
|
Lição 5 - Ainda reténs a tua integridade? | |||||
|
| |||||
| Estudos: | |||||
|
- Uma questão de princípios | |||||
|
- Integridade | |||||
| - Ainda reténs a tua integridade? | |||||
| - Integridade | |||||
| - O poder da integridade | |||||
| - Carência de integridade | |||||
| - Integridade | |||||
| - A crise da identidade e o crente nominal | |||||
| - O poder de uma vida irrepreensível! | |||||
| - Sexo entre não casados | |||||
| - O Sexo e o Pecado | |||||
| - A Sexualidade à Luz da Bíblia | |||||
| - Santo Sexo | |||||
| - A Fornicação: A Defesa do Sexo Endeusado | |||||
| - A Lascívia: O Poço de Pecado | |||||
| - Integrity (em inglês) ou traduzida para o português. | |||||
| - A man of integrity (em inglês) ou traduzida para o português. | |||||
| - Sexual integrity (em inglês) ou traduzida para o português. | |||||
| - Cristianity and integrity (em inglês) ou traduzida para o português. | |||||
|
Livros: | |||||
|
- Integridade e o Caráter do Homem - Jack Hayford - Editora Betânia | |||||
|
- Adoração e Integridade - Massao Suguihara - Editora W4endonet | |||||
|
Complemento: | |||||
|
| |||||
|
Texto Áureo:
Sl 7.8 O
SENHOR julgará os povos; julga-me, SENHOR, conforme a minha justiça e
conforme a integridade que há em mim.
Quem anda com
um Santo tem que ser santo. O Cristianismo é uma amizade com JESUS, é um
constante pensar em DEUS e uma constante e íntima comunhão com o ESPÍRITO
SANTO.
Gl 2.20 Já
estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim;
e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus, o qual me
amou, e se entregou a si mesmo por mim.
Paulo descreve
seu relacionamento com Cristo em termos de união pessoal profunda com seu
Senhor e de sua dependência dEle. Aqueles que têm fé em Cristo, vivem uma
vida em comunhão íntima com Ele tanto na sua morte, como na sua
ressurreição.
Participamos da
morte e ressurreição de Cristo pela fé, i.e., a crença, a confiança, o
amor, a devoção e a lealdade que temos no Filho de Deus que nos amou e se
entregou por nós (cf. Jo 3.16). Esse viver pela fé pode ser considerado
como o viver pelo Espírito (3.3; 5.5; cf. Rm 8.9-11).
Verdade Prática:
O Cristianismo
é a religião da integridade. Os que o professam têm a obrigação de agir
com inteireza de caráter quer na vida particular, quer na social e
espiritual.
1 Co 6.17 Mas,
o que se une ao Senhor é um só espírito com ele.
Leitura Diária:
Segunda: Sl
15.2 - A Sinceridade é a Característica do Crente
2 Aquele que
anda em sinceridade, e pratica aa justiça, e fala vorazmente segundo o seu
coração; SENHOR, QUEM HABITARÁ NO TEU TABERNÁCULO? Este salmo responde à pergunta: Que tipo de pessoa desfruta da íntima presença de Deus e tem comunhão com Ele? Esta pergunta subentende que o crente pode dar motivo para que Deus retire a sua presença da vida dele, pela prática da iniqüidade, do engano, da calúnia, ou de egoísmo. Por isso, devemos examinar diariamente os nossos atos, confessar nossos pecados, abandoná-los e esforçar-nos constantemente em Cristo para nos apresentar aprovados diante de Deus (2 Tm 2.15), e reconhecer que perder a comunhão com Deus é perder tudo (ver 1 Jo 1.6,7; 2.3-6; 3.21-24). Terça: Sl 25.21 - A Sinceridade Guarda o Crente 21 Guardem-me a sinceridade e a retidão, porquanto espero em ti. O salmista está desejando que consiga durante sua peregrinação aqui na terra, guardar-se de nunca deixar de ser sincero e reto para que alcance a salvação. Quarta: Pv 2.7 - A Sinceridade é o Escudo para o Crente 7 - Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos; escudo é para os que caminham na sinceridade, O estudo da Palavra de Deus deve ser acompanhado de perseverante oração, em que o crente contritamente clame por sabedoria e discernimento. É possível que só pelo estudo alguém se torne um erudito bíblico, mas a oração aliada ao estudo da Palavra de Deus leva o Espírito Santo a lançar mão da revelação divina e nos fazer pessoas espirituais. O crente deve orar a respeito do trecho bíblico que está lendo, desejando ardentemente a iluminação e a compreensão divinas (vv. 5-7) para que o seu escudo esteja sempre empunhado contra as falsas doutrinas e ensinos, a fim de caminhar por essa vida com sinceridade e temor de DEUS. Quinta: Pv 19.1 - A Sinceridade é Melhor que a riqueza 1 Melhor é o pobre que anda na sua sinceridade do que o perverso de lábios e tolo. AS RIQUEZAS GRANJEIAM MUITOS AMIGOS. Isso é o que ocorre sempre, mas que não deveria ocorrer. Os amigos superficiais são atraídos aos ricos, assim como as moscas são atraídas ao mel, enquanto o pobre tem poucos amigos porque não pode proporcionar a ninguém vantagens financeiras ou pessoais -(cf. v. 6). O NT adverte contra tal atitude entre os crentes (Tg 2.1-9). Sexta: 1Co 5.8 - A Sinceridade é Alimento 8 Pelo que façamos festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os asmos da sinceridade e da verdade. UM POUCO DE FERMENTO