Lição 7 - Exortação ao Amor Fraternal


Estudos:
- O amor fraternal
- Exortação ao Amor Fraternal
- Como o Amor Atua
- O que é andar em amor
- Você Sabe Amar?
- Amamos verdadeiramente?
- O verdadeiro amor cristão
- O amor nunca falha
- Amor (sentimento)

Livros:

- Firmes Nestes Últimos Dias: 1 e 2 Tessalonicenses - Kay Arthur - Editora Vida

Complemento:

TEXTO ÁUREO: "Quanto, porém, à caridade fraternal, não necessitais de que vos escreva, visto que vós mesmos estais instruídos por Deus que vos ameis uns aos outros" (1 Ts 4.9).
 
VERDADE PRÁTICA: O amor entre os irmãos é o distintivo de uma vida transformada pelo poder de Deus.
 
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: 1 TESSALONICENSES 4.9,10; JOÃO 13.34,35 
1Ts 4.9 Quanto, porém, à caridade fraternal, não necessitais de que vos escreva, visto que vós mesmos estais instruídos por Deus que vos ameis uns aos outros;
10 porque também já assim o fazeis para com todos os irmãos que estão por toda a Macedônia. 
Exortamo-vos, porém, a que ainda nisto continueis a progredir cada vez mais,
 
Jo 13.34 Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis.
35 Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.
13.34 AMEIS UNS AOS OUTROS. O cristão é exortado a amar de um modo especial a todos os outros cristãos verdadeiros, quer sejam membros da sua igreja e da sua persuasão teológica, quer não. 
(1) Isso significa que o crente deve saber distinguir os cristãos verdadeiros daqueles  cuja confissão de fé é falsa, observando a sua obediência a Jesus Cristo e sua lealdade às  Sagradas Escrituras (5.24; 8.31; 10.27; Mt 7.21; Gl 1.9). 
(2) Isso significa que quem possui uma fé viva em Jesus Cristo e é leal à Palavra inspirada e inerrante de Deus, conforme tal pessoa a compreende, e que resiste ao espírito modernista e mundano predominante em nossos tempos, é meu irmão em Cristo e merece meu amor, consideração e apoio especiais. 
(3) Amar a todos os cristãos verdadeiros, inclusive os que não pertencem à minha igreja, não significa transigir ou acomodar minhas crenças bíblicas específicas nos casos de diferenças doutrinárias. Também não significa querer promover união denominacional. 
(4) O cristão nunca deverá transigir quanto à santidade de Deus. É essencial que o amor a Deus e à sua vontade, conforme revelados na sua Palavra, controlem e orientem nosso amor ao próximo. O amor a Deus deve sempre ocupar o primeiro lugar em nossa vida (ver a próxima nota; Mt 22.37,39).
13.35 CONHECERÃO QUE SOIS MEUS DISCÍPULOS. O amor (gr. ágape) deve ser a marca distintiva dos seguidores de Cristo (1 Jo 3.23; 4.7-21). Este amor é, em suma, um amor abnegado e sacrificial, que visa ao bem do próximo (1 Jo 4.9,10). Por isso, o relacionamento entre os crentes deve ser caracterizado por uma solicitude dedicada e firme, que vise altruisticamente a promover o sumo bem uns dos outros. Os cristãos devem ajudar uns aos outros nas provações, evitar ferir os sentimentos e a reputação uns dos outros e negar-se a si mesmos para promover o mútuo bem-estar (cf 1 Jo 3.23; 1 Co 13; 1 Ts 4.9; 1 Pe 1.22; 2 Ts 1.3; Gl 6.2; 2 Pe 1.7).
 
