Lição 3 - A Divindade do Espírito Santo


Estudos:
- O Espírito Santo
- Sobre a divindade do Espírito Santo
- Pneumatologia
- O Espírito Santo
- Quem é o Espírito Santo
- Conhecendo o Espírito Santo

Livros:

- O Espírito Santo em 12 Lições - Max Anders - Editora Vidaa

- Quero Saber Mais Sobre o Espírito Santo - Rick Osborne e K. Christie Bowler - Editora Vida

Complemento:

 
 
Lição 3 - A DIVINDADE DO ESPÍRITO SANTO
Questionário
 
 
TEXTO ÁUREO:
"E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus" (Lc 1.35).
 
 
VERDADE PRÁTICA:
O Espírito Santo, pelos seus divinos atributos, títulos, símbolos e obras é Deus perfeitamente como o Pai e o Filho.
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: 1 CORÍNTIOS 2.4, 5, 9-15
2.4 A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder,
 
5 para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.
 
9 Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam. 10 Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas,  ainda as profundezas de Deus. 11 Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. 12 Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus,  para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. 13 As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que  o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais. 14 Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe  parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. 15 Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido.

 
OBJETIVOS: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
Apresentar as evidências bíblicas da deidade do Espírito.
Justificar a pessoalidade do Espírito Santo na Bíblia.
Distinguir as Santíssimas Pessoas do Pai, Filho e Espírito Santo.
 
 
 
 
 
PONTO DE CONTATO: Professor, antes de William Seymour chegar a Los Angeles em 1906, fora evangelista no Mississipi e pastor da igreja da Santidade, na cidade de Houston, Texas. Enquanto esteve no Mississipi conheceu diversas pessoas que foram influenciadas pelo ministério de Charles Fox Parham (1873-1929), ministro em Topeka, Kansas. Parham dirigia a Escola Bíblica Betel, quando às 19h do dia 1 de Janeiro de 1901, a senhora Agnes Ozman, recebeu o Batismo com o Espírito Santo com a evidência física de falar em outras línguas conforme Atos 2.4. Durante aquela reunião, Jesus batizou todos os presentes com o Espírito Santo, inclusive o professor Parham. O avivamento em Topeka espalhou-se por todo o país, de modo que, no Mississipi, Seymour foi profundamente influenciado pelos testemunhos daqueles que experimentaram a renovação espiritual mediante o poder pentecostal.
SÍNTESE TEXTUAL: A doutrina do Espírito Santo é chamada nos estudos teológicos de "pneumagiologia"; procedente de três termos gregos: pneuma (espírito), hagios (santo) e logia (estudo, ciência). Esta definição é mais precisa do que "pneumatologia" (lit. estudo do espírito) que se refere ao estudo teológico de fatos relacionados ao espírito de modo geral, sejam anjos, ou a parte imaterial do homem.
Ao investigarmos a doutrina da deidade do Santo Espírito, devemos observar que o Novo Testamento ensina a unicidade da divindade (1 Co 8.4; Tg 2.19) e, no entanto, revela a distinção de pessoas na divindade: o Pai é Deus (Mt 11.25; Jo 17.3; Rm 15.6; Ef 4.6); o Filho é Deus (Jo 1.1, 18; 20.28; Rm 9.5; Hb 1.8; Cl 2.9; Fp 2.6; 2 Pe 2.11); o Espírito Santo é Deus (At 5.3,4; 1 Co 2.10,11; Ef 2.22). O Pai, o Filho e o Espírito Santo são claramente distinguidos um dos outros na Bíblia (Jo 15.26; 16.13-15; Mt 3.16,17; 1 Co 13.13), de tal forma que as três pessoas não se confundem umas com as outras. São três benditas e santíssimas pessoas que compõem apenas uma divindade. Portanto, na unidade da divindade há uma trindade de pessoas, da qual o Espírito Santo é o Revelador.
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA: Professor, como recurso didático para esta lição, utilize mais uma vez o gráfico "Síntese Histórica dos Avivamentos II", que inclui os morávios, wesleianos, os movimentos de tradição de fronteira, e o pentecostalismo da Rua Azusa. Trata-se de um resumo que se propõe a contextualizar o movimento pentecostal de Los Angeles, dentro dos periódicos avivamentos na História da Igreja. É claro que não foi mencionado os nomes de extraordinários servos de Deus como Jonatas Edwards (1703-1758), George Whitefield (1714-1770), Charles Finney (1792-1875) entre outros, pois o objetivo é concentrar-se nos movimentos avivalistas e não, exclusivamente, nas pessoas. No entanto, basta relacionar a data do ministério destes intrépidos avivalistas aos movimentos citados. Reproduza o gráfico da página seguinte de acordo com os recursos disponíveis.
 
 
O PENTECOSTALISMO DA UNICIDADE
No Acampamento "de Reavivamento Mundial em Arroyo Seco, perto de Los Angeles, em 1913, surgiu uma séria controvérsia. Durante um culto de batismo, o evangelista canadense R. E. McAlister argumentou que os apóstolos não invocavam o Nome trino e uno ~ Pai, Filho e Espírito Santo ~ no batismo, mas batizavam no nome de Jesus somente.
Durante a noite, John G. Schaeppe, um imigrante de Danzig, Alemanha, teve uma visão, e acordou ° acampamento, gritando que o nome de Jesus precisava ser glorifica~ do. A partir de então, Frank J. Ewart começou a ensinar que aqueles que tinham sido batizados segundo a fórmula trinitariana precisavam do novo batismo que invocava somente o nome de Jesus. Logo, outros começaram a espalhar a "nova questão". Juntamente com isso veio a aceitação de uma só Pessoa na Deidade, agindo em modos ou (cargos diferentes. O reavivamento em Arroyo Seco acendera a centelha dessa nova questão).
Em outubro de 1916, o Concílio Geral das Assembléias de Deus foi convocado em St. Louis com o propósito de formar barricadas de defesa para proteger a ortodoxia trinitariana. Os representantes da Unicidade viram, se diante de uma maioria que lhes exigia que aceitassem a fórmula batismal trinitariana e a doutrina ortodoxa de Cristo, ou deixassem a comunhão. Cerca de um quarto dos ministros realmente se retirou. Mas as Assembléias de Deus estabeleceram,se na tradição doutrinária da "fé pregada pelos apóstolos, atestada pelos mártires, substanciada nos Credos, exposta pelos pais", ao lutar em favor da ortodoxia trinitariana.
 
Tipicamente, o Pentecostalismo da Unicidade declara: "Não cremos em três personalidades separadas na Deidade, mas cremos em três cargos preenchidos por uma só pessoa".
A doutrina da Unicidade (modalística) tem, portanto, o conceito de Deus como um só Monarca transcendente, cuja unidade numérica é rompida por três manifestações contínuas feitas à humanidade como Pai, Filho e Espírito Santo. As três faces do único Monarca são realmente imitações divinas de Jesus, a expressão pessoal de Deus mediante a sua encarnação. A idéia da personalidade exige, segundo os Pentecostais da Unicidade, corporalidade e, por essa razão, acusam os trinitarianos de adotar o triteísmo.
 
Pelo fato de Cristo ser "corporalmente toda a plenitude da divindade" (Cl 2.9), os Pentecostais da Unicidade argumentam que Ele é essencialmente a plenitude da Deidade indiferenciada. Noutras palavras: acreditam que a tríplice realidade de Deus é "três manifestações" do único Espírito habitando dentro da Pessoa de Jesus. Acreditam que Jesus é a personalidade única de Deus, cuja "essência é revelada como Pai no Filho e como Espírito através do Filho".75 Explicam, ainda, que a pantomima divina de Jesus é "cristocêntrica, porque Jesus, como ser humano, é o Filho, e que como Espírito (na sua divindade) Ele revela, e realmente é o Pai, e envia, e realmente é o Espírito Santo como o Espírito de Cristo que habita no cristão".
Já argumentamos que o sabelianismo do século III é herético. Na sua negação das distinções eternas entre as três Pessoas na Deidade, o Pentecostalismo da Unicidade acabou caindo no mesmo erro teológico do Modalismo clássico. A diferença, conforme foi declarado antes, é que os Pentecostais da Unicidade concebem a "trimanifestação" de Deus como simultânea em vez de sucessiva ' sendo esta última a crença do modalismo clássico. Argumentam que, tendo por base Colossenses 2.9, o conceito da personalidade de Deus é reservado exclusivamente para a presença imanente e encarnada de Jesus. Por isso, os Pentecostais da Unicidade geral, mente argumentam que a Deidade está em Jesus, mas que Jesus não está na Deidade.
Colossenses 2.9 afirma porém (conforme a Igreja formulou em Calcedônia em 451), que Jesus é a "plenitude da revelação da natureza de Deus" (theotêtos, divindade) me, diante a sua encarnação. A totalidade da essência de Deus está incorporada em Cristo (Ele é plena deidade), embora as três Pessoas não estejam simultaneamente encarnadas em Jesus.
 
