Lição 4 - O cristão e o aborto


Estudos:

- Aborto: os dois pontos cruciais

- Aborto: uma perspectiva bíblica
- O aborto
- O aborto segundo a Bíblia
- O que a Bíblia diz sobre o aborto?
- Há fundamentação bíblica nas teses contra o aborto?
- A Lei do Velho Testamento Autorizou o Aborto?
- Os fatos sobre o aborto
- O que a Bíblia diz sobre o aborto?
- Qual a visão cristã sobre o aborto?
- Há justificativa para o aborto?
- Há alguma opção para o aborto?
- Aborto: uma perspectiva bíblica
- O Aborto - a injustiça legalizada
- El aborto e la Bíblia

Livros:

- Os fatos sobre o Aborto - John Ankerberg, John Weldon - Chamada da Meia-Noite

- Bioética - Um Guia para os Cristão - Gilbert Meilaender - Editora Vida Nova

Complemento:

Questionário Questionário da lição - Colaboração de Alexandre Sancho

Jr 1.5 Antes que eu te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre te santifiquei; às nações te dei por profeta.

***Antigamente o Diabo usava espadas para matar crianças (tempo do nascimento de Moisés e de Jesus), hoje usa anticoncepcionais e outros métodos mais sofisticados, porém métodos assassinos, como o aborto.

ANTES QUE EU TE FORMASSE... TE SANTIFIQUEI. Antes de Jeremias nascer, Deus já havia determinado que ele seria profeta. Assim como Deus tinha um plano para a vida de Jeremias, Ele também tem um para cada pessoa. Seu alvo é que o crente viva segundo a sua vontade e deixe que Ele cumpra seu plano em sua vida. Assim como no caso de Jeremias, viver segundo o plano de Deus pode significar sofrimento; porém Deus sempre opera visando o melhor para nós (ver Rm 8.28 nota).

Quantos pregadores do evangelho deixaram ou foram impedidos de nascer? Arrependei-vos, é a mensagem de DEUS.

VEJA OPINIÃO DE VÁRIAS SEITAS E IGREJAS SOBRE O ABORTO EM:

http://www.edeus.org/port/Perg13RElBR.htm

TEXTO ÁUREO:

“Pois possuíste o meu interior; entreteceste-me no ventre de minha mãe. Eu te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem” (Sl 139.13,14,16).

139.13 ENTRETECESTE-ME NO VENTRE DE MINHA MÃE. Deus rege de modo criador e ativo o desenvolvimento da vida humana. Ele pessoalmente zela pela criancinha desde o momento da sua concepção. Sua atenção por um feto compreende um plano para a sua vida (ver a nota seguinte). Por essa razão, Deus tem o aborto de um nascituro como homicídio (ver Êx 21.22,23 nota).
139.16 NO TEU LIVRO TODAS ESTAS COISAS FORAM ESCRITAS. Deus não nos traz à esta vida sem um propósito.

Provavelmente, a declaração sobre os dias que nos estão determinados refira-se ao nosso tempo de vida na terra, geralmente setenta ou oitenta anos (ver Sl 90.10), embora uma pessoa possa morrer antes disso (ver 55.23; Jó 22.16; Pv 10.27; Ec 7.17).

(2) O tempo mencionado neste salmo refere-se não somente aos dias de uma pessoa, mas também ao plano de Deus para nossa vida como um todo. No seu plano, Deus não está querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se (2 Pe 3.9; cf. 1 Tm 2.4). Portanto, a intenção de Deus é que aceitemos Jesus como nosso Senhor e Salvador e façamos a sua vontade numa vida dedicada a seu serviço.

VERDADE PRÁTICA:

Diante do valor da vida humana, concedida por Deus, no ventre materno, o aborto provocado é um crime praticado contra uma vida inocente e indefesa.

LEITURA DIÁRIA:

Segunda Gn 2.7 Deus soprou o fôlego da vida = E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.
ALMA VIVENTE. A outorga da vida aos seres humanos é descrita como o resultado de um ato -especial de Deus, para distingui-la da criação de todos os demais seres vivos. Deus comunicou de modo específico a vida e o fôlego ao primeiro homem, e assim evidenciou que a vida humana está num nível acima de todas as outras formas de vida, e que pertence a uma categoria à parte, e há uma relação ímpar entre a vida divina e a humana (1.26,27). Deus é a fonte suprema da vida humana.

Terça Gn 9.5 Deus requer a vida do homem = E certamente requererei o vosso sangue, o sangue da vossa vida; da mão de todo animal o requererei, como também da mão do homem e da mão do irmão de cada um requererei a vida do homem.
QUEM DERRAMAR O SANGUE DO HOMEM, PELO HOMEM O SEU SANGUE SERÁ DERRAMADO. Por causa do apelo à violência e ao derramamento de sangue que surge no coração humano (cf. 6.11; 8.21), Deus procurou salvaguardar a intocabilidade da vida humana, reprimindo o homicídio na sociedade. Ele assim fez, de duas maneiras: (1) Acentuou o fato de
que o ser humano foi criado à imagem de Deus (1.26), e assim sua vida é sagrada aos seus olhos; (2) instituiu a pena de morte, ordenando que todo homicida seja castigado com a morte (cf. Êx 21.12,14; 22.2; Nm 35.31; Dt 19.1-13; ver Rm 13.4 nota). A autoridade para o governo usar a espada , i.e., a pena de morte, é reafirmada no NT (At 25.11; Rm 13.4; Mt 26.52).

