TEXTO ÁUREO
"Lembra-te
de que Jesus Cristo, que é da descendência de Davi, ressuscitou dos mortos,
segundo o meu evangelho"
(2 Tm 2.8).
VERDADE
PRÁTICA:
Verdadeiro
homem e verdadeiro Deus, Jesus Cristo morreu para redimir-nos do pecado, ressuscitando
gloriosamente como Senhor dos senhores e Rei dos reis.
LEITURA
BÍBLICA EM CLASSE: Jo 1.1-5, 9-14
1No
princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. 2Ele
estava no princípio com Deus. 3Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele
nada do que foi feito se fez. 4Nele, estava a vida e a
vida era a luz dos homens; 5e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a
compreenderam. 6Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João. 7Este veio
para testemunho para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele.
8Não era ele a luz, mas veio para que testificasse da luz. 9Ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo,
10estava no mundo, e o mundo foi feito por ele e o mundo não o conheceu. 11Veio
para o que era seu, e os seus não o receberam. 12Mas a todos quantos o
receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que crêem no seu
nome, 13os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da
vontade do varão, mas de Deus. 14E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e
vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de
verdade.
João, o
autor do quarto Evangelho, manifesta com admirável concisão o propósito que o
move para escrevê-lo. Como que dialogando figuradamente com os seus futuros
leitores, explica-lhes que os sinais milagrosos feitos por Jesus e recolhidos
“neste livro... foram registrados para que creiais que
Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu
nome” (20.30-31). Esta é, em resumo, a intenção que guia o evangelista a
coligir também o conjunto de ensinamentos e discursos reveladores da natureza e
razão de ser da atividade desenvolvida por Jesus, o Messias, o Filho unigênito
(1.14), enviado pelo Pai para tirar “o pecado do mundo” (1.29) e para dar vida
eterna a “todo o que nele crê” (3.13-17). O autor do
Evangelho de João (Jo) apresenta-se, tal qual João
Batista, como uma testemunha viva da revelação de Deus. Ninguém jamais viu a Deus (1.18), mas agora deu-se a conhecer por intermédio do
seu Filho (19.35; 21.24. Cf. 1.6-8,15). Encarnado na realidade humana, o Cristo
preexistente e eterno veio conferir à nossa história um novo sentido, uma
categoria que excede a toda a nossa capacidade de compreensão e raciocínio.
Disso, João Batista prestou um testemunho precursor no começo do ministério
público de Jesus. Agora, o faz João, o evangelista, a partir da perspectiva do
Cristo que vive apesar da morte, do Senhor que, com a sua morte, venceu o mundo
(16.33) e que é vida para todo aquele que o aceita pela fé (11.25-26). A
lembrança do Ressuscitado está sempre presente no coração do autor deste
Evangelho, como, sem dúvida, ela esteve em cada um dos discípulos que
acompanharam o Senhor durante os dias da sua existência terrena (Cf. 2.17,22;
12.16; 14.26; 15.20; 16.4). E o acontecimento da ressurreição é como uma linha
luminosa que percorre o livro de João desde o princípio até o fim e permite
contemplar a figura única e irrepetível do Messias
Salvador. Mais que oferecer uma biografia de Jesus no sentido estrito que hoje
damos à palavra, João pretende introduzir o leitor numa profunda reflexão
acerca da pessoa do Filho de Deus e do mistério da redenção que nele nos tem
sido revelado. Em Cristo manifestou-se o amor de Deus, e, por meio dele, o
crente tem acesso às moradas eternas (14.2,23), isto é, a uma vida de comunhão
com o Pai.
Jesus
Cristo é chamado de Verbo (vs. 1,14; cf. também 1Jo 1.1; Ap 19.13), fazendo
alusão à palavra criadora de Deus (Gn 1.1-26; Sl 33.6), à sua palavra reveladora (Sl
33.4; 119.89), à sua palavra salvadora (Sl 107.20) e
à sabedoria divina (Pv 8.22-31). Ver Jo 8.58, n.; 17.5, n. O termo grego logos também tem sido
traduzido por Palavra.
1Jo
1.1O que era desde o princípio, o que vimos com os nossos olhos, o que temos
contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida
O texto
assinala que as primeiras testemunhas ouviram, viram e apalparam Jesus,
destacando assim que houve um contato real com ele (cf. Jo
1.14).
Ap
19.13E estava vestido de uma veste salpicada de sangue, e o nome pelo qual se
chama é a Palavra de Deus.
