TEXTO ÁUREO
"Mas um só e o mesmo ESPÍRITO opera todas essas coisas,
repartindo particularmente a cada um como quer" (1 Co 12.11).
VERDADE PRÁTICA
Dons espirituais são dotações sobrenaturais do ESPÍRITO
SANTO sobre o crente, capacitando-o para glorificar a CRISTO e realizar a obra
de DEUS.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE1 CORÍNTIOS 12.1, 4-11, 28; ROMANOS 12.6-8.
LEITURA DIÁRIA
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Segunda
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Is 11.2
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O ESPÍRITO de sabedoria.
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Terça
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Ef 1.17
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ESPÍRITO de revelação.
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Quarta
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Rm 15.30
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O amor do ESPÍRITO SANTO
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Quinta
|
Cl 1.8
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Vosso amor no ESPÍRITO.
|
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Sexta
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Rm 8.11
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O ESPÍRITO SANTO nos vivifica.
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Sábado
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Rm 1.4
|
ESPÍRITO de santificação.
|
OBJETIVOS
Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
Classificar os dons espirituais.
Descrever os termos que designam os dons.
Buscar os dons espirituais.
PONTO DE CONTATO
Professor, entre aqueles que receberam o batismo com o
ESPÍRITO SANTO no mesmo dia do Sr. Edward Lee, encontrava-se Jennie Moore, que
algum tempo depois casaria com Seymour. A Sra. Moore foi a primeira mulher a
receber o batismo com o ESPÍRITO SANTO na cidade de Los Angeles, na casa dos
irmãos Richard e Ruth Asbery, na rua Bonnie Brae, 214. Na ocasião, começou a
cantar noutras línguas e a tocar piano sob o poder de DEUS. Todos ficaram
maravilhados (At 2.7), pois sabiam que ela nunca havia estudado música. Segundo
uma testemunha ocular, Emma Cotton, aquele grupo orou durante três dias e três
noites e as pessoas que conseguiam entrar na casa dos Asbery, caíam sob o poder
de DEUS, enquanto outras eram curadas e salvas por JESUS CRISTO. O local ficou
repleto de pessoas a ponto do soalho ceder, mas ninguém ficou ferido. Durante
aqueles três dias, toda a cidade afluiu para observar o poder de DEUS
manifestado entre os seus filhos.
SÍNTESE TEXTUAL
Uma corrente da teoria cessacionista afirma que os dons do
ESPÍRITO são habilidades naturais, santificadas e aperfeiçoadas por DEUS após a
conversão do indivíduo. Uma outra acredita que os dons espirituais não são para
os tempos hodiernos, mas estiveram restritos ao período apostólico. No entanto,
ao lermos as Sagradas Escrituras, não encontramos qualquer evidência de que os
dons do ESPÍRITO tenham cessado com a morte dos apóstolos e muito menos de que
se trata de talentos humanos santificados. O argumento antipentecostal é
fundamentado na hermenêutica naturalista, que nega qualquer elemento
sobrenatural nas Escrituras. Portanto, a dedução dos cessacionistas não é
possível e nem necessária como método de interpretação do Novo Testamento. A
atualidade dos dons espirituais é confirmada pela Escritura e experiência
cristã. No primeiro caso, podemos citar os propósitos dos dons,
especificamente, o de fortalecer a igreja (1 Co 14.3,4, 26). Se os dons
cessaram após a morte dos apóstolos, por que Paulo escreveria a igreja de
Corinto para que buscassem ardentemente os dons e zelassem por ele, sabendo que
os dons não durariam mais do que 50 anos? Não há qualquer analogia plausível
para sustentar tal absurdo. A experiência pentecostal de incontáveis cristãos,
em todas as épocas e lugares, é evidência complementar da atualidade dos dons
conforme a verdade bíblica.
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Professor, muitos alunos têm dificuldades de distinguir
entre Dons do ESPÍRITO (plural), Dom do ESPÍRITO (singular) e Fruto do ESPÍRITO
(singular). Por isso, utilize nesta lição a tabela "Paralelo Lógico".
Este recurso possibilita a comparação entre dois ou mais elementos e suas
possíveis correspondências. Reproduza o gráfico da página 36 de acordo com os
recursos disponíveis. Apresente este gráfico após o sub-tópico, "Termos
designativos dos dons".
Resumo prático para ministração da aula
(Por Ev.Luiz Henrique - Trabalho feito para FAETEL - Teologia)
|
Temas
Principais
|
Romanos
|
1
Corintios
|
Efésios
|
|
Natureza
Encarnacional
|
12.1
|
12.1,2
|
4.1-3
|
|
Exortação
|
12.1
|
12.1
|
4.1
|
|
O Corpo
|
12.1
|
12.2
|
|
|
A mente
renovada
|
12.2
|
12.3; 13.1
|
4.2,3,17-24
|
|
Humildade
|
12.3
|
13.4,5
|
4.2
|
|
Mansidão ou falta de
controle?
|
12.1,2
|
12.2,3; 13.4-7
|
4.2,14,15
|
|
Unidade e Diversidade na
Trindade
|
|
12.4-6
|
4.4-6
|
|
Espírito
|
|
12.4
|
4.4
|
|
Senhor (Jesus)
|
|
12.5
|
4.5
|
|
Pai
|
|
12.6
|
4.6
|
|
As Listas dos Dons (ver
também 1 Pe 4.9-11)
|
12.6-8
|
12.7-11, 28-31; 13.1-3
|
4.7-12
|
|
Natureza funcional
|
12.6-8
|
12.11,29,30
|
4.7,11
|
|
Diretrizes
|
12.6-8
|
12.7,12,19,; 24,25; 13.1-31
|
4.11,12
|
|
Um Só Corpo, Muitos
Membros
|
12.4,5
|
12.12-27
|
4.7-12
|
|
Edificação
|
12.6-16
|
12.7; 14.3-6;
|
4.12,13,15,
|
|
12,16,17,26
|
16,25-32
|
|
|
|
Empatia
|
12.10,15
|
12.25,26
|
4.16
|
|
Amor Sincero
|
12.9-21
|
13.1-13
|
4.25 - 5.2
|
|
Odiar o mal, apegar-se ao
bem
|
12.9
|
13.6
|
4.25
|
|
Mansidão
|
12.10
|
13.4,5
|
4.32
|
|
Zelo
|
12.11
|
13.6
|
4.1 ,23,24
|
|
Regozijo firmeza e oração
|
12.12
|
13.7,8
|
|
|
Comunhão com os
necessitados
|
12.8,13
|
13.3
|
4.28
|
|
Nenhuma conversa malsã
|
12.14
|
13.11
|
4.26-29
|
|
Mentalidade humilde
|
12.16
|
12.25; 13.4
|
4.2,23
|
|
Nenhuma vingança
|
12.17
|
13.5
|
4.31
|
|
Estar em paz
|
12.18
|
|
4.3
|
|
Lidando com a ira
|
12.17
|
13.5,6
|
4.26,31
|
|
Juizo Final
|
12.19-21
|
13.10,12
|
4.13,15,30
|
D O N S
1- Operações de DEUS (DONS de serviço do
PAI)
E há diversidade de operações, mas é o mesmo DEUS que opera
tudo em todos.(I Co 12:6)
E a uns pôs DEUS na igreja, primeiramente apóstolos, em
segundo lugar profetas, em terceiro mestres, depois operadores de milagres,
depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas.(I Co 12:28)
De modo que, tendo diferentes dons segundo a graça que nos
foi dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé; se é ministério, seja
em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; ou que exorta, use esse
dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com
zelo; o que usa de misericórdia, com alegria. (Rm 12: 6-8) DEUS pode usar
animal para falar, como fez com a jumenta de Balaão ou usar um descrente para
glorificá-lo, com fez com Nabucodonosor; DEUS usa a quem quer e da maneira que
quer.
2- Dons de CRISTO (Ministérios - Pessoas
dadas por CRISTO à igreja):
E ele deu uns como apóstolos, e outros
como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres.(Ef
4:11); são pessoas dadas à Igreja, para orientá-la e guiá-la fazendo-a crescer.
Para edificar e fortalecer a noiva de CRISTO, que é a Igreja. Assim como no
corpo humano temos cinco sentidos (olfato,visão,tato,paladar e audição), assim
também no corpo de CRISTO, na terra tem cinco ministérios.
3- Dons do ESPÍRITO SANTO (Manifestações do ESPÍRITO SANTO =
mostrar realmente a presença de DEUS):
A cada um, porém, é dada a manifestação
do ESPÍRITO para o proveito comum. Porque a um, pelo ESPÍRITO, é dada a palavra
da sabedoria; a outro, pelo mesmo ESPÍRITO, a palavra da ciência; a outro, pelo
mesmo ESPÍRITO, a fé; a outro, pelo mesmo ESPÍRITO, os dons de curar; a outro a
operação de milagres; a outro a profecia; a outro o dom de discernir espíritos;
a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação de línguas. Mas um só
e o mesmo ESPÍRITO opera todas estas coisas, distribuindo particularmente a
cada um como quer. Para estudá-los dividimos em.
4- DONS DE REVELAÇÃO - DONS DE PODER -
DONS DE INSPIRAÇÃO.
4.1- DONS DE REVELAÇÃO (REVELAM ALGO
OCULTO OU DESCONHECIDO SOBRENATURALMENTE).
4.1.1. Palavra de sabedoria:
Palavra= pequena parte da sabedoria de
DEUS; acontecimento futuro, só DEUS sabe; tem a ver com onisciência.
Ex:JESUS: "Daquele dia e hora, porém, ninguém sabe, nem
os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai. Pois como foi dito nos dias de
Noé, assim será também a vinda do Filho do homem.Porquanto, assim como nos dias
anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o
dia em que Noé
entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos;
assim será também a vinda do Filho do homem. Então, estando dois homens no
campo, será levado um e deixado outro; estando duas mulheres a trabalhar no
moinho, será levada uma e deixada a outra. Vigiai, pois, porque não sabeis em
que dia vem o vosso Senhor; sabei, porém, isto: se o dono da casa soubesse a
que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua
casa. Por isso ficai também vós apercebidos; porque numa hora em que não
penseis, virá o Filho do homem." (Mt 24: 36-44)
Paulo: "34 Rogo-vos, portanto, que comais alguma coisa,
porque disso depende a vossa segurança; porque nem um cabelo cairá da cabeça de
qualquer de vós." (At 27:34).