LEITURA DIÁRIA: 
Segunda – Mt 22.37,38 O grande mandamento
37 E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.
22.37 AMARÁS O SENHOR TEU DEUS. O que Deus pede de todos quantos crêem em Cristo e que recebem a salvação é o amor devotado (cf. Dt 6.5; Rm 13.9,10; 1 Co 13). 
(1) Este amor requer uma atitude de coração, pela qual atribuímos a Deus tanto valor e estima, que verdadeiramente ansiamos pela comunhão com Ele, esforçarmo-nos para obedecer-lhe e sinceramente nos importamos com sua glória e vontade na terra. Aqueles que realmente amarem a Deus, desejarão compartilhar do sofrimento por amor a Ele (Fp 3.10), promover o seu reino (1 Co 9.23) e viver em prol da sua honra e dos seus padrões de justiça na terra (6.9,10,33). 
(2) Nosso amor a Deus deve ser sincero e predominante, inspirado pelo seu amor a nós, mediante o qual Ele deu seu Filho para nos salvar (ver Jo 3.16 nota; Rm 8.32). Nosso amor deve ser idêntico ao amor expresso em Rm 12.1,2; 1 Co 6.20; 10.31; 2 Co 9.15; Ef 4.30; 5.1,2; Cl 3.12-17. 
(3) O amor de Deus abrange: 
(a) um vínculo pessoal de fidelidade e lealdade a Ele; 
(b) a fé como firme e inabalável liame com aquele a quem fomos unidos pela filiação; 
(c) o fiel cumprimento das nossas 
promessas e compromissos para com Ele; 
(d) a devoção cordial, expressada em nossa dedicação aos padrões justos de Deus no meio de um mundo que o rejeita; e 
(e) o anseio pela sua presença e pela comunhão com Ele.
Terça – Mt 22.39 Amor ao próximo
39 E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
22.39 AMARÁS O TEU PRÓXIMO. Um filho de Deus deve amar a todos (Gl 6.10; 1 Ts 3.12), inclusive seus inimigos (5.44). Deve amar também de modo especial a todos os verdadeiros cristãos, nascidos de novo (ver Jo 13.34 nota; Gl 6.10; cf. 1 Ts 3.12; 1 Jo 3.11). 
(1) O amor do crente por seu irmão em Cristo, por seu próximo e por seu inimigo, deve ser subordinado, controlado e dirigido pelo seu amor e devoção a Deus. 
(2) O amor a Deus é o primeiro e grande mandamento (vv. 37,38). Por isso, a santidade de Deus, seu desejo de pureza, sua vontade e seu padrão revelados nas Escrituras nunca devem ser prejudicados por nossa falta de amor para com todos.
Quarta – Ef 5.25 Amor à esposa
25 Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela,
Deus estabeleceu a família como a unidade básica da sociedade. Toda família necessita de um dirigente. Por isso, Deus atribuiu ao marido a responsabilidade de ser cabeça da esposa e família (vv. 23-33; 6.4). Sua chefia deve ser exercida com amor, mansidão e consideração pela esposa e família (vv. 25-30; 6.4). A responsabilidade do marido, que Deus lhe deu, de ser "cabeça da mulher" (v. 23) inclui: 
(1) provisão para as necessidades espirituais e domésticas da família (vv. 23,24; Gn 3.16-19; 1 Tm 5.8); (2) o amor, a proteção, a segurança e o interesse pelo bem-estar dela, da mesma maneira que Cristo ama a Igreja (vv. 25-33); 
(3) honra, compreensão, apreço e consideração pela esposa (Cl 3.19; 1 Pe 3.7); 
(4) lealdade e fidelidade totais na vivência conjugal (v. 31; Mt 5.27,28).
Quinta – 1 Jo 4.11 Amar aos outros como Deus ama
11 Amados, se Deus assim nos amou, também nós devemos amar uns aos outros.
AMEMO-NOS UNS AOS OUTROS. Embora o amor seja um aspecto do fruto do Espírito (Gl 5.22,23) e uma evidência do novo nascimento (2.29; 3.9,10; 5.1), é também algo que temos a responsabilidade de desenvolver. Por essa razão, João nos exorta a amar uns aos outros, a termos solicitude por eles e procurar o bem-estar deles. João não está falando apenas em sentimento de boa-vontade, mas em disposição decisiva e prática, de ajudar as pessoas nas suas necessidades (3.16-18; cf. Lc 6.31). João nos admoesta a demonstrar amor, por três razões: 
(1) O amor é a própria natureza de Deus (vv. 7-9), e Ele o demonstrou ao dar seu próprio Filho por nós (vv. 9,10). Compartilhamos da sua natureza porque nascemos d'Ele (v. 7). 
(2) Porque Deus nos amou, nós, que temos experimentado o seu amor, perdão e ajuda, temos a obrigação de ajudar o próximo, mesmo com grande custo pessoal. 
(3) Se amamos uns aos outros, Deus continua a habitar em nós, e o seu amor é em nós aperfeiçoado (v. 12).
 
Sexta – 1 Jo 4.20 O falso amor
20 Se alguém diz: Eu amo a Deus e aborrece a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama seu 
irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?
Sábado – Mt 5.44 Amar aos inimigos
44 Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem,
 
OBJETIVOS: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
Descrever os quatro tipos de amor.
Praticar o amor cristão conforme o mandato de Cristo.
Estimar a convivência fraternal com os irmãos.
 
PONTO DE CONTATO
Professor, cada aluno é único e especial. Uma única informação que você transmite à classe pode ser compreendida de maneira distinta, conforme as especificidades individuais dos alunos. Cada aluno possui seu ritmo e estilo próprio de aprendizado. Alguns, que são mais analíticos, se comprazem na exposição minuciosa do texto bíblico ou da lição (aprendem quando observam e ouvem). Outros são mais dinâmicos, aprendem por meio de atividades que os desafiem a descobrir novos conceitos e possibilidades. Há os interativos, isto é, os que aprendem quando são estimulados diante de uma situação concreta (gostam de interagir com o grupo). Por fim, os pragmáticos são aqueles que aprendem ao executarem uma atividade relacionada a uma teoria (relacionam a teoria à prática). Por conseguinte, o professor deve ser um facilitador do aprendizado do aluno, possibilitando a este, por meio de métodos variados, oportunidades de aprender conforme suas características próprias.
 
SÍNTESE TEXTUAL: O amor fraternal da igreja dos tessalonicense era notório por toda a Macedônia. Acerca deste amor, Paulo salienta que não há necessidade de escrever aos cristãos em razão dos mesmos serem "instruídos por Deus". Esta expressão dentro do contexto da epístola não significa que os crentes receberam, assim como Moisés, uma revelação direta da parte de Deus. Mas que aderiram a doutrina cristã do amor fraternal ensinado por Jesus e divulgado por meio de seus apóstolos (Jo 12.34; 15.12; 6.44-46).
O termo traduzido por "amor fraternal", no original "philadelfia", era usado nos escritos do tempo do Novo Testamento para se referir ao amor entre os irmãos dentro do núcleo familiar. No entanto, o apóstolo emprega a palavra a fim de descrever o amor entre os santos da família de Deus, isto é, os que professam a mesma fé em Cristo (Ef 2.19).
 
ORIENTAÇÃO DIDÁTICA
Para esta aula, você vai precisar de duas cartolinas, caneta hidrocor e durex. Prepare dois cartazes de acordo com o modelo abaixo. Fixe os mesmos em um local visível. Mostre primeiro o cartaz com a palavra amor. Converse com a turma explicando que este termo é muito empregado dentro e fora do contexto cristão, portanto, algumas vezes este vocábulo serve para descrever o que é santo, outras vezes, o que é torpe. Todavia, em meio a tudo isso, a ordenança do Senhor permanece: "Amai-vos uns aos outros". Enfatize que o amor cristão não é apenas um reflexo de nossas emoções. Ele só tem sentido quando praticado, ou seja, demonstrado através de atitudes. Apresente à turma o segundo cartaz e explique que fomos transportados das trevas para a luz mediante o sacrifício de Jesus na cruz. À medida que entramos na luz, aprendemos a amar os nossos irmãos assim como os tessalonicenses fizeram e tornaram-se, em pouco tempo, verdadeiros exemplos de cristãos amorosos para com os irmãos da Macedônia.
 