FAZ LEVEDAR TODA A MASSA. Na Bíblia, "fermento" (i.e., levedura que produz fermentação) é símbolo do erro que permeia o povo e corrompe a verdade, a retidão e a vida espiritual (Gl 5.7-9; ver Êx 13.7; Mc 8.15). Paulo, neste versículo, compara o fermento ao processo pelo qual o pecado e a iniqüidade paulatinamente se propagam numa comunidade cristã, corrompendo assim a muitos. Qualquer igreja que não tomar medidas severas contra a imoralidade sexual entre seus membros descobrirá que a influência maligna desse mal se alastrará pela congregação e contaminará a muitos. O pecado deve ser rigorosamente removido; doutra forma, no decurso do tempo, a totalidade da comunidade cristã se corromperá e o Espírito Santo não terá lugar nessa igreja (ver Ap 2,3). Sábado: Tt 2.7 - O Crente Deve Ser Um Exemplo de Sinceridade 7 Em tudo, te dá por exemplo de boas obras; na doutrina, mostra incorrupção, gravidade, sinceridade, QUALIFICAÇÕES MORAIS DO PASTOR 1Tm 3.1,2 “Esta é uma palavra fiel: Se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja. Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar.” Se algum homem deseja ser “bispo” (gr. episkopos, i.e., aquele que tem sobre si a responsabilidade pastoral, o pastor), deseja um encargo nobre e importante (3.1). É necessário, porém, que essa aspiração seja confirmada pela Palavra de Deus (3.1-10; 4.12) e pela igreja (3.10), porque Deus estabeleceu para a igreja certos requisitos específicos. Quem se disser chamado por Deus para o trabalho pastoral deve ser aprovado pela igreja segundo os padrões bíblicos de 3.1-13; 4.12; Tt 1.5-9. Isso significa que a igreja não deve aceitar pessoa alguma para a obra ministerial tendo por base apenas seu desejo, sua escolaridade, sua espiritualidade, ou porque essa pessoa acha que tem visão ou chamada. A igreja da atualidade não tem o direito de reduzir esses preceitos que Deus estabeleceu mediante o Espírito Santo. Eles estão plenamente em vigor e devem ser observados por amor ao nome de Deus, ao seu reino e da honra e credibilidade da elevada posição de ministro. (1) Os padrões bíblicos do pastor, como vemos aqui, são principalmente morais e espirituais. O caráter íntegro de quem aspira ser pastor de uma igreja é mais importante do que personalidade influente, dotes de pregação, capacidade administrativa ou graus acadêmicos. O enfoque das qualificações ministeriais concentra-se no comportamento daquele que persevera na sabedoria divina, nas decisões acertadas e na santidade devida. Os que aspiram ao pastorado sejam primeiro provados quanto à sua trajetória espiritual (cf. 3.10). Partindo daí, o Espírito Santo estabelece o elevado padrão para o candidato, i.e., que ele precisa ser um crente que se tenha mantido firme e fiel a Jesus Cristo e aos seus princípios de retidão, e que por isso pode servir como exemplo de fidelidade, veracidade, honestidade e pureza. Noutras palavras, seu caráter deve demonstrar o ensino de Cristo em Mt 25.21 de que ser “fiel sobre o pouco” conduz à posição de governar “sobre o muito”. (2) O líder cristão deve ser, antes de mais nada, “exemplo dos fiéis” (4.12; cf. 1Pe 5.3). Isto é: sua vida cristã e sua perseverança na fé podem ser mencionadas perante a congregação como dignas de imitação.(a) Os dirigentes devem manifestar o mais digno exemplo de perseverança na piedade, fidelidade, pureza em face à tentação, lealdade e amor a Cristo e ao evangelho (4.12,15).(b) O povo de Deus deve aprender a ética cristã e a verdadeira piedade, não somente pela Palavra de Deus, mas também pelo exemplo dos pastores que vivem conforme os padrões bíblicos. O pastor deve ser alguém cuja fidelidade a Cristo pode ser tomada como padrão ou exemplo (cf. 1Co 11.1; Fp 3.17; 1Ts 1.6; 2Ts 3.7,9; 2Tm 1.13). (3) O Espírito Santo acentua grandemente a liderança do crente no lar, no casamento e na família (3.2,4,5; Tt 1.6). Isto é: o obreiro deve ser um exemplo para a família de Deus, especialmente na sua fidelidade à esposa e aos filhos. Se aqui ele falhar, como “terá cuidado da igreja de Deus?” (3.5). Ele deve ser “marido de uma [só] mulher” (3.2). Esta expressão denota que o candidato ao ministério pastoral deve ser um crente que foi sempre fiel à sua esposa. A tradução literal do grego em 3.2 (mias gunaikos, um genitivo atributivo) é “homem de uma única mulher”, i.e., um marido sempre fiel à sua esposa. (4) Conseqüentemente, quem na igreja comete graves pecados morais, desqualifica-se para o exercício pastoral e para qualquer posição de liderança na igreja local (cf. 3.8-12). Tais pessoas podem ser plenamente perdoadas pela graça de Deus, mas perderam a condição de servir como exemplo de perseverança inabalável na fé, no amor e na pureza (4.11-16; Tt 1.9). Já no AT, Deus expressamente requereu que os dirigentes do seu povo fossem homens de elevados padrões morais e espirituais. Se falhassem, seriam substituídos (ver Gn 49.4; Lv 10.2; 21.7,17; Nm 