4.1.2. Palavra de conhecimento ou da ciência:
Palavra = pequena parte do conhecimento de DEUS, revelação
de coisa conhecida; tem a ver com onipresença. (pode ser coisa conhecida por
pessoas em outra parte ou localidade, que é revelada aqui onde estamos).
Ex: JESUS: "Mas JESUS logo percebeu em seu espírito que
eles assim arrazoavam dentro de si, e perguntou-lhes: Por que arrazoais desse
modo em vossos corações?" (Mc 2:8)
JESUS: Jo 1.48 Perguntou-lhe Natanael: Donde me conheces?
Respondeu-lhe JESUS: Antes que Felipe te chamasse, eu te vi, quando estavas
debaixo da figueira.
Paulo: "Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos
dormiremos mas todos seremos transformados"(I Co 15:51).
4.1.3. Discernimento de espíritos:
Saber de onde vem e o que está operando
numa pessoa.
Ex: JESUS: "E JESUS, vendo-lhes a fé, disse ao
paralítico: Filho, perdoados são os teus pecados."(Mc 2:5)
Paulo:" E fazia isto por muitos dias. Mas Paulo,
perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Eu te ordeno em nome de JESUS CRISTO
que saias dela. E na mesma hora saiu."(At 16:18).
4.2- DONS DE PODER (DÃO PODER PARA SE
FAZER ALGO SOBRENATURAL).
4.2.1. Fé:
Para crer no impossível (temos fé
natural, sobrenatural e espiritual), precisamos de fé para comer (pode estar
envenenado), para andar no meio da rua (pode ser atropelado), para viajar de
avião (pode cair), para adorar a DEUS (Não estamos vendo-o), para crer em
milagres sem os ver. Don de fé é acreditar que o impossível de acontecer já
aconteceu. É impossível que alguém que já morreu torne a viver.
Ex: JESUS: "E, tendo dito isso, clamou em alta voz:
Lázaro, vem para fora!(Jo 11: 43)
Paulo: "Tendo Paulo descido, debruçou-se sobre ele e,
abraçando-o, disse: Não vos perturbeis, pois a sua alma está nele."(At
20:10)
NASCERIA UM FILHO DE UM CASAL EM
QUE O HOMEM TEM 100 ANOS E A MULHER 90 ANOS? ABRAÃO CREU
ASSIM MESMO. PODERIA ALGUÉM MATAR UM FILHO E DEPOIS VOLTAR PARA CASA COM ESTE
FILHO VIVO? ABRAÃO CREU; POR ISSO FOI JUSTIFICADO PELA SUA FÉ EM DEUS.
4.2.2. Dons de curar:
Dons no plural, alguns são usados para
certos tipos de doenças, NENHUMA PESSOA É USADA PARA CURAR TODOS OS TIPOS DE
DOENÇA.
Ex: JESUS: "Mas ele, conhecendo-lhes os pensamentos,
disse ao homem que tinha a mão atrofiada: Levanta-te, e fica em pé aqui no
meio. E ele, levantando-se, ficou em pé."(Lc 6:8)
Paulo: "Aconteceu estar de cama, enfermo de febre e
disenteria, o pai de Públio; Paulo foi visitá-lo, e havendo orado, impôs-lhe as
mãos, e o curou."(At 28:8); "Erasto ficou em Corinto; a Trófimo
deixei doente em Mileto."(2Tm 4:20). PAULO NÃO CUROU SEU COMPANHEIRO
TRÓFIMO.
4.2.3. Operação de maravilhas:
Mudança na natureza, MUDA O QUE ERA
NATURAL.
EX. PARAR O SOL (JOSUÉ) - VOLTAR DEZ GRAUS O TEMPO (ISAÍAS)
Ex: JESUS: "Dito isto, cuspiu no chão e com a saliva
fez lodo, e untou com lodo os olhos do cego, e disse-lhe: Vai, lava-te no
tanque de Siloé (que significa Enviado). E ele foi, lavou-se, e voltou
vendo."(Jo 9:6,7)
Paulo: "Mas ele, sacudindo o réptil no fogo, não sofreu
mal nenhum."(At 28:5).
4.3- DONS DE
INSPIRAÇÃO OU DA FALA (DIZEM ALGO DE SOBRENATURAL).
4.3.1. Profecia:
Pode vir de 3 fontes: DEUS, homem e
satanás. Devem ser julgadas (1 Ts 5:21,22) e controladas para haver ordem no
culto; um depois do outro e no máximo três em cada reunião (1 Co 14.31). Não
devem ser desprezadas(1 Ts 5:20). Vêm para edificação, exortação e
consolação(1 Co 14:3). Línguas + Interpretação = Profecia (1 Co
14:27,13). Diferente de profeta, todo profeta profetiza, nem todo que profetiza
é profeta (1Co 14:31) e (Ef 4:11) Profeta é ministério dado por CRISTO, profecia
é manifestação do ESPÍRITO SANTO. Profeta prediz alguma coisa que ainda vai
acontecer, profecia não prediz nada. Todos podem profetizar (1 Co 14.31), mas
poucos são chamados para serem profetas.
Ex: JESUS: "Assim também vós agora, na verdade, tendes
tristeza; mas eu vos tornarei a ver, e alegrar-se-á o vosso coração, e a vossa
alegria ninguém vo-la tirará."(Jo 16:22).
Paulo: "disse Paulo ao centurião e aos soldados: Se
estes não ficarem no navio, não podereis salvar-vos. Então os soldados cortaram
os cabos do batel e o deixaram cair. Enquanto amanhecia, Paulo rogava a todos
que comessem alguma coisa, dizendo: É já hoje o décimo quarto dia que esperais
e permaneceis em jejum, não havendo provado coisa alguma. Rogo-vos, portanto,
que comais alguma coisa, porque disso depende a vossa segurança; porque nem um
cabelo cairá da cabeça de qualquer de vós."(At 27:31-34).
4.3.2. Variedade de línguas:
4 tipos de línguas: Não proibais falar em
línguas; é ordem de DEUS (1 Co 14.39).
4.3.2.1. Língua para oração:
"Porque se eu orar em
língua, o meu espírito ORA BEM, mas o meu entendimento fica
infrutífero."(I Co 14:14). Você quer orar bem? Veja também em Rm 8.26 que
não sabemos pedir como convém, mas o ESPÍRITO SANTO sabe o que precisamos e ELE
sabe pedir.
Fala com DEUS: "Porque o que fala em língua não fala
aos homens, mas a DEUS; pois ninguém o entende; porque em espírito fala
mistérios."(I Co 14:2). Por isso é tão combatido o falar em línguas, pois
nem Satanás entende.
Edificação própria: "O que fala em língua edifica-se
a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja."(I Co 14:4)
Você quer ser edificado? "Mas vós, amados,
edificando-vos sobre a vossa santíssima fé, orando no ESPÍRITO
SANTO," Jd.20 (orar no ESPÍRITO, não quer dizer orar em
pensamento).
4.3.2.2. Língua para
interpretação:
"Todos têm dons de
curar? falam todos em línguas? interpretam todos?"(I Co 12:30), nem todos
recebem; "Que fazer, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o
entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o
entendimento."(I Co 14:15). Falam em línguas todos? Quer dizer em línguas
para interpretação, ou seja, nem todos têm o dom de línguas, mesmo sendo
batizados. Essa linguagem pode ser interpretada pelo que fala ou por outrem.
4.3.2.3. Língua como sinal para
incrédulo:
"De modo que as
línguas são um sinal, não para os crentes, mas para os incrédulos; a profecia,
porém, não é sinal para os incrédulos, mas para os crentes."(I Co 14:22);
estrangeiros ouvem em sua própria língua, ex: "Ouvindo-se, pois, aquele
ruído, ajuntou-se a multidão; e estava confusa, porque cada um os ouvia falar
na sua própria língua."(At 2:6). Pode alguém ser usado para falar, por
exemplo em alemão em algum lugar e uma pessoa presente alí, que fala alemão
entenderá tudo o que DEUS quer falar-lhe.
4.3.2.4. Gemidos inexprimíveis:
" Do mesmo modo também o ESPÍRITO
nos ajuda na fraqueza; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém,
mas o ESPÍRITO mesmo intercede por nós com gemidos inexprimíveis."(Rm
8:26), oração intercessora. O ESPÍRITO SANTO é nosso intercessor aqui na terra.
ELE leva nossa oração a JESUS CRISTO que está assentado à direita de DEUS PAI,
intercedendo por nós lá no céu. O pai recebe a oração e responde de acordo com
sua vontade.
4.3.3. Interpretação de Línguas:
"Que fazer, pois, irmãos? Quando vos congregais, cada
um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem
interpretação. Faça-se tudo para edificação. Se alguém falar em língua, faça-se
isso por dois, ou quando muito três, e cada um por sua vez, e haja um que
interprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado (ore tão baixinho que
ninguém o note) na igreja, e fale consigo mesmo, e com DEUS."(I Co
14:26-28); "Por isso, o que fala em língua, ore para que a possa
interpretar."(I Co 14:13) JESUS não falava porque tudo que falava era o
que DEUS queria falar e as línguas são sinais da presença de DEUS em nosso
meio, JESUS é DEUS.
Paulo: "Dou graças a DEUS, que falo em línguas mais do
que vós todos."(I Co 14:18).Não quis dizer latim, grego e hebraico, pois
são línguas aprendidas e faladas no tempo de Paulo por quase todos; o que Paulo
quis dizer é que orava muito em línguas e também que tinha dom de línguas.