Embora os Pentecostais da Unicidade confessem a divindade de Jesus Cristo, o que eles realmente querem dizer é que Jesus, como o Pai, é deidade, e como o Filho, é humanidade. Ao argumentarem que o termo "Filho" deve ser entendido como a natureza humana de Jesus, e que o termo "Pai" é a designação da natureza divina de Cristo, imitam seus antecessores antitrinitários (há muito tempo falecidos) ao comprometerem as doutrinas da salvação.
É certo que Jesus declarou: "Eu e o Pai somos um" Jo 10.30). Mas isso não significa que Jesus e seu Pai sejam uma só Pessoa (conforme argumentam os Pentecostais da Uni cidade), pois o numeral grego neutro hen ("um") é empregado pelo apóstolo João em vez do masculino heis. Logo, a referência é à união essencial, e não à identidade absoluta.
 
Conforme já foi declarado, a distinção tipo sujeito, objeto entre o Pai e o Filho é revelada com grande clareza nas Escrituras, quando Jesus, na sua agonia, ora ao Pai (Lc 22.42). Jesus também revela e defende a sua identidade ao apelar ao testemunho do Pai ( Jo 5.31,32). Jesus declara de modo explícito: "Há outro [gr. allos] que testifica de mim" (v. 32). Aqui, o termo allos denota, mais uma vez, uma pessoa diferente daquela que está falando. Também em João 8.16,18, Jesus diz: "E, se, na verdade, julgo, o meu juízo é verdadeiro, porque não sou eu só, mas eu e o Pai, que me enviou. E na vossa lei está também escrito que o testemunho de dois homens é verdadeiro. Eu sou o que testifico de mim mesmo, e de mim testifica também o Pai, que me enviou". Aqui, Jesus cita o Antigo Testamento (Dt 17.6; 19.15) com o propósito de revelar, mais uma vez, a sua identidade messiânica (como sujeito), apelando ao testemunho do seu Pai (como objeto) a respeito do próprio Jesus. Insistir (como fazem os Pentecostais da Unicidade) que o Pai e o Filho são numericamente um só, serviria apenas para desacreditar o testemunho que Jesus deu de si mesmo como Messias.
 
Além disso, os Pentecostais da Unicidade ensinam que, para a pessoa ser verdadeiramente salva, é preciso que seja batizada "em nome de Jesus" somente.81 Com isso, dão a entender que os trinitarianos não são cristãos verdadeiros. Nisso, os Pentecostais da Unicidade incorrem no erro de colocar as obras como meio de salvação, contrariando o que a Bíblia diz: a salvação pela graça, mediante a fé somente (Ef 2.8,9). No Novo Testamento, encontramos por volta de 60 referências que falam da salvação pela graça, somente medi, ante a fé, independentemente do batismo nas águas. Se o batismo foi um meio necessário à nossa salvação, por que o Novo Testamento não enfatiza fortemente tal doutrina? Pelo contrário: vemos Paulo dizendo: "Cristo enviou,me não para batizar, mas para evangelizar não em sabedoria de palavras, para que a cruz de Cristo não se faça vã" (1 Co 1.17).
Deve ser mencionado, ainda, que Atos dos Apóstolos não pretende preceituar uma fórmula batismal para ser utilizada pela Igreja, pois a frase "em nome de Jesus" não ocorre exatamente da mesma maneira duas vezes em Atos.
No sentido de reconciliar o mandamento de Jesus no sentido de batizar "em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo" (Mt 28.19), com a declaração de Pedro: "cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo" (At 2.38), consideraremos três explicações possíveis.
 
1. Pedro desobedeceu ao mandamento claro do seu Senhor. Isso, obviamente, nem é uma explicação, e deve ser rejeitada por ser ridícula.
 
2. Jesus estava falando em termos ocultos, que exigiriam algum tipo de perspicácia mística antes de ser possível compreender seu sentido. Noutras palavras, Ele realmente estava nos mandando batizar somente em nome de Jesus, embora alguns não percebam esse significado velado de nosso Senhor. Não há, porém, a mínima justificativa para tirar tal conclusão. É contrária ao gênero específico de literatura bíblica envolvida (didático, histórico) e também, pelo menos por implicação, à impecabilidade de nosso Senhor Jesus Cristo.
 
3. Uma explicação melhor é fundamentada na autoridade apostólica de Atos, no que diz respeito às credenciais ministeriais dos apóstolos. Quando a frase "em nome de Jesus Cristo" é invocada pelos apóstolos em Atos, significa "com a autoridade de Jesus Cristo" (cf. Mt 28.18). Por exemplo: em Atos 3.6 os apóstolos curam mediante a autoridade do nome de Jesus Cristo. Em Atos 4, os apóstolos são convocados para serem interrogados a respeito das obras poderosas que faziam: "Com que poder ou em nome de quem fizestes isto?" (v. 7). O apóstolo Pedro, cheio do Espírito Santo, adiantou,se e proclamou corajosamente: "Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dos mortos, em nome desse é que este está são diante de vós" (v. 10). Em Atos 16.18, o apóstolo Paulo libertou, "em nome de Jesus Cristo", uma jovem da possessão demoníaca.
Os apóstolos estavam batizando, curando, libertando e pregando, mediante a autoridade de Jesus Cristo. Conforme escreveu Paulo: "E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai" (CI 3.17). Concluímos, portanto, que a declaração apostólica "em nome de Jesus Cristo" equivale a dizer: "pela autoridade de Jesus Cristo". Não existe, portanto, nenhum motivo para acreditar que os apóstolos fossem desobedientes ao imperativo do Senhor, que mandou batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mt 28.19), ou que Jesus estava usando linguagem oculta. Pelo contrário: no próprio livro de Atos, os apóstolos batizavam pela autoridade de Jesus Cristo, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
 
A doutrina da Trindade é o caráter distintivo da revelação que Deus fez de si mesmo nas Sagradas Escrituras. Fiquemos, pois, firmes em nossa confissão de um só Deus, "eternamente existente em si mesmo... como Pai, Filho e Espírito Santo".
 