Quarta Jó 33.4 Deus dá a vida = O Espírito de Deus me fez; e a inspiração do Todo-Poderoso me deu vida.
Gn 2.7 ALMA VIVENTE. A outorga da vida aos seres humanos é descrita como o resultado de um ato -especial de Deus, para distingui-la da criação de todos os demais seres vivos. Deus comunicou de modo específico a vida e o fôlego ao primeiro homem, e assim evidenciou que a vida humana está num nível acima de todas as outras formas de vida, e que pertence a uma categoria à parte, e há uma relação ímpar entre a vida divina e a humana (1.26,27). Deus é a fonte suprema da vida humana.

Quinta Êx 20.13 Não matarás

NÃO MATARÁS. O sexto mandamento proíbe o homicídio deliberado, intencional, ilícito. Deus ordena a pena de morte para a violação desse mandamento (ver Gn 9.6 nota). O NT condena, não somente o homicídio mas também o ódio, que leva alguém a desejar a morte de outrem (1 Jo 3.15), bem como qualquer outra ação ou influência maléfica que cause a morte espiritual de alguém (ver Mt 5.22 nota; 18.6 nota).

Sexta Dt 32.39 Deus mata e faz viver = Vede, agora, que eu, eu o sou, e mais nenhum deus comigo; eu mato e eu faço viver; eu firo e eu saro; e ninguém há que escape da minha mão.
Os 6.1 E NOS SARARÁ. Noutro chamado ao arrependimento, Oséias garante que Deus, embora julgue o pecado, deseja curar e restaurar o seu povo.

Sábado Mt 2.16 A matança dos inocentes = Então, Herodes, vendo que tinha sido iludido pelos magos, irritou-se muito e mandou matar todos os meninos que havia em Belém e em todos os seus contornos, de dois anos para baixo, segundo o tempo que diligentemente inquirira dos magos.
MANDOU MATAR TODOS OS MENINOS. Belém, com seus arrebaldes, não era grande. Provavelmente continha entre mil e dois mil habitantes; neste caso, o número de meninos mortos seria cerca de vinte.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:

ÊXODO 21.22,23 = Se alguns homens pelejarem, e ferirem uma mulher grávida, e forem causa de que aborte, porém se não houver morte, certamente aquele que feriu será multado conforme o que lhe impuser o marido da mulher e pagará diante dos juízes. Mas, se houver morte, então, darás vida por vida,
(Comentários abaixo em o aborto na Bíblia).

JÓ 3.16 = ou, como aborto oculto, não existiria; como as crianças que nunca viram a luz.

SALMOS 139.13,14 = Pois possuíste o meu interior; entreteceste-me no ventre de minha mãe. Eu te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.

(Comentários acima no texto áureo)

OBJETIVOS:

Identificar os tipos de aborto e suas implicações éticas para o cristão.


Reafirmar que o embrião, mesmo sem ser uma pessoa completa, não é subumano, é uma pessoa em formação, em potencial.

INTRODUÇÃO

Só no Brasil, a Organização Mundial de Saúde calcula que houve 5 milhões de abortos.

I. O TERMO ABORTO E A VISÃO BÍBLICA

1. Significado.


2. O aborto na Bíblia.

Êxodo 21:22 Se alguns homens pelejarem, e ferirem uma mulher grávida, e forem causa de que aborte, porém se não houver morte, certamente aquele que feriu será multado conforme o que lhe impuser o marido da mulher e pagará diante dos juízes.

E FOREM CAUSA DE QUE ABORTE. Deus, além de exigir a proteção de pessoas viventes, também exigia a proteção de crianças ainda por nascer.

(1) O versículo 21 refere-se a uma mulher dando à luz a uma criança prematura por causa de violência cometida contra a gestante. Se isso acontecesse, quem causasse o aborto tinha que pagar uma multa.

(2) Se houvesse lesões graves na mãe ou no filho, o culpado tinha que pagar segundo a lei da retaliação. Note que se a violência causasse a morte da mãe ou do filho, o transgressor seria réu de homicídio e teria que pagar com a própria vida (v. 23). Noutras palavras, o nascituro é considerado nesse texto bíblico como um ser humano: provocar a morte desse feto é considerado assassinato.

(3) Note que essa é a única circunstância em que a lei exige a pena de morte por homicídio acidental (Dt 19.4-10). O princípio está claro: Deus procura proteger aqueles que têm menos condições de se protegerem (i.e., os que ainda estão por nascer).