Nós falamos sem aprender, vem de cima, vem de DEUS,
não necessitamos que alguém nos ensine, podemos receber na igreja, na rua, no
campo, em casa (como aconteceu comigo) ou outro qualquer lugar sem
interferência de outrem ou por imposição de mãos de alguém.
5- CONSIDERAÇÕES FINAIS:
5.1• Dons, só depois do batismo com o ESPÍRITO
SANTO.(vaso vazio não transborda)
5.2• O senhorio é de CRISTO.(o cabeça do corpo)
5.3• Para glorificação de DEUS.(o ESPÍRITO SANTO glorifica a
DEUS)
5.4• Vaso deve estar limpo sempre para o uso
constante.(santificação)
5.5• Nada é de nós mesmos, tudo vem de DEUS(nada de orgulho).
5.6• Todos os dons são para os outros só um para nós
linguagem de oração. (língua que foi batizado)
Paulo e os Dons
Estudando sobre a vida do apóstolo Paulo pude confirmar
realmente que os nove dons operavam em seu ministério:
Vamos ver:
- PALAVRA DE SABEDORIA: (pequena parte da sabedoria de DEUS
a respeito do futuro) At 27.22 Mas agora vos admoesto a que tenhais bom ânimo,
porque não se perder] a vida de nenhum de vós, mas somente o navio.
- PALAVRA DE CONHECIMENTO: (pequena parte do
conhecimento de DEUS a respeito de algo conhecido em outra parte, porém
não no local revelado) At 27.10 Dizendo-lhes: Senhores, vejo que a navegação há
de ser incômoda, e com muito dano, não só para o navio e carga, mas também para
as nossas vidas.
- DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS: At 16.18 E isto fez ela por
muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Em nome de
JESUS CRISTO, te mando que saias dela. E na mesma hora saiu.
- FÉ: (Dom necessário para ressurreição de mortos - crer no
impossível) At 20.10 Paulo, porém, descendo, inclinou-se sobre ele e,
abraçando-o, disse: Não vos perturbeis, que a sua alma nele está.
– Milagres ou Maravilhas (Agindo sobrenaturalmente na
natureza) At 28. 5 Mas, sacudindo ele a víbora no fogo, não sofreu nenhum
mal.
– DONS DE CURAR: At 28. 8 E aconteceu estar de cama enfermo
de febre e disenteria o pai de Públio, que Paulo foi ver, e, havendo orado, pôs
as mãos sobre ele, e o curou.
- PROFECIA (Edificação, Exortação e Consolação) Ts 4.13 Não
quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que
não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança.
– DOM VARIEDADE DE LÍNGUAS: 1 Co 14. 18 Dou graças ao meu
DEUS, porque falo mais línguas do que vós todos
– DOM DE INTERPRETAÇÃO DE LÍNGUAS: 1 Co 14. 13 Por isso, o
que fala em língua desconhecida, ore para que a possa interpretar (Este não está
claro, porém por dedução, como estava ensinando, muito provavelmente era o que
acontecia com ele próprio).
Em 1 Coríntios 12.4~6, Paulo ensina que há dons (gr.
charismatõn) diferentes, ministérios (gr. diakoniõn) diferentes e resultados
(gr. energêmatõn) diferentes. Isto é, cada dom pode ser exercido através de
ministérios diferentes e produzir resultados diferentes, sendo que todos
honrarão a Deus. Paulo, usando a analogia dos diferentes membros do corpo, diz
que Deus distribui os membros no Corpo conforme Ele deseja, dando~nos
ministérios diferentes com resultados variados. O esboço em 1 Coríntios 14 trata da função
prática. Incrível diversidade, incrível praticabilidade!
Examinando
os textos paralelos e acrescentando 1 Pedro 4.10,11, obtemos as 13 diretrizes
que se seguem:
1.
Devemos exercer o nosso ministério proporcionalmente à nossa fé.
2.
Devemos concentrar a nossa atenção nos ministérios
que
sabemos possuir, e aprimorá-los.
3. Devemos
manter as atitudes certas: contribuir com generosidade, orientar com diligência
e ter alegria em demonstrar misericórdia.
4. Todos
temos funções diferentes no corpo de Cristo, e devemos compreender o
relacionamento com o corpo inteiro
5. Os dons
devem edificar a todos, e não somente ao indivíduo.
6. A ninguém cabe o senso de
superioridade ou inferioridade, pois cada membro é igualmente importante.
7. Os dons
são dados a nós, mas não os alcançamos por nossos méritos. A vontade e a
soberania de Deus determinam essa distribuição. Sua ação específica de
distribuir os dons na Igreja é demonstrada pelos seguintes verbos:
"dar" (Rm 12.6; Ef4.11) e "por" (1 Co 12.28). Paulo afirma
ainda, em 1 Coríntios 12.28~31, que devemos concentrar nossos esforços nos
ministérios que sabemos que Deus nos tem dado.
8. Ao
mesmo tempo, são manifestações dadas por Deus, e não talentos humanos. Deus
continua outorgando dons conforme o seu querer.28 Devemos acolher todos eles
com receptividade. Se soubermos qual parte do Corpo somos e quais os nossos
ministérios, poderemos canalizar com eficácia os dons.
9.
Embora exerçamos um dom até à sua máxima capacidade, tudo será fútil sem o
amor. Evidentemente, temos apenas o conhecimento parcial, e é só o que
conseguimos compartilhar. Os dons são dados continuamente, segundo nossa medida
de fé (e não uma vez por todas). Os dons devem ser testados; devem estar
sujeitos aos mandamentos do Senhor. O enfoque é o amadurecimento da igreja, e
não a grandeza do dom. Estas verdades devem nos levar à humildade, à estima por
Deus e pelo próximo e à zelosa disposição de obedecer a Ele.
10.
Ministérios de capacitação têm a função especial de deixar livres outras
pessoas para exercer seus ministérios e desenvolver a maturidade. Apóstolos,
profetas, evangelistas e pastores-mestres são dons à Igreja. Aparecem na ordem
histórica da fundação e estabelecimento da igreja, e não segundo uma
classificação qualquer de autoridade (1 Co 12.28).29
11.
Devemos ministrar a graça de Deus nas suas várias formas. 1 Pedro 1.6 revela
que os cristãos haviam passado por tristezas as mais variadas. Deus tem uma
graça especial para ministrar a cada tristeza. O ministro fiel saberá ministrar
a cada necessidade. Devemos escolher com cuidado quando, onde e como melhor
ministrar a graça de Deus.30
12.
Devemos ministrar com confiança, na força do Senhor, sem timidez e sem tentar
fazer tudo pelos próprios esforços. Conceito semelhante encontramos em Romanos
12, onde o ministrar é proporcional à nossa fé. Mas Pedro ordena falarmos como
se fossem as próprias palavras de Deus! (1 Pe 4.11).
13.
Finalmente, Deus deve receber toda a glória. Todos os dons são graças com que
Deus tem abençoado a sua Igreja.
RESUMO DA REVISTA:
COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO
Concernente os dons espirituais, dois princípios devem ficar
patentes. Primeiro, quando uma pessoa recebe do Senhor os dons do ESPÍRITO, não
significa que ela é mais perfeita ou que é mais merecedora das bênçãos divinas
do que outras. Segundo, assim como o crente não é salvo pelas obras, mas pela
graça divina (Ef 2.8; Tt 3.5), os dons do ESPÍRITO são concedidos pela graça de
DEUS para que ninguém se engrandeça (Rm 12.6).
I. GENERALIDADES SOBRE OS DONS ESPIRITUAIS
Os dons espirituais são uma dotação sobrenatural concedida
pelo ESPÍRITO SANTO ao crente, para o serviço e execução dos propósitos de DEUS
na igreja e através dela.
1. Principais passagens. São sete as principais passagens que tratam sobre os
dons espirituais: 1 Co 12.1-11, 28-31; 13; 14; Rm 12.6-8; Ef 4.7-16; Hb 2.4; 1
Pe 4.10, 11.
2. Termos bíblicos designadores dos dons. Abordaremos apenas os principais:
a) Dons espirituais (pneumatikos).
b) Dons da graça (charismata).
c) Ministérios (diakoniai).
d) Operações (energemata).
e) Manifestação (phanerosis).
3. Classificação dos dons espirituais. Os dons espirituais podem ser
classificados como:
a) Manifestações do ESPÍRITO.
b) Dons de ministério prático.
4. Alvo e resultado dos dons (1 Co 12.7b). São propósitos dos dons
espirituais:
a) A glorificação do Senhor JESUS (Jo 16.14).
b) A confirmação da Palavra de DEUS (Mc 16.17-20; Hb 2.3,4).
c) O crescimento em quantidade e qualidade da obra de DEUS
(At 6.7; 19.20; 9.31; Rm 15.19).
d) A edificação espiritual da Igreja (1 Co 12.12-27).
e) O aperfeiçoamento dos santos (Ef 4.11, 12).
5. O exercício dos dons espirituais (1 Co 14.26, 32, 33, 40). Toda
energia e poder sem controle são desastrosos.
II. EXPLANAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DOS DONS
1. Dons espirituais de manifestação do ESPÍRITO. Estão classificados em:
a) Dons que manifestam o SABER de DEUS:
A palavra da sabedoria (1 Co 12.8).
A palavra da ciência (1 Co 12.8).
Discernir os espíritos (1 Co 12.10).
b) Dons que manifestam o PODER de DEUS.
Fé (1 Co 12.9).
Dons de curar (1 Co 12.9).
Operação de maravilhas (1 Co 12.10). S
c) Dons que manifestam a MENSAGEM de DEUS.
Profecia (1 Co 12.10).
Variedade de línguas (1 Co 12.10).
Interpretação das línguas (1 Co 12.10).