20.12; 1Sm 2.23; Jr 23.14; 29.23). (5) A Palavra de Deus declara a respeito do crente que venha a adulterar que “o seu opróbrio nunca se apagará” (Pv 6.32,33). Isto é, sua vergonha não desaparecerá. Isso não significa que nem Deus nem a igreja perdoará tal pessoa. Deus realmente perdoa qualquer pecado enumerado em 3.1-13, se houver tristeza segundo Deus e arrependimento por parte da pessoa que cometeu tal pecado. O que o Espírito Santo está declarando, porém, é que há certos pecados que são tão graves que a vergonha e a ignomínia (i.e., o opróbrio) daquele pecado permanecerão com o indivíduo mesmo depois do perdão (cf. 2Sm 12.9-14). (6) Mas o que dizer do rei Davi? Sua continuação como rei de Israel, a despeito do seu pecado de adultério e de homicídio (2Sm 11.1-21; 12.9-15) é vista por alguns como uma justificativa bíblica para a pessoa continuar à frente da igreja de Deus, mesmo tendo violado os padrões já mencionados. Essa comparação, no entanto, é falha por vários motivos. (a) O cargo de rei de Israel do AT, e o cargo de ministro espiritual da igreja de Jesus Cristo, segundo o NT, são duas coisas inteiramente diferentes. Deus não somente permitiu a Davi, mas, também a muitos outros reis que foram extremamente ímpios e perversos, permanecerem como reis da nação de Israel. A liderança espiritual da igreja do NT, sendo esta comprada com o sangue de Jesus Cristo, requer padrões espirituais muito mais altos. (b) Segundo a revelação divina no NT e os padrões do ministério ali exigidos, Davi não teria as qualificações para o cargo de pastor de uma igreja do NT. Ele teve diversas esposas, praticou infidelidade conjugal, falhou grandemente no governo do seu próprio lar, tornou-se homicida e derramou muito sangue (1Cr 22.8; 28.3). Observe-se também que por ter Davi, devido ao seu pecado, dado lugar a que os inimigos de Deus blasfemassem, ele sofreu castigo divino pelo resto da sua vida (2Sm 12.9-14). (7) As igrejas atuais não devem, pois, desprezar as qualificações justas exigidas por Deus para seus pastores e demais obreiros, conforme está escrito na revelação divina. É dever de toda igreja orar por seus pastores, assisti-los e sustentá-los na sua missão de servirem como “exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, na caridade, no espírito, na fé, na pureza” (4.12). Leitura Bíblica Em Classe: Jó 31.1,2,16-18,23-28 1 Fiz concerto com os meus olhos; como, pois, os fixaria numa virgem?2 Porque qual seria a parte de Deus vinda de cima, ou a herança do Todo-poderoso desde as alturas? FIZ CONCERTO COM OS MEUS OLHOS; COMO, POIS, OS FIXARIA NUMA VIRGEM? Jó observava o padrão de santidade interior que Cristo expressou no sermão da montanha (Mt 5.28). Jó tinha feito um concerto com seus olhos para evitar desejos -sensuais estimulantes de quem olha fixamente com malícia para uma jovem (cf. Gn 3.6; Nm 15.39). Ele sabia que a sensualidade desagradaria ao seu Senhor e arruinaria a sua vida espiritual (vv. 2-4). 16 Se retive o que os pobres desejavam ou fiz desfalecer os olhos da viúva;17 ou sozinho comi o meu bocado, e o órfão não comeu dele18 (porque desde a minha mocidade cresceu comigo como com seu pai, e o guiei desde o ventre da minha mãe); 23 Porque o castigo de Deus era para mim um assombro, e eu não podia suportar a sua grandeza.24 Se no ouro pus a minha esperança ou disse ao ouro fino: Tu és a minha confiança;25 se me alegrei de que era muita a minha fazenda e de que a minha mão tinha alcançado muito;26 se olhei para o sol, quando resplandecia, ou para a lua, caminhando gloriosa;27 e o meu coração se deixou enganar em oculto, e a minha boca beijou a minha mão,28 também isto seria delito pertencente ao juiz; pois assim negaria a Deus, que está em cima. Jó passou em revista sua sólida integridade espiritual, sua fidelidade a Deus e sua bondade para com o próximo. (1) As declarações de Jó a respeito da obra redentora de Deus nele abrangiam todos os aspectos da vida. Falou da sua inocência quanto aos pecados do coração, inclusive a sensualidade e pensamentos impuros (vv. 1-4), mentira e engano para proveito pessoal (vv. 5-8), e a infidelidade conjugal (vv. 9-12). Falou do seu modo justo de tratar os empregados (vv. 13-15) e seus cuidados dos pobres e necessitados (vv. 16-23). Afirmou que estava livre da cobiça (vv. 24-25), da idolatria (vv. 26-28), da vingança (vv. 29-32) e da hipocrisia (vv. 33,34). (2) O caráter moral e a pureza de coração e da vida, aqui descritos, servem de um magnífico exemplo para todo crente. A vida piedosa que Jó vivia antes do novo concerto pode ser ricamente experimentada por todos aqueles que crêem em Cristo, mediante o poder salvífico da sua morte e ressurreição (Rm 8.1-17; Gl 2.20). Introdução 2 Co 1.12 NOSSA GLÓRIA É ESTA. A base de Paulo para alegrar-se e gloriar-se era a sinceridade e a integridade do seu comportamento. Ele tomara a resolução de que, por toda sua vida