Êxodo 23:26 Não haverá alguma que aborte, nem estéril na tua terra; o número dos teus dias cumprirei.

O aborto é muitas vezes considerado uma maldição.

Deus vinculou a remoção das enfermidades entre o seu povo, à sincera devoção desse povo a Ele. Ao mesmo tempo, esse povo devia manter-se separado da impiedade ao seu redor. No entanto, não devemos partir do pressuposto de que a doença de determinado indivíduo é uma evidência certeira de que ele conformou-se ao curso iníquo deste mundo. Esse trecho, de fato, sugere que o mundanismo do povo de Deus, como um todo, fará com que Ele retire desse mesmo povo parte da sua bênção e poder. Neste caso, até os justos entre o povo crente em geral, serão afetados (1 Co 12.26).


II. O FETO EM SEU COMEÇO É UMA PESSOA

1. A infusão da alma no ser gerado.


2. O exemplo de João Batista e de Jesus.


3. O embrião é uma pessoa.


III. TIPOS DE ABORTO E SUAS IMPLICAÇÕES ÉTICAS PARA O CRISTÃO

1. Aborto natural.


2. Aborto acidental.


3. Aborto por razões eugênicas.


4.
Se você conhecesse uma mulher que está na nona gravidez, dos oito filhos, três são surdos, dois são cegos, um é retardado mental, e ainda, ela tem sífilis, o marido é um alcoólatra e espanca os filhos, com grandes probabilidades de que este filho que espera seja também surdo, provavelmente setenta por cento destes filhos vão morrer antes de completarem a idade adulta; você recomendaria que ela fizesse um aborto?

A) Sim B) Não

Resposta da pergunta :
Se você respondeu que sim, você acaba de matar Beethoven, o maior gênio musical da história da humanidade.

http://www.escolainternacional.com.br/Portugues/FeiraCiencias/beethoven.htm


CONCLUSÃO:
Com exceção do caso em que a vida do bebê não foi totalmente desenvolvida, constitui-se uma ameaça de morte para a vida plenamente desenvolvida da mãe, não há motivo justificável à luz da Bíblia para a realização do abortamento.

QUESTIONÁRIO:
1. Cite os tipos de aborto descritos na lição:
R. Natural, acidental e por razões eugênicas.
2. Quando o ser humano, no útero, passa a ter alma e espírito?
R. Desde a concepção, cremos que o bebê não só tem vida, mas tem a alma e o espírito (ver Zc 12,1b).
3. Descreva as causas que implicam no aborto natural:
R. Insuficiente vitalidade do espermatozóide, afecções da placenta, infecções sangüíneas, inflamações uterinas, grave exaustão, diabetes etc.
4. Como se posiciona o cristão diante do aborto chamado natural?
R. Não há incriminação bíblica quanto a esse caso, pois, não havendo pecado, não há condenação.
5. Qual a penalidade para quem ferisse uma mulher grávida no Antigo Testamento?
R. O causador do aborto teria que pagar uma indenização.

ESTUDOS AFINS:

UMA ÉTICA DO ABORTO
O controle da natalidade é essencialmente uma tentativa para prevenir que mais vida ocorra. O aborto é uma tentativa de tirar uma vida depois dela ter começado a desenvolver-se, o que é uma questão muito mais séria. O controle da natalidade não é o assassinato (i.e., tirar uma vida humana), mas o que se diz acerca do aborto? É assassinato? O que a Bíblia tem a dizer sobre este assunto?

A. O Aborto Não É Necessariamente Assassinato

A única coisa clara que as Escrituras indicam a respeito do aborto é que ele não é a mesma coisa que o assassinato. Quando, pois, um aborto natural era precipitado por uma briga, a pessoa culpada não era acusada de assassinato.
1. Um Nenê não Nascido Não É Plenamente Humano — Conforme a lei de Moisés, matar um Nenê não nascido não era considerado um delito capital. "Se homens brigarem, e ferirem mulher grávida, e forem causa de que aborte, porém sem maior dano, será obrigado a indenizar. . . " (Êx 21:22). No caso de matar um nené, uma criança,8 ou adulto era exigida mais do que uma indenização - exigia-se a vida do assassino (Êx 21: 22). Aparentemente, o Nenê não nascido não era considerado plenamente humano e, portanto, causar sua morte não era considerado assassinato (i.e., tirar uma vida humana inocente).

