Texto
Áureo:
“E
disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco:
Convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de
Moisés, e nos Profetas, e nos Salmos” (Lc 24.44).
EXPLICAVA-LHES... AS ESCRITURAS. O Messias e a sua
obra redentora, através do sofrimento, são o tema central no AT. Cristo
pode ter citado trechos tais como Gn 3.15; 22.18; 49.10; Nm 24.17; Sl
22.1,18; 110.1; Is 25.8; 52.14; 53; Jr 23.5; Dn 2.24,35,44; Mq 5.2; Zc
3.8; 9.9; 13.7; Ml 3.1
Verdade
Prática:
O mesmo Deus
que inspirou os escritores sagrados a escrever o Antigo Testamento,
dirigiu a formação do cânon sagrado. Portanto o Cânon pode ter sido dirigido humanamente,
mas DEUS estava verdadeiramente no controle de Tudo e de
todos.
Leitura Diária:
Segunda
Dt 31.24-26 Moisés escreveu a Lei
24E
aconteceu que, acabando Moisés de escrever as palavras desta Lei num
livro, até de todo as acabar,25deu ordem Moisés aos levitas que levavam a
arca do concerto do SENHOR, dizendo:26Tomai este livro da Lei e ponde-o ao
lado da arca do concerto do SENHOR, vosso Deus, para que ali esteja por
testemunha contra ti.
Terça Js
24.26 Josué escreveu após Moisés
26E
Josué escreveu estas palavras no livro da Lei de Deus; e tomou uma grande
pedra e a erigiu ali debaixo do carvalho que estava junto ao santuário do
SENHOR
Quarta Is
8.16 Isaías e o proto-cânon de seus dias = 16Liga o
testemunho e sela a lei entre os meus discípulos. SELA A LEI ENTRE OS MEUS DISCÍPULOS. A grande maioria
do povo de Deus vivia na apostasia, mas um remanescente permaneceu fiel
discípulos que faziam a vontade do Senhor. Estes foram chamados para
preservar a Palavra de Deus. Em todos os tempos, os verdadeiros discípulos
do Senhor, aqueles em cujos corações está a Palavra, precisam lutar pela
verdade imutável de Deus (ver Jd v. 3) e transmiti-la à geração
seguinte.
Quinta 2
Rs 22.8-13 A Lei de Moisés como cânon parcial
8Então,
disse o sumo sacerdote Hilquias ao escrivão Safã: Achei o livro da Lei na
Casa do SENHOR. E Hilquias deu o livro a Safã, e ele o leu.9Então, o
escrivão Safã veio ao rei, e referiu ao rei a resposta, e disse: Teus
servos ajuntaram o dinheiro que se achou na casa e o entregaram na
mão dos que têm o cargo da obra, que estão encarregados da Casa do
SENHOR.10Também Safã, o escrivão, fez saber ao rei dizendo: O sacerdote
Hilquias me deu um livro. E Safã o leu diante do rei.11Sucedeu, pois,
que, ouvindo o rei as palavras do livro da Lei, rasgou as suas vestes.12E
o rei mandou a Hilquias, o sacerdote, e a Aicão, filho de Safã, e a Acbor,
filho de Micaías, e a Safã, o escrivão, e a Asaías, o servo do rei,
dizendo:13Ide e consultai ao SENHOR por mim, e pelo povo, e por todo o
Judá, acerca das palavras deste livro que se achou; porque grande é o
furor do SENHOR que se acendeu contra nós, porquanto nossos pais não deram
ouvidos às palavras deste livro, para fazerem conforme tudo quanto de nós
está escrito.
Sexta Ed
7.14 O cânon parcial nos dias de Esdras 14Porquanto da parte do rei e dos seus sete
conselheiros és mandado, para fazeres inquirição em Judá e em Jerusalém,
conforme a Lei do teu Deus, que está na tua mão;
22.8 O LIVRO DA LEI. O "livro da lei" que Hilquias
achou, tratava-se da lei que fora dada "pelas mãos de Moisés" (2 Cr
34.14); era, sem dúvida, um exemplar do Pentateuco, ou seja: os cinco
primeiros livros da Bíblia (cf. 23.25; Dt 31.24-26). Essa descoberta dá
testemunho da mão providente e soberana de Deus, cuidando da sua Palavra
inspirada, protegendo-a da destruição pelos idólatras e apóstatas.
