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Lição 6 - Os livros do Pentateuco | |||||
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| Estudos: | |||||
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- Pentateuco ou livros da Lei | |||||
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- Introdução ao Livro de Gênesis | |||||
| - Introdução ao livro de Gênesis | |||||
| - O Livro de Gênesis | |||||
| - Gênesis | |||||
| - Gênesis | |||||
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- Gênesis, o livro das origens | |||||
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- Gênesis | |||||
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- O livro de Gênesis | |||||
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- Êxodo | |||||
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- Êxodo | |||||
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- Êxodo | |||||
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- Introdução ao livro do Êxodo | |||||
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- Êxodo | |||||
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- Levítico | |||||
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- Levítico | |||||
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- Introdução a Levítico | |||||
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- Levítico | |||||
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- Levítico | |||||
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- Introdução ao livro de Números | |||||
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- Números | |||||
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- Números | |||||
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- Números | |||||
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- Deuteronômio | |||||
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- Deuteronômio | |||||
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- Deuteronômio | |||||
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- Introdução ao livro de Deuteronômio | |||||
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- Introdução ao livro de Deuteronômio | |||||
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Livros: | |||||
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- Números - Introdução e Comentário - Gordon J. Wenham - Editora Vida Nova | |||||
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- Gênesis - Introdução e Comentário - Derek Kidner - Editora Vida Nova | |||||
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- Deuteronômio - Introdução e Comentário - John A. Thompson - Editora Vida Nova | |||||
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- Comentário Bíblico - Êxodo - Armando Chaves Cohen - CPAD | |||||
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Complemento: | |||||
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Texto Áureo:
Porque, se vós crêsseis
em Moisés, creríeis em mim, porque de mim escreveu ele
(Jo 5.46). SE NÃO CREDES NOS SEUS ESCRITOS. Este trecho é importante porque revela o conceito de Cristo sobre o AT. Ele tinha plena certeza de que Moisés escrevera o Pentateuco. A lição de que os judeus necessitavam naqueles dias é a mesma que necessitamos hoje, i.e., quem não crê na inspiração e na veracidade dos escritos do AT, também não crerá nem se submeterá à autoridade das palavras de Jesus e demais escritos do NT, que dão testemunho dEle. Verdade Prática: Os cinco livros do Pentateuco preparam o espírito humano para a compreensão da verdade do Evangelho revelada em Jesus Cristo. At 24.14 Mas confesso-te que, conforme aquele Caminho, a que chamam seita, assim sirvo ao Deus de nossos pais, crendo tudo quanto está escrito na Lei e nos Profetas. CRENDO TUDO QUANTO ESTÁ ESCRITO. A fé que Paulo tinha nas Sagradas Escrituras como sendo inerrantes, infalíveis e fidedignas em todas as coisas, contrasta fortemente com muitos ensinadores religiosos destes últimos dias, que dizem crer em apenas algumas coisas escritas na Lei e nos Profetas. Aqueles que têm o espírito e a mente de Cristo (Mt 5.18) e dos apóstolos (v. 14; 2 Tm 3.16), crerão em tudo quanto está escrito na Palavra de Deus. Aqueles que não têm as condições acima, não concordarão com essas palavras do grande apóstolo. Leitura Diária: Segunda Jo 7.22; Gn 17.10 O livro de Gênesis é parte do Pentateuco 22Pelo motivo de que Moisés vos deu a circuncisão (não que fosse de Moisés, mas dos pais), no sábado circuncidais um homem. 10Este é o meu concerto, que guardareis entre mim e vós e a tua semente depois de ti: Que todo macho será circuncidado. Terça Mc 12.26; Êx 3.6 O livro de Êxodo é parte do Livro de Moisés 26E, acerca dos mortos que houverem de ressuscitar, não tendes lido no livro de Moisés como Deus lhe falou na sarça, dizendo: Eu sou o Deus de Abraão, e o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? 6Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. E Moisés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para Deus. Quarta Ap 21.3; Lv 26.11,12 A promessa de Deus de habitar no meio de seu povo 3E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus. 11E porei o meu tabernáculo no meio de vós, e a minha alma de vós não se enfadará.12E andarei no meio de vós e eu vos serei por Deus, e vós me sereis por povo. Quinta Jo 3.14,15; Nm 21.9 Cristo crucificado no madeiro por nossos pecados 14E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado,15para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. 9E Moisés fez uma serpente de metal e pô-la sobre uma haste; e era que, mordendo alguma serpente a alguém, olhava para a serpente de metal e ficava vivo. Sexta At 3.22; Dt 18.15-19 A promessa do Profeta semelhante a Moisés 22Porque Moisés disse: O Senhor, vosso Deus, levantará dentre vossos irmãos um profeta semelhante a mim; a ele ouvireis em tudo quanto vos disser. UM PROFETA. A predição de Moisés em Dt 18.17,18: Então o SENHOR me disse: Bem falaram naquilo que disseram. Eis que lhes suscitarei um profeta do meio de seus irmãos, como tu... , foi uma profecia a respeito de Jesus Cristo. De que maneira foi Jesus semelhante a Moisés? (1) Moisés foi ungido pelo Espírito (Nm 11.17); o Espírito do Senhor estava sobre Jesus na pregação do evangelho (Lc 4.18,19). (2) Deus usou Moisés para introduzir a antiga aliança; Jesus introduziu a nova aliança. (3) Moisés conduziu Israel, tirando-o do Egito para o Sinai, e estabeleceu o pacto de seu relacionamento com Deus; Cristo redimiu seu povo do pecado e da escravidão de Satanás, e estabeleceu um novo e vivo pacto com Deus, por meio do qual seu povo pudesse entrar na sua própria presença. (4) Moisés, nas leis do AT, referiu-se ao sacrifício de cordeiros para prover em figura a redenção; o próprio Cristo tornou-se o Cordeiro de Deus para prover salvação a todos quantos o aceitarem. (5) Moisés conduziu o povo à lei, mostrando-lhe a sua obrigação em cumprir seus estatutos para ter a bênção divina; Cristo chamava o povo a si mesmo e ao Espírito Santo, como a maneira de Deus cumprir a sua vontade, e dos fiéis receberem a bênção divina e a vida eterna. 15 O SENHOR, teu Deus, te despertará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, como eu; a ele ouvireis;16conforme tudo o que pediste ao SENHOR, teu Deus, em Horebe, no dia da congregação, dizendo: Não ouvirei mais a voz do SENHOR, meu Deus, nem mais verei este grande fogo, para que não morra.17Então, o SENHOR me disse: Bem falaram naquilo que disseram.18Eis que lhes suscitarei um profeta do meio de seus irmãos, como tu, e porei as minhas palavras na sua boca, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar.19E será que qualquer que não ouvir as minhas palavras, que ele falar em meu nome, eu o requererei dele. UM PROFETA... COMO EU. O excelso profeta semelhante a Moisés (vv. 15,18 ) foi Jesus Cristo, o Messias (ver At 3.22). Assim como Moisés, esse profeta seria um israelita e falaria a palavra de Deus (vv. 18,19). Os judeus dos tempos de Jesus aguardavam a vinda desse grande profeta (Jo 1.45; 4.19,29; 6.14; At 3.22,23; 7.37). Sábado Hb 10.1 A sombra dos bens futuros 1Porque, tendo a lei a sombra dos bens futuros e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam. (1)Segundo o antigo concerto, a salvação e o relacionamento correto com Deus provinham de um relacionamento com Ele à base da fé expressa pela obediência à sua lei e ao sistema sacrificial Os sacrifícios do AT tinham três propósitos principais. (a) Ensinar ao povo de Deus a gravidade do pecado. O pecado separava os pecadores de um Deus santo, e somente através do derramamento de sangue poderiam reconciliar-se com Deus e encontrar perdão (Êx 12.3-14; Lv 16; 17.11; Hb 9.22; ver Lv 1.2,3; 4.3; 9.8). (b) Prover um meio para Israel chegar-se a Deus mediante a fé, a obediência e o amor (cf. 4.16; 7.25; 10.1). (c) Indicar de antemão ou prenunciar (8.5; 10.1) o sacrifício perfeito de Cristo pelos pecados da raça humana (cf. Jo 1.29; 1Pe 1.18,19; Êx 12.3-14; Lv 16; Gl 3.19). (2) Jeremias profetizou que, num tempo futuro, Deus faria um novo concerto, um melhor concerto, com o seu povo (ver Jr 31.31-34 ; cf. Hb 8.8-12). É melhor concerto do que o antigo (cf. Rm 7) porque perdoa totalmente os pecados dos que se arrependem (8.12), transforma-os em filhos de Deus (Rm 8.15,16), dá-lhes novo coração e nova natureza para que possam, espontaneamente, amar e obedecer a Deus (8.10; cf. Ez 11.19,20), os conduz a um estreito relacionamento pessoal com Jesus Cristo e o Pai (8.11) e provê uma experiência maior em relação ao Espírito Santo (Jl 2.28; At 1.5,8; 2.16,17, 33, 38,39; Rm 8.14,15,26). (3) Jesus é quem instituiu o novo concerto ou o novo testamento (ambas as idéias estão contidas na palavra grega diatheke testamento), e seu ministério celestial é incomparavelmente superior ao dos sacerdotes terrenos do AT. O novo concerto é um acordo, promessa, última vontade e testamento, e uma declaração do propósito divino em outorgar graça e bênção àqueles que se chegam a Deus mediante a fé obediente. De modo específico, trata-se de um concerto de promessa para aqueles que, por fé, aceitam a Cristo como o Filho de Deus, recebem suas promessas e se dedicam pessoalmente a Ele e aos preceitos do novo concerto. (a) O ofício de Jesus Cristo como mediador do novo concerto (8.6; 9.15; 12.24) baseia-se na sua morte expiatória (Mt 26.28; Mc 14.24; Hb 9.14,15; 10.29; 12.24). As promessas e os preceitos desse novo concerto são expressos em todo o NT. Seu