O nome de
JESUS aqui é a Palavra de Deus.
INTRODUÇÃO
JESUS
CRISTO, A VIDA DE VISÃO GERAL Jesus Cristo é o Messias, Salvador e fundador da
igreja cristã. Para os cristãos, Ele é o Senhor de suas vidas. Embora tenha
vivido na terra somente 33 anos, tem exercido grande impacto nas pessoas –
mesmo naqueles que não crêem que Ele é o Filho de Deus. Jesus Cristo é descrito
em detalhe na Bíblia
– sua vida, obra e ensinamentos – nos Evangelhos, cada um focando diferentes
ângulos. Mateus o apresenta como o esperado Rei do povo judeu. Marcos o mostra
como servo de todos. Lucas tende a destacar seu caráter compassivo e bondoso
para com os pobres. João descreve um relacionamento amoroso com Jesus. No
entanto todos concordam que Jesus é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis.
A VIDA DE
JESUS A história contada nos Evangelhos abrange estágios que vão da encarnação
de Cristo, ou sua entrada no mundo, até sua morte na cruz. A apresentação total
da vida de Cristo está centrada na cruz e na sua ressurreição triunfal.
A
PRÉ-EXISTÊNCIA DE JESUS João começa o seu Evangelho com uma referência à
Palavra (João 1:1), e com isso dá uma visão gloriosa de Jesus, que existia
mesmo antes da criação do mundo (1:2). Jesus tomou parte no ato da criação
(1:3). Entretanto, o nascimento de Jesus foi ao mesmo tempo um ato de
humilhação e de iluminação. A luz brilhou, mas o mundo preferiu permanecer nas
trevas (1:4-5, 10).
O
NASCIMENTO VIRGINAL DE JESUS Mateus e Lucas contam que
Jesus Cristo foi concebido pelo Espírito Santo e nascido de Maria, que era
virgem. Para ser Deus e homem, Jesus não poderia ter sido concebido
naturalmente. Profetizado por Isaías e Acaz (Isaías 7:10-14), seu nascimento miraculoso não foi um fato sem
importância – é o cerne da história de Jesus. O nascimento virginal é prova da
Encarnação de Jesus e de que Cristo era realmente Deus.Jesus
passou sua infância em Nazaré e aos 12 anos foi achado no templo conversando
com os doutores da lei.
A PREGAÇÃO
DE JOÃO BATISTA João Batista andava pelo deserto conclamando o povo para o
arrependimento e o batismo (Mateus 3:1-6). Falava da aproximação do reino
(Mateus 3:2). Com esse mesmo tema Jesus iniciou seu ministério (4:17), o que mostra que a obra de João Batista integrava a
preparação do ministério público de Jesus. O mesmo se pode dizer sobre o rito
do batismo, embora João reconhecesse que Jesus batizaria com o Espírito Santo e
com fogo (3:11). João foi protagonista do primeiro ato
público de Jesus – seu desejo de ser batizado (3:13-15;
Lucas 3:21).
O BATISMO
DE JESUS Jesus veio ao mundo
com uma missão e embora não fosse pecador, decidiu se submeter ao batismo para
mostrar que estava preparado para levar a carga de pecados da humanidade. O
batismo é um símbolo da morte do homem, sepultamento de seus pecados e
ressurreição de uma nova criatura em Cristo. É uma visão externa da mudança
interna de uma pessoa. A parte mais importante do batismo de Jesus foi a voz que desceu do céu, declarando prazer no Filho amado
(Mateus 3:17). Esse pronunciamento de Deus foi o verdadeiro início do
ministério de Jesus; o Pai lhe dava total aprovação para sua obra. Outro fato
importante foi a manifestação do Espírito Santo sob a
forma simbólica de uma pomba (3:16).
A TENTAÇÃO
DE JESUS O batismo de Jesus mostrou a natureza de sua missão. A tentação
mostrou a natureza do ambiente em que exerceria seu ministério (Mateus 4:1;
Lucas 4:1-2). A confrontação com forças espirituais adversas
ocorreram em várias situações e a todas Jesus rebateu com as Escrituras.