Realmente, a inspirada Palavra de Deus escrita é indestrutível (Is
40.8).
22.13 IDE E CONSULTAI AO SENHOR. Josias queria saber
se os pecados de Judá tinham chegado a um ponto em que o juízo divino
seria inevitável. (1) Através da profetisa Hulda, Deus disse que seu povo,
em breve, seria, sim, entregue na mão dos seus inimigos (vv. 14-17).
Noutras palavras, quando o povo de Deus persiste no pecado, atinge um
ponto em que o castigo é inevitável. (2) Por um excessivo número de anos,
o povo de Deus, i.e., os israelitas, "zombaram dos mensageiros de Deus, e
desprezaram as suas palavras, e escarneceram dos seus profetas, até que o
furor do SENHOR subiu tanto, contra o seu povo, que mais nenhum remédio
houve" (2 Cr 36.16). O avivamento espiritual por intermédio de Josias
apenas adiou a destruição iminente de Judá, mas não pôde evitá-la (vv.
18-20; 23.24-27).
Sábado Ne
8.1-3 O Livro da Lei no pós-cativeiro 1E chegado o sétimo mês, e
estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se ajuntou como
um só homem, na praça, diante da Porta das Águas; e disseram a Esdras, o
escriba, que trouxesse o livro da Lei de Moisés, que o SENHOR tinha
ordenado a Israel.2E Esdras, o sacerdote, trouxe a Lei perante a
congregação, assim de homens como de mulheres e de todos os entendidos
para ouvirem, no primeiro dia do sétimo mês.3E leu nela, diante da praça,
que está diante da Porta das Águas, desde a alva até ao meio-dia, perante
homens, e mulheres, e entendidos; e os ouvidos de todo o povo estavam
atentos ao livro da Lei. 8.1 TODO O POVO SE
AJUNTOU. Os caps. 8-10 descrevem um dos maiores avivamentos do AT e
apontam vários princípios fundamentais para um avivamento e renovação
espirituais. O avivamento e a renovação, procedem exclusivamente de Deus.
Os instrumentos que o propiciam são: a Palavra de Deus (vv. 1-8), a oração
(v. 6), a confissão de pecados (cap. 9), um coração quebrantado e contrito
(v. 9), renúncia às práticas pecaminosas da sociedade contemporânea (9.2)
e renovação do compromisso de andar segundo a vontade de Deus e de fazer
da Palavra de Deus o nosso viver (10.29). 8.3 ESTAVAM
ATENTOS AO LIVRO DA LEI. O avivamento teve início mediante um autêntico
retorno à Palavra de Deus e um esforço decisivo para a compreensão da sua
mensagem (v. 8). Durante sete dias, seis horas por dia, Esdras leu o livro
da lei (vv. 3,18). Uma das principais evidências de um avivamento bíblico
entre o povo de Deus é a grande fome de ouvir e ler a Palavra de
Deus.
Leitura
Bíblica Em Classe:
Lucas
24.25-27
25E ele
lhes disse: Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas
disseram!26Porventura, não convinha que o Cristo padecesse essas coisas e
entrasse na sua glória?27E, começando por Moisés e por todos os profetas,
explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras.
EXPLICAVA-LHES... AS ESCRITURAS. O
Messias e a sua obra redentora, através do sofrimento, são o tema central
no AT. Cristo pode ter citado trechos tais como Gn 3.15; 22.18; 49.10; Nm
24.17; Sl 22.1,18; 110.1; Is 25.8; 52.14; 53; Jr 23.5; Dn 2.24,35,44; Mq
5.2; Zc 3.8; 9.9; 13.7; Ml 3.1.
Objetivos:
Após esta aula,
seu aluno deverá estar apto a: Explicar o que significa
“cânon”. 1-Definir a expressão “livro canônico”. 2-Citar os testemunhos contra os livros
apócrifos.
Comentários: INTRODUÇÃO Estudamos, na lição passada, a produção do Antigo
Testamento. Hoje, veremos como os livros deste foram organizados, reunidos
e preservados no cânon sagrado – a seleção dos escritos divinamente
inspirados, autorizados e reconhecidos como a única regra de fé e prática
para a nossa vida.Esse processo foi extremamente laborioso e metódico.
Deus, com a sua poderosa mão, guiou os homens piedosos e sábios daquela
época para esse mister.