Principal divulgador da doutrina anti-bíblica unicista entre os evangélicos:
Igreja voz da verdade - mais conhecido como conjunto ou Banda Voz Da Verdade
Possuem muitas igrejas espalhadas pelo Brasil: 
Quanto mais CD's e DVD's compramos, mais divulgam sua doutrina.
www.vozdaverdade.com.br acesso em 12-07-2006
Ananindeua(PA)
Araraquara (SP)
Bandeirantes (PR)
Betim(MG)
Campo Grande(MS)
Campo Limpo Pta (SP)
Cuiabá (MT)
Guaratinguetá (SP)
Londrina (Pr)
Monte Santo de Minas (MG)
Mogi Mirim (SP)
Piracicaba (SP)
Porto Feliz (SP)
Santo André (SP) SEDE
São Mateus (SP)
Sorocaba (SP)
Várzea Paulista (SP)
 
 
 
 
 
O Espírito Santo
 (Mark D. McLean)
A tarefa dada à Igreja do século XX é pregar a totalidade do Evangelho. O que necessitamos não é um evangelho diferente, mas a plenitude do Evangelho conforme registrado no Novo Testamento. Destacamos este fato, porque o Espírito Santo tem sido negligenciado no decurso dos séculos. Temos a tarefa de entender de novo a Pessoa e a obra do Espírito Santo, conforme reveladas na Bíblia e experimentadas na vida da Igreja hoje. A mensagem do Evangelho pleno proclama a centralidade da obra do Espírito Santo como o Agente ativo da Trindade na revelação que Deus fez de si mesmo à sua criação. A mensagem do Evangelho pleno diz que Deus hoje continua a falar e a agir, como nos tempos do Antigo e do Novo Testamento.
A mensagem do Evangelho pleno é mais que uma simples declaração de que o falar em outras línguas e os demais dons alistados na Bíblia estão à disposição do crente de hoje. No decurso da história da Igreja, tem havido surtos de fenômenos pentecostais. Muitos destes iniciaram dentro da Igreja como os movimentos de reforma e de santidade. Esses movimentos ficavam de fora da vida eclesiástica, porque não tinham acesso às Escrituras. As Bíblias custavam muito caro, e eram literalmente acorrentadas aos púlpitos das igrejas. Imaginava-se que somente os clérigos tinham o preparo e o acesso às verdades espirituais, que lhes capacitaria o estudo das Sagradas Escrituras. Sem acesso às Escrituras, as pessoas não demoravam a fazer confusão entre suas próprias emoções ,e a operação do Espírito Santo dentro delas. Sem a Bíblia para formar os muros ao longo do caminho único e apertado que leva ao Céu, tais grupos não demoravam a se desviar do caminho.
Uma das razões da longa duração e do sucesso do movimento pentecostal do século XX é o livre acesso à Bíblia, nossa regra infalível de fé e conduta. Reconhecemos que nossas interpretações da Bíblia são por demais e freqüentemente falíveis, mesmo quando feitas com muito cuidado e oração. No entanto, sem as Escrituras como nosso guia canônico quanto à natureza e propósitos de Deus, facilmente perderíamos o caminho.
A tarefa de proclamar a mensagem do Evangelho pleno não é fácil. Vivemos num mundo em que secularistas e acadêmicos teologicamente liberais de algumas das mais prestigiadas universidades têm proclamado que a crença bíblica tradicional num Deus pessoal é uma ameaça à continuidade da espécie humana. Argumentam que não existe nenhum Deus ativamente envolvido com a redenção do mundo ou dos indivíduos. Os secularistas exigem a abolição da totalidade da religião. Os teólogos liberais pedem que sejam desmontados os elementos tradicionais da fé judaico-cristã: a Bíblia, Deus e Jesus Cristo. Pretendem substituí-los ou redefini-los à luz da sua crença, segundo a qual ninguém poderá nos salvar de nós mesmos. Dizem que a continuidade da espécie humana está exclusivamente nas mãos dos seres humanos.
Um dos resultados dessa cosmovisão teológica aparece no texto de Gênesis 1.2. A The News English Bible traduz o versículo como "um vento poderoso que varria a superfície das águas". A nota de rodapé diz que outros o interpretam como "o Espírito de Deus". Os tradutores, tendo resolvido que o Antigo Testamento não contém o mínimo vestígio do Espírito Santo como agente na criação, conforme se acha no Novo Testamento, simplesmente mudaram "espírito" para "vento", e "Deus" para "forte". Não encontro nenhum texto paralelo às Escrituras canônicas que justifique semelhante tradução.
A tarefa tem-se complicado ainda mais pelos mal-entendidos a respeito da obra e da Pessoa do Espírito Santo que têm circulado (consciente ou inconscientemente) na Igreja em geral. Trata-se, entre outras coisas, de conceitos errôneos do papel do Espírito Santo no Antigo Testamento, do relacionamento dos crentes com Ele antes e depois da conversão e do batismo no Espírito Santo. O capítulo sobre a Trindade trata da questão do posicionamento do Espírito Santo na Deidade. Muito mais do que isso não pode ser dito. Deus se tem revelado como uma Trindade. Há um só Deus, porém três Pessoas - um só Deus, e não três; nem um só Deus com perturbações do tipo múltipla personalidade. Para compreendermos a doutrina da Trindade, precisamos aceitar o fato de sermos forçados, mediante a auto-revelação de Deus na Bíblia, a desconsiderar as leis comuns da lógica. A doutrina da Trindade proclama que Deus é um só, porém três; Ele é três, porém um só. Isso não significa que o Cristianismo tenha abandonado a lógica e o raciocínio. Pelo contrário, aceitamos o fato de que a doutrina da Trindade refere-se a um Ser infinito que está além da compreensão de suas criaturas finitas.
E assim, voltamos à função do Espírito Santo como agente ativo da Deidade na criação. Sem a atividade contínua de Deus, mediante o Espírito Santo, seria impossível conhecer~ mos a Deus. Embora muitos teólogos tenham procurado descrever os atributos - ou propósitos - com base na teologia natural ou teologia escolástica,6 não têm conseguido descrevê-los corretamente. A única maneira de se conhecer uma pessoa, inclusive o próprio Deus, é saber o que ela tem dito e feito. A Bíblia nos conta o que Deus tem dito e feito. E a obra contínua do Espírito Santo nos revela o que Ele continua a dizer e fazer hoje.
O ESPÍRITO SANTO NAS ESCRITURAS
TÍTULOS DO ESPÍRITO SANTO
Para muitas pessoas de nossa sociedade, os nomes pessoais não têm a mesma relevância que os da literatura bíblica. Os pais dão nomes às crianças sem pensar no significado, simplesmente copiando dos parentes, amigos ou personagens públicas. Um casal pode dar o nome de Miguel a um filho, sem o mínimo conhecimento do significado original do nome ,("Quem é como Deus?"). Os pais que têm um tio muito querido, chamado Samuel ("Seu nome é Deus"), talvez dêem o mesmo nome a um filho. Para um israelita, o nome Samuel proclamava que o portador do nome era um adorador de Deus.
as nomes e títulos do Espírito Santo nos revelam muita coisa a respeito de quem é Deus o Espírito Santo. Embora o nome "Espírito Santo" não ocorra no Antigo Testamento, vários títulos equivalentes são usados. a problema teológico da personalidade do Espírito Santo gira em tomo da revelação e compreensão progressivas, bem como da maneira de o leitor abordar a natureza da Bíblia. a Espírito Santo, como membro da Trindade, conforme revela o Novo Testamento, não aparece na Bíblia hebraica. Mesmo assim, o fato de a doutrina do Espírito Santo não estar plenamente revelada na Bíblia hebraica não altera a realidade da existência e obra do Espírito Santo nos tempos do Antigo Testamento. A Terra nunca foi o centro físico do Universo. Mas antes de terem as observações da criação divina - feitas por Copérnico, Galileu e outros - comprovado o contrário, tanto os teólogos quanto os cientistas dos tempos passados acreditavam que a Terra era o centro do Universo.
Conforme já foi observado, ainda não houve uma revelação da parte de Deus, quer na Bíblia, quer na criação, que abrangesse a totalidade de tudo quanto Deus está dizendo ou fazendo. a modo de entender o Servo sofredor, depois da ressurreição, conforme sintetiza a explicação que Filipe fez de Isaías 53.7,8 ao eunuco etíope (At 8.26-40), não era uma revelação nova, mas um modo mais exato de compreender uma revelação antiga a título mais freqüente no Antigo Testamento é "o Espírito de Yaweh" (heb. ruach YHWH [Yahweh]), ou, conforme consta nas Bíblias em português, "o Espírito do Senhor". Considerando o ataque que os críticos modernos fazem à presença do Espírito Santo no Antigo Testamento, talvez devamos usar o nome pessoal de Deus, "Yahweh", ao invés do título "Senhor" (que os judeus dos tempos posteriores ao Antigo Testamento substituíram pelo nome). a que nos interessa aqui é um dos significados de Yahweh: "aquele que cria, ou faz existir".12 Cada emprego do nome Yahweh é uma declaração a respeito da criação. a "Senhor dos Exércitos" é melhor traduzido como "aquele que cria as hostes"tanto as hastes celestiais (as estrelas e os anjos, de acordo com o contexto) quanto as hastes do povo de Deus. O Espírito de Yahweh estava ativo na criação, conforme revela Gênesis 1.2, com referência ao "Espírito de Deus" (heb. ruach 'elohim).
Uma preciosa série de títulos do Espírito Santo encontrasse em João 14-16. Em 14.16 Jesus promete enviar outro Consolador ("Ajudador" ou "Conselheiro").13 A obra do Espírito Santo como Conselheiro inclui o papel de Espírito da Verdade, que habita dentro de nós 00 14.16; 15.26), como aquEle que ensina todas as coisas, como aquEle que nos faz lembrar tudo quanto Cristo tem dito (14.26), como aquEle que dará testemunho de Cristo (15.26) e como aquEle que convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo (16.8) .
Vários títulos do Espírito Santo podem se encontrados nas Epístolas: "o Espírito de santificação" (Rm 1.4); "o Espírito de vida" (Rm 8.2); "o Espírito de adoção de filhos" (Rm 8.15); o "Espírito Santo da promessa" (Ef 1.13); "o Espírito eterno" (Hb 9.14); "o Espírito da graça" (Hb 10.29); e "o Espírito da glória" (1 Pe 4.14).
 