cristã, permaneceria fiel ao seu Senhor; recusar-se-ia a conformar-se com o mundo, que crucificou seu Salvador, e perseveraria na santidade, até Deus levá-lo para o lar celestial (Rm 12.1,2). Na vida eterna futura, nossa maior alegria será a consciência de termos vivido a nossa vida "com simplicidade e sinceridade de Deus", por Cristo nosso Salvador. É seguindo exemplos como o de Paulo e de Jó que chegaremos à presença de DEUS. I- O Que É A Integridade? Integridade = Virtude de ser reto, Incorrupto, justo, Irrepreensível. (Peq.Enc.Bíb. - Orlando Boyer - CPAD) É o proc 31.1 FIZ CONCERTO COM OS MEUS OLHOS; COMO, POIS, OS FIXARIA NUMA VIRGEM? Jó observava o padrão de santidade interior que Cristo expressou no sermão da montanha (Mt 5.28). Jó tinha feito um concerto com seus olhos para evitar desejos -sensuais estimulantes de quem olha fixamente com malícia para uma jovem (cf. Gn 3.6; Nm 15.39). Ele sabia que a sensualidade desagradaria ao seu Senhor e arruinaria a sua vida espiritual (vv. 2-4). 2 Sm 11.2 VIU... A UMA MULHER. Os capítulos 11-24 registram as graves falhas espirituais de Davi e os castigos subseqüentes da parte de Deus, sobre ele, pelo resto da sua vida. (1) Esse relato dos pecados de Davi e as tragédias que se seguiram na sua vida pessoal e doméstica serve como exemplo de grave advertência, não somente para Israel, como também para o crente do NT. Concernente a eventos semelhantes na época do êxodo, o Espírito Santo salienta, através do apóstolo Paulo: "tudo isso lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos" (1 Co 10.11). Por isso, devemos tomar todas as precauções para não desejarmos coisas iníquas, nem agir com imoralidade, nem tentar ao Senhor (cf. 1 Co 10.6-9). (2) O pecado de Davi demonstra até onde pode cair uma pessoa que se desvia de Deus e da orientação do Espírito Santo. Quando Deus inicialmente chamou Davi para ser rei, este era um homem segundo o próprio coração de Deus (1 Sm 13.14; At 13.22); ao mandar eliminar Urias e tomar a sua esposa, Davi estava desprezando a Deus e à sua Palavra (12.9,10; cf. 1 Co 10.12). (3) Embora Davi tenha se arrependido dos seus pecados e recebido o perdão da parte de Deus, as conseqüências disso não foram eliminadas por Deus. Semelhantemente, um crente que venha a cometer pecados terríveis, pode receber, através da tristeza segundo Deus e o arrependimento sincero, a graça e perdão da parte de Deus. Mesmo assim, a restauração do nosso relacionamento com Deus não significa que escaparemos do castigo temporal, nem que ficaremos isentos das conseqüências dos pecados específicos (vv.10,11,14). (4) Deus não deixou passar, nem desculpou os pecados de Davi, sob o pretexto de ele ser um mero ser humano; que seus pecados eram simples fraquezas ou falhas humanas, ou que ele, como rei, teria o direito natural de recorrer à injustiça e à crueldade. Davi não era obrigado a fazer o que fez. Mesmo na redenção imperfeita do antigo concerto, pessoas, como o profeta Samuel, continuavam leais e fiéis diante de Deus, através da graça que lhes era concedida (1 Sm 12.1-5,23; ver 1 Sm 25.1). O escritor deste livro claramente condena as grandes transgressões de Davi, sem procurar desculpá-las. (5) A maneira correta de lidarmos com nosso pecado é nos arrependermos dele e, com toda a sinceridade, buscarmos em Deus o perdão, a graça e a misericórdia (Sl 51; Hb 4.16; 7.25), e nos dispormos a aceitar, sem amargura nem rebelião, o castigo divino pelo nosso pecado. Davi tanto reconheceu quanto confessou seus pecados terríveis, voltou-se para Deus, e aceitou a repreensão de Deus com humildade (12.9-13,20; 16.5-12; 24.10-25; Sl 51). 2- A Integridade Sexual Do Filho De DEUS Sl 101.3 NÃO POREI COISA MÁ DIANTE DOS MEUS OLHOS. Hoje em dia, os ímpios estão obcecados na contemplação visual da imoralidade, iniqüidade, brutalidade, violência, pornografia e todos os tipos de males, como meio de satisfazer sua concupiscência e desejo pelo prazer pervertido. Na televisão, cinema, vídeo, livros internet e revistas, o povo contempla todo tipo de impiedade. Aqueles, porém, que estão comprometidos com Deus e sua justiça aborrecerão a iniqüidade e se apartarão dela (ver Sl 97.10), preservando suas vidas e suas famílias, evitando colocar diante de seus olhos aquilo que desagrada ou entristece o Espírito Santo (Rm 1.32). III- A Integridade Social O RELACIONAMENTO ENTRE O CRENTE E O MUNDO 1Jo 2.15,16 “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.” A palavra “mundo” (gr. kosmos) freqüentemente se refere ao vasto sistema de vida desta era, fomentado por Satanás e existente à parte de Deus. Consiste não somente nos prazeres obviamente malignos, imorais e pecaminosos do mundo, mas também se refere ao espírito de rebelião que nele age contra Deus, e de resistência ou indiferença a Ele e à sua revelação. Isso ocorre em todos os empreendimentos humanos que não estão sob o senhorio de Cristo. Na presente