propósito é: (i) salvar da culpa e da condenação da lei todos que crêem em Jesus Cristo e dedicam suas vidas às verdades e deveres do seu concerto (9.16,17; cf. Mc 14.24; 1Co 11.25); e (ii) fazê-lo um povo que seja a possessão de Deus (8.10; cf. Ez 11.19,20; 1Pe 2.9). (b) O sacrifício de Jesus é melhor que os do antigo concerto por ser um sacrifício voluntário e obediente de uma pessoa justa (Jesus Cristo), e não um sacrifício involuntário de um animal. O sacrifício de Jesus e o seu cumprimento da vontade de Deus foram perfeitos, e, portanto, proveu um caminho para o pleno perdão, reconciliação com Deus e santificação (10.10, 15-17; ver Lv 9.8). (c) O novo concerto pode ser chamado o novo concerto do Espírito, porque é o Espírito Santo quem outorga a vida e o poder àqueles que aceitam o concerto de Deus (2Co 3.1-6; ver Jo 17.3). (4) Todos os que pertencem ao novo concerto por Jesus Cristo recebem as bênçãos e a salvação oriundas desse concerto mediante sua perseverança na fé e na obediência (ver 3.6). Os infiéis são excluídos dessas bênçãos (ver 3.18,19). (5) Estabelecido o novo concerto em Cristo, o antigo concerto se tornou obsoleto (8.13). Não obstante, o novo concerto não invalida a totalidade das Escrituras do AT, mas apenas as do pacto mosaico, pelo qual a salvação era obtida mediante a obediência à Lei e ao seu sistema de sacrifícios. O AT não está abolido; boa parte da sua revelação aponta para Cristo , e por ser a inspirada Palavra de Deus, é útil para ensinar, repreender, corrigir e instruir na retidão Leitura Bíblica em Classe: DEUTERONÔMIO 26.5-11 5Então, protestarás perante o SENHOR, teu Deus, e dirás: Siro miserável foi meu pai, e desceu ao Egito, e ali peregrinou com pouca gente; porém ali cresceu até vir a ser nação grande, poderosa e numerosa.6Mas os egípcios nos maltrataram, e nos afligiram, e sobre nós puseram uma dura servidão.7Então, clamamos ao SENHOR, Deus de nossos pais; e o SENHOR ouviu a nossa voz e atentou para a nossa miséria, e para o nosso trabalho, e para a nossa opressão.8E o SENHOR nos tirou do Egito com mão forte, e com braço estendido, e com grande espanto, e com sinais, e com milagres;9e nos trouxe a este lugar e nos deu esta terra, terra que mana leite e mel.10E eis que agora eu trouxe as primícias dos frutos da terra que tu, ó SENHOR, me deste. Então, as porás perante o SENHOR, teu Deus, e te inclinarás perante o SENHOR, teu Deus.11E te alegrarás por todo o bem que o SENHOR, teu Deus, te tem dado a ti e a tua casa, tu, e o levita, e o estrangeiro que está no meio de ti. O SENHOR NOS TIROU. Israel devia sempre lembrar-se que a sua existência e redenção resultaram da providência divina em favor da nação. (1) Israel devia confessar publicamente essa verdade (vv. 3-9) e agradecer a Deus com ofertas, ações de graças, alegria, bondade para com o próximo e obediência aos seus mandamentos (vv. 12-15). (2) Nós, como crentes em Cristo, também devemos nossa vida e salvação à misericórdia de Deus, por meio de Cristo. Fomos redimidos e adquiridos pela sua morte e fomos feitos sua possessão (Ef 1.14; 1 Pe 1.18,19; 2.9,10). Doravante, devemos viver em gratidão, como sacrifícios vivos ao nosso Senhor, não nos conformando com este mundo mas, pelo contrário, sendo transformados pelo Espírito Santo para fazermos a sua vontade (Rm 12.1,2; ver Ef 2.9). Objetivos: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a: 1- Identificar cada um dos livros do Pentateuco dando seu significado. 2- Expor sucintamente o conteúdo de cada livro do Pentateuco. 3- Descrever as verdades reveladas no Pentateuco. Comentários: INTRODUÇÃO
O Pentateuco
Nos relatos do
Antigo Testamento presenciamos a história do povo hebreu
durante quase dois mil anos, desde a vinda de Abraão à
Palestina até a instalação da dinastia dos Hasmoneus (cerca
dos séc. XX-11 a.c): história essa em conexão, ora maior
ora menor, ora direta ora indiretamente, com a dos povos
vizinhos, sobretudo dos grandes impérios, entre os quais a
Palestina jazia como ponte: ao sul, o Egito; ao norte,
sucessivamente, Babilônia, a Assíria, a Pérsia e a Síria.
Constituíam eles outros tantos centros de civilização, que
se irradiava entre os povos submetidos ou vizinhos, formando
uma vasta unidade cultural. No meio dessa civilização comum
movia-se o povo de Israel, sofrendo a sua influência. Nas
artes e na, indústria, Israel jamais desenvolveu uma
civilização própria; ficou devedor ao estrangeiro, como
também a sua língua e literatura trazem o cunho da origem
comum ou do prestígio de outros povos socialmente mais evoluídos.
No entanto, a ausência de originalidade e independência de
civilização material, põe em muito maior relevo o valor
das instituições religiosas e morais, elementos básicos da
civilização genuína e completa que foram glória exclusiva
desse povo eleito.
O Pentateuco
O primeiro
lugar de ordem e de honra entre os livros do Antigo
Testamento ocupa-o aquele que os, gregos chamaram Pentateuco,
isto é, obra em cinco tomos. Para os hebreus é a "tora,"
ou seja, a lei, nome tomado da matéria central. Também os
hebreus o dividiram nos mesmos cinco livros que os gregos,
distinguindo-os com a palavra inicial. Nós usamos
exclusivamente os nomes impostos pelos gregos, que de maneira
graciosa lhes caracterizaram o conteúdo: Gênesis, Êxodo,
Levítico, Números, Deuteronômio. De fato, o Gênesis narra
as origens do universo e do gênero humano até à formação
paulatina do povo de Israel na sua estada no Egito. O Êxodo
narra a saída dos israelitas do Egito, conduzidos por Moisés
aos pés do Sinai, para aí receberem de Deus a sua lei
religiosa e civil e se constituírem, por meio de um pacto
sagrado ("testamento"), em peculiar "povo de
Deus (Javé)." O Levítico regula o culto religioso à
maneira de ritual, dirigido especialmente aos levitas, que
formavam o clero consagrado ao serviço do santuário. Os Números
recebem o nome dos recenseamentos do povo contidos na
primeira parte, estendendo-se, depois, em referir fatos e
providências legislativas correspondentes a cerca de
quarenta anos de vida nômade no deserto da península sinaítica.
No Deuteronômio, ou segunda lei, emanada pelo fim da jornada
no deserto, Moisés retoma a legislação precedente para
adaptá-la às novas condições de vida sedentária, em que
o povo viria a se encontrar com a conquista iminente da
Palestina.
Neste rápido
apanhado aparece num só lance tanto a unidade como a
variedade do Pentateuco, bem como a sua importância
fundamental para a religião antiga e para a história
especial do povo hebreu.
Quem é o
autor do Pentateuco? Desde a mais remota Antigüidade foi
considerado seu autor o próprio Moisés, o protagonista dos
últimos quatro livros. Já nos livros posteriores da Bíblia
citam-se-lhe várias sentenças com a fórmula: "Está
escrito na lei de Moisés" ou "no livro de Moisés,"
ou "no volume da lei de Moisés." Assim, para não
falar do livro de Josué, que é a continuação imediata e
como que o complemento do Pentateuco (Js 8:31, 23:6, em 1Rs 2:3;
2Rs 14:6; 2 Cr 23:18; 25:4, 35:12; Ed 3:2, 6:18; Ne 8:1, 10:3,;
13:1; Bar 2:2; Dn 9:11 etc.). Os Evangelhos nos apresentam a
convicção de que Moisés é autor da lei, difundida e
radicada entre os judeus; o próprio Jesus, bem como os apóstolos
admitem-na e a confirmam (veja Mt 8:4; Mc 12:26; Lc 20:37; Jo
5:46; At 3:32, 15:21; Rom 10:5 etc.). Entre as testemunhas
eloqüentes da fé judaica figuram Fílon, José Flávio e
com maior crédito e ressonância o Talmud (tratado Baba
batra, f. 14,15); entre os cristãos, os Padres da Igreja são
unânimes em reconhecer Moisés autor do Pentateuco.
I. O LIVRO DE GÊNESIS Conhecido como o livro das origens, o Gênesis é a narrativa da Criação, Queda e Redenção do homem, segundo o plano da salvação.
Gênesis
O Gênesis narra as primeiras
origens do mundo, do gênero humano, do povo hebreu, tudo
relacionado com Deus, com sua revelação, com seu culto.
Deus cria o universo, revela-se aos primeiros homens, Deus
escolhe uma família (Abraão e sua descendência), para no
seio dela conservar e desenvolver os germes da primitiva
revelação e a verdadeira religião, no intuito de preparar
a solene revelação do Sinai, narrada no Exodo.
A criação do
céu e da terra (1:1-2:3), é como que o prólogo do
grandioso drama, que se divide em duas partes, e tem por
protagonistas os cinco grandes patriarcas: Adão e Noé,
patriarcas do gênero humano; Abraão, Isaac e Jacó,
patriarcas do povo hebreu.
O todo é
enquadrado pelo autor sagrado em dez tábuas genealógicas (2:4,
5:1, 6:9, 10:1, 11:10, 11:27, 25:12, 25:19, 36:1, 37:2)
dispostas de tal modo que, após ter registrado os ramos
secundários da propagação humana, volta a narrar
difusamente os destinos do ramo patriarcal, isto é, da
descendência eleita, portadora da revelação divina e da
verdadeira religião.
O Gênesis
abrange na sua narração uma longa série de séculos, e
colocando (no tronco principal das suas genealogias) ao lado
dos nomes também números de anos, forneceria os elementos
de uma cronologia. Infelizmente as cifras não parecem bem
conservadas, porque nos números dos capítulos 5 e 11 os três
textos independentes: o hebraico, o samaritano e o grego
divergem entre si. Baseando-se sobre o seu texto, os gregos
do império bizantino colocavam a criação do homem 5508
anos a.C. Os hebreus ainda usam uma era que no mesmo período
conta 3760 anos. As ciência antropológicas exigem um tempo
assaz maior para a existência do homem sobre a terra. A Bíblia
não é contrária a resultados certos de tais ciências,
também porque as listas genealógicas do Gênesis poderiam
ser incompletas, ou seja, com omissões de elos intermediários.
Do nascimento
de Abraão à descida dos israelitas ao Egito - 290 anos (Gn
21:5 + 25:26 + 47:28), a cronologia respectiva é mais ou
menos certa. Para a cronologia absoluta (baseada na era
vulgar) ter-se-ia um ponto fixo no sincronismo de Abraão com
Hamurabi, o célebre rei da Babilônia, cujo famoso código
de leis foi descoberto em 1902. A identificação, porém, de
Amrafel, rei de Senaar (Gn 14:1), com Hamurabi da Babilônia,
é hoje mais do que duvidosa; tampouco a data do reinado
deste último está definitivamente fixada; atualmente tende-se
a colocar-lhe o início por volta de 1728 a.C. Tomando como
ponto de partida a data em que os israelitas saíram do Egito
sob o faraó Menefta pelo ano de 1200 a.C., e remontando o
curso dos séculos com os dados da própria Bíblia (Ex 12:40
e passagens acima citadas), Abraão teria nascido por volta
de 1900 a.C., mas não é certo qual seja o faraó do Êxodo.