 
SÍMBOLOS DO ESPÍRITO SANTO
Os símbolos oferecem quadros concretos de coisas abstratas, tais como a terceira Pessoa da Trindade. Os símbolos do Espírito Santo também são arquétipos. Em literatura, arquétipo é uma personagem, tema ou símbolo comum a várias culturas e épocas. Em todos os lugares, o vento representa forças poderosas, porém invisíveis; a água límpida que flui representa o poder e refrigério sustentador da vida a todos os que têm sede, física ou espiritual; o fogo representa uma força purificadora (como na purificação de minérios) ou destruidora (freqüentemente citada no juízo). Tais símbolos representam realidades intangíveis, porém genuínas.
 
Vento. A palavra hebraica ruach tem amplo alcance semântico. Pode significar "sopro", "espírito" ou "vento", É empregada em paralelo com nephesh. O significado básico de nephesh é "ser vivente", ou seja, tudo que tem fôlego. A partir daí, seu alcance semântico desenvolve-se ao ponto de referir-se a quase todos os aspectos emocionais e espirituais do ser humano vivente. Ruach adota parte do alcance semântico de nephesh. Por isso, em Ezequiel 3 7 .5-10, achamos ruach traduzido como "espírito", ao passo que, em 37.14, Yahweh explica que porá em Israel o seu Espírito.
A palavra grega pneuma tem um alcance semântico quase idêntico ao de ruach. O vento, como símbolo, fala da natureza invisível do Espírito Santo, conforme revela João 3.8. Podemos ver e sentir os efeitos do vento, mas ele próprio não é visto. Atos 2.2 emprega poderosamente o vento como figura de linguagem, para descrever a vinda do Espírito Santo no dia de Pentecoste.
Água. A água, assim como o fôlego, é necessária ao sustento da vida. Jesus prometeu rios de água viva, "e isso disse ele do Espírito" 00 7.39). O fôlego e a água, tão vitais na hierarquia das necessidades físicas humanas, são igualmente vitais no âmbito do Espírito. Sem o fôlego vivificante e as águas vivas do Espírito Santo, nossa vida espiritual não demoraria a murchar e a ficar sufocada. A pessoa que se deleita na Lei (heb. torah - "instrução") de Yahweh e nela medita de dia e de noite é "como a árvore plantada junta a ribeiros de águas... cujas folhas não caem" (SI 1.3). O Espírito da Verdade flui da Palavra como águas vivas, que sustentam e refrigeram o crente e o revestem de poder.
Fogo. O aspecto purificador do fogo é refletido claramente em Atos 2. Ao passo que uma brasa tirada do altar purifica os lábios de Isaías (6.6,7), no dia de Pentecoste são "línguas de fogo" que marcam a vinda do Espírito (At 2.3). Esse símbolo é empregado uma só vez para retratar o batismo no Espírito Santo. O aspecto mais amplo do fogo como elemento purificador encontra-se no pronunciamento - ou profecia - de João Batista: "Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. Em sua mão tem a pá, e limpará a sua eira, e recolherá no celeiro o seu trigo, e queimará a palha com fogo que nunca se apagará" (Mt 3. 11, 12; ver também Lc 3.16,17).
As palavras de João Batista aplicam-se mais diretamente à separação entre o povo de Deus e os que têm rejeitado a Ele e ao Messias. Os que o rejeitaram serão condenados ao fogo do juíZO.15 Por outro lado, o fogo ardente e purificador do Espírito da Santidade também opera no crente (1 T s 5.19).
Óleo. Pedra, em seu sermão diante de Camélia, declara: "Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude" (At 10.38). Citando Isaías 61.1,2, Jesus proclama: "O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres" (Lc 4.18). Desde os primórdios, o azeite é usado primeiramente para ungir os sacerdotes de Yahweh, e depois, os reis e os profetas. O azeite é o símbolo da consagração divina do crente para o serviço no reino de Deus. Em 1 João, os crentes são advertidos a respeito dos anticristos:
E vós tendes a unção do Santo e sabeis tudo... E a unção que vós recebestes dele fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis (1 Jo 2.20,27).
Receber a unção do Espírito da Verdade, que faz brotar rios de águas vivas no mais íntimo do nosso ser, reveste-nos de poder para servir a Deus. Na simbologia do Espírito Santo, a água e o óleo (azeite da unção) realmente se misturam!
Pomba. O Espírito Santo desceu sobre Jesus na forma de uma pomba, segundo o relato dos quatro evangelhos.16 A pomba é arquétipo da mansidão e da paz. O Espírito Santo habita em nós. Ele não toma posse de nós, mas nos liga a si mesmo com amor, em contraste às correntes dos hábitos pecaminosos. Ele é manso e, nas tempestades da vida, produz paz. Mesmo ao lidar com os pecadores, Ele é suave, conforme se vê quando conclama a humanidade à vida, no belo porém tristonho apelo que se encontra em Ezequiel 18.30-32: "Vinde e convertei-vos de todas as vossas transgressões, e a iniqüidade não vos servirá de tropeço. Lançai de vós todas as vossas transgressões com que transgredistes e criai em vós um coração novo e um espírito novo, pois por que razão morreríeis...? Porque não tomo prazer na morte do que morre, diz o Senhor Jeová convertei-vos, pois, e vivei".
 
Os títulos e símbolos do Espírito Santo são chaves para o entendimento de sua obra em nosso favor. Vamos usá-Ias como palavras chaves no estudo da obra do Espírito Santo.
A OBRA DO ESPÍRITO
Há vários conceitos errôneos a respeito da obra do Espírito Santo. Alguns deles têm-se arraigado à religião popular e às doutrinas populares da Igreja em geral. A religião popular é a maneira de vivermos a nossa vida diária em Cristo. É uma mistura de elementos normativos e não-normativos. Os elementos normativos são as doutrinas bíblicas corretas a respeito daquilo que devemos crer e praticar. Os elementos não-normativos são modos errôneos de entender doutrinas bíblicas, bem como os elementos não-bíblicos que se vêm infiltrando na ambiente cultural onde vive o cristão.
Ninguém compreende plenamente o Deus infinito ou seu infinito Universo, nem conhece ou entende com perfeição cada palavra da Bíblia. Continuamos todos discípulos (literalmente: "aprendizes"). Como criaturas finitas, não devemos ter dificuldades para reconhecer que é rematada loucura alegar que compreendemos totalmente o Deus infinito. Deus ainda está trabalhando na Igreja e em cada indivíduo, para nos transformar segundo a imagem de Cristo. A doutrina da santificação progressiva trata diretamente dessa questãO.17 Os cristãos precisam evitar o desânimo e aceitar com alegria o desafio de conhecer e experimentar a Deus mais plenamente todos os dias.
 