O
MINISTÉRIO DE JESUS Desenvolvido num período curto de 3
anos, o ministério de Jesus foi intenso, marcado por uma convivência rica com
os discípulos que escolheu (Mateus 4:18-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11) e que
compartilharam de momentos muito especiais em que foram testemunhas de seus
milagres (João 2:1-10), curas (Mateus 8:1-9:34), sermões (Mateus 5:1-7:29),
encontros inusitados com pecadores (João 2:13-16; John 4:1-42; João 3) e
líderes religiosos (Mateus 21:23-22:45), encontros e visitas a amigos (João 11;
Mateus 26:6), de sua perseguição (Mateus 12:1-14; Lucas 13:10-17; João 5:9-18),
sofrimento (Mateus 27: 27-44) e morte (Mateus 27: 45-50).
OS DIAS
FINAIS EM JERUSALÉM Incomodados com a crescente popularidade de Jesus, os
líderes religiosos procuravam achá-lo em falta. Jesus começou a preparar seus
discípulos, instruindo-os sobre eventos futuros, especialmente o fim do mundo.
Reafirmou-lhes a certeza de sua volta e mencionou vários sinais que a
precederiam (Mateus 24-25; Marcos 13; Lucas 21). Desafiou-os a estarem
vigilantes (Mateus 25:13) e diligentes (25:14-30). Com
isso preparava o caminho para os eventos da prisão, julgamento, sofrimento e
crucificação que se seguiram. Na noite anterior à sua prisão, porém, tomou com
eles a Ceia do Senhor e lhes explicou o significado da sua morte (Mateus 26:26-30; Marcos 14:22-25; Lucas 22:19-20; 1 Coríntios 11:23-26). Através do pão e do vinho, que
simbolizavam seu corpo partido e seu sangue derramado pelos pecadores,
instituiu um memorial que selava uma nova aliança.
TRAIÇÃO E
PRISÃO Naquela mesa estava também o traidor, Judas,
que o entregaria aos soldados e autoridades (Mateus 26:21-25; Marcos 14:18-21;
Lucas 22:21-23; João 13:21-30). Depois de cear, Jesus se retirou para o Jardim
do Getsêmane (Mateus 26:36-46;
Marcos 14:32-42; Lucas 22:40-46) onde orou intensamente e em agonia, mas ao
mesmo tempo submetendo-se à vontade do Pai. Por isso, não ofereceu resistência
quando o prenderam.
JULGAMENTO
E CRUCIFICAÇÃO Levado à presença das autoridades, Jesus foi interrogado (Mateus
27:1-2; Marcos 15:1; Lucas 23:1; João 18:28; Lucas
23:7-12) e julgado inocente por Pilatos. Mas seus
inimigos escarneciam dele e incitavam a multidão pedindo sua morte. Pilatos entregou-o para ser crucificado. Foi pregado numa
cruz, sofreu zombarias, açoites e humilhações, mas ainda assim expressou
compaixão pelo criminoso arrependido crucificado ao seu lado (Lucas 23:39-43). Também comoveu-se por
sua mãe (João 19:25-27), orou ao Pai pelo perdão daqueles que o crucificaram
(Lucas 23:34) e com um grande grito, expirou (Marcos 15:37). Naquele momento
houve escuridão e um terremoto, como se a natureza reconhecesse o significado
daquele evento. O véu do templo de Jerusalém se partiu ao meio, não mais
servindo como barreira ao lugar Santo dos Santos. A morte de Jesus abriu o
caminho para todas pessoas chegarem livremente à
presença de Deus e adorá-lo. Ele pagou por nossos pecados e nos trouxe de volta
para o Pai.
SEPULTAMENTO,
RESSURREIÇÃO E ASCENSÃO O corpo de Jesus foi colocado numa tumba emprestada
(Mateus 27:57-60; João 19:39) que, depois de 3 dias
foi encontrada vazia (João 20:2-10). Cumprira-se a Escritura: Jesus
ressuscitara. Seu aparecimento aos discípulos causou dúvida (João 20:24-29) e espanto. Jesus ressuscitou glorificado em forma
humana, porém não foi reconhecido de imediato. (João 20:15-16).
Seus aparecimentos foram ocasiões de alegria e ensinamentos (Lucas 24:44 e Atos 1:3). A ressurreição transformou a tragédia em
vitória. Sua ascensão aos céus aconteceu 40 dias depois da ressurreição. Jesus
foi juntar-se ao Pai em
glória (Lucas 24:51; João 20:17;
Atos 1:9-11).
I. A
ENCARNAÇÃO DO VERBO DE DEUS
A
encarnação do Verbo de Deus não é um mero conceito teológico; é um dos maiores mistérios das Sagradas Escrituras, sem a
qual seria impossível a nossa redenção.