I. O
CÂNON SAGRADO
CÂNON
É palavra grega e significa uma regra, vara de medir,
cana. Cânon neste sentido então, refere-se aos livros que se conformam com
as regras ou padrões da inspiração e autoridades divinos (Gl 6:16).
Foi a Igreja, guiada por Deus, que de um certo modo
“reconheceu” o cânon, após longos debates. Assim a Igreja “canonizou” os
livros sagrados, submetendo-os às regras ou padrões para verificar sua
real inspiração.
Nas Escrituras hebraicas os livros canônicos são 24,
mas são os mesmos 39 de nosso novo Velho Testamento, apenas agrupados de
forma diferente. A Igreja Católica, contudo acrescenta o seu Velho
Testamento outros 14 livros ou pedaços de livros.
1. A palavra “cânon” na Bíblia. A palavra kanon
(cânon) é de origem hebraica – qaneh “cana”, e significava “vara de medir”
(Ez 40.3).
CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES À HISTÓRIA DA
FORMAÇÃO DO CÂNON
Mas como foram escolhidos os trinta e nove livros que
compõem o Velho Testamento?
a) os autores sagrados ao receberem as revelações da
parte de Deus, as comunicavam verbalmente, contudo foram também orientados
a registrarem de forma escrita algumas daquelas mensagens, para que
ficassem para a posteridade. (Ex 17:14; Ex 24; 4 e 7; Ex 34:27-28; Nm
33:2; Dt 31;22-24; Js 1:8; I Rs 4:1-3; I Cr 29:29; Is 30:8; Jr 30:2; Jr
36:2-4; At 7:38). Muitos homens usados por Deus no tempo do Velho
Testamento nada escreveram, por outro lado muitos outros escreveram
literatura religiosa nesta época, embora não tenham recebido orientação
Divina para isto. Houve tempos, portanto onde circulavam juntos, livros
religiosos sagrados e não sagrados, lidos e manuseados pelo povo.
b) o cânon, ou seja, o grupo de livros sagrados, não
foi meramente o produto de uma decisão conciliar, em um determinado
momento histórico, mas sim um gradual reconhecimento pelos judeus da
autoridade Divina presente em alguns livros então escritos. Esta coleção
de livros acabou sendo posteriormente aprovada, agrupada e fixada pelo
concílio da Igreja. A Igreja "canonizou", de uma certa forma o que já
estava canonizado.
c) alguns princípios serviram de guia para a
determinação da canonicidade de um livro pela Igreja
primitiva:
1) tem autoridade divina? É um "assim diz o
Senhor?”;
2) Foi escrito por um homem de Deus? É
autêntico?;
3) Tem poder para transformar as vidas?;
4) Foi aceito pelo povo de Deus, lido e usado como
regra de vida e fé?
d) com certeza o mais precioso e verdadeiro teste de
canonicidade é o testemunho que o espírito santo dá à autoridade de sua
própria palavra, provocando uma resposta de reconhecimento, fé e submissão
no coração do servo de Deus. A canonicidade não era uma qualidade
"atribuída" aos livros por testes humanos, como quer afirmar a igreja
católica, pois como exemplo, quando uma criança reconhece seu pai em uma
multidão, não lhe acrescenta nenhuma qualidade de parentesco, mas apenas
confirma um relacionamento intenso já existente.
II. O
CÂNON JUDAICO
CÂNON HEBRAICO, CATÓLICO E PROTESTANTE DO VELHO
TESTAMENTO
Não parece ser dispensável dizer que a ordem de
disposição dos livros só tornou-se necessária, possível e clara à medida
que um cânon estabelecido substituiu os rolos isoladamente
estudados.
a) O cânon hebraico é composto de 24 livros, dividido
em três grupos: a lei (Torah), os profetas (Nebhim) e os escritos
(Kethubim).
Esta foi a ordem de aceitação dos livros como
canônicos
Torah: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números,
Deuteronômios.
Nebhim: Josué, Juízes, Samuel, Reis, Isaías,
Jeremias, Ezequiel, Os doze (os nossos profetas menores).
Kethubim: Salmos, Provérbios, Jô (poesia), Cantares,
Rute, Lamentações, Eclesiastes, Éster (os cinco rolos), Daniel, Esdras,
Neemias, Crônicas (históricos).