 
Deus agiu na história ao derramar o Espírito Santo sobre a família de Cornélio. Antes de Pedro poder perguntar a Cornélio: "Você crê neste evangelho?", o Espírito Santo respondeu a pergunta com um derramamento dEle mesmo. Muitos membros da Igreja teriam recusado batizar aquela família nas águas, antes de terem sido circuncidados Cornélio e todos os do sexo masculino; mas o Espírito Santo agiu de modo diferente.
Os crentes circuncidados que foram com Pedro a fim de testar a visão, ficaram atônitos ao ver o derramamento do Espírito Santo sobre uma família gentia. Tiveram, no entanto, bom senso suficiente para aceitar a obra do Espírito Santo como o único sinal apropriado à inclusão na Igreja. Esta obra do Espírito Santo inclui a sua presença, habitando no crente a partir do momento da salvação, e o subseqüente batismo no Espírito Santo
A profecia de Joel ataca outro conceito que prevalecia no Israel antigo. O comportamento dinâmico associado com os profetas genuínos de Yahweh era um dos sinais do cargo profético. Esse comportamento às vezes é chamado extático, embora totalmente diferente do êxtase dos profetas pagãos, que produziam em si mesmos um frenesi que excluía a razão e o autocontrole. Os profetas genuínos eram revestidos do poder do Espírito Santo e subiam até os pináculos da alegria na presença de Deus, ou talvez da profunda preocupação com os perdidos. Essas profundas experiências emocionais levavam às vezes a risos, cânticos, choro, prostração ou dança no Espírito.
 
 
COMO CONSOLADOR
Conforme observado no estudo dos títulos do Espírito Santo, eles nos oferecem chaves para entendermos a sua pessoa e obra. A obra do Espírito Santo como Consolador inclui o seu papel como Espírito da Verdade que habita em nós ao 14.16; 15.26), como Ensinador de todas as coisas, como aquEle que nos faz lembrar tudo o que Cristo tem dito (14.26), como aquEle que dará testemunho de Cristo (15.26) e como aquEle que convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo (16.8).31 Não se pode subestimar a importância dessas tarefas. O Espírito Santo, dentro em nós, começa a esclarecer as crenças incompletas e errôneas sobre Deus, sua obra, seus propósitos, sua Palavra, o mundo, crenças estas que trazemos conosco ao iniciarmos nosso relacionamento com Deus. Conforme as palavras de Paulo, é uma obra vitalícia, jamais completada neste lado da eternidade (1 Co 1~.12). Claro está que a obra do Espírito Santo é mais que nos consolar em nossas tristezas; Ele também nos leva à vitória sobre o pecado e sobre a tristeza.32 O Espírito Santo habita em nós para completar a transformação que iniciou no momento de nossa salvação. Jesus veio para nos salvar dos nossos pecados, e não dentro deles. Ele veio não somente para nos salvar do inferno no além. Veio também para nos salvar do inferno nesta vida terrestre - o inferno que criamos com os nossos pecados. Jesus trabalha para realizar essa obra por intermédio do Espírito Santo.
 
COMO ENSINADOR
O Espírito Santo pode e irá ajudar todo crente a interpretar e compreender corretamente a Palavra de Deus e a sua obra contínua neste mundo. Ele nos levará a toda a verdade. Esta promessa, no entanto, exige também que cooperemos com o nosso esforço. Devemos ler com cuidado e com oração. Deus jamais teve a intenção de fazer da Bíblia um livro de difícil compreensão para o seu povo. Porém, se não nos dispusermos a cooperar com o Espírito Santo mediante o estudo e a aplicação de regras sadias de interpretação, nosso modo de entender a Bíblia - nossa regra infalível da fé e conduta - ficará carregado de erros.33 O Espírito Santo nos levará a toda a verdade à medida que lermos e estudarmos cuidadosamente a Bíblia, sob sua orientação.
Uma das verdades ensinadas pelo Espírito Santo é que não podemos recitar uma fórmula mágica do tipo: "Amarro Satanás; amarro minha mente; amarro minha carne. Agora, Espírito Santo, creio que os pensamentos e as palavras que se seguem vêm todos de ti!" Não nos é lícito usar encantamentos para submeter Deus à nossa vontade. João admoesta a Igreja: "Provai se os espíritos são de Deus" (1 Jo 4.1). Significa que devemos permitir ao Espírito da Verdade orientarmos na tarefa de interpretar a Palavra de Deus e a testar, pelas Escrituras, os nossos pensamentos e os de outras pessoas. Há perigos genuínos neste assunto. Certo autor reivindica, na capa do seu livro: "Este livro foi escrito no Espírito".34 Outra reivindicação do seu livro: "Predições cem por cento corretas das coisas do porvir".35 A tarefa do leitor, com a ajuda do Espírito Santo, é seguir o exemplo dos bereanos, que o próprio Espírito recomenda através das palavras Lucas. Eles persistiam "examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim" (At 17.11). Cada crente deve ler, testar e compreender a Palavra de Deus e os ensinos a respeito dela. O crente pode fazer assim confiadamente, na certeza de que o Espírito Santo, que habita em cada um de nós, irá levar-nos a toda a verdade.
Ainda há um outro aspecto da obra do Espírito Santo como Ensinador: a preparação de Jesus, o Filho encarnado de Deus, para sua tarefa de Rei, Sacerdote e Cordeiro sacrificial. O Espírito Santo veio sobre Maria e lançou a sua sombra sobre ela, gerando nela Jesus, o Filho de Deus. O Espírito Santo foi ensinando o Menino Jesus de tal maneira que, aos 12 anos de idade, deixou atônitos os mestres no Templo. "E o menino crescia e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele" (Lc 2.40). Depois de seu batismo no Jordão, Jesus que, segundo a descrição, estava cheio do Espírito Santo, lutou contra o adversário durante quarenta dias (Lc 4.1 ~ 13). Jesus continuou a andar cheio do Espírito Santo. Por isso, sempre que o diabo buscou oportunidade para tentá-lo ainda mais, os resultados foram os mesmos. Jesus "como nós, em tudo foi tentado, mas:sem pecado" (Hb 4.15; ver também 2.10-18). Se estivermos cheios do Espírito Santo na luta contra nossa carne e contra o Adversário, também poderemos vencer nossas tentações com a ajuda do Espírito. Cristo veio para nos salvar dos nossos pecados, e não neles.
O Espírito Santo estava ativo no ministério de Jesus e no dos discípulos. O Espírito Santo estava operante na pregação e nos milagres dos 12 discípulos e depois com os 72 que Jesus enviou a pregar o Reino de Deus.
Outro aspecto dessa tarefa é a ajuda do Espírito para lembrar-nos de tudo quanto Jesus tem dito. Podemos lembrar somente das coisas que já sabemos e das quais nos esquecemos pela falta de prática. Essa ajuda da parte do Espírito Santo exige que os crentes estudem e memorizem a Palavra, com a certeza de que o Espírito lhes lembrará de tudo quanto Jesus tem dito, quando precisarem. Os que se deleitam na Palavra de Deus e nela meditam tornam-se como árvores plantadas à beira de um riacho (SI 1.2,3). Em Luc:.as 24.6~8, os discípulos são perguntados por que procuram os vivos entre os mortos. Decerto as palavras dos mensageiros foram usadas pelo Espírito para fazê-los lembrar das palavras de Jesus. Em João 2.19, Jesus disse: "Derribai este templo, e em três dias o levantarei". Ninguém entendeu o que Jesus quis dizer, porém, "quando, pois, ressuscitou dos mortos, os seus discípulos lembraram-se de que lhes dissera isso; e creram na Escritura e na palavra que Jesus tinha dito" (2.22). João 12.16 é um exemplo semelhante dessa obra do Espírito Santo.
Além disso, o Espírito Santo também é o Ensinador do descrente. Nessa tarefa, o Espírito (segundo as palavras de Jesus) convence o mundo "do pecado, e da justiça, e do juízo: do pecado, porque não crêem em mim; da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais; e do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado" ao 16.8~ 11). Esse fato combina com a obra do Espírito Santo de atrair a pessoa à salvação. Em João 14.6, Jesus declara: "Ninguém vem ao Pai senão por mim". Em João 6.44, afirma: "Ninguém pode vir a mim, se o Pai, que me enviou, o não trouxer". É o Espírito Santo quem atrai cada ser humano a Deus, embora muitos recusem essa atração. Ele nunca deixa de clamar, sem cessar: "Mas por que morrereis? Arrependei~ vos e vivei! "
A atividade do Espírito Santo como aquEle que dá testemunho de Cristo começa no Antigo Testamento e continua até hoje. O Espírito Santo inspirava os profetas do Antigo Testamento à medida que escreviam as profecias acerca do Messias vindouro. Isso não significa que o autor humano ou seu auditório - imediato ou indireto - compreendessem sempre o impacto de tudo quanto estava sendo escrito ou lido. Isaías 11.1,2 é um bom exemplo de uma profecia messiânica facilmente reconhecível:
Porque brotará um rebento do tronco de Jessé, e das suas raízes um renovo frutificará. E repousará sobre ele o Espírito do Senhor, e o Espírito de sabedoria e de inteligência, e o Espírito de conselho e de fortaleza, e o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor.
Outros textos bíblicos, como Isaías 53 e Salmos 110.1, exigiram mais ajuda do Espírito Santo e, até certo ponto, de alguma luz, recebida após a ressurreição. É evidente que nem os discípulos nem os fariseus reconheciam um Messias sofredor, nem estavam esperando um assim.
Lucas nos informa que o Espírito Santo deu testemunho do Cristo que estava para vir, através de João Batista, dos pais deste, de Maria e de Simeão e Ana, em Jerusalém (ver Lc 1-3). Em João 16.13-15, Jesus declara que a obra do Espírito Santo não é falar por conta própria, mas somente aquilo que o Pai e o Filho lhe mandam dizer.
 