Muitas páginas
do Gênesis têm correspondência nos monumentos babilônicos
e egípcios: nos primeiros, a história primitiva, isto é,
os primeiros 11 capítulos; nos egípcios, o resto,
especialmente a história de José (37-50). Com os dois
primeiros capítulos (a criação) têm algo de semelhante vários
poemas babilônicos entre si discordantes e que são uma,
fantasiosa mitologia de crasso politeísmo; quão mais
sublime pela nobreza de pensamento é a prosa simples da Bíblia!
Também a tradição babilônica conhece dez reis, como Gn 5,
dez patriarcas, de vida longuíssima antes do dilúvio. Este
cataclisma foi narrado em muitas lendas babilônicas, uma das
quais foi inserida no romanesco poema "Gilgames,"
assim chamado por causa do herói protagonista. Os pontos de
contato com a narração bíblica (Gn 7:8) são numerosos e típicos.
A narração da torre de Babel (Gn 11:1-9) é toda tecida de
elementos babilônicos; mas um paralelo exato não foi ainda
encontrado na literatura cuneiforme. Nada ainda se encontrou
nessa literatura de verdadeiramente análogo à narração do
paraíso terrestre e da queda do homem (Gn 3).Nos monumentos,
egípcios temos representadas muitas cenas semelhantes às
narradas no Gn cc. 12:37-50.
1. O livro das origens. 2. Conteúdo do livro. 3. O Gênesis no Novo Testamento. II. O LIVRO DE ÊXODO Êxodo O segundo livro do Pentateuco toma o nome de Êxodo da saída dos hebreus do Egito, onde, depois dos bons tempos de José, passaram a sofrer a mais dura escravidão. Esse acontecimento, porém, nada mais foi do que o prelúdio de fatos muito mais importantes na vida dos filhos de Israel, os quais, de um conglomerado de famílias que eram, recuperando a liberdade, conquistaram verdadeira unidade de nação independente e receberam uma legislação especial, uma forma de vida moral e religiosa, pelas quais se distinguiram de todos os outros povos da terra. Com toda facilidade compreender-se-á a importância deste livro, sobretudo em se pensando que, se a história civil das nações, mormente as antigas, acha-se intimamente vinculada à religião e essa à moral, isto jamais foi tão verídico como a respeito dos hebreus. As leis contidas no Êxodo formam a essência da vida civil e religiosa do povo eleito. É bem verdade que, de todas essas leis, e especialmente as do chamado código da aliança (21:23), foram encontradas analogias notáveis no código de Hamurabì (rei babilônico, que viveu alguns séculos anteriormente a Moisés), que foi descoberto, traduzido e publicado pelo dominicano Pe. Scheil, em 1902. De tais analogias não se infere, porém, em absoluto, como pretendem alguns, a dependência do código mosaico do babilônico. Elas têm sua explicação adequada nos fatores comuns às duas sociedades, israelita e babilônica, tão próximas no tempo, no lugar e também na origem, pois os patriarcas do povo hebreu procediam do vale do Tigre. Realmente, na legislação decretada no Sinai, nem tudo foi criado desde a raiz; muitos usos e costumes já introduzidos na prática social foram confirmados pela aprovação divina. De resto, também nas famosas leis romanas das doze tábuas descobrem-se semelhanças com o código mosaico, sem que ocorra a alguém o pensamento de querer estabelecer um parentesco entre as primeiras e o segundo. Providências semelhantes surgem espontaneamente de necessidades sociais do gênero. No decálogo, porém, e na doutrina religiosa que lhe forma a base inconcussa (20:2-17), reside a verdadeira prerrogativa do povo de Israel; nada de semelhante se encontra em nenhum outro povo. Citam-se, é certo, da literatura egípcia; certas desculpas espirituais como: "Não cometi injustiça, não roubei, não matei" etc., ou da babilônia, os esconjuros, onde se pergunta se o exorcizado ultrajou alguma divindade, se desprezou pai e mãe, se mentiu ou praticou obscenidades etc. Mas não há proporção entre os protestos de um particular para evitar o castigo (finalidade daquelas fórmulas rituais) e a autoridade soberana que impõe a lei a todo um povo. Entre os próprios egípcios e babilônios, nada há de correspondente, na legislação, àquelas fórmulas cerimoniais. O decálogo de Moisés não tem rivais no mundo. Pelas razões citadas, os acontecimentos narrados no Êxodo tiveram um eco enorme na memória das tribos israelitas. Em quase todas as páginas do Antigo Testamento são recordadas a libertação da escravidão do Egito, a prodigiosa passagem do mar Vermelho, os golpes tremendos com os quais foi dominada a tenaz oposição do opressor egípcio, as grandiosas manifestações divinas no Sinai, o sustento milagroso de povo tão numeroso no deserto. Daí Israel deduzia os motivos mais fortes para ser grato e fiel a Deus,, e conservar uma confiança inabalável na sua providência soberana e nos seus próprios destinos. A cronologia do Êxodo, ou seja, o ano em que os hebreus saíram do Egito, está naturalmente ligada à história desse país. Mas, já que a Bíblia não fornece os nomes dos dois faraós, o da opressão (1:8, 2:23) e o da saída (14:5), duas opiniões diversas se equilibraram entre os doutos, com autoridade e número de defensores quase iguais. Para uns, o opressor seria Totmés 3 (1500-1450) e o outro Amênofis 2 (1447-1420), da XVIII dinastia; para outros, no entanto, Ramsés II (1292-1225), da XIX dinastia, teria oprimido ns hebreus, e seu sucessor, Menefta (1225-1215); tê-los-ia libertado. A segunda opinião, que estabelece o século XIII a.C. para o Êxodo, parece-nos mais condizente com o texto (1:11) e mais coerente com outros dados da história sagrada e profana. 1. Título. A palavra grega êxodos significa saída, partida, uma referência à saída dos filhos de Israel do Egito (12.37). 2. Conteúdo. O livro apresenta três partes principais a) A opressão. b) A libertação de Israel. c) A promulgação da Lei. III. O LIVRO DE LEVÍTICO Tendo o povo construído o Tabernáculo, encontramos no livro de Levítico as ordenanças divinas quanto à apresentação de sacrifícios, bem como a separação daqueles que deveriam ter as prerrogativas do sacerdócio: os levitas. Levitico Este livro traz o nome de Levítico, por tratar quase exclusivamente dos deveres sacerdotais. Poder-se-ia compará-lo a um ritual. Com exceção de dois trechos históricos (8:10, 24:10-23), compõe-se inteiramente de leis que visam à santificação individual e nacional. Santificação, de per si ritual e exterior, que, porém, simboliza e promove certa santidade interior e moral. Toda a matéria pode ser dividida em cinco partes: 1a Leis relativas aos sacrifícios (1:7). Os sacrifícios são de cinco espécies; duas séries de leis: l" série - o rito de cada sacrifício (1:5), holocausto (1), oblação de vegetais (2), sacrifício salutar (3), sacrifício expiatório (4), sacrifício de reparação (5). 2° série -ireitos e deveres dos sacerdotes em cada espécie de sacrifícios (6-7). 2a Consagração dos sacerdotes (8:9). Nadab e Abiú são punidos por terem usurpado um ofício sagrado (10:1-7). Várias prescrições para os sacerdotes (10:8-20). 3a Leis sobre a pureza legal (11:16) dos alimentos (11), da puérpera (12), da lepra nas pessoas (13:1-46, 14:1-32), nas vestes (13:47-59) e casas (14:33-57); sobre a gonorréia (15). Rito para o dia solene de expiação (16). 4a Leis sobre a santidade (17:23): a) do povo (17:20); matança dos animais, uso do sangue, unicidade do santuário (17); prescrições que regulam os atos sexuais (18); várias prescrições religiosas e morais (19); punição para os transgressores (20); b) dos sacerdotes: núpcias e luto (21:1-15); irregularidades (21:16-24); impureza cerimonial (22:1-16; qualidades das vítimas (22:17-30); conclusão (22:31-33); c) dos dias festivos: solenidades anuais e o sábado (23). 5a Determinações diversas: lâmpadas no santuário e pães da apresentação (24:1-9); pena para o blasfemador (24:10-23); prescrições para o ano sabático e jubileu (25); promessas e ameaças relativas a observância da lei (26); votos e dízimos (27). O sacrifício, o ato mais sagrado, da religião, isto é, oferecer a Deus vítimas, animais ou vegetais, não foi instituído por Moisés, mas remonta às próprias origens da humanidade (Gên. 4:3-4). Moisés encontrou o seu uso estabelecido e arraigado entre todos os povos. Nas tabuinhas recentemente descobertas em Ras Shamra (antiga Ugarit), na Fenícia setentrional, anteriores alguns séculos a Moisés, são mencionadas espécies idênticas de sacrifícios, até mesmo com nomes iguais (afinidade das duas línguas) aos do Pentateuco. Moisés, com suas leis, só regulamentou e consagrou ao culto do verdadeiro Deus um cerimonial já praticado, deixando ainda toda essa legislação dos sacrifícios separada das condições essenciais do pacto celebrado entre Deus e o seu povo (Ex 19:23). Nesse sentido deve-se entender aquele protesto do próprio Deus contra os judeus, por boca de Jeremias (7:22-23): "Em matéria de sacrifícios e holocaustos, eu nada disse e nada ordenei aos vossos pais ao tirá-los do Egito; dei-lhes somente esta ordem: Escutai a minha voz; eu serei vosso Deus e vós sereis o meu povo, cf. Èx 19:5). Nada, portanto, impede atribuir-se ao próprio Moisés a legislação cerimonial do Levítico, embora seja óbvio que não a tenha escrito toda de uma vez e se tenha servido, para a fixar, da obra de algum sacerdote ou levita de profissão. Nem se exclui que algumas destas leis tenham recebido em tempos posteriores modificações e acréscimos. Devemos observar ainda, que todas essas leis cerimoniais foram elaboradas depois de Jesus Cristo. Entretanto, os sacrifícios da antiga lei haviam prefigurado o seu sublime sacrifício na cruz, no qual, único e perfeito sacrifício, teve cumprimento toda a variedade dos sacrifícios do Antigo Testamento. Ou melhor, como nos ensina S. Paulo (Hebr 9:9, 10:10), os sacrifícios levíticos recebiam sua principal eficácia de aplacar a Deus daquele valor figurativo, pois que "é impossível que, por si só, o sangue dos touros e dos cabritos cancele os pecados" (Hebr 10:4). Considerados nó seu significado típico e simbólico, os ritos escritos no Levítico continuam e continuarão a ser instrutivos. 1. O livro da santidade. Seu nome é derivado de Levi, a tribo escolhida por Deus para o serviço sagrado (Nm 18.21). 2. A interpretação de Levítico em Hebreus. O sumo sacerdote é a figura de Cristo e sua obra. IV. O LIVRO DE NÚMEROS
Números
O quarto livro
do Pentateuco recebeu o nome de Números (em grego Arithmoi,
que aqui tem o sentido de "recenseamentos") por
causa dos "recenseamentos" (1:1-4:26), que são próprios
deste livro e que lhe dão a sua feição particular. Contém,
além disso, alguns fatos que se ligam imediatamente aos
acontecimentos narrados no Éxodo, e leis semelhantes às do
Levítico. Pode ser dividido facilmente, de acordo com os
lugares e tempos, em três partes: no Sinai (1:1-10:10);
viagens através do deserto (10:11-21:35); na margem oriental
do Jordão (22:36).
