos, os quais evidenciam as consequências absolutas da lealdade ou da deslealdade para com Deus. No uso que Jesus faz de "porta larga" e "porta estreita" (Mt 7.13-14), de "frutos bons" e "frutos maus" (Mt 7.15-18) e de "casa sobre a rocha" e "casa sobre a areia" (Mt 7.24-27) estão algumas das expressões dos dois caminhos no Novo Testamento. A partir do emprego frequente que Jeremias faz das palavras, imagens e ideias de Oséias, fica evidente que o conselho deste versículo 6 foi acolhido pela comunidade dos fiéis, que percebeu, provavelmente já à época da queda de Samaria (722 a. C.), que Oséias havia falado e vivido a verdade.1 Quer tenha sido acrescentada pelo profeta quer por um de seus seguidores, esta advertência final considerava Escritura o livro inteiro e insta os ouvintes de qualquer lugar e época a aceitarem os alertas de juízo e as promessas de esperança.2 A resposta correia às palavras de Oséias, naqueles dias, hoje e em todas as épocas, tem sido a diferença entre andar com segurança e tropeçar tragicamente.

Esclarecimento: Não somos judeus, nem seguimos sua religião judaica. Cremos que Israel tem uma aliança com DEUS que ainda será cumprida ao remanescente, na hora por DEUS designada. Devemos sim Respeitá-los, não adorá-los, Orar por eles, não odiá-los; sabendo que só há salvação em JESUS CRISTO e que é preciso confessá-lo como Senhor e Salvador e Crer que ELE morreu por nós na cruz do calvário e ressuscitou ao terceiro dia; está vivo e intercedendo por nós. Só assim seremos salvos da ira de DEUS que se derramará sobre a terra e seus habitantes. Mt 10.32; Rm 10.9,10

Consultas:

CD da BEP - CPAD

Pequena Encicopédia Bíblica - Orlando Boyer - IBAD

http://www.estudosbiblicos.com

Oséias Introdução e Comentários - David A.Hubbard - S.R.E. Vida Nova e A.R.E.Mundo Cristão.

Sites para consulta

http://www.uol.com.br/biblia/revista/index.htm

http://www.eifo.com.br/indexcat.html

http://www.mossadbr.hpg.ig.com.br/fama.html

http://www.geocities.com/brasilsefarad/cronologia.htm

http://www.uol.com.br/biblia/revista/index.htm

 

Colaboração do Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva

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