1. O
Verbo de Deus. Abrindo
o seu evangelho, escreve João: "E o Verbo se fez carne e
habitou entre nós, e vimos a sua
glória,
como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade" (Jo 1.14). Deixa o evangelista bem patente que o Filho de
Deus, que se encontrava no seio do Pai, foi concebido pelo Espírito Santo para
habitar entre nós (SI 2.7; Is 7.14; Jo 1.18;3.16).
Por que João denomina-o Verbo de Deus? Sendo Cristo o executivo do Pai, todas
as coisas vieram à existência por intermédio dEle;
sem Ele, nada do que é, existiria.
2. O
esvaziamento de Cristo. Em sua encarnação, o Cristo tornou-se em tudo
semelhante a nós, exceto quanto à natureza pecaminosa e ao pecado (Fp 2.7,8 - ARA).
Esvaziamento:
Do grego ekenosen,
"esvaziar" . Doutrina que trata da
auto-renúncia de Jesus ao assumir a natureza humana, porém, sem deixar de ser
Deus.
Em que
consistiu o auto-esvaziamento de Cristo? Certamente não esvaziara-se
Ele de sua divindade; porquanto, em todo o seu ministério terreno, manteve-a
incólume. Aliás, foi Ele, em seu estado de humilhação, reconhecido como Deus (Jo 1.49; 20.28). Consideremos, ainda, a sua oração
sacerdotal no Getsêmani. Ele não reivindica ao Pai a
sua divindade, porquanto esta lhe é um atributo intrínseco; reivindica, sim,
aquela imarcescível e eterna glória (Jo 17.5).
3. A concepção virginal do Filho de
Deus. Na concepção
do Verbo de Deus, não houve o que se convencionou chamar de nascimento
virginal; o que realmente se deu foi o mistério da concepção virginal, conforme
profetizou Isaías: "Eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e
serão seu nome Emanuel" Os 7.14; Mt
1.25-24; Lc 1.35). Seu nascimento ocorreu em Belém conforme o
registro de Lc 2.3-12.
Maria,
como as demais mulheres, sentiu as dores de parto ao dar à luz a Cristo; e,
Jesus, à nossa semelhança, deixou o ventre materno, natural e não
sobrenaturalmente, ao nascer em Belém de Judá. Portanto,
se o seu nascimento foi natural, a sua concepção, frisamos, foi um ato
miraculoso operado pelo Espírito Santo, conforme registra Lucas 1.30-35.
II. OS
TRÊS OFÍCIOS DE CRISTO
Escreveu
Robert Murray M. Cheyne:
"Se eu pudesse ouvir Cristo intercedendo por mim no quarto ao lado, não
temeria um milhão de inimigos. No entanto, a distância não faz diferença: ele
está intercedendo por mim!". Além de ser o nosso sacerdote é o Senhor
Jesus o esperado profeta e o Rei dos reis. Somente Ele teve condições de
exercer, concomitantemente, os três ofícios sagrados do Antigo Testamento.
1. O
Profeta que havia de vir. Como profeta, Jesus não se limitou a revelar o futuro. Ele ensinou,
repreendeu os soberbos e realizou sinais e maravilhas,
levando a todos a uma singular admiração (Lc 7.16).
Leia Deuteronômio 18.15.
2. O
Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque.
Os sumos sacerdotes, segundo a
ordem de Arão, quando morriam, eram substituídos por seus filhos. O Senhor
Jesus, contudo, porquanto eterno e Pai da eternidade, tem um sacerdócio eterno
(Sl 110.4; Hb 5.6; 7.21).
Morrendo em nosso lugar e por nós, vencendo a morte pela ressurreição,
intercede ininterruptamente pelos que o recebem como Salvador, garantindo-nos,
assim, eterna salvação (Hb 5.9). O que dizer da
oração sacerdotal de Cristo? (Jo 17). Sumo sacerdote,
segundo a ordem de Melquisedeque, foi o Senhor Jesus,
no sacrifício vicário do Gólgota, o oficiante e a
vítima ao oferecer-se, de uma vez por todas, para resgatar-nos de nossos
pecados (Hb 7.26-28).