1a
parte. No Sinai: disposições para a partida: 20
dias. Recenseamento das tribos e respectivas posições no
acampamento (1:2). Os levitas: seu destino e recenseamento;
divisão por famílias e por ofícios. Leis: banimento dos
impuros, restituições, ciúmes, nazireato, bênção litúrgica.
Últimos fatos: donativos dos chefes das tribos ao santuário,
consagração dos levitas, segunda Páscoa (9:1-14), sinais
para a partida e para a parada, as trombetas (9:15-10:10).
2a
parte. Viagem através do deserto: Do Sinai a
Cades: partida e ordem de marcha (10:11-36), murmuração do
povo, as codornizes, a lepra de Maria, irmã de Moisés.
Parada em Cades: missão dos doze exploradores e queixas do
povo; leis sobre as oblações e primícias, sobre o sábado
e os filactérios; sedição de Coré, Datan e Abirão, e sua
punição e confirmação do sacerdócio na família de Arão;
relações entre sacerdotes e levitas, emolumentos de uns e
de outros; a água lustral; sedição do povo por falta de água
(20:1-13). De Cades ao Jordão: os edomitas negam passagem
pelas suas terras; morte de Arãò (20:14-29); queixas do
povo e castigo, a serpente de bronze (21:1-9); vitória sobre
os amorreus e conquista de Basan (21:10-35).
3a
parte. Na margem oriental do Jordão: cerca de
cinco meses. A matéria desta parte, mais por ordem lógica
do que por ordem do texto, pode ser assim agrupada: últimos
encontros com os povos da Transjordânia; Balaão e seus
vaticínios (22:24); prostituição a Beelfegor (25); guerra
santa contra os madianitas e leis sobre a divisão dos
despojos (31); lista das etapas (33). Grupo de leis: herança
(27:1-11), festas e sacrifícios (28:29), votos (30). Disposições
para a ocupação da terra prometida. Segundo recenseamento (26);
nomeação de Josué (27:12-23). Distribuição da Transjordânia
(32); normas para a ocupação e distribuição da Cisjordânia
(33:50-34:12); designação das cidades levíticas e de refúgio
(35); disposições para manter inalterada a primitiva
distribuição (36).
A julgar pelo
resumo, o presente livro compreende um período de cerca de
trinta e oito anos e meio. Sobre a maior parte desse período
(os trinta e oito anos no deserto) narra-nos apenas uns
poucos fatos, mas muito notáveis pelo significado religioso,
como a serpente de bronze, a sedição de Coré, os vaticínios
de Balaão, a.água brotada da rocha; fatos dos quais os apóstolos
no Novo Testamento tiraram utilíssimas lições (1Cor 10:1-11;
Hebr 3:12-19; Jo 3:14-15). No centro do drama acham-se dois
fatos semelhantes entre si, duas sedições do povo contra
Moisés, executor das ordens divinas; a primeira (14),
originada pela repugnância em empreender a conquista da
Palestina; a segunda (20), por falta de água. Conseqüência
ou punição da primeira foi a longa demora da nação
inteira no deserto da península sinaítica; a segunda deixou
a mais profunda impressão na consciência nacional e na
literatura posterior (cf. SI 80:94-105), envolvendo o próprio
Moisés, que por um instante duvidou da clemência divina e
por isso teve de deixar a outros o remate de sua obra, a
conquista de Canaã (cf. Dt 32).
O livro dos Números
é importante para a literatura porque, entre outras coisas,
nos conservou fragmentos de antiquíssimos cânticos
populares (21:23-24), com a indicação de coleções - já
existentes, como "o Livro das guerras de javé" (21:14),
do qual não se tem outra menção.
1. Nome e conteúdo. A
Septuaginta designa esse livro pela palavra grega arithmoi,
que significa números. 2. O livro de Números no Novo Testamento. V. O LIVRO DE DEUTERONÔMIO
Deuteronômio
O quinto e último livro do
Pentateuco foi chamado Deuteronômio, isto é, "segunda
lei," talvez porque assim tenha sido traduzida, embora
inexatamente pelos LXX, uma frase hebraica em 17:18. No
entanto, convém-lhe perfeitamente esse nome. O livro não é
uma simples repetição da legislação contida nos livros
precedentes, mas além de leis novas, oferece complementos,
esclarecimentos e modificações às primeiras. É, de certo
modo, uma segunda lei, promulgada no fim da longa peregrinação
dos israelitas, paralela á lei dada no Sinai e destinada a
regular mais de perto a vida do povo escolhido, no solo da
Terra Prometida à qual eles estavam para chegar e dela tomar
posse definitiva. Não é, porém, simples enumeração de
leis e determinações; o que caracteriza esse livro, o que
lhe constitui a alma, é um ardente sabor oratório. O hagiógrafo
nos faz ouvir um Moisés que exorta, encoraja, invectiva;
inculca á observância das leis, a começar dos grandes
princípios morais; apela para os mais poderosos motivos,
evoca a glória do passado, a missão histórica de Israel,
os triunfos do porvir. Na mente do autor sagrado temos o
testamento definitivo, que o grande guia e legislador deixa
ao povo de Deus às vésperas da sua morte. Pelo estilo, o
Deuteronômio é um discurso, ou melhor, vários discursos,
dirigidos por Moisés aos israelitas. Deduz-se daí a divisão
do livro em quatro partes:
1a
parte: 1° discurso (1:4): olhar retrospectivo aos
fatos acontecidos desde a partida do Horeb até às últimas
conquistas da Transjordânia; exortação geral à observância
da lei (4:1-40).
2a
parte: 2° discurso: renovação da lei (4:44-26:19).
Princípios gerais: o Decálogo (5), o culto e o amor ao único
Deus verdadeiro (6), guerra à idolatria (7), benefícios de
Deus, censura da infidelidade anterior de Israel, promessas e
ameaças (8:11).
Leis especiais:
Deveres religiosos. Unicidade do santuário e disposições
relativas (12:1-28); contra a apostasia (12:29-13:18);
alimentos e dízimos (14); ano da remissão (15); as três
grandes solenidades anuais (16:1-17).
Direito público.
Juizes (16:18-17:13), rei (17:14-20), sacerdotes (18:1-8),.profetas
(18:9-22); homicídio involuntário (19), guerra (20), homicídio
por mão desconhecida (21:1-9). 3) Direito familiar e privado.
Grande variedade; os pontos principais são: matrimônio (21:10-14,
22:13-23,) e filhos (21:15-20), o divórcio (20:1-4),
levirato (25:5-10), deveres de humanidade (22:1-12, 23:16-20,
24:6-25, honestidade (25:11-19), votos (23:22-24), primícias
e dízimos (26).
3a
parte: 3° e 4° discursos: ordem de promulgar a
lei em Siquém, maldições para os transgressores (27), ameaças
e promessas (28). Exortação à observância da lei, com a
recordação dos fatos históricos, das promessas e das ameaças
(29:30).
4a
parte. Apêndice histórico. últimas disposições
de Moisés, nomeação de Josué, seu sucessor (31); cântico
de Moisés (32), bênção das doze tribos (33), morte de
Moisés (34).
Amor de Deus,
beneficência, alegria no cumprimento do dever, eis as
principais características do Deuteronômio, princípios
inculcados e repetidos com solicitude incansável. Por isso,
perpassa-o um sopro ardente de sincera e profunda piedade
para com Deus e uma ternura simpática pelo homem, que
edifica e comove. Há páginas que se aproximam da
sublimidade divina dos ensinamentos evangélicos, mais do que
quaisquer outras.
1. Nome e conteúdo. O livro de Deuteronômio é uma coletânea de discursos retrospectivos e introspectivos de Moisés 2. O livro de Deuteronômio e o Senhor Jesus. CONCLUSÃO O Pentateuco moldou as nações. Encontramos nesse tesouro de antiqüíssimas doutrinas tradicionais, a Lei de Deus nos seus aspectos moral, cerimonial e civil, bem como a revelação da verdade. Nas narrativas, legislação, ritual, poesia e outros elementos, estão revelados o pecado do homem, a santidade e o amor de Deus com o seu perdão mediante o sacrifício de seu Filho na cruz do Calvário. Aparição teofânica Manifestação de Deus, desde a voz até a imagem, perceptível pelos sentidos humanos (Gn 18.1-16; Jz 13.15-22). Sacerdócio Investidura que autorizava os filhos de Levi a ministrar diante do altar e a interceder pela nação hebraica com o objetivo de torná-la propícia diante de Deus (Hb 5.12).