 
COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO
Tema central desta Lição: Relacionamento Cristão.
Somente através do amor se consegue a paz e a união entre irmãos e também com nossos inimigos e as demais pessoas que formam nosso círculo de amizade ou de relacionamento pessoal.
O amor legítimo vem de DEUS, o amor ágape, sendo que só conseguiremos desenvolver o amor fraternal (para com os outros ), quando estivermos praticando o amor para com DEUS e reconhecermos Seu amor para conosco.
Quando o Cristianismo deixar de ser apenas uma religião em nossa vida e se tornar um relacionamento real e pessoal com DEUS, aí então entenderemos o verdadeiro sentido do Amor.
 
 
 
 
 
 
PARTE I
I. “QUE VOS AMEIS UNS AOS OUTROS”
 
1. A caridade fraternal. “Quanto, porém, à caridade fraternal, não necessitais de que vos escreva, visto que vós mesmos estais instruídos por Deus que vos ameis uns aos outros” (1 Ts 4.9). 
“Amor fraternal” é uma tradução mais precisa e direta de “caridade fraternal” no v.9. 
 

Quando aceitamos a CRISTO como Senhor e Salvador, recebemos o Fruto do ESPÍRITO em nós, daí em diante é só desenvolver a primeira e mais importante característica, ou o primeiro e mais importante aspecto do Fruto do ESPÍRITO, o Amor.
Quanto maior nosso relacionamento com o ESPÍRITO SANTO, maior será nosso amor para com todos, "Porque DEUS amou o mundo de uma tal maneira, que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna" jo 3.16
 
Nove gomos da laranja representam as nove virtudes do Fruto do ESPÍRITO.
O primeiro e mais importante gomo é o Amor
 
  
Amor Ao Próximo - A Dimensão Horizontal
A questão do relacionamento humano, se torna ajustada, encaminhada e equilibrada quando há o diferencial Deus, que nos tornou, pela salvação em Cristo Jesus, Seus filhos, e criou a família de fé na qual somos irmãos que devem aprender a se amar. Afinal, "Aquele que odeia a seu irmão está nas trevas, e anda nas trevas; não sabe para onde vai, porque as trevas lhe cegaram os olhos" e, "Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os filhos do diabo: quem não pratica a justiça não é de Deus, nem aquele que não ama a seu irmão" (1Jo 2.11; 3.10). Entendamos: para o Antigo Testamento, para a cultura hebréia, o próximo, o semelhante era o igual. Os termos de Levítico 19.18 deixam claro esse fato: "Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo, mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor" (cf. Pv 3.28; Jr 22.13). Amar o próximo tinha como contrapartida odiar o inimigo. Assim o refletem Êxodo 15.6 e Levítico 26.8: "A tua destra, ó Senhor, é gloriosa em poder; a tua destra, ó Senhor, despedaça o inimigo"; "Cinco de vós perseguirão a cem, e cem de vós perseguirão a dez mil, e os vossos inimigos cairão à espada diante de vós". Jesus e os apóstolos, porém, estendem o significado: "Amar ao próximo como a si mesmo excede a todos os holocaustos e sacrifícios", disse um escriba ao Mestre, que aprovou a sua exclamação (cf. Mc 12.33). "Cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para edificação", enunciou Paulo (Rm 15.2), precisamente na linha de João que deixou a exortação, "Aquele que não ama a seu irmão a quem viu, como pode amar a Deus a quem não viu?" (1Jo 4.20b).
4.7 AMEMO-NOS UNS AOS OUTROS. Embora o amor seja um aspecto do fruto do Espírito (Gl 5.22,23) e uma evidência do novo nascimento (2.29; 3.9,10; 5.1), é também algo que temos a responsabilidade de desenvolver. Por essa razão, João nos exorta a amar uns aos outros, a termos solicitude por eles e procurar o bem-estar deles. João não está falando apenas em sentimento de boa-vontade, mas em disposição decisiva e prática, de ajudar as pessoas nas suas necessidades (3.16-18; cf. Lc 6.31). João nos admoesta a demonstrar amor, por três razões: (1) O amor é a própria natureza de Deus (vv. 7-9), e Ele o demonstrou ao dar seu próprio Filho por nós (vv. 9,10). Compartilhamos da sua natureza porque nascemos dEle (v. 7). (2) Porque Deus nos amou, nós, que temos experimentado o seu amor, perdão e ajuda, temos a obrigação de ajudar o próximo, mesmo com grande custo pessoal. (3) Se amamos uns aos outros, Deus continua a habitar em nós, e o seu amor é em nós aperfeiçoado (v. 12).
 
2. Bem instruídos no amor (4.9).  
A igreja em Tessalônica estava bem ensinada a respeito do amor fraternal, pois em seu nascimento, aprendera de Paulo este ensino tão necessário em nossos dias.
Paulo estava sempre entre os que se destacavam na ajuda aos necessitados:
Rm 15.26 Porque pareceu bem à Macedônia e à Acaia fazerem uma coleta para os pobres dentre os santos que estão em Jerusalém.
2Co 9.9 conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre.
Gl 2.10 recomendando-nos somente que nos lembrássemos dos pobres, o que também procurei fazer com diligência
2Co 9.1 Quanto à administração que se faz a favor dos santos, não necessito escrever-vos, 2 porque bem sei a prontidão do vosso ânimo, da qual me glorio de vós, para com os macedônios, que a Acaia está pronta desde o ano passado, e o vosso zelo tem estimulado muitos. 3 Mas enviei estes irmãos, para que a nossa glória, acerca de vós, não seja vã nessa parte; para que 
(como já disse) possais estar prontos, 4 a fim de, se acaso os macedônios vierem comigo e vos acharem desapercebidos, não nos envergonharmos nós (para não dizermos, vós) deste firme fundamento de glória. 5 Portanto, tive por coisa necessária exortar estes irmãos, para que, primeiro, fossem ter convosco e preparassem de antemão a vossa bênção já antes anunciada, para que esteja pronta como bênção e não como avareza. 6 E digo isto: Que o que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia em abundância em abundância também ceifará. 7 Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade;  porque Deus ama ao que dá com alegria.
 