3. O
Rei dos reis. Após
a sua ressurreição, e já prestes a subir ao Pai, afirmou: "É-me dado todo
o poder no céu e na terra" (Mt 28.18). Naquele momento, assumia Jesus o
governo não somente do mundo, como de Israel e da Igreja. Ele é o soberano dos
reis da terra (Ap 1.5). É o rei de Israel e cabeça da Igreja (Jo 1.49; Cl 1.18). Como herdeiro
do trono de Davi, assumirá o governo do mundo durante o Milênio, levando as
nações remanescentes à plena obediência (Is 11.1-10; Ap 19.16).
IV. A
MORTE VICÁRIA E A RESSURREIÇÃO DE CRISTO
De forma
enfática asseverou Thomas Brooks: "O sangue de
Cristo é a chave do céu". Afinal, o que seria o Evangelho sem a morte de
Nosso Senhor? Nem Evangelho haveria; ela é a garantia de nossa vida eterna.
1. A morte vicária de Cristo.
O livro de
Hebreus conta que o diabo, que governa o mundo, é o
senhor da morte (Hebreus 2;14). É fácil pensar na morte como um poder demoníaco
que governava o mundo até que Cristo, o único que teve poder para vencer a
morte em favor de todas as pessoas, finalmente a conquistasse. Quando Cristo
morreu, foi enterrado e ressuscitou ao terceiro dia, o poder que a morte tinha
sobre o mundo foi permanentemente quebrado. O Novo Testamento descreve a
vitória de Jesus sobre a morte de várias maneiras. Em Filipenses
2:8 lemos que Jesus foi obediente à morte. Em outra epístola, Paulo diz que "Ele
morreu por todos" como sacrifício pelo pecado de todas as pessoas (II Coríntios 5:15). Pedro descreve
como Jesus desceu ao Hades (lugar da morte) para
conquistá-la (I Pedro 3: 18-19). Sendo o único ser
imortal, Deus é a fonte de toda a vida, e somente podemos viver se tivermos um
relacionamento com Ele. A morte e ressurreição de Cristo proporcionam às
pessoas a oportunidade de restaurar sua comunhão com Deus. "Se alguém está
em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram, eis que se fizeram novas"(II Coríntios 5:17). Todas
as pessoas que estabelecem um compromisso real com Jesus passam imediatamente
da morte para a vida, e todas que obedecem as palavras de Deus terão a vida
eterna.
2. A ressurreição de Jesus.
Mateus
28:1-10 Mas o anjo disse às mulheres: Não temais vós; pois eu sei que buscais a
Jesus, que foi crucificado. Não está aqui, porque ressurgiu,
como ele disse. Vinde, vede o lugar onde jazia; (Mateus 28:5-6)
A
RESSURREIÇÃO DE JESUS É O ALICERCE DA FÉ CRISTÃ. A ressurreição é a chave para
a fé cristã. Porque? (1) Como ele havia prometido, ele
ressurgiu dos mortos. Nós podemos estar confiantes, portanto, que ele cumprirá
tudo que ele prometeu. (2) A ressurreição do corpo nos mostra que o Cristo vivo
é soberano no reino eterno de Deus, não um falso profeta ou impostor. (3) Nós
podemos ter certeza de nossa ressurreição porque ele foi ressuscitado. A morte
não é o fim, existe a vida após a morte. (4) O poder que trouxe Jesus de volta
a vida está disponível para nós trazermos o nosso ser espiritual morto de volta
a vida. (5) A Ressurreição é à base do testemunho da
igreja para o mundo. Jesus é mais que um líder humano, ele é o Filho de Deus.
A
RESSURREIÇÃO É O PONTO DECISIVO DA FÉ CRISTÃ
1 Coríntios 15:1-11 Porque
primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos
pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado; que foi ressuscitado ao
terceiro dia, segundo as Escrituras; (1 Coríntios
15:3-4)
A
RESSURREIÇÃO É O PONTO DECISIVO DA FÉ CRISTÃ
Sempre
haverá pessoas dizendo que Jesus não ressurgiu dos mortos. Paulo nos garante
que muitas pessoas viram Jesus depois de sua ressurreição: Pedro, o discípulo
(os Doze), Mais de quinhentos crentes (a maioria ainda estavam vivos quando
Paulo escreveu isto), Thiago (irmão de Jesus), todos os apóstolos e finalmente
Paulo em si. A
Ressurreição é um fato histórico. Não seja desencorajado por
pessoas que negam a Ressurreição. Seja cheio de esperança, pois um dia todos
virão a prova viva quando Jesus voltar.