Obs: São chamados “os cinco rolos” porque cada um foi
escrito em um rolo para ser lido nas festividades judaicas: Cantares na
Páscoa, Rute no Pentecostes, Eclesiastes na festa dos Tabernáculos, Éster
no Purim e Lamentações no aniversário da destruição de
Jerusalém.
b) O cânon católico é o mesmo da Septuaginta.
Divide os livros do Velho Testamento em quatro
grupos: Lei, História, Poesia, Profecia. Acrescenta ao conteúdo canônico
hebraico, os livros apócrifos, sendo ao todo 46 livros:
Lei: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números,
Deuteronômio.
Históricos: Josué, Juízes, Rute, I e II Samuel, I e
II Reis, I e II Crônicas ou Paralipômeros, Esdras, Neemias, Tobias,
Judite, Éster, I e II Macabeus.
Poéticos: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes,
Cantares, Sabedoria, Eclesiástico.
Proféticos: Isaías, Jeremias, Lamentações, Baruque,
Ezequiel, Daniel, Amós, Oséias, Joel, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum,
Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias.
Em algumas
versões antigas, Samuel e Reis são apresentadas como I, II, III e IV Reis
e Esdras e Neemias como I e II Esdras.
c) O cânon protestante possui o mesmo conteúdo do
cânon hebraico, porém distribuídos em 39 livros diferentes, seguindo, no
entanto classificação idêntica ao cânon católico. Assim:
Lei: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números,
Deuteronômio.
Históricos: Josué, Juízes, Rute, I e II Samuel, I e
II Reis, I e II Crônicas, Esdras, Neemias, Éster.
Poéticos: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes,
Cantares.
Proféticos: Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel,
Daniel, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque,
Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias.
1. As Escrituras Sagradas dos judeus. A Bíblia dos
judeus é o Antigo Testamento hebraico que, hoje, eles chamam de Tanach;
sigla esta que vem das palavras Torah Neviym Vechetuvym, e significam
respectivamente “Lei, Profetas e Escritos” 2. O
arranjo dos livros do Antigo Testamento Hebraico. Esses 24 livros são
exatamente os mesmos 39 livros do nosso Antigo Testamento. a) A
Torah. b) Os Neviym. c) Os Kethuvym.
3. O Cânon ratificado pelo Senhor
Jesus. 4. O
Cânon Judaico mencionado por Josefo.
III. A
FORMAÇÃO DO CÂNON DO ANTIGO TESTAMENTO
A HISTÓRIA DA FORMAÇÃO DO CÂNON DO VELHO
TESTAMENTO
Os primeiros livros reconhecidos como sagrados foram
os que compõem a Lei (Ne 8:1; Sl 119). Veja quão cedo foi esta aprovação e
uso em Josué 1:7-8.
A Lei, entretanto foi esquecida com o passar do
tempo, levando o povo à idolatria e ao pecado em Israel, até que foi
novamente encontrada durante o reinado de Josias, trazendo gozo e
quebrantamento à nação por volta de 620 a.C. (II Cr 34:14-33).
A seguir muitas das profecias registradas, provaram
ser divinas pelo seu fiel cumprimento e então foram aceitas como
"inspiradas" e "canônicas" (Jr 36:6; Zc 1:4-6; Zc 7:7; Dn 9:1).
O terceiro grupo de livros aceitos como sagrados
foram os "escritos", compostos e aceitos em tempos diversos (Lc
24:44).
Na época do chamado "silêncio profético" (após 400
a.C.), muitos livros históricos e poéticos circulavam entre os judeus.
Entre estes, alguns eram reconhecidamente sagrados, outros
reconhecidamente espúrios, e uns poucos duvidosos quanto à sua natureza.
Para este julgamento, os judeus usaram alguns critérios:
1) está o conteúdo deste livro em conformidade
doutrinária com a Lei?;
2) É fiel historicamente?;
3) Foi escrito até o tempo do profeta
Malaquias?
Considerava-se que Deus falara até o profeta
Malaquias, e depois disto viera o "silêncio profético". Foi neste tempo,
por volta do ano 250 a.C., que um grupo de 70 sábios judeus, na cidade
egípcia de Alexandria, ao traduzir o cânon hebraico para o grego,
adicionou à Lei e aos Profetas já reconhecidos como sagrados mais alguns
livros sobre os quais não se tinha ainda chegado a uma definitiva
conclusão com respeito à sua canonicidade. Esta versão chamou-se
"Septuaginta". Só mais tarde aqueles livros de caráter duvidoso foram
considerados espúrios pelos judeus, mas o cânon da Septuaginta já era
consagrado e usado por muitos grupos religiosos.