COMO PROMESSA
É difícil sugerir que um dos títulos ou propósitos do Espírito Santo seja mais importante que outro. Tudo que o Espírito faz é vital para o Reino de Deus. Há, no entanto, um propósito, uma função essencial do Espírito Santo, sem a qual tudo quanto se tem dito a respeito dEle até agora não passa de palavras vazias: o Espírito Santo é o penhor que garante nossa futura herança em Cristo.
Em quem [Cristo] também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus, para louvor da sua glória (Ef 1.13,14).
Qual a garantia oferecida pela operação do Espírito Santo em nossa vida e na vida da Igreja?
Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus. E, por isso, também gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação, que é do céu; se, todavia, estando vestidos, não formos achados nus. Porque também nós, os que estamos neste tabernáculo, gememos carregados, não porque queremos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida. Ora, quem para isso mesmo nos preparou foi Deus, o qual nos deu também o penhor do Espírito (2 Co 5.1-5; ver também 2 Co 1.22; Ef 4.30).
Mediante o Espírito Santo, podemos conhecer a Deus, mediante a experiência, de conformidade com a palavra hebraica yada' ("conhecer por experiência"). Nossa experiência com o Espírito Santo serve-nos de comprovação da ressurreição de Cristo. Conforme declara Paulo em 1 Coríntios 15, se Cristo não ressuscitou dentre os mortos, jamais haverá uma ressurreição geral, e todas as nossas crenças em Deus e na salvação não passam de mentiras. Conforme já notamos a respeito de Samuel, há uma diferença entre saber a respeito de uma pessoa - ou de Deus - e conhecer alguém - ou a Deus - através de um encontro pessoal e de experimentar a sua presença.
O conhecimento intelectual da Bíblia não é o conhecer a Deus. Muitos teólogos e comentaristas da Bíblia - os quais conheci pessoalmente ou apenas através dos seus escritos sabem mais a respeito de religião, história da Igreja, conteúdo da Bíblia e teologia do que muitos que se definem como cristãos. Mesmo assim, nunca reconheceram a reivindicação do Espírito Santo nas sua vidas, nem se renderam a Ele. Não têm nenhuma experiência de Deus em suas vidas. Acreditam que, se eles não tiveram nenhuma experiência com Deus, não é possível que outra pessoa a tenham. Negam, portanto, a existência de Deus e criticam os cristãos, dizendo que estes interpretam suas experiências subjetivas como a atividade de Deus na sua vida. Declaram que não há evidência da atividade divina no Universo. Tudo isso, porém, baseia-se na sua exegese distorcida.
Agora, podemos começar a dar o devido valor à importância da obra do Espírito Santo como sinal da inclusão do crente no corpo de Cristo e como sinal diante da Igreja. O Espírito Santo confirma não somente a ressurreição, mas também, por extensão, a veracidade das Escrituras. Sem o penhor ("primeira prestação") do Espírito Santo para nos ensinar, guiar na verdade e dar testemunho de Cristo, não haveria hoje igreja nenhuma, porque não haveria Evangelho a ser pregado.
 
 
                                          
O ESPÍRITO SANTO
É O ESPÍRITO SANTO QUEM NOS LEVA A JESUS,O ESPÍRITO SANTO ESTÁ ATRÁS DE NÓS O TEMPO TODO,DEPOIS QUE ACEITAMOS A JESUS COMO SENHOR E SALVADOR, O ESPÍRITO SANTO ESTÁ AO NOSSO LADO, EM NÓS, É NOSSO COMPANHEIRO E CONFIDENTE.
SENTE TRISTEZA, Ef 4.30 NOS ENSINA, Jo 14.26
 
I. A NATUREZA DO ESPÍRITO SANTO:
 
O ESPÍRITO SANTO É DEUS (1Jo 5.6,7)
NATUREZA DO ESPÍRITO SANTO
PROVAS BÍBLICAS DA SUA PERSONALIDADE
REVELA,
2 Pe 1.21
ENSINA,
Jo 14.26
INTERCEDE,
Rm 8.26
ORDENA, 
At 13.2
TESTIFICA DE CRISTO,
Jo 15.26; 1 Jo 5.6,7
FALA À IGREJA,
Ap 2.7,11,17,29; 3.6,13,22
CONVIDA
`A SALVAÇÃO
Ap 22.17
 
 
A) A Personalidade do ESPÍRITO SANTO: 
 
O ESPÍRITO SANTO é uma Pessoa, distinta do Pai e do Filho, e não uma mera influência ou operação divina, e portanto dotado de intelecto, emoção, autoconsciência e autodeterminação.

1) Pronomes Pessoais Masculinos: Estes pronomes são aplicados ao ESPÍRITO SANTO (Jo.15:26;16:7,8,13,14), muito embora o vocábulo grego Pneuma seja substantivo neutro.

2) Substantivo Masculino: O termo masculino Parakleto é aplicado ao ESPÍRITO SANTO (Jo.14:16,17) como sendo outro (allon) Consolador igual a CRISTO. 
 
 
3) Características Pessoais DO ESPÍRITO SANTO
a) Inteligência
(I Co.2:10,11; Rm.8:27)
b) Vontade 
(I Co.12:11)
c) Amor 
(Rm.5:5;15:30; DEUS é amor. 1 Jo.4:8,16)
d) Bondade
(Ne.9:20)
e) Tristeza
(Ef.4:30; Is.63:10)
 
 
4) Atos Pessoais DO ESPÍRITO SANTO
a) Ele perscruta 
(I Co.2:10).
b) Ele fala
(Ap.2:7; Gl.4:6; Jo.15:26).
c) Ele intercede
(Rm.8:26).
d) Ele ensina
(Jo.14:26).
e) Ele guia
(Jo.16:12-14; Ne.9:20).
f) Ele chama
(At.13:2;20:28).

 
B) A Divindade do ESPÍRITO SANTO: 
O ESPÍRITO SANTO é co-eterno e consubstancial com o Pai e o Filho.
1) Nomes Divinos DO ESPÍRITO SANTO
a) DEUS
(At.5:3,4).
b) Senhor
(II Co.3:18).