era, Satanás emprega as idéias mundanas de moralidade, das filosofias, psicologia, desejos, governos, cultura, educação, ciência, arte, medicina, música, sistemas econômicos, diversões, comunicação de massa, esporte, agricultura, etc, para opor-se a Deus, ao seu povo, à sua Palavra e aos seus padrões de retidão (Mt 16.26; 1Co 2.12; 3.19; Tt 2.12; 1Jo 2.15,16; Tg 4.4; Jo 7.7; 15.18,19; 17.14 ). Por exemplo, Satanás usa a profissão médica, para defender e promover a matança de seres humanos nascituros; a agricultura para produzir drogas destruidoras da vida, tais como o álcool e os narcóticos; a educação, para promover a filosofia ímpia humanista; e os meios de comunicação em massa, para destruir os padrões divinos de conduta. Os crentes devem estar conscientes de que, por trás de todos os empreendimentos meramente humanos, há um espírito, força ou poder maligno que atua contra Deus e a sua Palavra. Nalguns casos, essa ação maligna é menos intensa; noutros casos, é mais. Finalmente, o “mundo” também inclui todos os sistemas religiosos originados pelo homem, bem como todas as organizações e igrejas mundanas, ou mornas. (1) Satanás (ver Mt 4.10, sobre Satanás) é o deus do presente sistema mundano (ver Jo 12.31; 14.30; 16.11; 2Co 4.4; 5.19). Ele o controla juntamente com uma hoste de espíritos malignos, seus subordinados (Dn 10.13; Lc 4.5-7; Ef 6.12,13). (2) Satanás tem o mundo organizado em sistemas políticos, culturais, econômicos e religiosos que são inatamente hostis a Deus e ao seu povo (Jo 7.7; 15.18,19; 17.14; Tg 4.4; 2.16) e que se recusam a submeter-se à sua verdade, a qual revela a iniqüidade do mundo (Jo 7.7). (3) O mundo e a igreja verdadeira são dois grupos distintos de povo. O mundo está sob o domínio de Satanás (ver Jo 12.31); a igreja pertence exclusivamente a Deus (Ef 5.23,24; Ap 21.2). Por isso, o crente deve separar-se do mundo. (4) No mundo, os crentes são forasteiros e peregrinos (Hb 11.13; 1Pe 2.11). (a) Não devem pertencer ao mundo (Jo 15.19), não se conformar com o mundo (ver Rm 12.2), não amar o mundo (2.15), vencer o mundo (5.4), odiar a iniqüidade do mundo (ver Hb 1.9), morrer para o mundo (Gl 6.14) e ser libertos do mundo (Cl 1.13; Gl 1.4). (b) Amar o mundo (cf. 2.15) corrompe nossa comunhão com Deus e leva à destruição espiritual. É impossível amar o mundo e ao Pai ao mesmo tempo (Mt 6.24; Lc 16.13; ver Tg 4.4). Amar o mundo significa estar em estreita comunhão com ele e dedicar-se aos seus valores, interesses, caminhos e prazeres. Significa ter prazer e satisfação naquilo que ofende a Deus e que se opõe a Ele (ver Lc 23.35). Note, é claro, que os termos “mundo” e “terra” não são sinônimos; Deus não proíbe o amor à terra criada, i.e., à natureza, às montanhas, às florestas, etc. (5) De acordo com 2.16, três aspectos do mundo pecaminoso são abertamente hostis a Deus: (a) “A concupiscência da carne”, que inclui os desejos impuros e a busca de prazeres pecaminosos e a gratificação sensual (1Co 6.18; Fp 3.19; Tg 1.14). (b) “A concupiscência dos olhos”, que se refere à cobiça ou desejo descontrolado por coisas atraentes aos olhos, mas proibidas por Deus, inclusive o desejo de olhar para o que dá prazer pecaminoso (Êx 20.17; Rm 7.7). Nesta era moderna, isso inclui o desejo de divertir-se contemplando pornografia, violência, impiedade e imoralidade no teatro, na televisão, no cinema, ou em periódicos (Gn 3.6; Js 7.21; 2 Sm 11.2; Mt 5.28). (c) “A soberba da vida”, que significa o espírito de arrogância, orgulho e independência auto-suficiente, que não reconhece Deus como Senhor, nem a sua Palavra como autoridade suprema. Tal pessoa procura exaltar, glorificar e promover a si mesma, julgando não depender de ninguém (Tg 4.16). (6) O crente não deve ter comunhão espiritual com aqueles que vivem o sistema iníquo do mundo (ver Mt 9.11; 2Co 6.14) deve reprovar abertamente o pecado deles (Jo 7.7; Ef 5.11), deve ser sal e luz do mundo para eles (Mt 5.13,14), deve amá-los (Jo 3.16), e deve procurar ganhá-los para Cristo (Mc 16.15; Jd 22,23). (7) Da parte do mundo, o verdadeiro cristão terá tribulação (Jo 16.33), ódio (Jo 15.19), perseguição (Mt 5.10-12) e sofrimento em geral (Rm 8.22,23; 1Pe 2.19-21). Satanás, usando as atrações do mundo, faz um esforço incessante para destruir a vida de Deus dentro do cristão (2Co 11.3; 1Pe 5.8). (8) O sistema deste mundo é temporário e será destruído por Deus (Dn 2.34,35, 44; 2Ts 1.7-10; 1Co 7.31; 2Pe 3.10; Ap 18.2). 1- O Que É A Integridade Social É o nosso relacionamento com as pessoas que nos cercam. Cl 3.22 SERVOS... SENHOR. Paulo ensina os escravos a viverem de modo cristão, na sua situação inditosa. Em lugar nenhum, o apóstolo mostra que o relacionamento escravo-senhor é ordenado por Deus, nem que deve perpetuar-se. Pelo contrário, ele semeia as sementes da abolição da escravidão em Fm 10,12,14,15-17,21 e, nesse ínterim, procura equilibrar a situação, visando o benefício tanto dos senhores quanto dos escravos (Ef 6.5-9; 1 Tm 6.1,2; Tt 2.9,10; cf. 1 Pe 2.18,19). 