Jerônimo, entre 385 e 405 a.D., traduziu para o
latino cânon da Septuaginta e esta era a versão universal católica-romana
(Vulgata Latina). Na reforma, Lutero foi ao hebraico, e surpreendeu-se não
encontrando ali os apócrifos, fazendo então uma nova versão pata o alemão,
do cânon judaico. Em 1546, no concílio de Trento, como contra-reforma, a
Igreja Católica confirmou o cânon da Vulgata Latina e emitiu anátemas
contra a sua rejeição.
PROVAS DA SUPREMACIA E AUTENTICIDADE DO CÂNON
HEBRAICO SOBRE O GREGO
a) Devido à universalidade do grego, a versão da
Septuaginta era aquela que provavelmente manuseavam Jesus e seus
apóstolos, no entanto não há em todo Novo Testamento nenhuma citação de
qualquer livro apócrifo. Lucas 24:44
b) O concílio dos estudiosos judeus em Jâmnia não os
reconheceu. (90 a.D.)
c) O historiador Flávio Josefo (90 a.D.), escrevendo
em grego para gregos diz: “Porque nós não temos (isto é, como os gregos)
miríades de livros discordantes e contraditórios entre si, mas apenas
vinte e dois...”, justamente aceitos. Cinco são os livros de Moisés, que
compreendem as leis e as tradições da origem da humanidade até a morte
dele. Os profetas que foram depois de Moisés escreveram em treze livros o
que sucedera no tempo em que viveram. Os quatro livros restantes
encerram hinos a Deus e preceitos para a conduta do homem.” Contra Apion,
1, 8.
d) O prólogo do
livro apócrifo Eclesiástico (180 a.C.) diz: “Muitos e excelentes
treinamentos nos foram transmitidos pela Lei, pelos profetas, e por outros
escritores que vieram depois deles, o que torna Israel digno de louvor por
sua doutrina e sua sabedoria, visto que não somente os autores destes
discursos tiveram de ser instruídos, mas também os próprios estrangeiros
se podem tornar (por meio deles) muito hábeis tanto para falar como para
escrever”. “Por isso, Jesus, meu avô, depois de se ter aplicado
com grande cuidado à leitura da Lei, dos profetas e dos outros livros que
nossos pais nos legaram, quis também escrever alguma coisa acerca da
doutrina e da sabedoria... Eu vos exorto, pois a ver com benevolência e a
empreender esta leitura com uma atenção particular e a perdoar-nos, se
alguma vezes parecer que, ao reproduzir este retrato da soberania, somos
incapazes de dar o sentido (claro) das expressões”. Este prólogo é um
auto-reconhecimento da falibilidade humana.
e) Os pais da Igreja os rechaçaram: Orígenes (254
a.D.) - Tertuliano (250 a.D.). Mesmo Jerônimo (400 a.D.) rechaçou estes
livros apócrifos, os quais foram acrescentados à sua Vulgata Latina após a
sua morte.
f) Só em 1546, no concilio de Trento como
contra-reforma, a igreja católica reconhece oficialmente os apócrifos como
canônicos, após a tradução de Lutero.
1. Quando
o Cânon do Antigo Testamento se estabeleceu? 2. O
proto-cânon. 3. O Sínodo de Jâmnia ou Yavne.
No ano 90 a.D., no concílio de Jâmnia, os judeus
definitivamente rejeitaram a canonicidade dos livros apócrifos e fixam o
seu cânon. Aqui, no entanto já claramente reconhecemos dois cânones
espalhados pelo mundo, o judeu e o grego, a Septuaginta.
IV. OS
LIVROS APÓCRIFOS
AS HERESIAS DOS APÓCRIFOS
TOBIAS (2000 a.C.).
É uma história novelística sobre a bondade de Tobiel
(pai de Tobias) e alguns milagres preparados pelo anjo Rafael.
Apresenta:
justificação pelas obras - 4:7-11; 12:8; Mediação dos Santos -
12:12; Superstições - 6:5, 7-9, 19; Um anjo engana Tobias e o ensina a metir - 5:16 a
19.