Sempre haverá pessoas dizendo que Jesus não ressurgiu dos mortos. Paulo nos
garante que muitas pessoas viram Jesus depois de sua ressurreição: Pedro, o
discípulo (os Doze), Mais de quinhentos crentes (a maioria ainda estavam vivos
quando Paulo escreveu isto), Thiago (irmão de Jesus), todos os apóstolos e
finalmente Paulo em
si. A Ressurreição é um fato histórico. Não seja
desencorajado por pessoas que negam a Ressurreição. Seja cheio de esperança,
pois um dia todos virão a prova viva quando Jesus
voltar.
NOSSA
RESSURREIÇÃO O QUE QUE A
BÍBLIA NOS ENSINA SOBRE A NOSSA RESSURREIÇÃO?
1 Coríntios 15:12-28 Ora, se se prega que Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, como
dizem alguns entre vós que não há ressurreição de mortos?
A NOSSA
RESSURREIÇÃO INCLUI O NOSSO CORPO E A NOSSA ALMA. A maioria
dos gregos não acreditavam que o corpo de uma pessoa poderia ser
ressuscitado depois da morte. Eles viam a vida após a morte como algo só para a
alma. De acordo com filósofos gregos, a alma era a pessoa de verdade presa a um
corpo físico, e na morte a alma era liberta. Não havia imortalidade para o
corpo, mas a alma entrava num estado eterno. O cristianismo, no entanto, afirma
que o corpo e a alma serão unidos depois da ressurreição. A igreja de Corinto
estava no coração da cultura grega, desta maneira, muitos crentes tinham
dificuldade em acreditar na ressurreição do corpo.
NOSSA
RESSURREIÇÃO É CERTA POR CAUSA DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO.
A
ressurreição de Cristo é o centro da fé cristã. Porque Cristo ressuscitou, como
ele havia prometido, nós sabemos que o que ele disse é a verdade – ele é Deus.
Porque ele ressuscitou, nós temos certeza que nossos pecados são perdoados.
Porque ele ressuscitou, ele vivi e nos representa
perante Deus. Porque ele ressuscitou e venceu a morte, sabemos que nós também
ressuscitaremos.
A NOSSA
RESSURREIÇÃO É A NOSSA ÚNICA ESPERANÇA PARA A VIDA ETERNA. Nos dias de Paulo, o
cristianismo levava a pessoa à execução, exclusão da família e, em muitos
casos, a pobreza. Havia pouca vantagem em ser cristão naquela sociedade. O mais
importante, no entanto, é que se Cristo não tivesse ressuscitado, os cristãos
não poderiam ser perdoados pelos seus pecados e não teriam
nenhuma esperança de vida eterna.
CONCLUSÃO
Soube o
apóstolo Paulo sintetizar, de maneira singular a vida de Nosso Senhor em 1 Tm 3.16. "E, sem dúvida
alguma, grande é o mistério da piedade: Aquele que se manifestou em carne foi
justificado em espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo e
recebido acima, na glória".
Esse é o
Cristo que pregamos. Verdadeiro homem e verdadeiro Deus. Somente nEle e através dEle
pode o ser humano obter a vida eterna. Sem Cristo, ninguém chegará a Deus.
Amém.
Esclarecimentos
comentário da revista - Lição 3 - Caramuru Afonso
Francisco - (http://www.escoladominical.com.br/index.asp)
Pessoas
mencionadas no comentário da lição 3 -
J.Blanchard - – John Blanchard é um
teólogo, pregador e escritor britânico, autor de 25(vinte e cinco) livros,
entre os quais “Deus acredita em ateus?”, que foi considerado o melhor livro
evangélico da Grã-Bretanha em 2000. Blanchard faz
parte de um projeto popular de apologética cristã, i.e., de defesa da fé cristã.;
Thomas Brooks (1608-1680) - Pregador e escritor inglês, que se
notabilizou por sua ousadia na pregação, inclusive pregando várias vezes diante
do Parlamento inglês;
Robert Murray M. Cheyne (1813-1843) -
pregador, escritor e pastor presbiteriano escocês, companheiro de Andrew Bonar, que foi citado pelo comentarista na lição 1. Cheyne ficou conhecido como um
homem de grande piedade e como um homem de oração.
QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 3 - JESUS CRISTO, VERDADEIRO HOMEM, E VERDADEIRO DEUS .