3.23 FAZEI-O... COMO AO SENHOR. Paulo exorta os cristãos a considerar toda mão-de-obra executada como um serviço prestado ao Senhor. Devemos trabalhar como se Cristo fosse o nosso patrão, sabendo que todo o trabalho realizado "como ao Senhor" um dia receberá seu galardão (v. 24; cf. Ef 6.6-8) 3.25 QUEM FIZER AGRAVO. Com respeito aos relacionamentos no lar, na igreja e no trabalho, Paulo é solícito quanto à demonstração do amor, da justiça e da lealdade entre as pessoas. Se estes versículos fossem levados a sério, boa parte do tratamento desamoroso e injusto para com o próximo, em nossos lares e igrejas seria eliminada. Aprendemos aqui, em termos específicos, que: (1) O maltrato ao próximo por um cristão é algo grave, que afeta a nossa glória futura no céu (cf. 2 Co 5.10). (a) Aqueles que tratam o próximo com amor e bondade, receberão recompensa do Senhor (v. 24; Ef 6.8). (b) Um crente que maltrata a outro, ou lhe faz injustiça, "receberá o agravo que fizer" (v. 25). Quem assim procede levará consigo sua injustiça para o tribunal de Cristo, e sofrerá as conseqüências disso sem parcialidade (Dt 10.17; 2 Cr 19.7; At 10.34; Rm 2.11). (2) O fato de termos que prestar contas de nossa vida a Deus, como acabamos de ver, deve nos motivar a expressar o nosso amor, bondade e misericórdia às pessoas. Que todo crente saiba que Deus o terá como responsável pela maneira como trata os outros (Gl 6.7; ver Mt 22.37,39; Jo 13.34). 2- Em Que Consiste A Integridade Social Do Crente Mt 5.5.20 SE A VOSSA JUSTIÇA. A justiça dos escribas e dos fariseus era exclusivamente exterior. Eles observavam muitas regras, oravam, cantavam, jejuavam, liam as Escrituras e freqüentavam os cultos nas sinagogas. No entanto, substituíam as atitudes interiores corretas pelas aparências externas. Jesus declara aqui que a justiça que Deus requer do crente vai além disso. O coração e o espírito, e não somente os atos externos, devem conformar-se com a vontade de Deus, na fé e no amor (ver Mc 7.6). IV- A Integridade Espiritual A religião de Jó era interior e espiritual; mas reconhecia a necessidade das cerimônias e dos sacrifícios. Seu próprio ato de intercessão, ao oferecer holocaustos para restaurar a santidade (santificava) dos seus filhos, demonstra sua crença no poder de um mediador que, mais tarde, criará nele o desejo de que alguém fizesse a mesma coisa por ele. A frase levantava-se de madrugada é uma expressão idiomática hebraica comum para a atividade zelosa, não necessariamente o horário do sacrifício. Assim o fazia Jó continuamente, lit. "todos os seus dias;" era um hábito de toda a sua vida. (Jó - Introdução e Comentários de Francis I.Andersen - Sociedade Rel.Edições Vida Nova) 1- A Confiança de Jó Lc 12.20 Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma, e o que tens preparado para quem será? RIQUEZA E POBREZA Lc 18.24,25: “E, vendo Jesus que ele ficara muito triste, disse: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas! Porque é mais fácil entrar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no Reino de Deus.” Uma das declarações mais surpreendentes feitas por nosso Senhor é que é muito difícil um rico entrar no reino de Deus. Este, porém, é apenas um dos seus ensinos sobre o assunto da riqueza e da pobreza. Esta sua perspectiva é repetida pelos apóstolos em várias epístolas do NT. RIQUEZA. (1) Predominava entre os judeus daqueles tempos a idéia de que as riquezas eram um sinal do favor especial de Deus, e que a pobreza era um sinal de falta de fé e do desagrado de Deus. Os fariseus, por exemplo, adotavam essa crença e escarneciam de Jesus por causa da sua pobreza (16.14). Essa idéia falsa é firmemente repelida por Cristo (ver 6.20; 16.13; 18.24,25). (2) A Bíblia identifica a busca insaciável e avarenta pelas riquezas como idolatria, a qual é demoníaca (cf. 1Co 10.19,20; Cl 3.5). Por causa da influência demoníaca associada à riqueza, a ambição por ela e a sua busca freqüentemente escravizam as pessoas (cf. Mt 6.24). (3) As riquezas são, na perspectiva de Jesus, um obstáculo, tanto à salvação como ao discipulado (Mt 19.24; 13.22). Transmitem um falso senso de segurança (12.15ss.), enganam (Mt 13.22) e exigem total lealdade do coração (Mt 6.21). Quase sempre os ricos vivem como quem não precisa de Deus. Na sua luta para acumular riquezas, os ricos sufocam sua vida espiritual (8.14), caem em tentação e sucumbem aos desejos nocivos (1Tm 6.9), e daí abandonam a fé (1Tm 6.10). Geralmente os ricos exploram os pobres (Tg 2.5,6). O cristão não deve, pois, ter a ambição de ficar rico (1Tm 6.9-11). (4) O amontoar egoísta de bens materiais é uma indicação de que a vida já não é considerada do ponto de vista da eternidade (Cl 3.1). O egoísta e cobiçoso já não centraliza em Deus o seu alvo e a sua realização, mas, sim, em si mesmo