JUDITE (150 a.C.).
História de uma heroína viúva e formosa que salva sua
cidade enganando o inimigo e decaptando-o. Sua grande heresia é a própria
história onde os fins justificam os meios.
BARUQUE (100 a.D.).
Apresenta-se como sendo escrito por Baruque, o
cronista do profeta Jeremias, numa exortação aos judeus quando da
destruição de Jerusalém. Porém, é de data muito posterior, quando da 2a
destruição de Jerusalém, no pós-Cristo. Traz entre outras coisas, a
intercessão pelos mortos - 3:4.
ECLESIÁSTICO (180 a.C.).
É muito semelhante ao livro de Provérbios, não fosse
as tantas heresias:
Apresenta:
justificação pelas obras - 3:33-34; Trato cruel aos escravos - 33:26 e
30; 42; 1 e 5; Incentiva o ódio aos Samaritanos -
50:27 e 28.
SABEDRIA DE SALOMÃO (40 a.D.).
Livro escrito com a finalidade exclusiva de lutar
contra a incredulidade e idolatria do epicurismo (filosofia grega na era
Cristã).
Apresenta:
o corpo como prisão da alma - 9:15; Doutrina estranha sobre a origem e
o destino da alma - 8:19 e 20; Salvação pela sabedoria -
9:19.
I MACABEUS (100 a.C.).
Descreve a história de três irmãos da família
“Macabeus”, que no chamado período interbíblico (400 a.C. - 3 a.D.), lutam
contra inimigos dos judeus visando a preservação do seu povo e
terra.
II MACABEUS (100 a.C.).
Não é a continuação do I Macabeus, mas um relato
paralelo, cheio de lendas e prodígios de Judas Macabeu.
Apresenta:
a oração pelos mortos - 12:44-46; Culto e missa pelos mortos -
12:43; O próprio autor não se julga inspirado - 15:38-40;
2:25-27; Intercessão pelos Santos
- 7:28 e 15:14.
ADIÇÕES A DANIEL:
Capítulo 13 - A história de Suzana - segundo esta
lenda, Daniel salva Suzana num julgamento fictício baseado em falsos
testemunhos.
Capítulo 14 - Bel e o Dragão - Contém histórias sobre
a necessidade da idolatria.
Capítulo 3:24-90 - o cântico dos 3 jovens na
fornalha.
1. Os
apócrifos nas edições católicas da Bíblia. 2. O testemunho de
Josefo contra os apócrifos. 3. O testemunho dos judeus contra os
apócrifos. 4. O testemunho interno contra
os apócrifos.
APÓCRIFOS
Quer dizer “ocultos” ou “espúrios”. São 15 livros ou
pedaços de livros que fazem parte do cânon católico, mas não são aceitos
como sagrados pelos judeus e protestantes, tendo, contudo alto valor
histórico.
Eles foram incluídos como se fossem sagrados, quando
foi efetuada a versão grega do Velho Testamento (Septuaginta), mas
considerados espúrios posteriormente pelos judeus, daí surgindo o termo
que, no entanto só ganhou ênfase, na redescoberta destes fatos, durante o
período da Reforma. Como contra-reforma a igreja católica manteve-se fiel
ao cânon da Septuaginta e chamou estes livros Deuterocanônicos (“canônicos
da 2a época)”.
São eles:
Tobias; Judite; Éster 10:4-16:24; Sabedoria de Salomão; Eclesiástico;
Baruque; I e II Macabeus; Adições ao livro de Ester e de Daniel (os três
jovens da fornalha, Bel e o Dragão, a história de Suzana); Oração de
Manasses; III e IV Esdras.
PSEUDO-EPÍGRAFOS
São os livros religiosos e apocalípticos, escritos
com a pretensão de serem sagrados, no entanto, nem discutidos como tais o
foram, sendo por todos (judeus, católicos e protestantes)
rejeitados.
Ex: Apocalipse de Sofonias, de Zacarias, de Esdras.
Enoque Os doze Patriarcas, etc.
CONCLUSÃO
CANONICIDADE: Por canonicidade das Escrituras
queremos dizer que, de acordo com "padrões" determinados e fixos, os
livros incluídos nelas são considerados partes integrantes de uma
revelação completa e divina, a qual, portanto, é autorizada e obrigatória
em relação à fé e à prática.