2. Dons espirituais de ministérios práticos (Operações
de DEUS PAI) (Rm 12.6-8; 1
Co 12.28-30). São administrações de serviços práticos que, pela sua natureza,
residem no portador.
a) Ministério (Rm 12.7).
b) Ensinar (Rm 12.7).
c) Exortar (Rm 12.8).
d) Repartir (Rm 12.8).
e) Presidir (Rm 12.8).
f) Exercitar misericórdia (Rm 12.8).
g) Socorros (1 Co 12.28).
h) Governos (1 Co 12.28).
3. Dons espirituais na área do ministério (Pessoas dadas por
CRISTO à igreja, para administrá-la). Esses dons são enumerados em Efésios 4.11 e 1 Coríntios
12.28, 29, a
saber: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores, doutores ou mestres.
III. RESPONSABILIDADE QUANTO AOS DONS
1. Conhecer os dons. "Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que
sejais ignorantes" (1 Co 12.1).
2. Buscar os dons. "Procurai com zelo os melhores dons" (1 Co
12.31).
3. Zelar pelos dons. "Procurai com zelo os dons espirituais" (1 Co
14.1).
4. Ser abundante nos dons. "Procurai sobejar neles, para a edificação da
igreja" (1 Co 14.12).
5. Ter autodisciplina nos dons. "E os espíritos dos profetas
estão sujeitos aos profetas" (1 Co 14.32).
6. Ter decência e ordem no exercício dos dons. "Mas faça-se tudo decentemente
e com ordem" (1 Co 14.40).
CONCLUSÃO
Poder, sinais, curas, libertação e maravilhas devem
caracterizar um genuíno avivamento pleno de renovação espiritual e pentecostal.
No entanto, deve ser livre de escândalos, engano, falsificação, mas dentro da
decência e da ordem que a Palavra de DEUS preceitua (1 Co 14.26-40).
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES: Subsídio Teológico
"Propósito dos Dons Espirituais: Fortalecer a Igreja.
Visto ser o propósito dos dons espirituais fortalecer a
Igreja, as curas, os milagres, as línguas e a profecia não se confinam aos
apóstolos, ou a umas poucas pessoas do primeiro século da era cristã. Antes,
esses dons foram largamente distribuídos no seio da Igreja. Como já disse, o
dom de profecia encontrava-se na igreja em Roma (Rm 12.6), Corinto (1 Co
12.10), Éfeso (Ef 4.11), Tessalônica (1 Ts 5.20) e Antioquia (At 13.1). O Novo
Testamento também cita alguns indivíduos não-apóstolos, mas que eram chamados
profetas ou exerciam dons de revelação: Ágabo (At 11.28; 21.10,11), Judas e
Silas (At 15.32), as quatro filhas de Filipe, que profetizavam (At 21.9), e
Ananias (At 9.10-19). Milagres eram operados em Corinto (1 Co 12.20) e nas
igrejas da Galácia (Gl 3.5). Havia dom de línguas em Jerusalém (At 2.1-13), em
Cesaréia, entre os convertidos gentios (At 10.44-48), em Éfeso (At 19.1-7), em
Samaria (At 8.14-25) e em Corinto (1 Co 12-14).
O propósito de fortalecer a Igreja é particularmente
verdadeiro quanto ao dom da profecia. Paulo mantém que 'o que profetiza, fala
aos homens, edificando, exortando e consolando' (1 Co 14.3). E, novamente: 'O
que profetiza edifica a igreja' (1 Co 14.4).
Visto ser a edificação o propósito primário dos dons
espirituais, como poderia alguém concluir que foram retirados da Igreja? Se
esses dons edificaram a Igreja no primeiro século, por que não a edificariam no
século XX? As próprias declarações da Bíblia forçam-nos a crer na sua
continuidade."
(DEERE, Jack. Surpreendido pelo poder do ESPÍRITO. Rio de
Janeiro: CPAD, 1995, p.135.)
Questionário da Lição 5 - Os dons do ESPÍRITO
SANTO - por Ev. Luiz Henrique - www.apazdosenhor.org.br/estudos_biblicos
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
"Mas um ________________ e o mesmo ______________ opera
todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como
_____________" (1 Co 12.11).
VERDADE PRÁTICA
2- Complete:
_______________ espirituais são dotações sobrenaturais do
_______________ SANTO sobre o crente, capacitando-o para glorificar a
___________________ e realizar a obra de DEUS.
INTRODUÇÃO
3- Complete:
Quando uma pessoa recebe do Senhor os ___________ do
ESPÍRITO, não significa que ela é mais _____________ ou que é mais merecedora
das bênçãos _______________ do que outras. Segundo, assim como o crente não é
salvo pelas obras, mas pela ______________ divina (Ef 2.8; Tt 3.5), os dons do
ESPÍRITO são concedidos pela __________________ de DEUS para que ninguém se
engrandeça (Rm 12.6).
I. GENERALIDADES SOBRE OS DONS ESPIRITUAIS
4- Os dons espirituais são uma dotação sobrenatural
concedida por quem e para que?
( ) Pelo ESPÍRITO SANTO ao crente, para o serviço e
execução dos propósitos de DEUS na igreja e através dela.
( ) Pelo PAI ao crente, para o serviço e execução dos
propósitos de DEUS na igreja e através dela.
( ) Por JESUS ao crente, para o serviço e execução dos
propósitos de DEUS na igreja e através dela.
5- São sete as principais passagens que tratam sobre
os dons espirituais, quais são?
( ) 1 Co 12.1-11, 1 Co 28-31; 1 Co 13; 14; Rm 12.6-8;
Ef 4.7-16; 1Pe 2.4; 1 Pe 4.10, 11.
( ) 1 Co 12.1-11, 1 Co 28-31; 1 Co 13; 14; Rm 12.6-8;
Ef 4.7-16; 1 Pe 4.10, 11; 2 Pe 2.4
( ) 1 Co 12.1-11, 1 Co 28-31; 1 Co 13; 14; Rm 12.6-8;
Ef 4.7-16; Hb 2.4; 1 Pe 4.10, 11.
6- Quais são os principais termos bíblicos designadores dos
dons?
|
Ligue a primeira coluna de acordo
com a segunda:
|
|
Manifestação (phanerosis).
|
|
Esses dons são operações diretas
do poder de DEUS para a realização de seus propósitos (vv. 9, 10).
|
|
Operações (energemata).
|
|
Correspondem aos dons de serviços
ou ministérios práticos. São ministrações sobrenaturais do ESPÍRITO através
dos membros da igreja como um corpo (1 Co 12.5,12-27).
|
|
Dons da graça (charismata).
|
|
O termo refere-se às manifestações
sobrenaturais da parte do ESPÍRITO SANTO por meio dos dons (v.7; 14.1).
|
|
Dons espirituais (pneumatikos).
|
|
Embora sejam sobrenaturais, o
sentido do termo original aqui, sugere que os dons operam na esfera do
natural, do sensível, do visível.
|
|
Ministérios (diakoniai).
|
|
Falam da graça subseqüente de DEUS
em todos os tempos e aspectos da salvação (1 Co12.4; Rm 12.6).
|
7- Como os dons espirituais podem ser classificados? Coloque
V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
( ) Milagres especiais de JESUS
( ) Manifestações do ESPÍRITO
( ) Dons de ministério prático.
8- Conforme as Manifestações do ESPÍRITO, quantos são os
dons, de acordo com 1 Coríntios 12.8-10? Coloque V" para Verdadeiro e
"F" para Falso:
( ) São nove dons pelo ESPÍRITO SANTO.
( ) São doze dons pelo ESPÍRITO SANTO.
( ) São treze dons pelo ESPÍRITO SANTO.
9- O que são Dons de ministério prático? Coloque V"
para Verdadeiro e "F" para Falso:
( ) São dons de serviços práticos individuais ou em
grupo (Rm 12.6-8; 1 Co 12.28-30). Nestas passagens eles aparecem com os demais
dons espirituais e, sob o mesmo título original, "espirituais" (dons
do merecimento).
( ) São dons de diáconos práticos
individuais ou em grupo (1 Pe 12.6-8; 1 Co 12.28-30). Nestas passagens eles
aparecem com os demais dons espirituais e, sob um título diferente:
"charismata" (dons da graça).
( ) São dons de serviços práticos
individuais ou em grupo (Rm 12.6-8; 1 Co 12.28-30). Nestas passagens eles
aparecem com os demais dons espirituais e, sob o mesmo título original,
"charismata" (dons da graça).
10- Quais são propósitos dos dons espirituais? Coloque
V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
( ) A confirmação do ministério do crente (Mc
16.17-20; Hb 2.3,4).
( ) A confirmação da posição do crente na igreja (Mc
16.17-20; Hb 2.3,4).
( ) A glorificação do Senhor JESUS (Jo 16.14).
( ) A confirmação da Palavra de DEUS (Mc 16.17-20; Hb
2.3,4).
( ) O crescimento em quantidade e qualidade da obra de
DEUS (At 6.7; 19.20; 9.31; Rm 15.19).
( ) A edificação espiritual da Igreja (1 Co 12.12-27).
( ) O aperfeiçoamento dos santos (Ef 4.11, 12).
11- O que devem fazer os que recebem os dons? Coloque
V" para Verdadeiro e "F" para Falso:
( ) Exercer o dom segundo sua orientação pessoal,
sabendo de seu pastor o que fazer;
( ) Procurar saber o que a Palavra ensina sobre o
exercício daquele dom em particular;
( ) Exercer o dom segundo a Escritura;
( ) Evitar desordens e confusões no uso dos dons.
II. EXPLANAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DOS DONS
12- Como estão classificados os Dons espirituais de
manifestação do ESPÍRITO?
|
Ligue a primeira coluna de acordo com a segunda:
|
|
Dons que manifestam a MENSAGEM de DEUS.
|
|
A palavra da sabedoria (1 Co 12.8). É um dom de
manifestação da sabedoria sobrenatural pelo ESPÍRITO SANTO, necessário ao
pastoreio, na administração e liderança.
A palavra da ciência (1 Co 12.8). É um dom de manifestação
de conhecimento sobrenatural pelo ESPÍRITO SANTO; de fatos, causas,
ensinamentos, etc.