Gênesis: Esboço I. O Princípio da História da Humanidade (1.111.26) A. A Origem do Universo e da Vida (1.12.25) 1. Resumo de Toda a Criação (1.12.4) 2. Relato Detalhado da Criação de Adão e Eva (2.5-25) B. A Origem do Pecado (3.1-24) 1. Tentação e Queda (3.1-6) 2. Conseqüências da Queda (3.7-24) C. As Origens da Civilização (4.15.32) 1. Caim: Cultura Pagã (4.1-24) 2. Sete: Um Remanescente Justo (4.25,26) 3. Registro Genealógico dos Patriarcas Antediluvianos (5.1-32) D. O Grande Dilúvio: O Julgamento Divino sobre a Civilização Primitiva (6.18.19) 1. A Depravação Universal (6.1-8,11,12) 2. A Preparação Mediante Noé para a Salvação de um Remanescente Justo (6.9-22) 3. As Instruções Finais e o Dilúvio (7.18.19) E. O Novo Começo da Humanidade (8.2011.26) 1. A Posteridade de Noé (8.2010.32; destaque: Sem, 11.10-26) 2. A Torre de Babel (11.1-9) 3. Elos Genealógicos entre Sem e Abraão (11.10-26) II. Os Começos do Povo Hebreu (11.2750.26) A. Abraão (11.2725.18) 1. Os Progenitores de Abraão (11.27-32) 2. A Chamada de Abraão e Sua Viagem pela Fé (12.114.24) 3. O Concerto entre Deus e Abraão (15.1-21) 4. Agar e Ismael (16.1-16) 5. O Concerto de Abraão Ratificado Mediante Seu Nome e a Circuncisão (17.1-27) 6. A Promessa a Abraão e a Tragédia de Ló (18.119.38) 7. Abraão e Abimeleque (20.1-18) 8. Abraão e Isaque, o Filho da Promessa (21.124.67) 9. A Posteridade de Abraão (25.1-18) B. Isaque (25.1928.9) 1. O Nascimento de Esaú e Jacó (25.19-26) 2. Esaú Vende a Sua Primogenitura (25.27-34) 3. Isaque, Rebeca e Abimeleque (26.1-17) 4. Disputa a Respeito de Poços, e a Mudança de Isaque para Berseba (26.18-33) 5. A Bênção Patriarcal (26.3428.9) C. Jacó (28.1037.2a) 1. O Sonho de Jacó e Sua Viagem (28.10-22) 2. Jacó com Labão em Harã (29.131.55) 3. A Reconciliação de Jacó e Esaú (32.133.17) 4. Jacó Volta à Terra Prometida (33.1835.20) 5.A Posteridade de Jacó e Esaú (35.2137.2a) D. José (37.2b50.26) 1. José e Seus Irmãos em Canaã (37.2b-36) 2. Judá e Tamar (38.1-30) 3. José, Suas Provas e Elevação no Egito (39.141.57) 4. José e Seus Irmãos no Egito (42.145.28) 5. A Mudança para o Egito, do Pai e Irmãos de José (46.147.26) 6. Jacó: Suas Últimas Profecias, Últimos Dias e Morte (47.2750.14) 7. José: Final de Sua Vida e Sua Morte (50.15-26) Autor: Moisés Tema: Começos Data: Cerca de 1445-1405 a.C. Considerações Preliminares É muito apropriado o lugar que Gênesis ocupa como o primeiro livro do AT, servindo de introdução básica à Bíblia inteira. O título deste livro em hebraico deriva da primeira palavra do livro: bereshith (no princípio). O título Gênesis, como aparece em nossas Bíblias, é a tradução em grego, do referido título em hebraico, e significa a origem, fonte, criação, ou começo dalguma coisa. Gênesis é o livro dos começos. O autor de Gênesis não é mencionado em nenhuma parte do livro. O testemunho do restante da Bíblia, porém, é que Moisés foi o autor de todo o Pentateuco (i.e., os cinco primeiros livros do AT) e, portanto, de Gênesis (e.g., 1 Rs 2.3; 2 Rs 14.6; Ed 6.18; Ne 13.1; Dn 9.11-13; Ml 4.4; Mc 12.26; Lc 16.29,31; Jo 7.19-23; At 26.22; 1 Co 9.9; 2 Co 3.15). Além disso, os antigos escritores judaicos e os primeiros dirigentes da igreja são unânimes em testificar que Moisés foi o escritor de Gênesis. Uma vez que o relato de Gênesis no seu todo é de data anterior a Moisés, o papel deste ao escrever Gênesis foi, em grande parte, reunir sob a inspiração do Espírito Santo, todos os registros escritos e orais disponíveis, desde Adão até a morte de José, como os temos hoje preservados em Gênesis. Uma possível indicação de Moisés ter utilizado registros históricos existentes ao escrever Gênesis, é a repetida expressão através do livro: estas são as gerações de (hb. elleh toledoth), que também admite a tradução: estas são as histórias por (ver 2.4; 5.1; 6.9; 10.1; 11.10,27; 25.12,19; 36.1,9; 37.2). Gênesis registra com exatidão a criação, os começos da história da humanidade e a origem do povo hebreu, bem como o concerto entre Deus e os hebreus através de Abraão e os demais patriarcas. O Senhor Jesus atestou no NT a fidedignidade histórica de Gênesis como Escritura divinamente inspirada ( Mt 19.4-6; 24.37-39; Lc 11.51; 17.26-32; Jo 7.21-23; 8.56-58) e os apóstolos (Rm 4; 1Co 15.21,22,45-47; 2 Co 11.3; Gl 3.8; 4.22-24,28; 1 Tm 2.13,14; Hb 11.4-22; 2 Pe 3.4-6; Jd 7,11). Sua historicidade continua sendo confirmada pelas descobertas arqueológicas modernas. Moisés foi notavelmente bem preparado, pela sua educação (At 7.22) e por Deus, para escrever esse incomparável livro da Bíblia. Propósito Gênesis provê um alicerce essencial para o restante do Pentateuco e para toda a revelação bíblica subseqüente. Preserva o único registro fidedigno a respeito dos começos do universo, da humanidade, do casamento, do pecado, das cidades, dos idiomas, das nações, de Israel e da história da redenção. Foi escrito de conformidade com o propósito de Deus a fim de dar ao seu povo segundo o concerto, tanto do AT quanto do NT, uma compreensão fundamental de si mesmo, da criação, da raça humana, da queda, da morte, do julgamento, do concerto e da promessa da redenção através do descendente de Abraão. Visão Panorâmica Gênesis divide-se naturalmente em duas grandes partes. (A) Os caps. 111 fornecem uma visão geral, partindo de Adão até Abraão, e concentra-se em cinco eventos memoráveis. (1) A Criação: Deus criou todas as coisas, inclusive Adão e Eva, os quais Ele colocou no Jardim do Éden (12). (2) A Queda: Adão e Eva, pela sua transgressão, introduziram na história humana a maldição do pecado e da morte (cap. 3). (3) Caim e Abel: Esta tragédia colocou em movimento as duas correntes básicas da história: a civilização humanista e um remanescente redentor ( 4 5). (4) Dilúvio Universal: O mundo antigo se tornara tão iníquo até os tempos da geração de Noé, que Deus o destruiu por meio de um dilúvio universal, e poupou somente o justo Noé e sua família, como remanescentes (610). (5) A Torre de Babel. Quando o mundo pós-diluviano unificou-se em torno da idolatria e da rebelião, Deus o dispersou, ao confundir seu idioma e cultura, e ao espalhar a raça humana por toda a terra (cap. 11). (B) Os caps. 1250 registram os começos do povo hebreu e focalizam o contínuo propósito divino da redenção, através da vida dos quatro grandes patriarcas de Israel Abraão, Isaque, Jacó e José. A chamada de Abraão por Deus (cap. 12) e o relacionamento pactual de Deus com ele e com seus descendentes, formam o começo de fato da realização do propósito divino concernente ao Redentor e à redenção, na história humana. Gênesis termina com a morte de José e a iminente escravidão de Israel no Egito. Características Especiais Sete características principais assinalam Gênesis. (1) Foi o primeiro livro da Bíblia a ser escrito (com a possível exceção de Jó) e registra o começo da história da humanidade, do pecado, do povo hebreu e da redenção. (2) A história contida em Gênesis abrange um período de tempo maior do que todo o restante da Bíblia, e começa com o primeiro casal humano; dilata-se, abrangendo o mundo antediluviano, e a seguir limita-se à história do povo hebreu, o qual semelhante a uma torrente, conduz à redenção até o final do AT. (3) Gênesis revela que o universo material e a vida na terra são categoricamente obra de Deus, e não um processo independente da natureza. Cinqüenta vezes nos caps. 12, Deus é o sujeito de verbos que demonstram o que Ele fez como Criador. (4) Gênesis é o livro das primeiras coisas o primeiro casamento, a primeira família, o primeiro nascimento, o primeiro pecado, o primeiro homicídio, o primeiro polígamo, os primeiros instrumentos musicais, a primeira promessa de redenção, e assim por diante. (5) O concerto de Deus com Abraão, que começou com a chamada deste (12.1-3), foi formalizado no cap. 15, e ratificado no cap. 17, e é da máxima importância em toda a Bíblia. (6) Somente Gênesis explica a origem das doze tribos de Israel. (7) Revela como os descendentes de Abraão, por fim, se fixam no Egito (durante 430 anos) e assim preparam o caminho para o êxodo, o evento redentor central do AT. Gênesis e Seu Cumprimento no NT Gênesis revela a história profética da redenção, e o Redentor que virá através da descendência da mulher (3.15), das linhagens de Sete (4.25,26), e de Sem (9.26,27), e da descendência de Abraão (12.3). O NT aplica 12.3 diretamente à provisão da redenção que Deus realizou em Jesus Cristo (Gl 3.16,39). Muitos personagens e eventos de Gênesis são mencionados no NT com relação à fé e à justiça (Rm 4; Hb 11.1-22), ao julgamento divino (Lc 17.26-29,32; 2 Pe 3.6; Jd 7,11a) e à pessoa de Cristo (Mt 1.1; Jo 8.58; Hb 7).