A palavra grega
kanon
derivou do hebraico kaneh que significa junco ou vara de medir (Ap.21:15); daí tomou o sentido de norma, padrão ou regra (Gl.6:16; Fp.3:16).
*** A fonte da Canonização: A Canonização
de um livro da Bíblia não significa que a nação judaica ou a igreja tenha
dado a esse livro a sua autoridade canônica; antes significa que
sua autoridade, já tendo sido estabelecida em outras bases
suficientes, foi conseqüentemente reconhecida como pertencente
ao cânon e assim declarado pela nação judaica e pela igreja
cristã.
Concílios
e sínodos, ou até mesmo a Igreja, não estão investidos de poderes para
aferir ou “canonizar” esse ou aquele livro das
Escrituras.
Questionário de Ev.Luiz
Henrique www.henriqueestudos.cjb.net
Texto Áureo:
1- A que escrita está se referindo JESUS quando diz
aos discípulos, em Lc 24.44, que está escrito sobre ELE e que se cumpriu
essa escritura?
(
) Ao Alcorão ( ) Ao
Evangelho de Alan
Kardec
( ) Aos Livros de Ellen G.
White
(
) Ao Livro Mórmon
( ) Ao Novo Testamento
( ) Ao Antigo Testamento (Lei, Profetas e
Salmos)
Verdade Prática:
2- Quem Inspirou Os Escritores do Antigo Testamento e
a Formação do Cânon Sagrado?
( )
DEUS ( ) O
Papa ( ) O governo
Romano ( ) Os homens
sábios da época
Introdução:
3- Onde foram organizados, reunidos e preservados os
livros do Antigo Testamento?
( ) Num Livro de
Poesias da época
( ) No Cânon
( ) No Concílio de Jerusalém onde Paulo
estava
Tópico I - O Cânon Sagrado
4- O que significa a palavra Cânon (Qaneh no
hebraico)?
( ) Conjunto de
Livros ( ) Escritos
Antigos ( )
Vara de Medir
5- Qual idéia traz a palavra Kanon na literatura
clássica grega?
( ) Reunião de
Livros ( ) Regra,
Norma, Padrão ( ) Livro
Grande
6- Quais são os Livros Canônicos?
( ) São os Livros do
Novo Testamento
( ) São os Livros que Compõem a Bíblia
Sagrada
( ) São os Escritos
Antigos
7- Quando é que os pais da Igreja começaram a aplicar
o nome Cânon e Canônico aos livros sagrados, para chancelar ou confirmar
sua autoridade como inspirados por DEUS e como instrumento normativo para
a fé cristã?
( ) 1º
Século ( ) 2º
Século ( ) 3º
Século ( ) 4º
Século ( ) 5º
Século
Tópico II - O Cânon Judaico:
8- O que é a Bíblia dos Judeus?
( ) O Antigo
Testamento ( ) O
Novo Testamento
( ) O
Pentateuco ( )
Os Livros Proféticos
9- Quais as tres principais divisões do AT?
( ) Pentateuco, Cartas
de Davi e Profetas
( ) Lei, Profetas e
Provérbios ( )
Lei, Profetas e Escritos
10- Quantos são os livros do Cânon Judaico?
( )
66 ( )
46 ( )
24 ( )
56
11- De que maneira estão arranjados os livros do
Antigo Testamento Hebraico?
( ) Torah, Neviym,
Kethuym
( ) Torah, Cume,
Sabactâni ( )
Torah, Rabi, Kethuym
12- Quais são os Livros que formam a Torah?
( ) Os 5 primeiros
livros da Bíblia
( ) Os 3 primeiros livros da
Bíblia ( ) Os
7 primeiros livros da Bíblia
14- Quais são os livros do Kethuym?
( ) Livros Poéticos:
Salmos, Provérbios e Jó
( ) Livros Históricos: Daniel,
Esdras-Neemias e Crônicas
( ) Megilloth: Rute,
Cantares, Eclesiastes, Lamentações e Ester
( ) Todas opções estão corretas
15- Quem ratificou, ou declarou que o Antigo
Testamento realmente é a palavra de DEUS e que tudo o que estava escrito
lá, nELE se cumpriu?
( )
Paulo ( )
Pedro ( )
JESUS ( )
Maria (
) Tiago
16- A que se referiu JESUS quando falou em "Lei de
Moisés"?