e nas suas possessões. O fato de a esposa de Ló pôr todo seu coração numa cidade terrena e seus prazeres, e não na cidade celestial, resultou na sua tragédia (Gn 19.16,26; Lc 17.28-33; Hb 11.8-10). (5) Para o cristão, as verdadeiras riquezas consistem na fé e no amor que se expressam na abnegação e em seguir fielmente a Jesus (1Co 13.4-7; Fp 2.3-5). (6) Quanto à atitude correta em relação a bens e o seu usufruto, o crente tem a obrigação de ser fiel (16.11). O cristão não deve apegar-se às riquezas como um tesouro ou garantia pessoal; pelo contrário, deve abrir mão delas, colocando-as nas mãos de Deus para uso no seu reino, promoção da causa de Cristo na terra, salvação dos perdidos e atendimento de necessidades do próximo. Portanto, quem possui riquezas e bens não deve julgar-se rico em si, e sim administrador dos bens de Deus (12.31-48). Os tais devem ser generosos, prontos a ajudar o carente, e serem ricos em boas obras (Ef 4.28; 1Tm 6.17-19). (7) Cada cristão deve examinar seu próprio coração e desejos: sou uma pessoa cobiçosa? Sou egoísta? Aflijo-me para ser rico? Tenho forte desejo de honrarias, prestígio, poder e posição, o que muitas vezes depende da posse de muita riqueza? 2- Consultava Única E Exclusivamente A DEUS Jó consultava exclusivamente a DEUS e não aos deuses daquela terra. Dt 18.9-11 AS ABOMINAÇÕES DAQUELAS NAÇÕES. Estes versículos contêm uma lista das práticas da magia ocultista, comuns nas religiões de Canaã, as quais eram abomináveis a Deus e proibidas por Ele. Entre o povo de Deus do AT quem praticava tais coisas era morto (Lv 20.27). Por sua vez, o NT declara que quem pratica tais coisas não entrará no reino de Deus (Gl 5.20,21; Ap 22.15). 18.10 PASSAR PELO FOGO. Moisés relembra aos israelitas que não devem imitar a prática dos cananeus, de sacrificar crianças aos deuses pagãos, o que eles faziam, tentando influir no decurso de eventos futuros (cf. Lv 20.2-5). 18.10 NEM ADIVINHADOR, NEM PROGNOSTICADOR. Os adivinhos ou feiticeiros procuravam predizer eventos futuros ou desvendar segredos, pela ação de espíritos malignos ou de algum meio humano (cf. Ap 9.21). Já o plano de Deus para obtermos a verdade é ouvir os fiéis mensageiros de Deus exporem a sua Palavra (vv. 14-22). 18.11 NEM ENCANTADOR... NEM QUEM CONSULTE OS MORTOS. Esta lista inclui médiuns, espíritas e todos que invocam os mortos ou consultam espíritos (i.e., demônios) para conhecerem segredos, predizer o futuro, ou controlar coisas e pessoas. O que eles chamam de comunicação com os mortos é, na realidade, comunicação com os demônios (cf. 1 Sm 28.7-14; 2 Rs 21.6; Is 8.19). Conclusão Jó era íntegro e reto. A personalidade de Jó é muito atraente, e agradável ao próprio Deus (Jó 1.8; 2.3). A frase, literalmente "completo e direito," afirma sua total retidão. Era completamente honesto. As palavras que se seguem expandem e explicam esta integridade. A bondade de Jó tinha dois aspectos, como a sabedoria em Jó 28.28. Era devoto; temente a Deus, como Abraão (Gn 22.12). Era um homem moral; declarado negativamente, se desviava do mal. Rejeitava o que era errado; não meramente o evitava. O escopo da conduta nobre de Jó desdobra-se à medida em que a história progride. Chega ao seu clímax no seu testemunho final (capítulos 29-31), onde insiste que suas realizações são publicamente conhecidas (29) e nega quaisquer falhas sérias (31). Era irrepreensível diante dos homens (4.3-6) ou de Deus (42.8). O fato da retidão genuína de Jó é essencial para o livro. Começa com um conflito de opiniões entre Javé e Satanás quanto a isto. O caluniador a nega; Javé Se coloca para comprová-la. Esta insistência na retidão de Jó não deve ser enfraquecida visando os interesses de um dogma de depravação humana universal. Jó não é considerado perfeito ou isento do pecado. Todos aqueles que falam no livro, inclusive o próprio Jó, estio convictos de que todos os homens são pecaminosos. O primeiro ato registrado de Jó é a oferta de sacrifícios pelo pecado. Esta não é a questão em pauta. É possível que homens pecaminosos sejam genuinamente bons. Talvez seja raro, mas é possível para um homem que ama a Deus e o obedece. Requer esforço, mas Jó empreendera esse esforço. Satanás mostra-se cínico no que diz respeito à sinceridade do caráter religioso de Jó; mas o Senhor está muito satisfeito com ele. Satanás zomba, dizendo que Jó é motivado por interesse, e que não foi testado pelo infortúnio. O Senhor está confiante que um homem do caráter de Jó não pode ser facilmente quebrado. E o Senhor tinha razão, respondendo a todos os pessimistas que vêem somente a maldade incurável da raça humana. Jó era tão isento de faltas quanto qualquer outro ser humano. Ele não é o homem comum; é sem igual. Deus proclama que "ninguém há na terra semelhante a ele" (1.8; 2.3). Assim, apresenta o caso do sofredor inocente naquela que é, talvez, a sua forma mais aguda. Em uma Vida somente Jó é