2. Um Nenê Não Nascido Não É Sub-Humano — Se um embrião não é plenamente humano, o que é, então? É sub-humano? Pode ser tratado como um apêndice — uma extensão descartável do corpo da mãe? A resposta a isto é "Não." Um Nenê não nascido é uma obra de Deus que aumenta enquanto se desenvolve. O salmista escreveu: "Pois tu formaste o meu interior, tu me teceste no seio de minha mãe. . . as tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem; os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado, e entretecido como nas profundezas da terra" (SI 139:13-15). Talvez não se deva dar ênfase demasiada a esta descrição poética de um embrião, mas parece razoável concluir que há uma grande diferença entre um Nenê não nascido e um apêndice. O primeiro pode tornar-se um ser humano completo, o outro não pode.9 O embrião humano é potencialmente um ser humano, e um apêndice não o é. Há uma vasta diferença entre o que se pode desenvolver até ser um Beethoven ou um Einstein, e um apêndice da anatomia humana. O primeiro tem diante dele a imortalidade na imagem e semelhança de Deus; o último é meramente um tecido descartável do corpo humano. Realmente, Cristo foi o Deus-homem a partir da concepção (Lc l :31,32).
B. O Aborto É Uma Atividade Muito Séria
O aborto não é o assassinato, mas é uma atividade muito séria. O aborto artificial é um processo iniciado por pessoas, mediante o qual se tira uma vida humana em potencial. O aborto é uma questão muito mais séria do que o controle dá natalidade, que meramente previne uma vida humana de ocorrer.
1. O Aborto É Menos Sério do que o Assassinato — O assassinato é uma atividade, iniciada pelo homem, de tirar uma vida humana real. O aborto artificial é um processo iniciado pelo homem, que resulta em tirar uma vida humana em potencial. Semelhante aborto não é assassinato, porque o embrião não é plenamente humano — é uma pessoa subdesenvolvida. Mediante o aborto, a vida humana é destruída antes de brotar (supondo que o nascimento inicia a brotação). Se uma vida há de ser freada, é óbvio que é melhor que seja freada antes de realmente começar. Mas a pergunta é esta: uma vida humana deve, em qualquer ocasião, ser freada antes de realmente ter uma oportunidade para começar?
2. O Aborto É Mais Sério do que o Controle da Natalidade — O controle da natalidade não é essencialmente errado, porque meramente previne alguma vida de ocorrer. O aborto, do outro lado, tira uma vida subdesenvolvida depois dela ter ocorrido. Visto que Deus é o Autor da vida, é uma coisa séria esmagar uma vida que Ele permitiu iniciar-se. A pessoa
precisa ter uma boa razão para extinguir aquilo que Deus acendeu. O embrião humano se desenvolverá (todas as condições sendo normais) numa pessoa imortal. Apagar aquilo que poderia tornar-se um ser humano não é um ato amoral. Há implicações sérias no ato de um homem que golpeia um ato de Deus, o de dar inicio a uma vida.
Ao gerar filhos, os pais estão servindo como canal mediante o qual Deus pode criar vida. É errado, naturalmente, bloquear o canal completamente, de modo que nenhuma vida possa passar (como no controle completo da natalidade da raça inteira). Mas não é necessariamente mau limitar a quantidade ou tipo de fluxo através do canal (como no controle da natalidade apropriado). Mesmo assim, uma vez que o fluxo da vida começou, pode ser marcantemente errado apagá-lo sem lhe dar a mínima chance de desenvolver-se. A concepção é um argumento, à primeira vista, de dar à pessoa ainda não desenvolvida uma oportunidade de desenvolver-se. A pessoa deve ter algum dever moral superior que exija o aborto antes dela lhe dar inicio.
C. Quando o Aborto Ë Justificado
O aborto não é nem o assassinato de uma pessoa humana, nem uma mera operação ou ejeção de um apêndice do corpo feminino. É uma responsabilidade séria tirar a vida de um ser humano em potencial. As únicas circunstâncias moralmente justificáveis para o aborto são aquelas em que há um principio moral superior que possa ser cumprido.
l. O Aborto por Razões Terapêuticas — Quando é um caso nítido de, ou tirar a vida do Nenê não nascido, ou deixar a mãe morrer, exige-se o aborto. Uma vida real (a mãe) é de maior valor intrínseco do que uma vida potencial ( Nenê não nascido).10 A mãe é um ser humano plenamente desenvolvido; o Nenê é um ser humano não-desen volvido.11 E um ser humano realmente desenvolvido é melhor do que um que tem o potencial para a plena humanidade, mas ainda não se desenvolveu. Ser plenamente humano é um valor superior à mera possibilidade de tomar-se plenamente humano. Porque o que é tem mais valor do que o que pode ser. Assim como a flor tem mais valor do que a semente que germina (uma flor em potencial), assim também a mãe tem mais valor do que o embrião. Ela já é um sujeito maduro, livre e autônomo, ao passo que o Nenê não nascido somente tem o potencial para se tomar tal. Pode ser levantada aqui a questão de se alguns seres humanos em potencial são mais valiosos do que alguns seres humanos reais. O que acontece se o Nenê não nascido ficará sendo um Albert Schweitzer e a mãe é uma indigente? O que acontece se a mãe é uma meretriz e o Nenê não nascido acabará sendo um missionário? Podemos ser tentados a concordar que uma vida humana potencialmente boa é melhor do que uma vida humana realmente má, se pudéssemos ter certeza de antemão que o Nenê acabaria sendo bom. Mas isto exigiria um tipo de onisciência que somente Deus possui. Logo, somente Deus poderia fazer uma decisão baseada num conhecimento completo do fim ou dos resultados. Ou seja: somente Deus poderia usar eficazmente um cálculo utilitarista.12 Os homens finitos devem contentar-se com as conseqüências imediatas, baseadas nos valores intrínsecos, conforme os vêem.
Nesta base, uma vida real (quer seja má, quer não) é de mais valor do que uma vida em potencial. Além disto, Deus não julga o valor de uma vida individual por aquilo que um homem faz com ela (seja o bem, seja o mal), mas, sim, por aquilo que ela é. Jesus amava Judas ainda que soubesse que Judas se tomaria infalivelmente mau com sua traição. Uma vida humana tem valor como tal, porque é feita à imagem de Deus — tem perfeições e poderes conforme Deus tem, quer .sejam usados para glorificar a Deus, quer não. Daí", quando a escolha está sendo feita entre a mãe má e um embrião potencialmente bom, deve-se preferir aquela a este, por motivos do valor intrínseco, não de valor pragmático. Se alguém fosse levar ao fim a lógica que os homens bons são melhores do que os maus, poder-se-ia justificar um sem número de desumanidades a criminosos e assim chamados "elementos inferiores" da raça. Os homens que praticam aios maus não são, por isso, intrinsecamente maus. Seu valor intrínseco como seres humanos não deve ser julgado pêlos atos extrínsecos que tenham realizado. Não devem ser julgados simplesmente com base em quanto bem fazem para outros, mas, sim, para o bem que são como criaturas de Deus. Logo, o valor intrínseco maior de uma mãe não deve ser determinado por aquilo que ela faz, mas, sim, por aquilo que ela é. E a humanidade real da mãe é de maior valor do que o potencial do Nenê não nascido.
2. O Aborto por Razões Eugênicas — O que se diz de abortos por razões eugênicas? É certo em qualquer hipótese tirar a vida de um embrião porque nascerá deformado, retardado, ou sub-humano? Neste caso, mais uma vez, é necessário proceder com cuidado. Sempre é uma coisa séria tirar a vida de um ser humano em potencial. Sempre deve haver uma razão moral superior para apagar uma vida antes de desabrochar.
Há várias razões eugênicas pelas quais abortos têm sido recomendados por alguns, tais como o mongolismo, outros por deformações devidas à talidomida ou drogas semelhantes, e alguns, por retardamento ou outras deformidades devidas ao sarampo, ou a outras causas. Estes são motivos legítimos para um aborto? Os cristãos diferem entre suas respostas a estas situações. No entanto, do ponto de vista da ética hierárquica o princípio básico é o seguinte: o aborto eugênico é requerido somente quando as indicações claras são que a vida será sub-humana, e não simplesmente porque talvez venha a ser uma pessoa deformada. Talvez o mongolismo seja um motivo justificável para o aborto, mas a talidomida não é. Seres humanos deformados e até mesmos seres humanos retardados ainda são humanos. Os defeitos não destroem a humanidade da pessoa. Na realidade, freqüentemente ressaltam as características verdadeiramente humanas tanto nos defeituosos quanto naqueles que trabalham com eles. Outro fator às vezes olvidado na questão de se um embrião deve ter licença para viver: é o direito do não nascido. O feto potencialmente humano tem um direito moral à vida, mesmo que a vida venha a ser dalguma maneira defeituosa? Como é que as crianças e os adultos mutilados e retardados se sentem acerca da questão de outra pessoa decidir seu destino antes de nascerem? A resposta parece clara: uma vida humana, defeituosa ou não, vale a pena ser vivida, e qualquer pessoa que toma sobre si o resolver de antemão, em prol doutrem, que a vida deste não deve receber a oportunidade de desenvolver-se está ocupada num ato ético sério.
3. O Aborto na Concepção Sem Consentimento — Uma mãe deve ser forçada a dar à luz uma criança concebida pelo estupro? Há uma obrigação moral de gerar uma criança sem consentimento? Isto levanta a questão inteira do dever moral da maternidade. Alguém pode ser forçada a ser uma mãe contra sua vontade? Sua madre é mero utensílio para a tirania das forças externas da vida? Esta é uma pergunta delicada, mas parece que envolve uma resposta delicada. O nascimento não é moralmente necessitado sem o consentimento. Nenhuma mulher deve ser forçada a levar na madre uma criança que ela não consentiu em ter relações sexuais.13 Uma intrusão violenta na madre de uma mulher não traz consigo um direito moral de nascimento para o embrião. A mãe tem o direito de recusar que o corpo dele seja usado como objeto da intrusão sexual. A violação da sua honra e personalidade foi mal suficiente sem piorar sua triste situação ao ainda forçar sobre ela uma criança indesejada. Mas o que se diz do direito de a criança nascer a despeito do modo maligno segundo o qual foi concebida? Neste caso o direito da vida potencial (o embrião) é eclipsado pelo direito da vida real da mãe. Os direitos ávida, à saúde, e à autodeterminação — i.e., os direitos à personalidade — da mãe plenamente humana tomam precedência sobre o direito do embrião potencialmente humano. Uma pessoa potencialmente humana não recebe um direito de nascimento mediante a violação de uma pessoa plenamente humana, a não ser que seu consentimento seja dado subseqüentemente.
4. O Aborto na Concepção mediante o Incesto — A concepção incestuosa pode envolver o estupro e as conseqüências eugênicas e, portanto, pode providenciar uma base ainda mais firme para um aborto justificável. Por qualquer dos motivos isoladamente, parece que nenhuma obrigação moral possa ser imposta sobre uma moça para levar a termo sua gravidez incestuosa. Sua personalidade foi violada e a personalidade potencial do nenê não nascido pode ser seriamente danificada por defeitos eugênicos também. Alguns males devem ser extirpados pela raiz. Deixar um mal desabrochar em nome de um bem em potencial (o embrião) parece um modo insuficiente de lidar com o mal, especialmente quando o bem em potencial (o embrião) pode acabar sendo outra forma do mal. O incesto pode ser errado nos dois lados: na concepção e nas suas conseqüências.
D. Quando o Aborto Não É Justificável