 
2) ATRIBUTOS DIVINOS DO ESPÍRITO SANTO
PROVAS BÍBLICAS DA SUA DIVINDADE
ONIPOTÊNCIA,
Lc.1:35,37; 
I Co.12:11
ONISCIÊNCIA
Sl 139.2
I Co.2:10,11
ONIPRESENÇA
Jr 23..23,24;
Sl 139.7-10
ETERNIDADE, Hb 9.14
COMPARTILHOU A OBRA DA CRIAÇÃO, 
Gn 1.2
 
 
II. A OBRA DO ESPÍRITO SANTO:
A) Em relação ao universo material: 
 
Ele participou da obra da criação (Sl.33:6; Jó 33:4;104:29,30).

B) Obra do ESPÍRITO SANTO 
Em relação aos homens não regenerados:
1) Luta
(Gn.6:3).
2) Testifica
(Jo.15:26; At.5:32).
3) Convence 
(Jo.16:8-11).
 

 
C) Obra do ESPÍRITO SANTO Em relação aos crentes:
1) Regenera 
(Jo.3:3-6;6:63; Tt.3:5; I Co.2:4;3:6).
2) Batiza 
(Jo.1:32-34; I Co.12:13; At.1:5).
3) Habita 
(I Co.3:16;6:15-19; Rm.8:9).
4) Sela 
(Ef.1:13,14;4:30).
5) Testifica 
(Rm.8:14,16).
6) Fortalece 
(Ef.3:16).
7) Enche 
(Ef.5:18-20).
8) Liberta 
(Rm.8:2).
9) Guia 
(Rm.8:14; At.8:27-29;13:2,4).
10) Ilumina 
(I Co.2:12,14).
11) Instrui 
(Jo.16:13,14).
12) Capacita
 (I Ts.1:5; At.1:8; I Co.2:1-5).
13) Produz Frutos 
(Gl.5:22,23; Fp.3:3; At.2:11).
14) Intercede
 (Rm.8:26; Jd.20).
 
 
 
D) Obra do ESPÍRITO SANTO Em relação a CRISTO:
1) Concebido pelo ESPÍRITO SANTO 
(Lc.1:35).
2) Ungido pelo ESPÍRITO SANTO 
(At.10:38; Is.11:2;61:1;Lc.4:14,18; Mt.12:17,18).
3) Guiado pelo ESPÍRITO SANTO 
(Mt.4:1).
4) Cheio do ESPÍRITO SANTO 
(Lc.4:1; Jo.3:34).
5) Ministério 
(Lc.4:14,18,19; Is.61:1).
6) Sacrifício
 (Hb.9:14).
7) Ressureição 
(Rm.8:11; Rm.1:4).
8) Deu mandamentos pelo ESPÍRITO SANTO 
(At.1:1,2).

 
E) Obra do ESPÍRITO SANTO Em relação às  Escrituras:
1) É o Seu Autor 
(II Pe.1:20,21; II Tm.3:16; IIPe.3:15,16; Jo.16:13).
2) É o Seu Intérprete 
(Ef.1:17; I Co.2:9-14; Jo.16:14-16 II Pe.1:20,21; 
I Jo.2:20,27).
 
 
 
A seguir Resumo da lição na revista:
 
COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO
Nesta lição estudaremos sobre o Espírito Santo no tocante a sua natureza divina. O eterno Deus revela muito de Si mesmo na Bíblia e, de igual modo, o Filho, mas o Espírito Santo não, pois não fala de Si mesmo, como disse Jesus em João 16.13. Outrossim, Ele não aparece com nomes revelados como o Pai e o Filho e, sim, com títulos descritivos da sua natureza e missão entre os homens. "Espírito Santo", por exemplo, não é rigorosamente um nome apelativo, mas um título descritivo. Ele habita em nós; portanto, suas operações são invisíveis, nas profundezas do nosso ser interior.
 
 
I. O PODER EFICAZ DO ESPÍRITO SANTO (vv. 4, 5).
1. Demonstração de poder (v. 4). É do Espírito Santo que flui a vida, bem como o poder de Deus (Sl 104.30; Ef 3.16; At 1.8).
2. O poder de Deus mediante o Espírito (v. 5). Esse divino poder é manifestado através da pregação do evangelho de Cristo em cinco ocasiões específicas: (At 2.37, 38);  (At 10.44);  (At 8.6,7; Lc 11.20); (At 3.6-8); e) (Rm 16.19).
 
 
II. A ONISCIÊNCIA DO ESPÍRITO SANTO (vv. 10, 11).
O Espírito Santo conhece todas as coisas. Este é um fato solene, mormente se considerarmos que Ele habita em nós: "porque habita convosco e estará em vós" (Jo 14.17). A primeira declaração denota a permanência do Espírito em nós; a segunda, sua presença dentro de nós.
1. O Espírito Santo revela (vv. 9, 10). Aos que amam a Deus, o Espírito Santo revela, já nesta vida, as infinitas e indizíveis bênçãos preparadas para os salvos e muito mais na outra.
2. O Espírito Santo como Mestre (v. 13). Ele é o nosso divino Mestre na presente dispensação da Igreja, como já estava predito em Provérbios 1.23.
3. Diferentes espíritos mencionados (vv. 4-12). O "Espírito de Deus" é mencionado nos vv.4, 10-14.
4. Diferentes coisas mencionadas (vv. 9-13). Seis diferentes "coisas" são aqui mencionadas. (v.9); (v.10); (v.11);  (v.11); (v.13); (v.14).
5. Diferentes homens mencionados (vv. 14, 15). A Palavra de Deus divide a humanidade em três grupos de pessoas, isto no sentido espiritual:
a) O homem natural
b) O homem espiritual
c) O homem carnal
 
 
III. A DEIDADE DO ESPÍRITO SANTO
1. O Espírito Santo e seus atributos divinos. Na Leitura Bíblica em Classe, o Espírito Santo (vv. 4, 10-14) é mencionado juntamente com o Senhor Deus (vv. 5, 7, 9-12, 14) e o Senhor Jesus Cristo (vv. 2, 8, 16). Isto denota a divindade do Espírito Santo. A Bíblia afirma que Ele é:
a) Eterno.
b) Onipotente.
c) Onisciente.
 
2. O Espírito Santo é mencionado com o Pai e o Filho. É uma das evidências da sua divindade, senão vejamos:
a) Na fórmula doutrinária do batismo (Mt 28.19).
b)Na invocação da bênção tríplice sobre a igreja (2 Co 13.13).
c) Na doutrina da habitação do Espírito no crente (Rm 8.9).
d)Na descrição bíblica do estado do crente diante de Deus (1 Pe 1.2).
e) Na diretriz ao povo de Deus (Jd vv.20, 21).
f) Na saudação bíblica às sete igrejas da Ásia (Ap 1.4,5).
 
 
IV. A PERSONALIDADE DO ESPÍRITO SANTO (v. 11).
Personalidade é o conjunto de atributos de várias categorias que caracterizam uma pessoa.
1. Atributos de personalidade. No Espírito Santo, vemos esta triplicidade de atributos, a saber: intelecto (v.11); sensibilidade (Ef 4.30); vontade (1 Co 12.11; Rm 8.27).
2. Unidade e distinção. O fato de o Espírito Santo ser um com Deus e com Cristo e, ao mesmo tempo, distinto dEles, é parte do grande mistério da Trindade Santa.
CONCLUSÃO
Deus é uno e ao mesmo tempo triúno (Gn 1.1, 26; 3.22; 11.7; Dt 6.4; 1 Jo 5.7). O Pai, o Filho e o Espírito Santo são três divinas e distintas Pessoas. São verdades bíblicas que transcendem a razão humana e as aceitamos alegremente pela fé. A fé precede a doutrina (1 Tm 4.6).
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES: Subsídio Teológico
"O Espírito Santo é Deus.
O Espírito Santo não é simplesmente uma influência benéfica ou um poder impessoal. É uma pessoa, assim como Deus e Jesus o são.
1. O Espírito Santo é chamado Deus (At 5.3,4) e Senhor (2 Co 3.18). Quando Isaías viu a glória de Deus (Is 6.1-3), escreveu: 'Ouvi a voz do Senhor...vai e diz a este povo' (Is 6.8-9). O apóstolo Paulo citou essa mesma palavra e disse: 'Bem falou o Espírito Santo a nossos pais pelo profeta Isaías dizendo: Vai a este povo' (Cf. At 28.25, 26). Com isso, Paulo identificou o Espírito Santo com Deus.
2. O Espírito Santo faz parte da Santíssima Trindade. Ele é mencionado junto com o Pai e o Filho (Mt 28.19; 2 Co 13.13) e, a Bíblia afirma que os três são um (1 Jo 5.7). Assim, há 'um só Espírito' (Ef 4.4); 'um só Senhor' (Ef 4.5); e 'um só Deus e Pai de todos' (Ef 4.6). O Espírito é chamado 'Espírito de Deus' (Rm 8.9); 'Espírito do Pai' (Mt 10.20); 'o Espírito de Cristo' (Rm 8.9; 1 Pe 1.11); 'o Espírito de Jesus' (At 16.7), indicando assim que Ele os representa e também age por Eles; quando o Espírito Santo opera, o Cristo vivo está presente (Jo 14.18).
3. Ao Espírito Santo são atribuídas obras exclusivas da divindade. Ele tomou parte ativa na criação em geral (Sl 104.30), na criação do mundo (Gn 1.2) e na criação especial do homem (Jó 33.4). Ele inspirou a Palavra de Deus (1 Pe 1.11; 2 Pe 1.21).
4. Ao Espírito Santo são atribuídas as características essenciais da divindade. Ele possui eternidade (Hb 9.14), é onisciente (1 Co 2.10, 11), onipresente (Sl 139.7-10) e onipotente (Lc 1.35; 1 Co 12.11)."
(BERGSTÉN, Eurico. Teologia Sistemática. 4.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 82-3.) Leia mais em Revista Ensinador Cristão CPAD, no 27, pág. 37
 