Discernir os espíritos (1 Co 12.10). É um dom de
conhecimento e revelação sobrenaturais pelo ESPÍRITO SANTO para não sermos
enganados por Satanás e pelos homens.
|
|
Dons que manifestam o PODER de DEUS.
|
|
Profecia (1 Co 12.10). É um dom de manifestação
sobrenatural de mensagem verbal pelo ESPÍRITO, para a edificação, exortação e
consolação do povo de DEUS (1 Co 14.3).
Variedade de línguas (1 Co 12.10). É um dom de expressão
plural. É um milagre lingüístico sobrenatural. Nem todos os crentes batizados
com o ESPÍRITO SANTO recebem este dom (1 Co 12.30).
Interpretação das línguas (1 Co 12.10). É um dom de
manifestação de mensagem verbal, sobrenatural, pelo ESPÍRITO SANTO. Não se
trata de "tradução de línguas", mas de "interpretação de
línguas". Tradução tem a ver com palavras; interpretação com mensagem.
|
|
Dons que manifestam o SABER de DEUS
|
|
Fé (1 Co 12.9). É um dom de manifestação de poder
sobrenatural pelo ESPÍRITO SANTO, a fim de que a igreja supere os obstáculos,
sejam quais forem.
Dons de curar (1 Co 12.9). Literalmente, "dons de
curas". São dons de manifestação de poder sobrenatural pelo ESPÍRITO
SANTO para a cura das doenças do corpo, da alma e do espírito, dos crentes
quanto dos incrédulos.
Operação de maravilhas (1 Co 12.10). São operações de
milagres extraordinários e espantosos pelo poder de DEUS, para despertar e
convencer os incrédulos.
|
13- Quais são os Dons espirituais de ministérios práticos (Rm 12.6-8; 1 Co 12.28-30).
|
Ligue a primeira coluna de acordo com a segunda:
|
|
Exortar (Rm 12.8)
|
|
O sentido é doar generosamente, oferecer; distribuir aos
necessitados sem esperar recompensa ou reconhecimento, movido pelo ESPÍRITO.
Este dom ocupa-se da benevolência, beneficência,humanitarismo, filantropia,
altruísmo.
|
|
Socorros (1 Co 12.28).
|
|
Este dom refere-se a assistência aos sofredores,
necessitados, carentes; fracos, enfermos, presos, visitação, compaixão.
|
|
Exercitar misericórdia (Rm 12.8).
|
|
É um dom plural no seu exercício. É dirigir, guiar e
conduzir com segurança e destreza. O termo original sugere pilotar uma
embarcação com segurança, destreza e responsabilidade.
|
|
Governos (1 Co 12.28).
|
|
É o dom espiritual de ensinar, tanto na teoria, como na
prática; ensinar fazendo; ensinar a fazer e a entender. Não confundir com o
ministério de ensino de Efésios 4.11 e Atos 13.1.
|
|
Ensinar (Rm 12.7).
|
|
Literalmente "achegar-se para socorrer". É o
caso de enfermos, exaustos, famintos, órfãos, viúvas, etc.
|
|
Presidir (Rm 12.8).
|
|
É servir capacitado sobrenaturalmente pelo ESPÍRITO SANTO.
Ministração, prestar serviço material e espiritual sem esperar reconhecimento
ou remuneração.
|
|
Ministério (Rm 12.7).
|
|
É conduzir, dirigir, organizar, liderar, orientar com
segurança, conhecimento e discernimento espiritual.
|
|
Repartir (Rm 12.8).
|
|
Exortar aqui, é como dom: ajudar, assistir, encorajar,
animar, consolar, unir pessoas separadas, admoestar.
|
14- Quais são os Dons espirituais na área do ministério?
( ) Apóstolos, profetas, evangelistas, pastores,
diáconos ou ensinadores. (Efésios 4.11 e 1 Coríntios 12.28, 29)
( ) Pastores, evangelistas e diáconos. (Efésios 4.11 e
1 Coríntios 12.28, 29)
( ) Apóstolos, profetas, evangelistas, pastores,
doutores ou mestres. (Efésios 4.11 e 1 Coríntios 12.28, 29)
II. RESPONSABILIDADE QUANTO AOS DONS
15- Quais são as responsabilidades de cada crente, quanto
aos dons?
|
Ligue a primeira coluna de acordo com a segunda:
|
|
Zelar pelos dons.
|
|
"E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos
profetas" (1 Co 14.32).
|
|
Ser abundante nos dons.
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|
"Mas faça-se tudo decentemente e com ordem" (1
Co 14.40)
|
|
Ter autodisciplina nos dons.
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|
Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais
ignorantes" (1 Co 12.1)
|
|
Buscar os dons.
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|
"Procurai sobejar neles, para a edificação da
igreja" (1 Co 14.12).
|
|
Ter decência e ordem no exercício dos dons.
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|
"Procurai com zelo os dos espirituais" (1
Co 14.1).
|
|
Conhecer os dons.
|
|
"Procurai com zelo os melhores dons" (1 Co
12.31)
|
CONCLUSÃO
16- Como deve ser um real avivamento, dentro dos moldes
bíblicos?
( ) Poder, sinais, curas, libertação e maravilhas.
( ) Devem caracterizar um avivamento pentecostal
temporário.
( ) Deve ser livre de escândalos, engano, falsificação
( ) Dentro da decência e da ordem que a Palavra de
DEUS preceitua (1 Co 14.26-40).
( ) Devem caracterizar um genuíno avivamento pleno de
renovação espiritual e pentecostal.
Topo
ATUALIDADE DOS DONS ESPIRITUAIS
Luiz Antonio Ferraz / outubro de 1995
INTRODUÇÃO
Os Nove
Dons Extraordinários
Neste trabalho, nos
propomos a demonstrar a atualidade dos dons espirituais. Desejamos comprovar
que os dons extraordinários não cessaram com a ultimação do Novo Testamento.
Segundo alguns expoentes, os dons dividem-se em ordinários e extraordinários.
Na primeira classificação incluem-se os dons de natureza comum. Na segunda
encontramos aqueles dons de caráter sobrenatural. Na opinião de muitos
eruditos, alguns desses dons de natureza sobrenatural cessaram quando o Novo
Testamento foi completado. Esses dons extraordinários são aqueles nove
alistados em I Coríntios
12:8-10: (1) palavra da sabedoria, (2) palavra do conhecimento, (3) fé, (4)
curas, (5) operação de milagres, (6) profecia, (7) discernimento de espíritos,
(8) variedade de línguas, (9) interpretação de línguas. Afirma-se que nos dias
de hoje não devem existir esses dons, porque eles tinham a função de causar
efeito, autenticar a mensagem apostólica e servir de sinal para a inauguração
de uma nova era que estava surgindo no plano dispensacional de DEUS.
Para levar a efeito nosso propósito, dividimos este ensaio
em dois capítulos. Na primeira parte apresentamos os pressupostos filosóficos
que devem ser vistos como evidências, e não como provas, da atualidade dos dons
extraordinários. É importante salientar que, toda vez que utilizarmos a
expressão "dons extraordinários" neste trabalho, estaremos nos
referindo aos nove dons alistados em I Coríntios 12:8-10. A segunda parte traz
argumentos escriturísticos extraídos das Sagradas Escrituras (Basearemos nossos
argumentos em uma única passagem bíblica: a passagem clássica de I Coríntios
13:8-13 onde, alguns supostamente encontram elementos para negarem a atualidade
dos dons extraordinários). Obviamente, nas Escrituras reside nossa melhor força
argumentativa, pois é dela que extraímos o material mais apropriado, sem,
contudo, desprezarmos as fontes extrabíblicas, pois estas trouxeram grande
contribuição a este trabalho. Reconhecemos, entretanto, que qualquer outra
fonte, por melhor que seja, seria inútil se estivesse desassociada do
reconhecimento da superioridade, inerrância e infalibilidade das Escrituras
Sagradas. É, pois, da análise da Bíblia que ousamos apresentar provas
incontestáveis da atualidade dos dons extraordinários. A filosofia nos foi
muito útil, mas apenas como ferramenta de apoio, e não como prova cabal. A
filosofia demonstra as evidências. As Escrituras comprovam os fatos.
Apesar da suficiência das Escrituras, era nosso desejo
enriquecer este trabalho com outras fontes, além dos argumentos filosóficos.
Gostaríamos de ter apresentado os fatos históricos, o que certamente
abrilhantaria esta tese. Mas a escassez de tempo e espaço nos obrigou a
limitarmos nosso trabalho em apenas duas fontes.
Não temos a pretensão de sermos inéditos, pois em toda parte
podemos encontrar, com certa profusão, obras sobre o assunto. Também não
pretendemos esgotar este tema, pois homens com mais capacidade do que nós
escreveram obras com superior qualidade. Neste sentido nosso trabalho está
muito aquém da obra destes eruditos, e não poderemos satisfazer plenamente
aqueles que, eventualmente, desejem uma análise mais profunda sobre este tema.
Naturalmente, cremos que ainda outros surgirão, pois para os mistérios de DEUS
nunca haverá uma palavra definitiva. Nenhum ser humano pode, hoje, arrogar para
si o múnus de falar em nome de DEUS. Embora tenhamos, num certo sentido,
"inspiração" da parte do ESPÍRITO de DEUS, devemos saber que
"...nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação..."
(II Pe.1:20).
CAPÍTULO I - ARGUMENTOS FILOSÓFICOS
Os
argumentos filosóficos são aqueles que se relacionam com o saber humano à parte
da revelação divina. O campo da filosofia são as diversas áreas do
conhecimento, pois ela trabalha tanto com o conhecimento teórico quanto com o
conhecimento experimental, e a relação existente entre estes dois universos.