Agora que algumas das circunstâncias segundo as quais um aborto pode ser exigido foram discutidas, as situações nas quais não é certo devem ser discutidas. Como regra geral, o aborto não é justificado. Somente sob a pressão de uma responsabilidade ética sobrepujante, tais como aquelas que foram discutidas supra, é justificável em qualquer hipótese.
Como regra geral, o aborto é errado, e a lista que se segue dá alguns exemplos específicos para ilustrar a regra de que o aborto, como tal é errado a não ser que seja realizado visando um principio ético superior
1. O Aborto Não É Justificável Depois da Viabilidade — A primeira consideração a ser feita, e a mais básica, é que nenhum aborto é justificável, como tal, depois do feto se tomar viável, i.e., depois do nascimento ser possível. Nesta altura, já não seria sequer uma questão de aborto (i.e., tirar uma vida potencialmente humana) mas, sim, matar uma vida humana real. Tirar a vida de um feto viável sem justificação ética superior seria assassinato. Deste a concepção e no decurso das oito primeiras semanas, o não nascido é chamado um embrião. A partir deste tempo, é chamado um feto. A partir de cerca de seis meses, é possível dar à luz um Nenê que pode viver e respirar sozinho, e que pode desenvolver-se num ser humano maduro. Qualquer aborto justificável que deve ser realizado, deve ocorrer antes deste ponto de viabilidade, para ser qualificado como aborto. A partir deste ponto, qualquer ato alegadamente justificável de tirar a vida teria de ser classificado como eutanásia, que é uma questão ética ainda mais séria.14 Na realidade, desde a concepção o não nascido tem valor emergente à medida em que se desenvolve. Agora sabe-se que o não nascido recebe a totalidade da sua potencialidade genética, RNA e DNA, na ocasião da concepção. Já no fim de quatro semanas um sistema cardiovascular incipiente começa a funcionar. Com oito semanas, a atividade elétrica do cérebro pode ser lida, e a maioria das formações dos órgãos essenciais estão presentes. E dentro de dez semanas o feto é capaz de movimento espontâneo.15 Em muitos estados, a lei requer uma certidão de nascimento para um feto de vinte semanas. Com isso fica evidente que cada ponto de progresso realiza um valor aumentado até que, finalmente, o pleno valor humano é atingido.
2. O Aborto Por Causa de Crianças Não Desejadas Não É Justificável — O simples fato de que uma mãe não deseja o Nenê não é motivo suficiente para apagar uma vida humana em potencial. Os caprichos ou desejos pessoais de uma mãe não tomam precedência sobre o valor do embrião ou do seu direito de viver. O princípio articulado por Fletcher na sua ética situacional de que nenhum Nenê não planejado ou não desejado deve nascer, em qualquer hipótese, está certamente errado. Entre outras coisas, se for assim, então provavelmente boa parte (senão a maioria) da raça humana nunca teria nascido. O não nascido tem um direito à vida, quer sua vida tenha sido humanamente planejada ou desejada naquela ocasião, quer nío. Além disto, muitos filhos que não eram desejados inicialmente vieram a ser benquistos, ou pêlos seus pais, ou por outra pessoa. Por que a criança "não planejada" não pode receber a oportunidade de nascer e de ser amada por alguém?
Além disto, a questão moral básica não tem a ver com se o Nenê foi desejado ou não, mas se foi determinado ou não. Os homens não desejam necessariamente muitas coisas que determinam. Logo, são responsáveis por estes atos. O bêbado não deseja uma ressaca, embora tenha determinado que ficaria bêbado. A indisposição de aceitar a responsabilidade moral
das escolhas da pessoa não diminui a responsabilidade por elas. Noutras palavras, se alguém consentir em ter relações deve aceitar as conseqüências que advêm das relações, viz., a geração de filhos. Quando não houver consentimento às relações, como no caso do estupro, a questão é outra, conforme foi indicado supra. Mas quando alguém escolhe ter relações ou
consente nelas, está implicitamente consentindo em ter filhos. Visto que o casamento é consentimento automático para ter relações sexuais (l Co 7:3ss), segue-se que os filhos concebidos são automaticamente determinados, quer sejam desejados, quer não. E visto que até mesmo o meretrício é um casamento aos olhos de Deus (l Co 6:16), logo, os filhos que nascem da fornicação também são determinados, quer sejam desejados, quer não. Em síntese, qualquer filho nascido das relações sexuais, entre partes que consentem, é implicitamente determinado, e, como tal, tem o direito de viver. O aborto não resolve o problema dos filhos não desejados; pelo contrário, complica o problema. Dois erros não perfazem um acerto.
3. O Aborto para o Controle da População Não É Justificável — Outro abuso contemporâneo do aborto é um tipo de método de controle de natalidade "depois do fato". Em ermos francos: uma vez que a concepção ocorreu, é tarde demais para resolver que não deveria ter sido feito. Há algumas decisões morais na vida que levam a uma só direção, e as dações sexuais que levam à concepção é uma delas. Quando um homem resolve pular do alto de um penhasco, é tarde demais mudar de opinião quando está no ar, a caminho para baixo. Semelhantemente, quando um homem resolve ter relações sexuais que possam resultam na procriação, é tarde demais decidir que não quer a criança depois de ter ocorrido a concepção. O ponto da moralidade estava no consentimento às relações. Tirar uma vida em potencial não é moralmente justificável, simplesmente porque a pessoa não quer sofrer as conseqüências sociais ou físicas que advém das suas próprias escolhas livres. Há meios eficazes do controle de natalidade, sem chegar-se ao aborto. Dispositivos intraceptivos têm sido aperfeiçoados ao ponto de garantirem virtualmente que a concepção não ocorrerá. A esterilização é garantida como me'todo de controle populacional. Realmente, em vista destes não há necessidade alguma de dar-se ao uso moralmente injustificável do aborto para controlar a população.