 
 
 
PARTE II
II. DIVERSOS TIPOS DE AMOR
Quatro termos que estruturam os quatro tipos de Amor:
 
GREGO
DESCRIÇÃO
CONTEXTO
FONTE
Ágape
Amor abnegado
Divino
DEUS
Philia
Amor Fraterno
Amizade
Homem
Eros
Amor Físico
Erótico
Sentidos
Storge
Amor Familiar
Familiar
Família
 
Além do vocábulo referente ao amor notadamente de Deus, o Novo Testamento menciona outros tipos de amor. É muito instrutivo mencioná-los e compará-los. Encontramos no grego, quatro palavras que têm o significado amor. São as seguintes:
 
1. O amor chamado ágape. É o tipo de amor mais sublime, e o mais encontrado na Bíblia. Este amor sempre se refere ao relacionamento entre Deus e o homem (Jo 3.16; 13.1,23; 15.9), e também do homem para com Deus (Mt 22.37; Lc 11.42; Jo 5.42; Rm 5.5). Este amor, no entanto, é tão elevado que “Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8). É o amor capaz de amar o próprio inimigo: “Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem” (Mt 5.44).
O Amor Divino:
O amor é a essência da natureza de Deus. 
DEUS age sempre , em tudo, com Amor e conosco não é diferente, DEUS nos ama de uma tal forma que foi capaz de nos dar o que ELE tinha de maior valor para que reconhecêssemos esse imenso amor, seu único amado Filho, JESUS CRISTO.
Ágape Ou Agapê (Amor De Deus, O Importante E Necessário, O Principal)
DEUS ME AMA, e a prova que ele deu deste amor, foi enviando o seu Filho para morrer por mim quando eu era ainda seu inimigo (Rm. 5.8-10). Estava morto espiritualmente, mas Ele bondosamente me deu vida. Achava-me perdido, sem a menor chance de escapar da condenação eterna, porém, Ele graciosamente me salvou. Jesus veio para me dar vida, e vida com abundância.
O ágape cristão, sentimento que nos liga mesmo aos que nos são indiferentes, mesmo aos nossos inimigos, e tem como horizonte virtual a humanidade inteira.
 
2. O amor chamado phileo. É o amor fraternal. Altruísta, comunitário, interessado no bem-estar dos outros, contrário ao egoísmo. Tem o significado de “terno afeto de coração”; “afetividade”; “gostar de verdade”. Há muitas menções dele no Novo Testamento. Desse termo vêm palavras nossas como filantropia (amor ao próximo); filosofia (apreço ao conhecimento), etc.
 
O Amor Fraterno:
Phileo (Fraternal, De Irmãos, Necessário Mas Não O Principal)   
“Aquele que ama a Deus [ou que julga amá-lo], ame também seu irmão” (4:21).
Mas, seria o amor um atributo exclusivo daqueles que são da luz e da justiça? Uma análise sincera do texto somada a outras passagens parece indicar-nos que “não”.Enquanto sentimento inerente ao ser humano, o amor pode pertencer a todos os homens, quer sejam aliados do Cristo ou do Anticristo. Notemos que a teologia joanina possibilita a este amor-sentimento objetos que não coadunam com a permanência em Deus: pode-se amar ao mundo (2:15), as trevas (João 3:19) ou até mesmo as glórias mundanas (João 12:43). E confiando na historicidade do relato de Mateus 5:47, podemos imaginar João entre aqueles que ouviram Jesus dizer: “Se amais apenas os que vos amam, que fazeis de extraordinário? Não fazem os pagãos a mesma coisa?”. Em outras palavras, até mesmo os falsos profetas e os anticristos poderiam amar aos seus irmãos ou adeptos. A busca joanina pela diferença básica entre os de Deus e os do mundo não se vê, pois, satisfeita num único discurso sobre o “amar ao irmão”. Não que ele abandone o tema ou passe a considerá-lo de somenos importância, mas que desligado dos outros temas da justiça e da fé ele se torna incompleto. Embora nem todos os que amam procedam da luz, todos os que procedem da luz necessariamente amam. E não somente isto, mas praticam a justiça e mantêm a fé.
Jo 13.35 A marca distintiva do crente
35 Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.
CONHECERÃO QUE SOIS MEUS DISCÍPULOS. O amor (gr. ágape) deve ser a marca distintiva dos seguidores de Cristo (1 Jo 3.23; 4.7-21). Este amor é, em suma, um amor abnegado e sacrificial, que visa ao bem do próximo (1 Jo 4.9,10). Por isso, o relacionamento entre os crentes deve ser caracterizado por uma solicitude dedicada e firme, que vise altruisticamente a promover o sumo bem uns dos outros. Os cristãos devem ajudar uns aos outros nas provações, evitar ferir os sentimentos e a reputação uns dos outros e negar-se a si mesmos para promover o mútuo bem-estar (cf 1 Jo 3.23; 1 Co 13; 1 Ts 4.9; 1 Pe 1.22; 2 Ts 1.3; Gl 6.2; 2 Pe 1.7).
 
3. O amor chamado storge. É o amor mais relacionado à família (Rm 12.10). O desaparecimento desse amor é mencionado em Rm 1.31 e 2 Tm 3.3.
O Amor Familiar (Num certo sentido todos somos filhos de Adão, porém nem todos somos filhos de DEUS, somente os nascidos de novo, regenerados pelo poder da Palavra de DEUS, assim a família de DEUS só é formada por salvos em CRISTO)
Storge (Afetivo, Amor Romântico, Necessário Mas Não O Principal)
A família moderna estrutura-se basicamente em torno do casamento, e nesse sentido, é uma família conjugal – sei que há a “família pós-moderna” e seus novos arranjos sociais, aos quais não vou tecer considerações nesse momento. A relação familiar é algo extremamente complexa e dinâmica. Daí o amor se constituir em um desafio de escolha à cada dia: escolher amar o outro apesar das diferenças e do desgaste que muitas vezes a relação apresenta diante do fator tempo. Você pode estar pensando que isso não é fácil, mas com a sua escolha adicionada à graça de Deus torna-se possível. Porque família é projeto de Deus em primeiro lugar; Ele é o maior interessado. Mas família também tem que ser projeto de homens e mulheres; ou seja, é preciso implicação de cada membro familiar.
 