Êxodo Esboço:
Levítico EsboçoI. Opressão dos Hebreus no Egito (1.111.10) A. Sofrimentos dos Oprimidos (1.1-22) B. Preparação do Libertador (2.1 4.31) 1. Nascimento de Moisés e Seus Primeiros Quarenta Anos (2.1-15a) 2. Exílio de Moisés e o Seu Segundo Período de Quarenta Anos (2.15b - 25) 3. Chamada de Moisés e Seu Regresso ao Egito (3.1 4.31) C. Luta com o Opressor (5.111.10) 1. A Petição: Deixa Meu Povo Ir (5.1-3) 2. A Resposta: Perseguição Tirânica de Faraó (5.4-21) 3. A Garantia: O Senhor Manifestará Seu Senhorio (5.22 7.13) 4. O Recurso: As Dez Pragas (7.14 11.10) II. Livramento dos Hebreus do Egito (12.113.16). (N do R - Aqui começa o 3o período de 40 anos da vida de Moisés; cf. At 7.36) A. Livramento na Páscoa: Redenção pelo Sangue (12.115.21) B. Livramento no Mar Vermelho: Redenção pelo Poder (13.1714.31) C. Cânticos do Livramento: Louvor ao Redentor (15.1-21) III. Ensinamento a Israel a Caminho do Monte Sinai (15.2219.2) A. A Prova da Adversidade e o Cuidado Providente de Deus (15.2219.2) 1. A Primeira Prova: Águas Amargas em Mara (15.22-27) 2. A Prova da Fome: Provisão de Codornizes e Maná (16.1-36) 3. A Prova da Sede: Água em Refidim (17.1-7) 4. A Prova do Combate: A Luta com Amaleque (17.8-16) B. O Conselho Sábio de Jetro (18.1-27) IV. O Pacto de Deus com Israel no Monte Sinai (19.324.18) A. Instruções Preparatórias a Moisés (19.324.18) B. Os Dez Mandamentos: Diretrizes de Vida e Conduta sob o Concerto (20.1-17) C. Ordenanças Preventivas do Relacionamento Pactual (20.1823.19) D. Promessas Concernentes à Terra Prometida (23.20-33) E. Ratificação do Concerto (24.1-18) V. Normas de Adoração a Deus por Israel, no Monte Sinai (25.1 40.38) A. Instruções a Respeito do Tabernáculo (25.1 27.21) B. Instruções a Respeito dos Sacerdotes (28.1 31.18) C. O Pecado de Idolatria (32.1 34.35) D. Implementação das Instruções Divinas (35.1 40.38) Autor: Moisés Tema: A Redenção Data: Cerca de 1445-1405 a.C. Considerações Preliminares Êxodo dá continuidade à narrativa iniciada em Gênesis. O título do livro, deriva da palavra grega exodos (título empregado na Septuaginta, a tradução do AT em grego), que significa saída ou partida. Refere-se à poderosa libertação de Israel, efetuada por Deus, tirando-o da escravidão do Egito, e à sua partida daquela terra, como povo de Deus. Dois pontos relacionados com o livro de Êxodo têm causado muita controvérsia: a data do êxodo de Israel ao sair do Egito e a autoria do dito livro. (1) Duas datas diferentes para o êxodo são propostas pelos eruditos. (a) Uma data recuada (também chamada a data bíblica), derivada de 1 Reis 6.1, onde está dito que o êxodo ocorreu 480 anos antes do quarto ano do reinado de Salomão. Esta declaração estabelece a data do êxodo em 1445 a.C. Por outro lado, em Juízes 11.26, Jefté (cerca de 1100 a.C.) afirma que Israel ocupara sua própria terra já há 300 anos, o que permite datar a conquista de Canaã, assim a conquista fica datada em aproximadamente 1400 a.C. Essa cronologia do êxodo, a da conquista de Canaã e a do período dos juízes encaixam-se bem nos eventos datáveis da história dos três primeiros reis de Israel (Saul, Davi e Salomão). (b) Os críticos liberais da Bíblia propõem uma data posterior para o êxodo, em cerca de 1290 a.C., com base em suposições a respeito dos governantes egípcios, bem como uma data arqueológica do século XIII a.C. sobre a destruição de cidades cananéias durante a conquista de Canaã. (2) Há também discordância entre os eruditos bíblicos conservadores e liberais, no tocante à autoria mosaica do livro de Êxodo. (a) Intérpretes modernos geralmente consideram o livro como uma obra conjunta, preparada por vários escritores e completada num período da história de Israel muito posterior aos tempos de Moisés (a chamada teoria JEDP). (b) Por outro lado, a tradição judaica desde os tempos de Josué (Js 8.31-35), bem como o testemunho de Jesus (cf. Mc 12.26), do cristianismo primitivo, e da erudição conservadora contemporânea, todos atribuem a Moisés a origem do livro (ver a introdução a Deuteronômio). Além disso, a evidência interna do livro apóia a autoria de Moisés. Pormenores numerosos em Êxodo indicam que o autor foi testemunha ocular dos eventos registrados no livro (e.g., 2.12; 9.31,32; 15.27). Além disso, trechos do próprio livro dão testemunho da participação direta de Moisés na sua escrita (e.g., 17.14; 24.4; 34.27). Propósito Êxodo foi escrito para que tivéssemos um registro permanente dos atos históricos e redentores de Deus, pelos quais Israel foi liberto do Egito e organizado como a sua nação escolhida. Pelos mesmos atos divinos, Israel também recebeu a revelação escrita, do concerto entre Deus e aquela nação. Também foi escrito como um elo extremamente importante da auto-revelação geral e progressiva de Deus, que culminou na pessoa de Jesus Cristo e no NT. Visão Panorâmica O livro de Êxodo começa com a descrição do sofrimento dos descendentes de Jacó no Egito, a saber: opressão, escravidão e infanticídio, e termina com a presença, o poder e a glória de Deus manifestos no Tabernáculo, no meio do seu povo já liberto, no deserto. Êxodo divide-se em três seções principais. (A) Os caps. 1 14 revelam Israel no Egito, oprimido por um faraó que não conhecia José, e Deus então redimiu Israel com braço estendido e com juízos grandes (6.6). Entre os eventos portentosos dessa parte da história de Israel, estão: (1) o nascimento de Moisés, sua preservação e preparação (cap. 2); (2) a chamada de Moisés na sarça ardente (3 4); (3) as dez pragas (7 12); (4) a Páscoa (cap. 12) e (5) a travessia do mar Vermelho (13 14).O êxodo de Israel para fora do Egito é declarado em todo o AT como a mais grandiosa experiência de redenção do velho concerto. (B) Os caps. 16 18 descrevem Israel no Deserto, a caminho do monte Sinai. Deus guiou seu povo redimido por meio de uma nuvem e uma coluna de fogo e proveu maná, codornizes e água, exercitando assim seus redimidos a andar pela fé e pela obediência. (C) Os caps. 19 40 registram Israel no monte Sinai, recebendo de Deus a revelação que abarcou (1) o concerto (cap. 19), (2) o decálogo (cap. 20) e (3) o Tabernáculo e o sacerdócio (25 31). O livro termina com o Tabernáculo inaugurado e transbordante da glória de Deus (cap. 40). Características Especiais Cinco características distinguem Êxodo. (1) As circunstâncias históricas do nascimento de Israel como nação. (2) O Decálogo, i.e., os dez mandamentos (cap. 20), que é a suma feita por Deus da sua lei moral e das suas justas exigências para o seu povo. Nela, temos o fundamento da ética e da moralidade bíblicas. (3) É o livro do AT que mais destaca a graça redentora e o poder de Deus em ação. Em termos do AT, Êxodo descreve o caráter sobrenatural da libertação que Deus efetuou do seu povo, livrando-o do perigo e da escravidão do pecado, de Satanás e do mundo. (4) O livro inteiro está repleto da revelação majestosa de Deus, como (a) glorioso nos seus atributos, (veraz, misericordioso, fiel, santo e onipotente); (b) Senhor da história e dos reis poderosos; (c) o Redentor que faz um concerto com os seus redimidos; (d) justo e reto, assim revelado na sua lei moral e nos seus juízos e (e) digno da adoração reverente, como o Deus transcendente que desce para tabernacular com o seu povo, i.e., habitar com o seu povo (cf. Jo 1.14 no gr.). (5) Êxodo enfatiza o como?, o quê? e o por quê? do verdadeiro culto que deve seguir-se à redenção que Deus efetua dos seus. O Livro de Êxodo e Seu Cumprimento no NT A prefiguração da redenção que temos no novo pacto, é evidente em todo o livro de Êxodo. A primeira Páscoa, a travessia do mar Vermelho e a outorga da lei no monte Sinai são, para o velho concerto, aquilo que a vida, morte e ressurreição de Jesus, e a outorga do Espírito Santo no Pentecoste, são para o novo concerto. Os tipos de Êxodo que prenunciam Cristo e a redenção no NT são: (1) Moisés, (2) a Páscoa, (3) a travessia do mar Vermelho, (4) o maná, (5) a rocha e a água, (6) o Tabernáculo, e (7) o sumo sacerdote. As exigências morais absolutas dos dez mandamentos são repetidas no NT, para os crentes do novo concerto. I. O Caminho para Deus: A Expiação (1.116.34) A. Através dos Sacrifícios (1.17.38) 1. O Holocausto (1.1-17) 2. A Oferta de Manjares (2.1-16) 3. O Sacrifício Pacífico (3.1-17) 4. A Oferta pelo Pecado Não Intencional (4.15.13) 5. A Oferta pela Culpa (5.146.7) 6. O Holocausto Contínuo e as Ofertas dos Sacerdotes (6.8-23) 7. A Disposição da Vítima na Oferta pelo Pecado, na Oferta pela Culpa, e no Sacrifício Pacífico (6.247.27) 8. A Oferta Alçada e o Resumo das Ofertas (7.28-38) B. Através da Intercessão Sacerdotal (8.110.20) C. Através das Leis da Purificação (11.115.33) D. Através do Dia Anual da Expiação (16.1-34) II. Requisito para o Andar Diante de Deus: a Santidade (17.127.34) A. Santidade Através da Revelação do Sangue (17.1-16) B. Santidade Através dos Padrões Morais (18.122.33) C. Santidade Através da Adoração Normal (23.124.23) D. Santidade Através das Leis da Reparação, da Obediência e da Consagração (25.127.34) Autor: Moisés Tema: Santidade Data: Cerca de 1445-1405 a.C. Considerações Preliminares Levítico está estreitamente ligado ao livro de Êxodo. Êxodo registra como os israelitas foram libertos do Egito, receberam a lei de Deus, e construíram o Tabernáculo segundo o modelo determinado por Deus; termina quando o Santo vem habitar no Tabernáculo recém-construído (Êx 40.34). Levítico contém as leis que Deus deu a Moisés durante os dois meses entre o término do Tabernáculo (Êx 40.17) e a partida de Israel do monte Sinai (Nm 10.11). O título Levítico deriva, não da Bíblia hebraica, mas das versões em grego e latim. Esse título poderia levar alguém a julgar que o livro trata somente do sacerdócio levítico. O caso é diferente, pois boa parte do livro relaciona-se com todo o Israel. Levítico é o terceiro livro de Moisés. Mais de cinqüenta vezes, o livro declara que seu conteúdo encerra as palavras e a revelação que Deus deu diretamente a Moisés para Israel, as quais, Moisés, a seguir, reduziu à forma escrita. Jesus faz referência a um trecho de Levítico e o atribui a Moisés (Mc 1.44). O apóstolo Paulo refere-se a um trecho deste livro ao afirmar Moisés descreve... dizendo... (Rm 10.5). Os críticos que atribuem Levítico a um escritor sacerdotal de época muito posterior, rejeitam a autenticidade do testemunho bíblico (ver a introdução a Êxodo). Propósito Levítico foi escrito para instruir os israelitas e seus mediadores sacerdotais acerca do seu acesso a Deus por meio do sangue expiador e para expor o padrão divino da vida santa que deve ter o povo escolhido de Deus. Visão Panorâmica Dois temas muito importantes sobressaem em Levítico: a expiação e a santidade. (A) Os caps. 116 contêm o provimento de Deus para a redenção do pecado e para desfazer a separação entre Deus e a humanidade, em conseqüência do pecado. O substantivoexpiação (hb. kaphar) ocorre cerca de quarenta e oito vezes em Levítico. O seu significado básico é cobrir, prover uma cobertura. Os sacrifícios vicários do AT (17) cobriam temporariamente o pecado, mediante o sangue (cf. Hb 10.4), até o dia em que Jesus Cristo morresse como o sacrifício perfeito para tirar o pecado do mundo (cf. Jo 1.29; Rm 3.25; Hb 10.11,12). Os sacerdotes levíticos (810) prenunciam o ministério de mediador de Cristo, enquanto que o dia anual da expiação (cap. 16) prenuncia a sua crucificação. (B) Os caps. 1727 apresentam uma série de normas práticas, pelas quais Deus chamava o seu povo à pureza e à vida santa. O mandamento reiterado por Deus é: Santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo (19.2; 20.7, 26). Os termos hebraicos que significam santo ocorrem mais de cem vezes em Levítico, e, quando aplicados ao ser humano, falam de pureza e de obediência. A santidade é vista nas cerimônias (cap. 17) e na adoração (2325), mas principalmente nos eventos da vida diária (1822). Levítico termina com uma admoestação por Moisés (cap. 26) e com instruções a respeito de certos votos especiais (cap. 27). Características Especiais Quatro características assinalam Levítico. (1) A revelação divina, no sentido da palavra direta da parte de Deus, é mais patente em Levítico do que em qualquer outro livro da Bíblia. Nada menos que trinta e oito vezes, o livro de Levítico declara expressamente que o Senhor falou a Moisés. (2) O livro dá instruções detalhadas sobre os diversos sacrifícios e a expiação vicária. (3) O cap. 16 é o principal da Bíblia no detalhamento do Dia da Expiação. (4) Levítico ressalta o fato de que o povo de Israel devia cumprir sua vocação sacerdotal, vivendo em pureza moral e espiritual, separado doutras nações e obediente a Deus. O Livro de Levítico e Seu Cumprimento no NT Devido à ênfase redobrada à expiação pelo sangue e à santidade, Levítico tem relevância permanente para os crentes do novo concerto. O NT ensina que o sangue expiador de animais sacrificiais, realçado em Levítico, era a sombra dos bens futuros (Hb 10.1) a indicar o sacrifício, uma vez para sempre, de Cristo, pelo pecado (Hb 9.12). O mandamento bíblico para que o crente seja santo pode ser perfeitamente cumprido pelo crente do novo concerto, através do sangue precioso de Cristo; a chamada do crente é para que ele seja santo em todas as áreas da sua vida (1 Pe 1.15). O segundo grande mandamento, conforme Jesus o definiu, deriva de Lv 19.18: Amarás o teu próximo como a ti mesmo (Mt 22.39).