TEXTO
ÁUREO
"Lembra-te
de que Jesus Cristo, que é da descendência de Davi, ressuscitou dos mortos, segundo
o meu evangelho"
(2 Tm 2.8).
VERDADE
PRÁTICA:
Verdadeiro
homem e verdadeiro Deus, Jesus Cristo morreu para redimir-nos do pecado,
ressuscitando gloriosamente como Senhor dos senhores e Rei dos reis.
INTRODUÇÃO
Discorrendo
sobre a dupla natureza de Nosso Senhor, escreveu admiravelmente J. Blanchard: "Quando Jesus desceu à
terra não deixou de ser Deus; quando voltou ao céu não deixou de ser
homem".
Se não
crermos em Jesus como verdadeiro homem e verdadeiro Deus, como haveremos de recebêlo como o Nosso Suficiente Salvador? Ver 2 Tm 2.8; Jo
1.14; Fp 2.7,8.
Nesta
lição, entraremos a estudar a Cristologia: o estudo
ordenado e sistemático de Cristo Jesus na Bíblia. Principiando com as profecias
do Antigo Testamento, vai a nossa abordagem até ao triunfo final do Nazareno.
Como não poderemos apresentar uma cristologia
exaustiva, buscaremos expor essa doce e maravilhosa doutrina
~m sua essência.
I. A
ENCARNAÇÃO DO VERBO DE DEUS
A
encarnação do Verbo de Deus não é um mero conceito teológico; é um dos maiores mistérios das Sagradas Escrituras, sem a
qual seria impossível a nossa redenção.
1. O
Verbo de Deus. Abrindo
o seu evangelho, escreve João: "E o Verbo se fez carne e
habitou entre nós, e vimos a sua
glória,
como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade" (Jo 1.14). Deixa o evangelista bem patente que o Filho de
Deus, que se encontrava no seio do Pai, foi concebido pelo Espírito Santo para
habitar entre nós (SI 2.7; Is 7.14; Jo 1.18;3.16).
Por que João denomina-o Verbo de Deus? Sendo Cristo o executivo do Pai, todas
as coisas vieram à existência por intermédio dEle;
sem Ele, nada do que é, existiria.
2. O
esvaziamento de Cristo. Em sua encarnação, o Cristo tornou-se em tudo
semelhante a nós, exceto quanto à natureza pecaminosa e ao pecado (Fp 2.7,8 - ARA).
Esvaziamento:
Do grego ekenosen,
"esvaziar" . Doutrina que trata da
auto-renúncia de Jesus ao assumir a natureza humana, porém, sem deixar de ser
Deus.
Em que
consistiu o auto-esvaziamento de Cristo? Certamente não esvaziara-se
Ele de sua divindade; porquanto, em todo o seu ministério terreno, manteve-a
incólume. Aliás, foi Ele, em seu estado de humilhação, reconhecido como Deus (Jo 1.49; 20.28). Consideremos, ainda, a sua oração
sacerdotal no Getsêmani. Ele não reivindica ao Pai a
sua divindade, porquanto esta lhe é um atributo intrínseco; reivindica, sim,
aquela imarcescível e eterna glória (Jo 17.5).
3. A concepção virginal do Filho de
Deus. Na concepção
do Verbo de Deus, não houve o que se convencionou chamar de nascimento
virginal; o que realmente se deu foi o mistério da concepção virginal, conforme
profetizou Isaías: "Eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e
serão seu nome Emanuel" Os 7.14; Mt
1.25-24; Lc 1.35). Seu nascimento ocorreu em Belém conforme o
registro de Lc 2.3-12.
Maria,
como as demais mulheres, sentiu as dores de parto ao dar à luz a Cristo; e,
Jesus, à nossa semelhança, deixou o ventre materno, natural e não
sobrenaturalmente, ao nascer em Belém de Judá. Portanto,
se o seu nascimento foi natural, a sua concepção, frisamos, foi um ato
miraculoso operado pelo Espírito Santo, conforme registra Lucas 1.30-35.
II. OS
TRÊS OFÍCIOS DE CRISTO
Escreveu
Robert Murray M. Cheyne:
"Se eu pudesse ouvir Cristo intercedendo por mim no quarto ao lado, não
temeria um milhão de inimigos. No entanto, a distância não faz diferença: ele
está intercedendo por mim!". Além de ser o nosso sacerdote é o Senhor
Jesus o esperado profeta e o Rei dos reis. Somente Ele teve condições de
exercer, concomitantemente, os três ofícios sagrados do Antigo Testamento.