4. O amor chamado eros.
(Origem dos termos erógeno, erotismo, eromania). Não é mencionado na Bíblia, a não ser seus exemplos.
O Amor Físico
Eros (Atração Física, Necessário Mas Não O Principal)  
O amor que atrai fisicamente é importante para o casal em seu relacionamento físico, mas deve sempre ser controlado pela Palavra de DEUS. Todo sexo desnatural é pecado.
A atração sexual deve ser entre um homem e uma mulher, nunca por mais de uma mulher e nunca por mais de um homem e sempre entre sexos opostos.
O amor "Eros" pode levar o ser humano ao interesse sexual pecaminoso se não for controlado.
- A atração sexual de um homem por outro homem, é pecado.
Lv 20.13 Quando também um homem se deitar com outro homem como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue é sobre eles.
- A atração sexual de uma mulher por outra mulher ,é pecado.
Lv 20.13 Quando também um homem se deitar com outro homem como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue é sobre eles.
- A atração sexual do ser humano por algum animal, é pecado.
Lv 20.15 Quando também um homem se deitar com um animal, certamente morrerá; e matareis o animal.
16 Também a mulher que se chegar a algum animal, para ter ajuntamento com ele, aquela mulher matarás com o animal; certamente morrerão; o seu sangue é sobre eles.
- A atração sexual do ser humano por um parente seu, é pecado.
Dt 27.20 Maldito aquele que se deitar com a mulher de seu pai, porquanto descobriu a ourela de seu pai! E todo o povo dirá: 
Amém!
Dt 27.22 Maldito aquele que se deitar com sua irmã, filha de seu pai ou filha de sua mãe! E todo o povo dirá: Amém!
Dt 27.23 Maldito aquele que se deitar com sua sogra! E todo o povo dirá: Amém!
Lv 20.20 Quando também um homem se deitar com a sua tia, descobriu a nudez de seu tio; seu pecado sobre si levarão; sem filhos morrerão.
Lv 20.12 Semelhantemente, quando um homem se deitar com a sua nora, ambos, certamente, morrerão; fizeram confusão; o seu sangue é sobre eles.
- A atração sexual deve ser contida nos dias de menstruação da mulher
Lv 15.19 Mas a mulher, quando tiver fluxo, e o seu fluxo de sangue estiver na sua carne, estará sete dias na sua separação, e 
qualquer que a tocar será imundo até à tarde.

As múltiplas faces de Eros
A concepção do erótico abrange um espectro extremamente amplo de experiências, práticas culturais e relações. Embora não se identifique com os impulsos sexuais e libidinais, eros os contém indiscutivelmente.
O amor humano para com Deus é da natureza de eros, pois inclui 'elevação do inferior para o superior, dos bens inferiores para o summum bonum. Além disso, o amor governa o ciclo de separação e reunião que estrutura todas as dimensões da realidade humana e cósmica. Nesse ciclo, sempre está presente uma dimensão de eros. Eros não é apenas a energia que impulsiona todas as realizações culturais e todas as formas de experiência mística, mas é simplesmente a força que anima cada movimento no mundo. Está presente nos 'poderes originários da existência', nas forças elementares da origem que são o sangue, o solo, o grupo social, energias que estão na base da sexualidade, da economia, da política e da religião e não podem ser controladas pela racionalidade analítica. Eros aparece assim como essencialmente ambíguo e demoníaco, criador e destruidor ao mesmo tempo.
volta
 
 
PARTE III
III. O AMOR NA PRÁTICA
 
1. Amor e obras.
“Exortamo-vos, porém, a que ainda nisto continueis a progredir cada vez mais” (4.10). “Meus filhinhos, não amemos de palavras, nem de línguas, mas por obra e em verdade” (1 Jo 3.18). Somos discípulos de Jesus se amamos uns aos outros (Jo 13.34). Não somos salvos pelas obras (Ef 2.8,9), entretanto temos o dever de praticar boas obras, “as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.10).
O amor ao próximo se demonstra com ações. 
De que valeria a nosso semelhante um amor de indicações? Será que estamos encaminhando aos serviços sociais todos aqueles que vêem a nós em busca do amor de DEUS? Como DEUS poderia operar os dons do ESPÍRITO SANTO para ajudar às pessoas se todas as oportunidades que temos de servir a DEUS, enviamos a outrem o necessitado e o aflito?
Is 56.6 Acaso não é este o jejum que escolhi? que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo? e que deixes ir livres os oprimidos, e despedaces todo jugo?7 Porventura não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desamparados? que vendo o nu, o cubras, e não te escondas da tua carne?8 Então romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará. e a tua justiça irá adiante de ti; e a glória do Senhor será a tua retaguarda.9 Então clamarás, e o Senhor te responderá; gritarás, e ele dirá: Eis-me aqui. Se tirares do meio de ti o jugo, o estender do dedo, e o falar iniquamente;10 e se abrires a tua alma ao faminto, e fartares o aflito; então a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio dia.11 O Senhor te guiará continuamente, e te fartará até em lugares áridos, e fortificará os teus ossos; serás como um jardim regado, e como um manancial, cujas águas nunca falham.
 