Números Esboço I. Deus Prepara o Povo para Herdar a Terra (1.110.10) A. Instruções para a Partida (1.14.49) 1. O Censo dos Soldados de Israel (1.1-54) 2. A Organização do Acampamento (2.1-34) 3. A Organização dos Levitas (3.14.49) B. A Santificação do Povo (5.110.10) II. O Povo Perde Sua Herança por Causa de Pecado e Incredulidade (10.1125.18) A. Murmuração a Caminho de Cades-Barnéia (10.1112.16) B. Rebelião e Incredulidade em Cades-Barnéia (13.114.45) C. Pecado e Rebelião no Deserto (15.119.22) D. Desobediência a Caminho de Moabe (20.125.18) III. Deus Prepara uma Nova Geração para Possuir a Terra (26.136.13) A. O Censo da Nova Geração (26.1-65) B. A Instrução do Povo (27.130.16) C. A Derrota dos Midianitas (31.1-54) D. A Ocupação da Transjordânia (32.1-42) E. O Relato da Viagem do Egito a Moabe (33.1-49) F. Promessa da Vitória sobre Canaã (33.50-56) G. A Preparação para Entrar na Terra e Dividi-la (34.136.13) Autor: Moisés Tema: Peregrinação no Deserto Data: Cerca de 1405 a.C. Considerações Preliminares O título do livro, Números, surgiu primeiramente nas versões gregas e latinas e deriva dos dois recenseamentos ou contagens do povo registrados no livro (1; 26). A maior parte do livro, entretanto, descreve as experiências de Israel nas suas peregrinações no deserto. Daí, este livro ser chamado no AT hebraico No Deserto (Bemidbar palavra que aparece no primeiro versículo do livro). Cronologicamente, Números é uma continuação da história relatada no livro de Êxodo. Depois de uma estada de aproximadamente um ano no monte Sinai período durante o qual Deus estabeleceu seu concerto com Israel, deu a Moisés a lei e o modelo do Tabernáculo, e instruiu-o a respeito do conteúdo de Levítico os israelitas se prepararam para continuar sua viagem à terra que Deus lhes prometera como descendentes de Abraão, Isaque e Jacó. Pouco antes de partirem do monte Sinai, no entanto, Deus mandou Moisés numerar todos os homens de guerra (1.2,3). Dezenove dias depois, a nação partiu de lá, numa curta viagem para Cades-Barnéia (10.11). Números registra a grave rebelião de Israel em Cades, e seus trinta e nove anos subseqüentes de julgamento no deserto, até quando Deus conduziu toda uma nova geração de israelitas às planícies de Moabe, à beira do rio Jordão, do lado oposto a Jericó e à terra prometida. A autoria de Números é historicamente atribuída a Moisés (1) pelo Pentateuco judaico e o Samaritano; (2) pela tradição judaica; (3) por Jesus e pelos escritores do NT; (4) pelos escritores cristãos antigos; (5) pelos estudiosos conservadores contemporâneos; e (6) pelas evidências internas do próprio livro (e.g., 33.1,2). Moisés, sem dúvida, escreveu um diário durante as peregrinações no deserto, e mais tarde dispôs o conteúdo de Números em forma narrativa, pouco antes de sua morte (c. 1405 a.C.). A prática de Moisés, de referir-se a si mesmo na terceira pessoa, era comum nos escritos antigos, e em nada afeta a credibilidade da sua autoria. Propósito Números foi escrito para relatar por que Israel não entrou na terra prometida imediatamente depois de partir do monte Sinai. O livro trata da fé que Deus requer do seu povo, dos seus castigos e juízos contra a rebelião e do cumprimento progressivo do seu propósito. Visão Panorâmica A mensagem principal de Números é evidente: o povo de Deus prossegue avante tão-somente por confiar nEle e nas suas promessas e obedecer à sua Palavra. Embora a travessia do deserto fosse necessária por certo tempo, não era intenção original de Deus que a prova naquele lugar se prolongasse a tal ponto que uma geração inteira de israelitas habitasse e morresse ali. A curta viagem do monte Sinai a Cades, significou trinta e nove anos de aflição e de julgamento por causa da incredulidade deles. Durante a maior parte do tempo referente a Números, Israel foi um povo infiel, rebelde e ingrato para com Deus, apesar dos seus milagres e provisão. Murmuração generalizada surgiu entre o povo, pouco depois da sua partida do monte Sinai (cap. 11); Miriã e Arão falaram mal de Moisés (cap. 12); Israel, como um todo, rebelou-se em Cades na sua obstinada incredulidade, e recusou-se a prosseguir para Canaã (cap. 14); Coré com muitos outros levitas rebelaram-se contra Moisés (cap. 16). Pressionado além dos limites por um povo rebelde, Moisés, por fim, pecou na sua ira, por imprudência (cap. 20); a seguir, Israel adorou a Baal (25). Todos os israelitas que no incidente de Cades tinham de vinte anos para cima (excetuando-se Josué e Calebe) pereceram no deserto. Uma nova geração de israelitas finalmente chegou aos termos orientais da terra prometida (2636). Características Especiais Seis características principais projetam o livro de Números. (1) É o Livro das Peregrinações no Deserto, a revelar claramente por que Israel não possuiu imediatamente a terra prometida depois de partir do monte Sinai. Antes, teve que peregrinar, vagueando no deserto por mais trinta e nove anos. (2) É o Livro das Murmurações, que registra vez após vez a murmuração, o descontentamento e as queixas dos israelitas contra Deus e seu modo de lidar com eles. (3) O livro ilustra o princípio que sem fé é impossível agradar a Deus (cf. Hb 11.6). Vemos, por todo esse livro, que o povo de Deus triunfa tão-somente ao confiar nEle com fé inabalável, crer nas suas promessas e depender dEle como sua fonte de vida e de esperança. (4) Números revela com profundidade o princípio de que se uma geração fracassar, Deus suscitará outra para cumprir suas promessas e para levar a efeito a sua missão. (5) O censo antes de Cades-Barnéia (14) e o posterior feito nas planícies de Moabe, antes da entrada em Canaã (cap. 26), revelam que não era o tamanho inadequado do exército de Israel que o impedia de entrar em Canaã, partindo de Cades, mas o tamanho inadequado da sua fé. (6) É o Livro da Disciplina Divina, a demonstrar que Deus realmente disciplina os seus e executa julgamento sobre eles, quando persistem na murmuração e na incredulidade (1314). Números e Seu Cumprimento no NT As murmurações e a incredulidade de Israel são mencionadas como advertências aos crentes do novo concerto (1 Co 10.5-11; Hb 3.164.6). A gravidade do pecado de Balaão (2224) e da rebelião de Coré (cap. 16) também são mencionados (2 Pe 2.15,16; Jd 11; Ap 2.14). Jesus faz referência à serpente de bronze como uma alusão a Ele mesmo ao ser levantado na cruz, de modo que todos os que nEle crêem não pereçam mas tenham a vida eterna (Jo 3.14-16; ver Nm 21.7-9). Além disso, Jesus Cristo é comparado com a rocha do deserto, da qual Israel bebeu (1 Co 10.4) e com o maná celestial que alimentou aquele povo (Jo 6.31-33).
Deuteronômio Esboço:
Questionário de Ev.Luiz
Henrique www.henriqueestudos.cjb.net
Texto Áureo:
1- A respeito de quem escreveu
Moisés?
( ) De
Faraó ( ) De
Abraão ( )
De JESUS ( )
De Adão
Verdade Prática:
2- Para que o Pentateuco prepara
o espírito humano?
( ) Para
a Guerra ( )
Para a Compreensão do Evangelho (
) Para o Descanso do Corpo
Introdução:
3- Em quantos livros se resumia o
Pentateuco originalmente?
( ) 1
( ) 2 (
) 3 ( ) 4
( ) 6 (
) 7
4- Quais os livros do Pentateuco?
G_______e____i__,
_______xo________, Nú__________ros, __________tico e
Deute___________o.
Tópico I - O Livro de Gênesis:
5- Como é conhecido o livro de Gênesis?
( ) Livro
do Início (
) Livro das Origens (
) Livro de Adão e Eva
6- Coloque "V" para
Verdadeiro e "F" para Falso, sobre o que narra o
livro de Gênesis:
( ) Criação,
queda e redenção do homem, segundo o plano da salvação
( )
Origem do homem e queda do mesmo
( )
Origem de tudo e o fim de tudo
7- De onde vem o nome de Gênesis?
( )
Da palavra grega origens (
) Da palavra latina Origens (
) Da palavra hebraica Origens
8- Em quantas partes se divide o
livro de Gênesis?
( ) 1
( ) 2 (
) 3 ( ) 4
( ) 6 (
) 7
9- Sobre o que fala a primeira
parte do livro de Gênesis?
( ) Origem
dos céus e da terra (
) Origem dos Cananeus (
) Origem dos Árabes
10- Sobre o que fala a
segunda parte do livro de Gênesis?
( )
História da criação (
) A História do mundo Patriarcal (
) história do homem
11- Como termina o livro de Gênesis?
( ) Com a
despedida do Egito (
) Com a morte de Faraó (
) Com a Morte de José no Egito
12- Quantas citações de Gênesis
temos no Novo Testamento? Cite pelo menos duas:
( )
20 Citações, Gn 22.11 e Gn 12.3
( ) 17 Citações, Gn 10.18 e Gn 19.3
( ) 10 Citações, Gn 27.2 e Gn 37.15
13- JESUS se referiu alguma vez
ao livro de Gênesis?
( ) Sim
( ) Não (
) Sempre ( ) Nunca
Tópico II - O Livro de Êxodo:
14- O significa a palavra grega
Êxodo?
( )
Volta, Vinda (
) Esperança (
) Saída, Partida
15- Em quantas partes se divide o
livro Êxodo?
( ) 1
( ) 2 (
) 3 ( )
4 ( ) 5
16- Até quando os filhos de
Israel viveram em paz no Egito?