I. EPISTEMOLÓGICO
O primeiro argumento filosófico que examinaremos é o
epistemológico. "A epistemologia é o campo da filosofia que investiga a
natureza e a origem do conhecimento.1
A epistemologia estuda como sabemos.2
" Na área da epistemologia devemos fazer as seguintes
perguntas: "Como conhecemos alguma coisa? Quando é justificada a alegação
de que alguém sabe? É possível o conhecimento indubitável (certo) acerca de
qualquer coisa"?3
Para respondermos à pergunta "como podemos
conhecer"? devemos analisar as nossas fontes de conhecimento ou a origem
de nossas crenças. As seguintes fontes serão aqui analisadas: o testemunho de
outras pessoas, a intuição (usada aqui no sentido de instintos, sentimentos, e
desejos), o raciocínio, e a experiência sensória. Estas fontes levam a cinco
lógicas ou critérios para validar as crenças. São elas a fé ou o autoritarismo,
o subjetivismo, o racionalismo, o empirismo, e o pragmatismo.
1. AUTORITARISMO: Esta fonte baseia-se no testemunho de autoridades. Começamos
nossa aprendizagem ao aceitar as crenças da nossa família. Posteriormente
aceitamos o que nos é dito por nossos professores e amigos. Ainda depois de
formados, dependemos do testemunho de livros, jornais, etc. Aceitamos todas
essas fontes quando acreditamos serem elas boas. Desse modo delegamos
autoridade às fontes que acreditamos fidedignas. Essa autoridade tem origem em
4 elementos:
1.1. O Prestigio da Autoridade: As autoridades evangélicas que
defendem a atualidade dos dons extraordinários são pessoas de prestígio. Elas
gozam de nossa confiança, e não somente da nossa, mas até mesmo da de seus
oponentes. Portanto, a palavra desses irmãos, homens de erudição comprovada,
tem um peso decisivo sobre nossas crenças. Algumas autoridades que podemos
citar são: D. M. Lloyd Jones, John R. W. Stott, Ray C. Stedman, David Yonggi
Cho, C. P. Wagner, Caio Fábio D'Araujo Filho, entre outros.
1.2. O Número de Defensores: O grande número de pessoas que
defendem a atualidade dos dons é algo que deve ser levado em conta. Se os dons
extraordinários tivessem cessado, então grande multidão de evangélicos estariam
sendo enganados. Será que DEUS permitiria tal coisa?
1.3. A Persistência na Crença: Apesar dos ataques que vem sofrendo
ao longo da história, a crença nos dons extraordinários tem persistido até o
presente. Se os dons extraordinários manifestados imediatamente após o período
apostólico, as manifestações históricas contemporâneas, bem como as atuais da
era moderna, fossem de fato falsificações, há muito elas teriam desaparecido da
lembrança do povo evangélico. Ele não fariam nenhuma questão de ressuscitá-las.
1.4. A Antiguidade da Crença: A crença nos dons extraordinários
não é nenhuma inovação da Igreja Moderna. Ela existe desde o nascimento da
Igreja; tem o selo apostólico como garantia, bem como a autenticação do
ESPÍRITO SANTO nas suas mais diversas operações através da Igreja.
2. Subjetivismo: Temos aqui o argumento baseado na intuição, isto é no
sentido dos instintos, sentimentos e desejos. Isto não significa que nossas
crenças acerca da realidade dos dons extraordinários tem sua origem em dados
dos sentidos ou coisas semelhantes, mas, sim, através de nosso contato imediato
com o conhecido. Portanto este elemento pressupõe que o conhecedor tenha algum
tipo de contato direto com o que é conhecido, ou seja com o objeto da crença,
que no nosso caso, são os dons extraordinários. Para melhor elucidação também
classificamos o subjetivismo em duas categorias: realismo direto e misticismo.
2.1. Realismo Direto ou do Bom Senso: É o ponto de vista concebido pelo
homem comum, sem qualquer reflexão filosófica, porém caracterizada pelo bom
senso e bom juízo. Pessoas psiquicamente sadias não ousariam defender uma
experiência subjetiva se de fato não acreditassem nela. Pode ser que estivessem
enganadas, mas não por muito tempo. Pode ser que alguns se enganassem, mas não
todos. Uma experiência subjetiva, isto é, pessoal, interior, é algo que costuma
ficar gravado no espírito pelo resto de nossas vidas, principalmente se esta
tem sua origem na pessoa do ESPÍRITO SANTO de DEUS. Este fato deve ser
considerado como evidência de que o ESPÍRITO SANTO ainda opera
extraordinariamente, através dos dons, em nossos dias.
2.2. Misticismo: É o subjetivismo supra-racional, que tem a ver com o
conhecimento de DEUS. Certamente podemos conhecer a DEUS, e de fato o
conhecemos, mas alguns conhecimentos estão além da razão humana. É o caso
também dos dons extraordinários, que conhecemos hoje em parte, mas não o
compreendemos totalmente. A experiência mística de muitos irmãos comprovam a
atualidade dos dons extraordinários.
3. Racionalismo: Este elemento aponta para a razão, para aquilo que é
cognoscível. Há boas razões para acreditarmos nos dons extraordinários para
hoje. Os próprios argumentos deste trabalho se constituem em algumas destas
razões.
4. Empirismo: Aponta para o elemento baseado mais na experiência do que na
razão. É claro que a experiência de um cristão não deve servir como padrão para
autenticação dos dons, mas o grande número de experiências sentidas por tantos
cristãos, servem para evidenciar que algumas delas são pelo menos genuínas. Já
que o empirismo se baseia na experiência, é óbvio supor que esta se serve dos
sentidos e daquilo que se descobre com eles.
4.1. Sentidos Físicos: Visão, olfato, audição, tato e paladar. Relatos de
experiências espirituais envolvendo a visão é a mais comum que encontramos. Mas
também já se ouviu falar de manifestações envolvendo a audição, o olfato e
outros sentidos.
4.2. Sentidos Emocionais: Inúmeros irmãos têm sido tocados em suas emoções,
quando as operações espirituais do ESPÍRITO SANTO de DEUS se manifestam.
Deveríamos mesmo acreditar que essas experiências foram apenas produto da
emoção humana? Não seriam de fato o resultado da operação do ESPÍRITO? Quando
DEUS se manifesta, homem algum pode resistir a ponto de permanecer
emocionalmente estático.
5. Pragmatismo: Este argumento considera a funcionalidade, utilidade e
resultados práticos do objeto conhecido.
5.1. Funcionalidade: Os dons que conhecemos funcionam mesmo?
5.2. Utilidade: Os dons são realmente úteis?
5.3. Resultado: Os dons extraordinários de hoje têm bons resultados práticos?
II. METAFÍSICO
Este nome provém de uma palavra grega que significa
"depois da física". Através do uso do termo este veio a significar
"além" do físico. Daí, a metafísica, para alguns filósofos, "é o
estudo do ser ou da realidade."4
Enquanto que a epistemologia ocupa-se com as capacidades e
as limitações de quem sabe, "a metafísica trata da existência e da
natureza daquilo que é sabido."5
A metafísica considera, pois, as qualidades e os
relacionamentos das coisas conhecidas, ou seja: a realidade. De que forma então
podemos conhecer realisticamente (metafisicamente) os dons extraordinários? Só
podemos conhecer o desconhecido por intermédio do que conhecemos, o real
desconhecido pelo real desconhecido, o irreal desconhecido pelo irreal
desconhecido. Só podemos conhecer aquilo que é verdadeiro por meio daquilo que
não é verdadeiro. Logo podemos conhecer a realidade verdadeira por meio da
realidade falsa. Conhecemos muito bem as falsificações demoníacas, e por meio
delas podemos conhecer a verdadeira manifestação de DEUS. Se existe o falso,
necessariamente deve também existir o verdadeiro. A realidade dos falsos dons
extraordinários, comprovam a existência dos verdadeiros dons extraordinários.
CAPÍTULO II - ARGUMENTOS
ESCRITURÍSTICO
Os
argumentos escriturístico são aqueles baseados na revelação de DEUS, em sua
palavra escrita, isto é nas Sagradas Escrituras.
I. EXEGÉTICO
O argumento exegético
baseia-se na interpretação do texto bíblico original. Para este trabalho
utilizaremos a passagem de I Coríntios 13:8-13, que tem sido usada por muitos
comentaristas para defender a negação dos dons extraordinários neste tempo
presente. Um destes comentarista é B. F. Cate, autor do livro "The Nine
Gifts of the Spirit. Are not in the church today" (Os Noves dons do
ESPÍRITO. Não se manifestam na igreja no dia de hoje). Veremos então a
interpretação de B. F. Cate, e, em seguida apresentaremos nossa exegese do
texto em questão.
1.
A Visão de B. F. Cate de I Coríntios 13:8-13: Cate inicia o primeiro capítulo de
seu livro fazendo esta pergunta: "Os Nove Dons: Quando Cessaram
Eles?" Em seguida passa a argumentar da seguinte maneira: "Paulo diz:
'O amor jamais acaba.' Isto implica que os dons acabariam; portanto, ele
prossegue dizendo: 'mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas,
cessarão; havendo ciência, passará; porque em parte conhecemos e em parte
profetizamos (versículo 8 e 9). a razão por que eles só conheciam em parte era
que então ainda ainda não estava completamente revelado aquilo do Novo
Testamento que agora está escrito. 'Quando, porém,' diz Paulo, 'vier o que é
perfeito (a ultimação do Novo Testamento), então o que é em parte (profecia,
etc.) será aniquilado' (versículo 10). Depois ele ilustra isso dizendo: 'Quando
eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino;
quando cheguei a ser homem, desisti das cousas próprias de menino' (versículo
11). Nos dias primitivos da presente dispensação, quando foi escrita esta
epístola, eles eram como meninos; mas estava aproximando-se rapidamente o tempo
quando desistiriam 'das cousas próprias de menino' (os nove dons), e andariam
pela fé no 'caminho sobremodo excelente' do 'amor' e na luz da completa
revelação de DEUS.