2. Amor para com todos (4.10). “Porque também já assim o fazeis para com todos os irmãos que estão por toda a Macedônia”. Como aqueles crentes conseguiram isso com limitados recursos e sem os modernos meios de comunicação e transporte? Eles tornaram-se, em pouco tempo, verdadeiros exemplos de cristãos amorosos e laboriosos para com os irmãos da Macedônia. Isso incluía Filipos, onde Paulo e seu companheiro foram perseguidos e maltratados. O amor ágape é o que faz a diferença. Esse amor para com todos é tão sublime que ultrapassa as fronteiras do relacionamento entre os próprios irmãos em Cristo. Amar a quem nos ama não é tão difícil. Dificultoso, na realidade, é amar os outros, quando estes são, com referência a nós, arredios, queixosos, reclamantes, prevenidos, mal informados, ofendidos e mesmo inimigos. Mas é o que nos manda o Senhor Jesus: “... Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem” (Mt 5.44-46).
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PARTE IV 
IV. PROGREDINDO EM AMOR
 
1. O crescimento do crente em amor. “Exortamo-vos, porém, a que ainda nisto continueis a progredir cada vez mais” (4.10). O apóstolo, no seu cuidado com o desenvolvimento espiritual dos crentes, exortou-os a que continuassem a progredir no amor, o qual, como já vimos, manifesta-se através de obras; “do trabalho da caridade” (1.3). O crente deve crescer “em tudo”, a partir do amor (Ef 4.15). Esse crescimento deve ser equilibrado: “antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2 Pe 3.18). Em princípio, pode-se ter a idéia de que amar conforme o ensino bíblico é algo muito fácil. Para isso, é necessário um exercício constante do amor, pois são muitos os fatores que contribuem para o seu esfriamento, como ocorreu com os crentes efésios (Ap 2.1,4). Jesus predisse que um dos sinais de sua vinda seria o esfriamento do amor, por causa da multiplicação da iniqüidade (Mt 24.12). No progresso do amor, os crentes podem desenvolver-se em vários níveis:
(1) No amor a Deus (Mt 22.37) - Quanto mais conhecemos DEUS, mais amamos, tanto a amigos como a inimigos.
(2) No amor ao próximo (Mt 22.39) - Nosso próximo está tão próximo que às vêzes não o vemos.
(3) No amor ao cônjuge (Ef 5.28; Tt 2.4) - Nosso cônjuge deve ser tratado também como irmão (ã) na fé.
(4) No amor aos filhos e familiares (Jo 13.34; 1 Tm 5.8) - O amor deve ser demonstrado no testemunho e no ensino.
(5) No amor aos irmãos de fé (Rm 12.10; Jo 13.34,35; 1 Jo 3.11; 4.21) - A igreja deve se comportar e viver como uma família.
(6) No amor aos inimigos (Mt 5.44) - Nossos inimigos não são nossos inimigos, mas inimigos de DEUS por causa de demônios que agem neles.
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CONCLUSÃO
 Não amamos porque somos naturalmente bons, mas porque nascemos da graça. Não cumpriremos a lei para fazer-nos “justos”, mas porque ele nos justificou com sua justiça. Não brilharemos porque temos luz própria, mas porque refletimos o sol da justiça.
 
 
kai o ean aitwmen lambanomen ap' autou, oti tas entolas autou throumen kai ta aresta enwpion autou poioumen.
E aquilo que pedimos, dele recebemos, porque guardamos os seus mandamentos, e fazemos diante dele o que lhe é agradável.
kai auth estin h entolh autou,
1 - ina pisteuswmen tw onomati tou uios autou Ihsou Cristou
2 - kai agappwmen allhlous,
kaqws edwken entolhn hmin
kai o thrwn tas entolas autou en autou menei kai autous en autw.
Ora, o mandamento é este:
1 - que creiamos em o nome de seu Filho Jesus Cristo
2 - e que amemo-nos uns aos outros, segundo o mandamento que nos ordenou.
E aquele que guarda os seus mandamentos, permanece nele e ele naquele.
 
  O amor cristão precisa ser demonstrado no dia-a-dia por todos os crentes, para que possamos alcançar os perdidos para Deus. Sem amor, não se evangeliza, não se discípula. O amor leva-nos a realizar a obra missionária e a evangelizar. Através dele, podemos louvar e adorar a Deus em “espírito e em verdade”.
 
AUXÍLIOS SUPLEMENTARES: Subsídio Teológico
“Paulo diz não haver necessidade de escrever aos tessalonicenses sobre a importância do amor fraterno e está confiante de que pode manter a discussão em um nível mínimo. Um pequeno lembrete é tudo de que precisavam nesse estágio, pois já foram bem instruídos por ele (4.1-2), e acima de tudo, foram ‘instruídos por Deus’. Esse conceito de ser ensinado dessa maneira, relata o cumprimento da profecia e os benefícios da promessa da nova aliança. No versículo 8, Paulo já mencionou o dom do Espírito Santo, que nos ajuda a buscar a santificação.
A respeito da nova aliança, Jeremias registra que o Senhor diz: ‘porei a minha lei no seu interior e a escreverei no seu coração’(Jr 31.33). Semelhantemente, Isaías escreve: ‘E todo os teus filhos serão discípulos do Senhor’ (Is 54.13). E Jesus afirma que essas profecias são aplicáveis à nova aliança, dizendo: ‘E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim’ (Jo 6.45). Paulo reconhece seu papel nesse novo tempo: Ele é o agente da instrução de Deus — à medida que o Senhor o unge, o povo de Deus ouvirá os seus ensinos. O apóstolo pode se sentir seguro de que, contanto que seja um despenseiro fiel (1 Ts 2.4), Deus nutrirá e completará a obra iniciada nos convertidos.” (ARRINGTON, F.L.;STRONSTAD, R. (eds.). Comentário bíblico pentecostal: Novo Testamento. CPAD, 2003, p. 1391). Leia mais Revista Ensinador Cristão CPAD, no 23, pág. 39
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Questionário da Lição 7 - Vida Santa - EXORTAÇÃO AO AMOR FRATERNAL 
por Ev. Luiz Henrique - www.apazdosenhor.org.br/estudos_biblicos 
 
TEXTO ÁUREO: 
1- Quanto à caridade fraternal, Paulo diz que os Tessalonicenses não necessitavam de que fosse escrito, para eles, alguma coisa sobre isto, por que?
( ) Porque já haviam desistido de amarem uns aos outros" 
( ) Porque já estavam instruídos por Paulo a amarem somente os irmãos da igreja 
( ) Porque já estavam instruídos por Deus para amarem uns aos outros" 
 