( ) Até
o dia de sua partida ( ) Até que
nasceu Moisés ( ) Até que se levantou um
rei que não conheceu José
17- O que revelam as dez pragas?
( ) O
poder e a soberania de DEUS (
) O poder dos deuses egípcios (
) O poder de Moisés
18- Quais os dois elementos mais
importantes do Sinai?
( ) O
ouro e a Prata (
) O Decálogo e o Tabernáculo (
) O bezerro de Ouro e o Sacrifício a ele
19- Qual o único mandamento do
decálogo que não é encontrado no Novo Testamento?
( ) Não
matarás ( )
Não adulterarás (
) Guarda do Sábado (
) Não Adorar a ídolos
Tópico III - O Livro de Levítico:
20- No livro Levítico
encontramos quais tipos de ordenanças:?
( ) Andar
pelo deserto ( ) Apresentação de
sacrifícios e separação dos levitas
( ) Como comer mal e ter saúde
21- Qual a palavra chave do livro
Levítico?
( )
Sacrifício (
) Liberdade (
) Alegria ( )
Santidade
22- De onde vem a expressão:
"Sede santos, porque eu sou santo" (1 Pe 1.16)?
( ) De Gênesis
( ) De Números
( ) De Êxodo
( ) De Deuteronômio
( ) De Levítico
23- Onde é interpretado o livro
de Levítico no Novo Testamento?
( ) Em
Apocalipse (
) Em I Pedro (
) Em Mateus cap.24 (
) Em Hebreus
24- Para onde apontavam os sacrifícios
da lei?
( ) Para
a Pena máxima do dia do Juízo Final
( ) Para o Calvário
( ) Para o monte Sião
Tópico IV - O Livro de Números:
25- O que registra o livro Números?
( ) O
Censo do povo de Israel e as suas peregrinações (
) O Nº de anos no deserto ( )
O desejo de voltar do povo
26- Como castigo pela rebelião
contra Moisés, quando os espias retornaram de olhar a terra,
custou quantos anos de viagem pelo deserto ao povo?
( ) 7
( ) 30 (
) 40 ( ) 50
( ) 70
27- Sem contar a referência de
Jesus à serpente levantada no deserto, quantas vezes é
citada alguma referência ao livro Números, no Novo
Testamento?
( ) 2
( ) 6 (
) 10 ( ) 12
( ) 15 (
) 20
Tópico V - O Livro de Deuteronômio:
28- O livro Deuteronômio é uma
coletânea de que:
( ) Histórias
do povo ( )
Discursos de Moisés (
) Contos dos Cananeus (
) Cânticos de Moisés
29- O que significa Deuteronômio?
( )
Conjunto de leis (
) Resumos de contos (
) Repetição das leis
30- JESUS usou quantas citações
de Deuteronômio quando foi tentado no deserto, por Satanás?
( ) 2
( ) 3 (
) 5 ( ) 7
( ) 8 (
) 10
31- A quem se refere a expressão
encontrada em Deuteronômio 18: "Levantarei um profeta
semelhante a Moisés"?
( ) Isaías
( ) Jeremias
( ) Daniel (
) JESUS
32- Em quais aspectos encontramos
a lei de DEUS no Deuteronômio?
( ) Moral
e social ( )
Civil e Comercial (
) Moral, Cerimonial e Civil
33- Cite mais tipos de doutrinas
que encontramos no livro de Deuteronômio?
O peca_____do homem, A
Sant________ e o a_____ de DEUS com seu per________ mediante
o sacri_______ de seu filho na ________do calvário.
Introdução (1.1-5) I. Primeiro Discurso de Moisés: Relato da História Recente de Israel (1.64.43) A. A Partida do Monte Sinai (1.6-18) B. A Incredulidade em Cades-Barnéia (1.1946) C. As Jornadas no Deserto (2.1-15) D. A Chegada às Planícies de Moabe (2.163.29) E. A Exortação à Obediência (4.1-43) II. Segundo Discurso de Moisés: Principais Deveres do Concerto (4.4426.19) A. Os Dez Mandamentos (4.445.33) B. O Monoteísmo e os Imperativos (6.1-25) C. Mandamentos, Promessas e Advertências (7.111.32) D. Mandamentos Concernentes à Adoração (12.1-32) E. Mandamentos Concernentes aos Falsos Profetas (13.1-18) F. Mandamentos Concernentes aos Alimentos, Dízimos e ao Ano Sabático (14.115.23) G. Mandamentos a Respeito das Festas Sagradas Anuais (16.1-17) H. Mandamentos a Respeito das Autoridades (16.1818.22) I. Leis Civis e Sociais (19.126.19) III. Terceiro Discurso de Moisés: Renovação e Ratificação do Concerto (27.130.20) A. Obrigações Solenes de Israel (27.1-26) B. Promessas de Bênçãos por Obediência, e de Maldições por Desobediência (28.1-68) C. Confirmação do Concerto e Exortações Pertinentes (29.130.20) IV. Os Atos Finais de Moisés e Sua Morte (31.134.12) A. Moisés Dá Instruções a Israel e Designa Josué em Seu Lugar (31.1-29) B. O Cântico de Moisés (31.3032.47) C. As Instruções de Deus a Moisés (32.48-52) D. Moisés Abençoa as Tribos (33.1-29) E. Morte e Sepultamento de Moisés, e Conclusão (34.1-12) Autor: Moisés Tema: Renovação do Concerto Data: Cerca de 1405 a.C. Considerações Preliminares O título Deuteronômio vem da Septuaginta e significa Segunda Lei. O livro consiste nas mensagens de despedida de Moisés, nas quais ele sumariou e renovou o concerto entre Deus e Israel, para o bem da nova geração de israelitas. Tinham chegado ao fim da peregrinação no deserto e agora estavam prontos para entrarem na terra de Canaã. A nova geração, na sua maior parte, não tinha lembrança pessoal da primeira Páscoa, da travessia do mar Vermelho, nem da outorga da lei no monte Sinai. Careciam de uma narração inspirada do concerto de Deus, da sua lei e da sua fidelidade, bem como uma renovada declaração das bênçãos resultantes da obediência e das maldições da desobediência. Enquanto o livro de Números registra as peregrinações no deserto, da rebelde primeira geração de israelitas, abrangendo um período de trinta e nove anos, Deuteronômio abrange um período de talvez um só mês, numa só localidade, nas planícies de Moabe, diretamente a leste de Jericó e do rio Jordão. Deuteronômio foi escrito por Moisés (31.9,24-26; cf. 4.44-46; 29.1) e entreque a Israel como um documento do concerto, para ser lido por extenso diante de todo o povo, a cada sete anos (31.10-13). É provável que Moisés tenha completado o livro pouco antes da sua morte, cerca de 1405 a.C. A autoria mosaica de Deuteronômio é atestada: (1) pelo Pentateuco judaico e samaritano; (2) pelos escritores do AT (e.g., Js 1.7; 1 Rs 2.3; 2 Rs 14.6; Ed 3.2; Ne 1.8,9; Dn 9.11); (3) por Jesus (Mt 19.7-9; Jo 5.45-47), bem como escritores do NT (e.g., At 3.22,23; Rm 10.19); (4) por eruditos cristãos antigos; (5) por eruditos conservadores contemporâneos; e (6) pelas evidências internas do livro (e.g., semelhança, na estrutura literária, com textos de pactos seculares de vassalagem do século XV a.C.). O relato da morte de Moisés (cap. 34) evidentemente foi acrescentado logo após sua ocorrência (mais provavelmente por Josué) como um tributo merecido a Moisés, servo do Senhor. Propósito O propósito original de Moisés ao proferir seus discursos diante da nova geração de Israel, antes de entregar as rédeas do governo a Josué para efetuar a conquista de Canaã, foi exortar e instruir os israelitas a respeito: (1) dos atos poderosos de Deus e as suas promessas; (2) seus deveres segundo o concerto: a fé e a obediência; e (3) a necessidade de dedicarem-se ao Senhor, para andarem nos seus caminhos, amá-lo e honrá-lo de todo coração, alma e forças. Visão Panorâmica Com toda sua devoção, Moisés recapitulou e renovou o concerto de Deus com Israel, mormente através de seus três discursos inspirados. (1) O primeiro discurso de Moisés recontou a história e o fracasso de Israel desde o monte Sinai e conclamou a nova geração a temer a Deus e a obedecer-lhe (1.64.43). (2) O segundo discurso de Moisés recapitulou e focalizou muitas leis do concerto, que tratavam de assuntos como a observância do sábado, o culto, os pobres, as festas sagradas anuais, a herança e os direitos de propriedade, a imoralidade sexual, senhores e servos, e a administração da justiça (4.4426.19). (3) No seu terceiro discurso, Moisés profetizou bênçãos e maldições que teriam os israelitas, conforme sua obediência ou desobediência ao Senhor, segundo o concerto (27.130.20). Os caps. finais incluem a designação de Josué por Moisés como seu sucessor e um testemunho sobre a morte de Moisés (31.134.12). Características Especiais Quatro fatos principais caracterizam Deuteronômio. (1) Ele proveu à nova geração de israelitas prestes a entrar em Canaã, o alicerce e motivação necessários para herdarem a terra prometida, ao realçar a natureza de Deus e seu concerto com Israel. (2) É O Livro de Repetição da Lei, no qual, Moisés, o dirigente de Israel, já com 120 anos de idade, reafirmou e resumiu (em forma de sermão) a palavra do Senhor contida nos quatro livros anteriores, do Pentateuco. (3) É O Livro das Memórias. Uma admoestação típica de Deuteronômio é: Lembra-te, e não te esqueças. Em vez de apresentar novas verdades, Deuteronômio exorta Israel a conservar e obedecer à verdade de Deus já revelada, e entregue como sua Palavra absoluta e imutável. (4) Um ponto predominante no livro é a fórmula fé-mais-obediência. Israel foi conclamado a confiar em Deus de modo irrestrito e a obedecer aos seus mandamentos sem vacilação. A fé-mais-obediência capacitaria os israelitas a herdar as promessas na plenitude da bênção de Deus. A falta de fé e de obediência, por outro lado, traria o ciclo do fracasso e do julgamento. O Livro de Deuteronômio e Seu Cumprimento no NT Quando Jesus foi tentado pelo diabo, Ele respondeu, citando trechos de Deuteronômio (Mt 4.4,7,10, cf. Dt 8.3; 6.13,16). Quando perguntaram a Jesus qual era o maior mandamento da lei, sua resposta veio de Deuteronômio (Mt 22.37; cf. Dt 6.5). Quase cem vezes, os livros do NT citam Deuteronômio, ou a ele aludem. Uma nítida profecia messiânica deste livro (18.15-19) é citado duas vezes em Atos (3.22,23; 7.37). O cunho espiritual de Deuteronômio é fundamental à revelação do NT.
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Editor: Bishop
Alexander (Mileant).
Colaboração do Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva. | |||||
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