4.0 Aborto por causa de Deformação Prevista Não É Justificável — O argumento em prol do aborto pela razão da deformidade prevista é insuficiente. Em primeiro lugar, a porcentagem de possibilidade de deformidade não é tão alta como às vezes é antecipada. Por exemplo, quase metade dos nenês que nascem com defeitos os têm em grau menor, que não precisam de tratamento médico algum. Dos defeitos sérios, metade não se tornam aparentes a não ser depois do nascimento, o que é tarde demais para um aborto. Além disto, em cerca de metade dos casos em que as crianças nascem com defeitos sérios, o defeito pode ser corrigido ou compensado de modo satisfatório mediante operações ou ajudas artificiais. Mesmo no caso da rubéola, há uma chance de 80-85 por cento de nascer uma criança normal, se a mãe foi afetada pela enfermidade depois do primeiro mês.16 A segunda razão, e a mais básica, contra o aborto em razão da mera deformidade, é que uma criança deformada é plenamente humana e capaz de relacionamentos interpessoais. A deformidade normalmente não destrói a humanidade da pessoa. Logo, o aborto artificial de um feto deformado, mesmo nos poucos casos em que isto possa ser sabido com certeza de antemão, é tirar o que pode tornar-se uma vida plenamente humana. Os defeituosos são humanos e têm o direito de viver. O aborto impede de antemão este direito.
E. Algumas Áreas Problemáticas