VERDADE PRÁTICA: 
2- Qual o distintivo de vidas transformadas pelo poder de Deus?
( ) A condição financeira dos irmãos 
( ) A saúde física dos irmãos 
( ) O amor entre os irmãos 
 
INTRODUÇÃO
3- Qual é o centro gerador da atividade da vida cristã? 
( ) O amor de Deus em nós e operando através de nós
( ) O amor de Deus por nós fazendo proezas só para nós
( ) O amor de Deus nos outros e operando só através de nós
 
I. “QUE VOS AMEIS UNS AOS OUTROS”
4- O que é a "Caridade Fraternal"?
( ) É o “Amor Paternal” 
( ) É o “Amor Maternal” 
( ) É o “Amor Fraternal” 
 
5-  Qual é a principal característica do caráter cristão?
( ) O “caráter carnal” 
( ) O “Amor passional” 
( ) O “Amor fraternal” 
 
6- Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso: Quanto ao “Amor fraternal” :
( ) É prova de que alguém é discípulo ou seguidor de Jesus.
( ) É Um mandamento do Senhor 
( ) É um distintivo fundamental manifesto no crente sem Jesus.
( ) Este amor não é um dom espiritual que um crente possa receber e outro não. 
( ) Não é Um dos mandamentos do Senhor  
( ) É um fruto produzido pelo Espírito Santo no crente. 
( ) Na árvore saudável, o fruto é algo normal, regular, aguardado. 
( ) Quem se diz crente e vive sempre com ódio, raiva, ira, revolta, vingança, rebeldia ou amargura não é filho de Deus, pois Deus é amor. 
( ) É um distintivo fundamental manifesto no relacionamento do crente com Jesus.
7- Quem instruiu os Tessalonicenses acerca do “Amor fraternal”? 
( ) Paulo e depois Silas.
( ) Paulo e depois João.
( ) Paulo e depois Timóteo.
 
II. DIVERSOS TIPOS DE AMOR
8- Quais são as quatro palavras que encontramos no grego, que têm o significado de amor
( ) Ágape, Phileo, Storge e Eros
( ) Ágape, Phileo, Storme e Eros
( ) Ágape, Phileo, Storge e Ecos
 
9- O que é o amor chamado ágape?
( ) É o tipo de amor mais sublime, e o menos encontrado na Bíblia. 
( ) É o tipo de amor mais severo, e o mais encontrado na Bíblia. 
( ) É o tipo de amor mais sublime, e o mais encontrado na Bíblia. 
 
10- A que, sempre se refere o amor ágape, na bíblia?
( ) Ao relacionamento entre Deus e o animal, e também do homem para com Deus 
( ) Ao relacionamento entre Deus e o homem, e também do homem para com Deus 
( ) Ao relacionamento entre Deus e o mundo, e também do homem para com Deus 
 
11- Como Deus prova o seu amor para conosco?
( ) "Deus prova o seu amor para conosco morrendo por nós, sendo nós livres de pecados” 
( ) "Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo não precisou morrer por nós"
( ) "Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” 
 
12- Complete:
“Eu, porém, vos digo: ____________ a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei ______________
aos que vos odeiam e ______________ pelos que vos maltratam e vos perseguem” (Mt 5.44).
 
13- O que é o amor chamado phileo?
( ) É o amor paternal. Altruísta, comunitário, interessado no bem-estar dos outros, contrário ao altruísmo. 
( ) É o amor fraternal. Altruísta, comunitário, interessado no bem-estar dos outros, contrário ao egoísmo. 
( ) É o amor fraternal. Altruísta, comunitário, interessado no mal-estar dos outros, contrário ao fundamentalismo. 
 
14- Qual o significado do amor phileo?
( ) “terno afeto de coração”; “afetividade”; “gostar de mentira”. 
( ) “terno afeto de coração”; “afetividade”; “gostar de verdade”. 
( ) “terno afeto de coração”; “malignidade”; “gostar de verdade”. 
 
15- Cite pelo menos duas palavras que citamos em nosso dia a dia, derivadas da palavra phileo?
( ) Filantropia (amor ao parente mais próximo); Filosofia (apreço ao conhecimento), etc.
( ) Filantropia (amor ao próximo); Filosofia (apreço ao conhecimento), etc.
( ) Filantropia (amor ao próximo); Filosofia (apreço ao enfraquecimento espiritual), etc.
 
16-  Qual o significado do amor chamado storge?
( ) É o amor mais relacionado à riqueza  
( ) É o amor mais relacionado à igreja 
( ) É o amor mais relacionado à família 
 
17- Qual o significado do amor chamado eros?
( ) É o “amor” tipo paixão, erótico, sensual, sexual. 
( ) É o “amor” tipo união ditatorial, metódico, sensorial. 
( ) É o “amor” tipo confusão, histérico, sensual, sexual. 
 
18- Cite pelo menos três palavras que citamos em nosso dia a dia, derivadas da palavra Eros?
( ) Erógeno, feminismo, quiromancia
( ) Erógeno, erotismo, eromania
( ) Miragem, erotismo, pero mania
 
19- Por causa do erotismo e sensualidade do amor eros, o que tem acontecido no mundo?
( ) A indústria pornográfica obtém, através do cinema, do vídeo e da mídia em geral, lucro fabuloso à custa da exploração do sexo. Até mesmo muitos cristãos perderam sua fé e santidade, sendo agora escravos do pecado, por se deixarem avassalar pelo deus Eros.
( ) A indústria pornográfica obtém, através do cinema, do vídeo e da mídia em geral, lucro fabuloso à custa da exploração do sexo. Ainda bem que todos os cristãos não perderam sua fé e santidade, sendo agora livres do pecado, por não se deixarem avassalar pelo deus Eros.
( ) A indústria pornográfica obtém, através do cinema, do vídeo e da mídia em geral, lucro pequeno à custa da exploração do sexo. Muitos cristãos aumentaram sua fé e santidade, sendo agora inimigos do pecado, por não se deixarem avassalar pelo deus Eros.
 