 
Questionário da Lição 3 - A DIVINDADE DO ESPÍRITO SANTO
por Ev. Luiz Henrique - www.apazdosenhor.org.br/estudos_biblicos
Responda segundo os comentários contidos na revista do 3º Trimestre de 2006 da CPAD - Revista Jovens e Adultos
 
TEXTO ÁUREO:
1- Complete: "E, respondendo o _____________, disse-lhe: ______________________sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado ______________________de Deus" (Lc 1.35).
 
VERDADE PRÁTICA:
2- Complete:
O Espírito Santo, pelos seus divinos atributos, títulos, símbolos e obras é ______________perfeitamente como o _____________e o _____________.
 
I. O PODER EFICAZ DO ESPÍRITO SANTO (vv. 4, 5).
3- Segundo o poder do ESPÍRITO SANTO, coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(  ) É do Espírito Santo que flui a unção, bem como o juízo de Deus.
(  ) O ESPÍRITO SANTO tem autoridade e poder inerentes.
(  ) O termo "demonstração" do Espírito Santo designa uma demonstração operacional do ESPÍRITO SANTO na mente e na vida dos ouvintes do evangelho de Cristo.
(  ) O termo "demonstração" do Espírito Santo designa uma demonstração prática do ESPÍRITO SANTO na mente e na vida dos ouvintes do evangelho de Cristo.
(  ) O termo "demonstração" do Espírito Santo designa uma demonstração imediata do Espírito Santo na mente e na vida dos ouvintes do evangelho de Cristo
(  ) É do Espírito Santo que flui a vida, bem como o poder de Deus.
 
4- Em quais ocasiões específicas o poder divino é manifestado através da pregação do evangelho de Cristo? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(  ) Na obediência dos crentes ao seu pastor.
(  ) Na conversão dos ouvintes.
(  ) No batismo nas águas.
(  ) Na expulsão de espíritos malignos.
(  ) Na cura divina dos enfermos.
(  ) Na obediência dos crentes ao Senhor.
(  ) No batismo com o Espírito Santo.
 
II. A ONISCIÊNCIA DO ESPÍRITO SANTO (vv. 10, 11). Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
5- O que denota a declaração "porque habita convosco e estará em vós" (Jo 14.17?)
(  ) A primeira declaração denota a permanência do Espírito em nós;
(  ) A segunda declaração, denota sua presença dentro de nós.
(  ) A duas declarações denotam a distância do Espírito de nós;
 
6- O que está reservado aos que amam a Deus, já nesta vida, quanto às infinitas e indizíveis bênçãos preparadas para os salvos.
(  ) O Espírito Santo as guarda.
(  ) O Espírito Santo as revela.
(  ) O Espírito Santo as oculta..
 
7- Complete:
"O _____________ ________________...vos _____________________ todas as_________________" (Jo 14.26; Lc 12.12).
 
8- Quais são os três diferentes espíritos mencionados nos versículos de 4 a 12? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(  ) "Espírito maligno"
(  ) "Espírito de Deus"
(  ) "Espírito do homem"
(  ) "Espírito do mundo"
 
9- Quais são as seis diferentes coisas mencionadas nos versículos de 9 a 13? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(  ) "Coisas do animal" (v.11);
(  ) "Coisas que Deus preparou para os que O amam"
(  ) "Coisas das profundezas de Deus"
(  ) "Coisas do homem" (v.11);
(  ) "Coisas de Deus" (v.11);
(  ) "Coisas espirituais" (v.13);
(  ) "Coisas do Espírito de Deus" (v.14).
(  ) "Coisas materiais" (v.13);
 
10- A Palavra de Deus divide a humanidade em três grupos de pessoas, isto no sentido espiritual, quais são? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(  ) O homem material.
(  ) O homem natural.
(  ) O homem espiritual.
(  ) O homem carnal.
 
III. A DEIDADE DO ESPÍRITO SANTO
11-  A Bíblia afirma que o Espírito Santo é: Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(  ) Um poder.
(  ) Eterno.
(  ) Onipotente.
(  ) Concorrente.
(  ) Onisciente.
 
12- Onde O Espírito Santo é mencionado com o Pai e o Filho e é mais  uma das evidências da sua divindade? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(  ) Na diretriz ao Espírito de Deus.
(  ) Na fórmula doutrinária do batismo.
(  ) Na invocação da bênção tríplice sobre a igreja.
(  ) Na doutrina da habitação do Espírito no crente.
(  )Na descrição bíblica do estado do crente diante de Deus.
(  ) Na diretriz ao povo de Deus.
(  ) Na saudação bíblica às sete igrejas da Ásia.
(  ) Na fórmula doutrinária do batismo com o ESPÍRITO SANTO.
 
IV. A PERSONALIDADE DO ESPÍRITO SANTO (v. 11).
13- O que é Personalidade? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(  ) É o conjunto de atributos de várias categorias que caracterizam uma pessoa.
(  ) No seu aspecto psíquico, a personalidade consiste de intelecto, sensibilidade e vontade.
(  ) O  intelecto, sensibilidade e vontade, esses três são chamados também de inteligência, afetividade e autodeterminação.
(  ) No seu aspecto psíquico, a personalidade consiste de intelecto, habilidade e desejo.
 
14- O que é Trindade?
(  ) Mistério da fé cristã segundo o qual, existe um só Deus que subsiste em três pessoas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo.
(  ) Mistério da fé cristã segundo o qual, existe um só Deus que subsiste em duas pessoas distintas: Pai e Filho.
(  ) Mistério da fé cristã segundo o qual, existe um só Deus que subsiste em uma pessoas distintas: JESUS.
 
15- O que o Espírito Santo não é? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
(  ) Uma influência.
(  ) Uma pessoa da trindade.
(  ) Um poder.
(  ) DEUS.
(  ) Uma energia.
(  ) Uma unção.
 
CONCLUSÃO
16- Complete:
- Deus é ____________e ao mesmo tempo__________________ (Gn 1.1, 26; 3.22; 11.7; Dt 6.4; 1 Jo 5.7).
- O Pai, o Filho e o Espírito Santo são_________________divinas e ___________________Pessoas.
- A fé ____________________ a doutrina (1 Tm 4.6).
 
AJUDA:
 
http://www.escoladominical.com.br/
 
http://www.geocities.com/Athens/5898/Pneumatologia.htm 
 
http://www.cpad.com.br 
 
Teologia Sistemática.. Stanley M. Horton 1Ed. - Rio de Janeiro : CPAD - 1996

Colaboração do Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva.

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