"Paulo ilustra novamente, dizendo: 'Porque agora
(quando esta epístola foi escrita) vemos como em espelho, obscuramente (em
parte conhecemos), então (quando a revelação de DEUS ao homem fosse completada)
veremos face a face; agora conheço em parte, então conhecerei como também sou
conhecido' (versículo 12). Conhecer 'como também sou conhecido,' significa:
nós, agora que a revelação de DEUS está completa, não mais 'em parte
conhecemos,' mas conhecemos a mente de DEUS (para esta dispensação) tal como
Ele conhece nossa mente."6
Cate prossegue dizendo: "Existem alguns que encontram
dificuldade em ver que 'o que é perfeito' em I Coríntios 13:9,10
refere-se à perfeição (ultimação) da revelação de DEUS para a era da igreja.
Paulo, ao demonstrar que 'o amor jamais acaba,' mas que os nove dons cessariam
quando o Novo Testamento chegasse à sua ultimação, refere-se apenas a três
deles como exemplo do todo (versículo 8). Depois, nos versículos 9 e 10 ele
reduz isto a um único dom - o da profecia - como um exemplo do todo. Vejamos
mais uma vez o que dizem estes versículos: 'Porque em parte conhecemos, e em
parte profetizamos. quando, porém, vier o que é perfeito, então o que é em
parte (profetizar) será aniquilado.' Paulo não está falando a respeito da
perfeição dos santos; está falando a respeito da perfeição da profecia.
Demonstra assim que o dom de profecia deveria cessar quando a revelação de DEUS
para a era da Igreja chegasse à perfeição."7
Esta é a visão de Cate. Com amor e respeito àqueles que
pensam dessa forma, passaremos a contra-argumentar esta posição. Nós cremos
que, na passagem, Paulo fala da perfeição dos santos, e defenderemos esta tese,
porque se o fizermos, ficará também demonstrado que os dons extraordinários
existem hoje. Isto porque Paulo deixa claro, na passagem, que os profetas
deveriam profetizar 'em parte' até que viesse 'o que é perfeito.' Portanto, se
'o que é perfeito' ainda não veio, então nós ainda temos profetas profetizando
'em parte' ainda hoje.
2. Uma Análise de I Coríntios 13:8-13: Nesta passagem analisaremos os
vocábulos "perfeito", "quando", "agora",
"então" e "conhecer".
2.1. O Perfeito do Versículo 10: O termo grego usado em I Coríntios 13:10 é teleio
(téleios).Esta palavra pode ser traduzida de várias maneiras: (1)
"perfeito", referindo-se à coisas (Rm.12:2; 1 Co.13:10; Tg.1:4,17,25;
Hb.9:11, 1 Jo.4:18, etc.); (2) "perfeito", referindo-se à pessoas,
com o sentido de "maduro" ou "adulto" em sentido moral e
espiritual (Mt.5:48; 19:21; Fp.3:15; Cl.1:28; ICo.2:6; 14:20; Ef.4:13;
Hb.5:14); (3) "perfeito", referindo-se à DEUS em sua perfeição
absoluta (Mt.5:48).8
No versículo 10 de I Coríntios 13, o termo grego teleion
(téleion) é "adjetivo pronominal, nominativo, neutro, singular."9
De acordo com isto, a tradução correta do texto deveria ser:
"quando. porém, vier aquilo que é perfeito, então aquilo que é em parte
será aniquilado." Isto porque este adjetivo, na língua grega, não é
feminino nem masculino, mas está no gênero neutro. Portanto, o argumento de
Cate, de que "o que é perfeito em parte" se refere a profecia, se
desfaz; e isto por duas razões: (1) A palavra grega profecia, usada no
versículo 8 (profhteia = profeteía), é "substantivo, nominativo,
feminino, plural."10
Se a palavra "profecia" é feminina, então
"aquilo que é perfeito" também deveria estar no gênero feminino para
concordar, mas não está. (2) Se "o que é perfeito" fosse a revelação
profética completada pelo Novo Testamento, então "o que é perfeito em
parte," a revelação profética do Antigo Testamento, teria sido aniquilada.
De fato o Antigo Testamento foi aperfeiçoado ou completado pelo Novo
Testamento, mas de forma alguma ele foi aniquilado ou cessou em seus efeitos.
JESUS disse que nenhuma profecia do Antigo Testamento cessaria até que tudo se
cumprisse (Mt.5:18). JESUS não disse que a lei cessaria até que tudo fosse
revelado (a revelação do Novo Testamento), mas até que tudo se cumprisse. Como
poderia o Antigo Testamento ter sido aniquilado se ainda há muitas profecias
para serem cumpridas? "...a Escritura não pode falhar."
(Jo.10:35).
Cremos que a palavra "perfeito" contém nesta
passagem a idéia do fim ou do objeto consumado ou completado, pois de acordo
com o contexto da epístola, Paulo, logo adiante, no capítulo 15, passa a tratar
da ressurreição. Em I
Coríntios 15:24 o apóstolo diz: "...então virá o
fim..." A palavra fim é telo (télos). Portanto deve referir-se
à ressurreição ou perfeição dos santos na consumação, quando toda a profecia
terá sido completada, finalizada ou aperfeiçoada11
(Lc.22:37) e a fé terá o seu fim, quando deixaremos de ver
por enigma, e veremos face a face ao Nosso Salvador: "(CRISTO) a quem, não
havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com
alegria indizível e cheia de glória, obtendo o fim da vossa fé, a salvação das
vossas almas." (I Pedro 1:8,9).
Uma passagem esclarecedora pode ser encontrada em Romanos
10:4, onde lemos que "...o fim ( télos) da lei é CRISTO...".
Obviamente a lei não teve seu fim (ela não foi aniquilada, veja Mt.5:17), mas
ela foi aperfeiçoada por CRISTO: "Anulamos, pois, a lei, pela fé? Não, de
maneira nenhuma, antes confirmamos a lei." (Rm3:31). Pela nossa fé em
CRISTO, a lei está sendo, em nós, confirmada e aperfeiçoada, até que chegue a
ressurreição, quando deixaremos de andar por fé (2 Co.5:7) para andar por
vista, pois veremos CRISTO face a face: "...quando Ele se manifestar,
seremos semelhantes a Ele, porque havemos de vê-lo como Ele é."(I João
3:2). Na ressurreição alcançaremos nossa perfeição espiritual, deixaremos de
ser meninos, e conheceremos plenamente a CRISTO, como dEle somos conhecidos:
"...até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do
Filho de DEUS, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de
CRISTO, para que não mais sejamos como meninos..." (Ef.4:13,14). O
contexto desta passagem diz que CRISTO "...concedeu dons aos homens... até
que todos cheguemos à unidade da fé..." (vv.8,13). De acordo com este
contexto, os dons de CRISTO devem durar até que se completem as
observações feitas por Paulo no versículo 13. Neste sentido, nem mesmo o dom de
apóstolo, mencionado no versículo 11, teria cessado.
2.2. O Quando do Versículo 10: A palavra quando usada neste
versículo é traduzida do grego otan (hótan). Este termo é uma
"partícula temporal" que pode ser traduzida por "no tempo
que."12
Portanto o versículo está dizendo que "o que é perfeito
em parte" somente será aniquilado "no tempo que vier o que é
perfeito," e esse tempo ainda é futuro, pois hótan se refere a
"um tempo definido e específico." Esse tempo definido e específico
era futuro para o apóstolo Paulo, quando ele escrevia a epístola, e ainda hoje,
é futuro para nós.
2.3. O Quando do Versículo 11: O quando deste versículo, no grego,
não é hotan, como no versículo anterior, mas ote (hóte), que também é
uma "partícula temporal,"13 mas se refere a um tempo indefinido, pois
Paulo não estava falando da época em que ele era criança, mas de um tempo
indefinido, ao qual ele chama de "tempo de menino," que ele usa para
contrastar com o tempo definido pela vinda daquilo que é perfeito.
2.4. O Agora do Versículo 12: Esta palavra aparece duas vezes no
versículo 12, como tradução do vocábulo grego arti (arti). Trata-se de
um advérbio, com sentido de "já, imediatamente, no presente,
presentemente," como é utilizado em Jo.9:19,25: 1 Pe.1:6,8. "No grego
helenístico o sentido é ampliado para referir-se ao presente em geral."14
Segundo Grosheide, arti expressa "um contraste entre
esta dispensação e a futura."15
De acordo com isto, o agora do versículo 12 não expressa
apenas o tempo do apóstolo Paulo, quando a epístola foi escrita por ele, mas
também o tempo presente, até o final da presente dispensação.
2.5. O Agora do Versículo 13: A palavra agora deste versículo é
traduzida do grego nune (nune), que pode também ter a idéia de tempo
(At.22:1; 24:13; Rm.3:21; Ef.2:13; etc.), mas no versículo em questão, foi
usado com sentido lógico e não temporal, como é usado em I Co.5:11; 15:20; Hb.9:26;
etc. Nesses casos, a idéia de tempo é "enfraquecida ou totalmente
ausente" e deve ser melhor traduzida por "porém, mas, ora."16
Nesse sentido o que o apóstolo está dizendo é que neste
tempo presente ainda "vemos como em espelho, obscuramente," porque
vemos por meio da fé (2 Co.5:7), e da esperança (Rm.8:24,25) que "é a
certeza das cousas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem."
(Hb.11:1). "Logo..." - diz o apóstolo - "...permanecem a fé, a
esperança e o amor..." (v.13). Estas três virtudes são necessárias para
haver o conhecimento de DEUS. A fé e a esperança nos concedem um conhecimento
parcial (Rm.1:17; Ef.3:17-19; 2 Tm.3:15), por isso cessarão, quando o
conhecimento completo vier. O amor, porém permanecerá pela eternidade, quando
vier o que é perfeito, pois o amor "...é o vínculo da perfeição."
(Cl.3:14).