1. O
Profeta que havia de vir. Como profeta, Jesus não se limitou a revelar o futuro. Ele ensinou,
repreendeu os soberbos e realizou sinais e maravilhas,
levando a todos a uma singular admiração (Lc 7.16).
Leia Deuteronômio 18.15.
2. O
Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque.
Os sumos sacerdotes, segundo a
ordem de Arão, quando morriam, eram substituídos por seus filhos. O Senhor
Jesus, contudo, porquanto eterno e Pai da eternidade, tem um sacerdócio eterno
(Sl 110.4; Hb 5.6; 7.21).
Morrendo em nosso lugar e por nós, vencendo a morte pela ressurreição,
intercede ininterruptamente pelos que o recebem como Salvador, garantindo-nos,
assim, eterna salvação (Hb 5.9). O que dizer da
oração sacerdotal de Cristo? (Jo 17). Sumo sacerdote,
segundo a ordem de Melquisedeque, foi o Senhor Jesus,
no sacrifício vicário do Gólgota, o oficiante e a
vítima ao oferecer-se, de uma vez por todas, para resgatar-nos de nossos
pecados (Hb 7.26-28).
3. O
Rei dos reis. Após
a sua ressurreição, e já prestes a subir ao Pai, afirmou: "É-me dado todo
o poder no céu e na terra" (Mt 28.18). Naquele momento, assumia Jesus o
governo não somente do mundo, como de Israel e da Igreja. Ele é o soberano dos
reis da terra (Ap 1.5). É o rei de Israel e cabeça da Igreja (Jo 1.49; Cl 1.18). Como herdeiro
do trono de Davi, assumirá o governo do mundo durante o Milênio, levando as
nações remanescentes à plena obediência (Is 11.1-10; Ap 19.16).
IV. A
MORTE VICÁRIA E A RESSURREIÇÃO DE CRISTO
De forma
enfática asseverou Thomas Brooks: "O sangue de
Cristo é a chave do céu". Afinal, o que seria o Evangelho sem a morte de
Nosso Senhor? Nem Evangelho haveria; ela é a garantia de nossa vida eterna.
1. A morte vicária de Cristo.
Jesus não morreu na cruz como
se fora um mártir; Ele morreu vicariamente como o único e suficiente Salvador
da humanidade, a fim de garantir-nos a salvação:
"Porque
primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos
pecados, segundo as Escrituras" (1 Co 15.3). A morte de Cristo é assim descrita pelo
evangelista: "E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai,
nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isso,
expirou" (Lc 23.46). Quem, assim, atesta a more
de Nosso Senhor é o evangelista Lucas, o médico amado. Jesus, portanto, não
sofreu um desmaio como salientam os inimigos da fé; Ele, de fato, morreu e foi
sepultado.
2. A ressurreição de Jesus. A ressurreição de Cristo é a
principal doutrina do Novo Testamento. Ao expor o seu fato e historicidade,
afirmou Paulo: "E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação,
e também é vã a vossa fé" (1 Co
15.14). Diante do exposto pelo apóstolo, ousamos afirmar: A ressurreição de
Jesus foi completa e não meramente espiritual. Sua ressurreição física pode ser
amplamente demonstrada (Jo 20.24-28).
Em 1 Coríntios 15, conhecido como o
grande capítulo da ressurreição, afiança Paulo que o Senhor ressurreto,
além de ser visto pelos 12 e por mais alguns discípulos, foi contemplado por
mais de quinhentos irmãos. E o testemunho dos guardas romanos? E a comprovação
dos próprios inimigos do Senhor que, contrariados, viram-se constrangidos a
admitir o fato da ressurreição se bem que, em seguida, urdiram a grande
mentira? (Mt 28.11-15).
CONCLUSÃO
Soube o
apóstolo Paulo sintetizar, de maneira singular a vida de Nosso Senhor em 1 Tm 3.16. "E, sem dúvida
alguma, grande é o mistério da piedade: Aquele que se manifestou em carne foi
justificado em espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo e
recebido acima, na glória".
Esse é o
Cristo que pregamos. Verdadeiro homem e verdadeiro Deus. Somente nEle e através dEle
pode o ser humano obter a vida eterna. Sem Cristo, ninguém chegará a Deus.
Amém.
Ajuda - www.cpad.com.br
Bíblia Ilúmina
Colaboração do Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva.
|