Os exemplos supra de abortos justificáveis e injustificáveis não esgotam os possíveis casos problemáticos. O que se diz da mãe cuja própria saúde mental, e, como conseqüência, sua capacidade de cuidar dos seus demais filhos, é seriamente ameaçada por outra gravidez? Sem declarar os fatos específicos de um determinado caso deste tipo, bastará dizer que a decisão deve ser baseada no valor mais alto que, segundo razoavelmente se pode esperar, será realizado por um determinado curso de ação. O que deve ser prevenido é o empreendimento precipitado de um aborto com base em possibilidades alegadas, porém incertas, de conseqüências físicas e psicológicas que talvez nunca se concretizem. Outra área problemática e' se ô aborto seria aplicável no caso de uma moça jovem que ficou grávida mediante a experimentação do sexo sem entender realmente o que poderia acontecer. Se a moça foi forçada por um homem de mais idade, que sabia o que estava fazendo, trata-se de concepção pelo estupro, e o aborto é legítimo. Se houver consentimento, mas com ignorância das circunstâncias, neste caso é uma questão aberta que terá de ser decidida tendo em vista os valores mais altos da situação total. O aborto é concebível em tal caso. Todos os fatos devem ser pesados na balança, e o valor superior procurado. O problema não é basicamente moral — i.e., de saber qual é o valor superior mas, sim, um problema de fatos, i.e., determinar como matéria de fato qual modo de ação realizará este valor mais alto.