2.6. O Então do Versículo 12: A palavra grega para este vocábulo é
tote (tóte). Este advérbio indica tempo, e está em conexão com o
"quando" do versículo 10, que também é temporal. Segundo o léxico, deve
ser traduzido por "naquele tempo."17
2.7. O Verbo Conhecer dos Versículos 9 e 12: Este verbo aparece quatro vezes no
texto. Nas duas primeiras ocorrências, é usado o verbo grego gnwskw
(gnôskô): "...em parte conhecemos..."(v.9), "...agora
conheço em parte..."(v.12). Nas outras duas ocorrências o verbo grego
é preposicionado com o prefixo grego epi (epi): epignwskw (epignôskô): "...então
conhecerei como também sou conhecido..."(v.12). O prefixo
adicionado ao vocábulo dá um sentido pleno ao verbo. A Nova Versão
Internacional do Novo Testamento traduz com mais exatidão o versículo 12:
"Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas,
então, veremos face a face. Agora conheço em parte; então, conhecerei
plenamente, da mesma forma como sou plenamente conhecido."18
Note que na primeira ocorrência, Paulo acrescenta as palavra
"em parte" ao verbo conhecer, porque o seu conhecimento, quando ele
escrevia a epístola era parcial. Mas ele diz que, no tempo (então) em que
viesse aquilo que é perfeito, ele veria face a face e teria o pleno
conhecimento. Barrett diz que "As palavras apresentam a inadequação do
atual conhecimento humano de DEUS, em contraste com o conhecimento que DEUS tem
do homem e o conhecimento de DEUS que os homens terão na era futura."19
É claro que Paulo não atingiu o pleno conhecimento. Ele
caminhava com esforço na vida cristã, para obter o melhor nível de perfeição,
mas sabia que seria impossível atingi-lo nesta vida: "...para o conhecer e
o poder da sua ressurreição... para de algum modo alcançar a ressurreição
dentre os mortos. Não que eu o tenha já recebido, ou tenha já obtido a
perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui
conquistado por CRISTO JESUS. Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo
alcançado; mas uma cousa faço: esquecendo-me das cousas que para trás ficam e
avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio
da soberana vocação de DEUS em CRISTO JESUS. Todos, pois, que somos perfeitos
(maduros até um certo nível), tenhamos este sentimento; e, se porventura
pensais doutro modo, também isto DEUS vos esclarecerá. Todavia, andemos de
acordo com o que já alcançamos."(Fp.3:10-16). Entretanto quando Paulo
estava para morrer, sabendo que iria encontrar-se com o Senhor face a face, ele
escreveu: "Combati o bom combate, completei (telew = teléô =
aperfeiçoei) a carreira, guardei (threw = têréô = permaneci fiel) a
fé."(II Tm.4:7). O sentido de teléo neste verso é: "terminar,
completar, chegar ao alvo."20
O que é verdade para Paulo, também é para nós. Nenhum
cristão hoje ousa dizer que tem o pleno conhecimento de DEUS ou das coisas de
DEUS. Paulo, que não atingiu esse nível, possuía muito mais conhecimento do que
nós que temos a Escritura completa. é certo que podemos ter um pleno
conhecimento subjetivo da verdade (II Tm.2:25), mas o conhecimento pleno,
objetivo e absoluto, só a DEUS pertence (Dt.29:29). Portanto
"...conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor: como a alva a sua
vinda é certa..." (Os.6:3), porque "...a vida eterna é esta:
que te conheçam a ti, o único DEUS verdadeiro, e a JESUS CRISTO, a quem
enviaste... Eu lhes fiz conhecer o teu nome e ainda o farei conhecer, a fim de
que o amor com que me amaste esteja neles e eu neles esteja." (Jo.17:3,26).
II. HERMENÊUTICO
Este argumento baseia-se nas leis de interpretação do texto
bíblico. Não há em todo o Novo Testamento nenhum texto que diga claramente que
os dons extraordinários cessariam. O único texto que poderia dar alguma margem
à esta interpretação é o de I Coríntios 13: 8-13. Este texto, por ser um pouco
obscuro, e de difícil interpretação, tem sido usado para demonstrar a extinção
dos dons extraordinários para a época posterior à época apostólica. Contudo,
uma boa exegese, como a que acabamos de apresentar, no sub-capítulo anterior,
dissolve toda a dúvida quanto a existência dos dons extraordinários para hoje.
III. PROFÉTICO
O argumento profético tem a ver com o caráter profético da
mensagem, do sinal operado ou propriamente da manifestação do dom
extraordinário. O genuíno dom extraordinário tem que ser puro e santo. Suas
asseverações devem ser claras e exatas, não deixando nenhuma margem à dúvida.
Desassemelham-se das adivinhações, prognósticos, agouros e feitiçarias, com os
quais não devem ter nenhum vínculo, o mínimo que seja (Dt.18:9-14). A palavra
profética, por exemplo, deve acontecer exatamente como foi predita: "Se
disseres no teu coração: como conhecerei a palavra que o Senhor não falou? Sabe
que quando esse profeta falar, em nome do Senhor, e a palavra dele se não
cumprir nem suceder, como profetizou, esta é palavra que o Senhor não disse;
com soberba a falou o tal profeta: não tenhas temor dele." (Dt.18:21,22).
Inúmeros crentes têm sido beneficiados com a manifestação do
genuíno dom extraordinário. Vidas foram edificadas ao receberem uma palavra
profética de edificação, exortação e consolo (I Co.14:3). Poderia vir de
Satanás algo que promovesse o bem estar dos santos? Certamente que não!
"Acaso pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é
amargoso?" (Tg.3:11).
IV. ESPIRITUAL
Este argumento, tão importante quanto o profético, baseia-se
não no caráter do dom propriamente, mas no caráter espiritual da pessoa através
da qual o dom se manifesta. Ele se focaliza no instrumento que manifesta o dom,
e não na manifestação do dom. É preciso discernir o caráter da pessoa que fala
ou manifesta algum dom extraordinário. Esta pessoa é séria em sua vida com
DEUS? Leva uma vida santa e irrepreensível? É conhecida? Deixa transparecer
alguma suspeita? Tudo isso deve ser levado em conta, mesmo que o sinal por ela
predito, venha a acontecer: "Quando profeta ou sonhador se levantar no
meio de ti, e te anunciar um sinal ou prodígio, e suceder o tal sinal ou
prodígio, de que te houver falado, e disser: vamos após outros deuses, que não
conheceste, e sirvamo-los, não ouvirás as palavras desse profeta ou sonhador;
porquanto o Senhor vosso DEUS vos prova, para saber se amais o Senhor vosso
DEUS de todo o vosso coração, e de toda a vossa alma." (Dt.13:1-3). DEUS
permite a manifestação de "...poder, e sinais e prodígios da
mentira..." (II Ts.2:9), para enganar aqueles que "...não acolheram o
amor da verdade..." (2 Ts.2:10). Portanto, todo sinal ou dom extraordinário,
por mais portentoso que seja, que contraria a verdade da palavra de DEUS deve
ser rejeitado porque não vem de DEUS. O Novo Testamento apresenta um caso
interessante o nosso para exame. Diz a bíblia que "..indo nós para o lugar
da oração, nos saiu ao encontro uma jovem possessa de espírito adivinhador...
seguindo a Paulo e a nós, clamava dizendo: estes homens são servos do DEUS
Altíssimo, e vos anunciam o caminho da salvação..." (At.16:16,17). Note
que nesta passagem tudo que o espírito dizia acerca de Paulo e seus companheiros
era verdade, porém tratava-se de um espírito adivinhador, isto é, um demônio
que "...adivinhando, dava grande lucro aos seus senhores."
(At.16:16). Paulo tratou logo de expulsar aquele espírito (At.16:18) para
proteger a pureza de sua mensagem, a qual ele anunciava gratuitamente, sem fins
lucrativos, para que os seus ouvintes não a considerassem equivalente à
mensagem que aquele espírito anunciava.
Temos encontrado homens seríssimos em sua vida com DEUS.
Estes têm servido de instrumentos nas mãos divinas, como canais de manifestação
de dons extraordinários. Se rejeitarmos a existência dos dons extraordinários,
teríamos que rejeitar a muitos homens e mulheres de DEUS.
CONCLUSÃO
Nesta
conclusão queremos salientar uma palavra final sobre o texto de I Coríntios
13:8-13, muito usado por nossos oponentes para negar a atualidade dos dons
extraordinários, e, por nós, para defender a sua existência. Reconhecemos
algumas dificuldades que a passagem apresenta. Paulo não diz claramente o que é
"o perfeito." Dissemos neste trabalho tratar-se, o perfeito da
ressurreição. Alguns têm afirmado tratar-se da vinda de JESUS;
outros, por sua vez, dizem que é o amor. Todas essas posições trazem
dificuldades. A ressurreição (anastasi = anástasis) vinda (parousia
= parousía), e o amor (agaph = agápê) são palavras
femininas, enquanto que a palavra perfeito (telo = télos) está no
gênero neutro. Talvez pudéssemos dizer, referindo-se à ressurreição, que Paulo
estava falando do evento da ressurreição, do seu fenômeno. Daí
teríamos uma possível solução. O mesmo se poderia dizer em relação à vinda
de CRISTO.
Uma coisa, porém,
podemos afirmar sem vacilar. Aquilo que é perfeito não é a profecia do Novo
Testamento, como afirmou B. F. Cate. Isto demonstramos ao longo deste ensaio.
Nós acreditamos que o perfeito é o conjunto de todas estas coisas: a vinda de
JESUS, seu amor completado em nós, a ressurreição, o cumprimento das promessas
futuras, encontradas nas Escrituras, que virão na consumação desta era. Todos
estes elementos, é claro, não poderia ser gramaticalmente descrito por uma só
palavra, masculina ou feminina. Paulo vinculou o todo à uma só palavra: "o
perfeito," e esta, para descrever tantas perfeições de DEUS, só poderia
estar no neutro, porque se refere à muitas coisas.
De qualquer forma, seja o que for o perfeito, claro ficou
que ele ainda não veio, e mesmo que não saibamos o que possa ser (esta nossa
dificuldade prova que não conhecemos plenamente hoje), é fato inegável que os
dons extraordinários não cessaram.
Colaboração do Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva.
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