superado, tanto na inocência quanto na aflição, através de Jesus, que não pecou de modo algum, mas que suportou a maior agonia de qualquer homem. Na Sua perfeição de obediência e de sofrimento, as perguntas de Jó e de todos nós recebem sua resposta final. (Jó - Introdução e Comentários de Francis I.Andersen - Soc.Rel.Edições Vida Nova) Mensageiro da paz Edificação - Ainda reténs a tua integridade? Nestes dias que se vão caracterizando pela impiedade e por um arrebatado culto às trevas; nestes dias de amor frio e fervor moribundo, como ministros de Cristo somos instados a responder à esta pergunta: "ainda reténs a tua integridade?", Jó 2.9. Dessa resposta, está a depender não somente o êxito de nosso ministério, mas principalmente o nosso destino eterno. Diante do desafio, Jó não se permitiu vacilar; deixou bem claro que a sua integridade era inegociável. Embora coberto de úlceras e já coberto de angústias, não traficou a sua integridade como homem de Deus. O patriarca não hesitou diante do desafio. E quanto a nós? Como nos haveremos diante desta tão inquietante e já urgentíssima pergunta? A sua vida pessoal é íntegra? O seu ministério é íntegro? É íntegra a sua mensagem? E a sua postura como homem de Deus? É politicamente correta? Ou reconhecidamente íntegra? De nada adiantar-nos-á aliviar uma resposta socialmente aceitável. O momento é critico! Não contempla rodeios nem hipocrisias. Exige decisão. Há somente duas respostas cabíveis: sim ou não. O que passar disto é dissimulação e consumada iniqüidade. Vida íntegra Não podemos dissociar a vida pessoal da ministerial. O êxito desta, muito depende da postura daquela. Se a primeira não for eloqüente em virtudes, a Segunda não convencerá com as palavras. Se a tribuna do íntimo não tiver argumentos, o publico ficará sem respostas. Desgraçadamente, muitos são os púlpitos que já não passam de meras plataformas. Pois o mensageiro, ao separar o ministério de sua vida particular, não quis atentar a esta incorrigível realidade: ambos são tópicos do mesmo sermão; formam um só discurso. Nossa vida privada não é apenas o exórdio da mensagem; é também a sua conclusão. É a peroração que convence. É o apelo respondido.Se o pregador não vive bem com a esposa, se não a respeita, se alimenta contatos equívocos com outras mulheres, como poderá conduzir uma cerimônia de casamento? Como poderá dirigir bodas de prata e de ouro das ovelhas se as suas não passam de um mero papel quando deveriam Ter consistência do diamante? Estaríamos nós na mesma condição dos sacerdotes a quem Malaquias censurou? Brada o profeta: "O senhor foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu fostes desleal, sendo ela tua companheira e a mulher do teu concerto", Ml 2.14. Se o pregador não ordena os filhos, como poderá aconselhar os adolescentes e os jovens? Seus filhos, pastor, já não vêem a igreja do reino de Deus; vêem-na como se fora uma mera capitania hereditária. Por isso, os abusos! Eles lançam mão da tesoura sagrada; você nada diz. Oprimem os santos; você não os disciplina. Agem imprudentemente; você não os censura. Logo estarão oferecendo fogo estranho no altar, e você não estará presente para evitar que sejam consumidos pela ira divina.Se o mensageiro burla o tesouro, e em tudo busca duvidosas vantagens, como poderá ensinar o dízimo? As ovelhas sempre dão a Deus o que é de Deus, mas você nega tanto o que é de Deus quanto o que é de César. Já não se contenta com a porção cotidiana. Se os filhos de Eli roubavam os fiéis com o garfo, desfalca você a igreja de Cristo com o tridente do usurpador ( 1Sm 2.13). Se o arauto de Deus vive de ostentação, como poderá discorrer sobre a manjedoura? A igreja precisa de pastores, não de reis que, desprezam a singeleza dos lírios, já não se conformam com o próprio campo. Quando censurado, o que você diz? Alega que, como filho de Deus, precisa viver como príncipe. Veja todavia como estão as suas ovelhas! E as viúvas que você não quis socorrer? Os órfãos que se recusou a amparar? A dor que jamais aliviou? Enquanto você vive como príncipe, suas ovelhas gemem como vassalas de sua descabida ostentação. Se o atalaia menospreza as honras do ministério cristão, como poderá enaltecer a cidadania celeste? O senhor o chamou, pastor, para o ministério da palavra, mas você tem obsessão pelo ministério público. Quer uma cadeira no parlamento, e reputa por nada a cátedra doutrinal que, em sua igreja, está sempre vazia. Deixe a política aos políticos; zele pelo bem comum das ovelhas que o senhor lhe entregou. Se o pregador, enfim, não prega com a vida terrena, como poderá pregar a vida eterna? O senhor JESUS viveu o que pregava, entregando por nós a própria vida. É por isso que, mesmo calado, incomodava. E, você? Ainda que brade, já não convence. É nuvem sem água; troveja, mas não chove testemunho. Ministério íntegro Colaboração do EV. Luiz
Henrique de Almeida Silva | |||||
|