( ) Ao Decálogo (10
Mandamentos) (
) Ao Decálogo e Leis para se oferecer
sacrifícios
( ) Ao Pentateuco (5
primeiros livros)
17- Como se denomina a tradução da Bíblia dos
originais Hebraico e Grego para o Latim?
( ) Regata
Latina ( ) Vulgata
Latina ( )
Agnus Dei ( )
Domini Papilos
Tópico III - A Formação do Cânon do Antigo
Testamento:
18- De acordo com o testemunho de flávio Josefo
(escritor Judeu), Filon de Alexandria no Egito e do
próprio Senhor JESUS, em que século já existia o
cânon do Antigo Testamento?
( ) 1º Século
a.C. ( ) 1º
Século d.C. (
) 2º Século a.C.
( ) 2º Século d.C.
19- De que século é o Cânon Judaico tríplice segundo
se pode retroceder nos registros antigos?
( ) 1º Século
a.C. ( ) 1º
Século d.C. (
) 2º Século a.C.
( ) 2º Século d.C.
20- Foi realizado o Sínodo de Jâmnia ou Yavne por
volta de 100 d.C. em Yavne, Gaza, uma reunião para se debater sobre a
permanência ou não dos livros de Provérbios, Eclesiastes, Cantares, Ester
e Ezequiel no Cânon Judaico. A que conclusão chegaram?
( ) Retiraram só dois
Livros ( )
Modificaram algumas discrepâncias
( ) Nada foi Alterado.
Tópico IV - Os Livros Apócrifos:
21- Quantos e quais são os livros apócrifos inseridos
nas edições católicas da Bíblia por determinação do concílio de Trento
(1545-1563)?
( ) 05 Livros, Tobias,
Judite, Sabedoria de Salomão e Macabeus e Eclesiástico.
( ) 07 Livros, dois livros de
Macabeus, Tobias, Judite, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico, Baruque e os
acréscimos aos livros de Ester e Daniel (Três Acréscimos)
( ) 06, Macabeus,
Tobias, Judite, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico, Baruque
22- De onde vem a palavra "Apócrifo"?
( ) Escrita dos
Apóstolos ( )
Significa Satânico (
) Significa escondido, literatura secreta, misteriosa.
23- Cite um dos motivos pelos quais os Judeus não
adotavam os livros apócrifos como escritura autêntica:
( ) Porque os tais não foram
escritos em Grego
( ) Porque os tais não foram escritos
em Hebraico
( ) Porque os tais não foram
escritos em Aramaico
( ) Porque os tais não foram escritos por
Judeus
24- Coloque "V" para verdadeiro e "F" para falso
quanto ao porque os livros apócrifos não têm apoio das próprias
Escrituras?
( ) Apresentam erros
doutrinários (
) Ensinam Heresias
( ) Contêm a palavra pura de
DEUS
( ) Contêm erros
históricos e geográficos
( ) Contêm Sabedoria
Divina ( )
Macabeus termina com dúvida sobre sua inspiração.
Conclusão
25- A Igreja ou os Concílios, ou os Sínodos têm
autoridade de DEUS para aferir ou canonizar algum livro?
( )
Sim ( )
Não ( )
Somente o Papa ( )
Somente o Pastor Presidente das Assembléias de DEUS ou de outra
Denominação.
26- Quem julga a Igreja e quem dita as normas e
regras de Fé da mesma?
( ) O
Estado ( ) A Constituição
Federal (
) A Bíblia
Questionário da
Revista:
1.
Qual o significado de “livro canônico” a partir do século 4
d.C.? R. 2. Onde Jesus ratificou o Antigo
Testamento? R. 3. A partir de quando ninguém mais ousou alterar o
texto sagrado? R. 4. Quais os testemunhos contra os livros
apócrifos? R. 5. Por que concílios, sínodos ou a Igreja não
podem “canonizar os livros da Bíblia? R.
Ajuda
www.webiblico.2x.com.br/Estudos/Biblia/
***Bíblia de Estudos Pentecostal - CPAD ***Revista Jovens e Adultos 2º
Trimestre - CPAD
CD da Revista Jovens e Adultos 2º Trimestre - CPAD
***www.altavista.com.br *** www.escoladominical.com.br ***
www.ebd.com.br
Colaboração do Ev. Luiz Henrique de Almeida
Silva |