F. O Aborto Pode Ser Justificado Segundo o Princípio da Qualidade da Vida?

As vezes é argumentado que o aborto de seres humanos imperfeitos e deformados pode ser justificado pelo motivo de que a Bíblia ressalta a qualidade da vida e não a mera quantidade. Logo, qualquer poda que seja necessária para melhorar a raça realmente está de acordo com a intenção de Deus. Por que ter um filho deformado quando um filho sadio pode ser produzido na ocasião seguinte? E tendo em vista a crise populacional, para que trazer ao mundo crianças imperfeitas quando dificilmente há lugar para as completas? A própria natureza aborta embriões imperfeitos. Logo, quando os homens sabem que um embrião será imperfeito, não devem levar a efeito o padrão que a natureza estabeleceu? Há pelo menos três premissas do argumento da qualidade da vida que devem ser examinadas. Primeiro, reconhecendo que a Bíblia aceita um princípio da qualidade da vida, é a qualidade da raça que deve tomar precedência sobre o indivíduo, ou o valor do indivíduo é mais importante do que o da raça? A resposta parece evidente: Deus valoriza os indivíduos. O indivíduo foi criado à Sua imagem e semelhança (Gn 1:27). É errado matar o indivíduo porque ele é criado à Imagem de Deus (Gn 9:6). É o indivíduo a quem Deus ama (Mt 6:25-26) e assim por diante. Remover indivíduos imperfeitos para melhorar a raça é, segundo a Escritura, dificilmente justificável. Melhorar o indivíduo é bíblico, naturalmente, mas o aborto não é nenhuma maneira de melhorar um indivíduo. Ajudar os defeituosos, e não tirar sua vida de antemão, é a maneira de melhorar a qualidade da vida deles.17
A segunda premissa do argumento em prol do aborto baseado no princípio da qualidade da vida, que precisa ser examinada, é a implicação ou asseveração de que os abortos artificiais podem estar levando a efeito o próprio padrão que Deus ordenou nos abortos naturais. Há alguns problemas sérios com este argumento. Primeiramente, toma por certo que Deus não está causando um número suficiente de abortos, i.e., que a natureza não está, realmente, levando a efeito a intenção de Deus. Em segundo lugar, que Deus não tem propósito algum em permitir que nasçam alguns seres imperfeitos. Isto é claramente contrário à Escritura (cf. 9: 1-2). Em terceiro lugar, dá a entender que o homem é capaz de desempenhar o papel de Deus, porque pode fazer um serviço melhor do que a natureza e até adivinhar de antemão os propósitos providenciais de Deus. Na melhor das hipóteses, a premissa inteira depende dalgumas pressuposições amplas. Na realidade, não há indicação na Escritura de que o domínio do homem sobre a terra inclua a autoridade para decidir quais seres humanos devem nascer e quais não devem. Somente Deus detém poder soberano sobre a vida e a morte, e não o outorgou ao homem.18 Isto nos leva ao terceiro problema no argumento em prol do aborto baseado na qualidade da vida e no padrão da natureza, que é o seguinte: quanta autoridade o homem tem para desempenhar o papel de Deus? O homem foi feito à imagem de Deus, mas não é Deus. É limitado nos conhecimentos e na previsão. Mas o argumento em prol do aborto, segundo o plano da natureza, pressupõe que o conhecimento do homem é mais do que finito. Um ser humano pode saber melhor do que a natureza qual é o plano de Deus para uma vida individual, especialmente tendo em vista o fato de que Deus tem um plano e propósito mesmo para vidas imperfeitas? Parece que não. Já é um papel bastante difícil aplicar os princípios hierárquicos que Deus revelou, sem pensar em tentar determinar valores que somente Deus pode estabelecer. Aplicar os valores de Deus é uma coisa; brincar com os valores de Deus é outra coisa bem diferente. Deus deu Sua valorização á vida humana individual, perfeita ou não. É uma operação moral séria mexer indevidamente com uma vida individual. Quando a vida é sub-humana ou quando destruirá outra vida, plenamente humana, esta é outra questão. Mas quando a pergunta é meramente: esta vida imperfeita, potencialmente humana, deve ser tirada pelo aborto artificial, sem semelhante justificativa ética superior? então o aborto foi levado além dos limites da moralidade.

Livro Ética Cristã - Norman L. Geisler - Sociedade Religiosa Edições Vida Nova

Caixa Postal 21486 São Paulo - SP http://www.irmaos.com/livro10.htm

SOBRE PÍLULA DO HOMEM VEJA EM:

http://www.pastoronline.com.br/asp/estudos/Estudos.Asp?ID=357

Estudos sobre aborto na internet:

http://www.pastoronline.com.br/asp/estudos/Estudos.Asp?ID=56

http://solascriptura-tt.org/VidaDosCrentes/ComFamilia/AbortoOs2PontosCruciais-Nicodemus.htm

http://www.espada.eti.br/n1526.asp 

http://www.cptln.org/hora.luterana/hp3/verduvida.asp?xid=1492001105716

 

Colaboração do Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva

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