III. O AMOR NA PRÁTICA
20- Pelo que, o amor fraternal deve ser primeiramente expresso?
( ) Por palavras bonitas, impressionáveis 
( ) Por aplausos
( ) Por obras, atos, ações. 
 
21- Quando o amor tem sentido?
( ) Quando não precisa ser praticado, demonstrado com ações, gestos e atitudes, podemos dizer que o amor, não precisa de obras, para provar que é legítimo.
( ) Quando é praticado, demonstrado com ações, gestos e atitudes, podemos dizer que o amor, sem as obras, é morto, impotente. 
( ) Quando é praticado, demonstrado com ações, gestos e atitudes, podemos dizer que o amor, sem as obras, é vivo, potente. 
 
22-  Em que tornaram-se, em pouco tempo, os tessalonicenses, em toda a região, quanto ao amor?
( ) Verdadeiros exemplos de cristãos amorosos e laboriosos para com os irmãos da Macedônia. Isso incluía Filipos, onde Paulo e seu companheiro foram perseguidos e maltratados. 
( ) Verdadeiros mal-exemplos de cristãos sem amor e laboriosos para com os irmãos da Macedônia. Isso incluía Filipos, onde Paulo e seu companheiro foram perseguidos e maltratados. 
( ) Verdadeiros exemplos de não-cristãos amorosos e laboriosos para com os irmãos da Macedônia. Isso incluía Filipos, onde Pedro e seu companheiro foram perseguidos e maltratados. 
 
IV. PROGREDINDO EM AMOR
23- Quanto ao desenvolvimento espiritual dos crentes Tessalônicos, a que Paulo os exortou?
( ) A que continuassem a denegrir o amor, o qual, como já vimos, manifesta-se através de obras; “do trabalho da caridade” 
( ) A que continuassem a viver no amor erótico e sensual, o qual, como já vimos, manifesta-se através de obras; “do trabalho da caridade” 
( ) A que continuassem a progredir no amor, o qual, como já vimos, manifesta-se através de obras; “do trabalho da caridade” 
 
24- Qual seria um dos sinais de sua vinda, segundo predisse JESUS?
( ) O aquecimento do amor, por causa da multiplicação da iniqüidade
( ) O resfriamento do amor, por causa da multiplicação da união 
( ) O esfriamento do amor, por causa da multiplicação da iniqüidade 
 
25- No progresso do amor, em que os crentes podem desenvolver-se? Coloque "V" para Verdadeiro e "F" para Falso: 
( ) No amor a Deus 
( ) No amor ao próximo 
( ) No amor ao cônjuge 
( ) No amor ao dinheiro
( ) No amor aos filhos e familiares 
( ) No amor ao mundo
( ) No amor aos irmãos de fé 
( ) No amor aos inimigos 
 
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Versículos importantes dentro do assunto:
 
1Jo 47 Amados, amemo-nos uns aos outros, porque a caridade é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. 8 Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é caridade. 9 Nisto se manifestou 4a caridade de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao  mundo, para que por ele vivamos.
4.7 AMEMO-NOS UNS AOS OUTROS. Embora o amor seja um aspecto do fruto do Espírito (Gl 5.22,23) e uma evidência do novo nascimento (2.29; 3.9,10; 5.1), é também algo que temos a responsabilidade de desenvolver. Por essa razão, João nos exorta a amar uns aos outros, a termos solicitude por eles e procurar o bem-estar deles. João não está falando apenas em sentimento de boa-vontade, mas em disposição decisiva e prática, de ajudar as pessoas nas suas necessidades (3.16-18; cf. Lc 6.31). João nos admoesta a demonstrar amor, por três razões: 
(1) O amor é a própria natureza de Deus (vv. 7-9), e Ele o demonstrou ao dar seu próprio Filho por nós (vv. 9,10). Compartilhamos da sua natureza porque nascemos dEle (v. 7). 
(2) Porque Deus nos amou, nós, que temos experimentado o seu amor, perdão e ajuda, temos a obrigação de ajudar o próximo, mesmo com grande custo pessoal. (3) Se amamos uns aos outros, Deus continua a habitar em nós, e o seu amor é em nós aperfeiçoado (v. 12).
Lv 19.34 Como o natural, entre vós será o estrangeiro que peregrina convosco; amá-lo-eis como a vós mesmos, pois estrangeiros fostes na terra do Egito. Eu sou o SENHOR, vosso Deus.
19.34 AMÁ-LO-EIS COMO A VÓS MESMOS. Amar o próximo inclui amar os estranhos (os forasteiros e residentes estrangeiros) que vêm morar onde vivemos. Jesus destaca a mesma coisa na parábola do bom samaritano (Lc 10.25-37). O próprio Deus amava o seu povo quando eram estrangeiros, e requer que façamos o mesmo. Deus quer abençoar todas as nações do 
mundo (Gn 12.3; Jo 3.6).
 
Dt 15.13 E, quando o despedires de ti forro, não o despedirás vazio.
15.13 NÃO O DESPEDIRÁS VAZIO. Os israelitas não podiam mandar embora seus escravos sem provisões suficientes (cf. v. 12). O amor ao próximo (cf. Lv 19.18) os compelia a prover alimentos e suprimentos suficientes à sobrevivência deles, até conseguirem trabalho para ganhar a vida. Semelhantemente, o princípio do amor e da justiça no novo concerto, requer que tratemos os empregados com compaixão, eqüidade e justiça.
 
Is 3.14 O SENHOR vem em juízo contra os anciãos do seu povo e contra os seus príncipes; é que fostes vós que consumistes esta vinha; o espólio do pobre está em vossas casas.
3.14 O ESPÓLIO DO POBRE. ( Espólio aqui, é literalmente bens tomados do próximo). Deus abomina maus-tratos aos menos afortunados da sociedade. Na igreja, também, Ele observa e leva em conta o modo de seus membros tratarem uns aos outros (ver Cl 3.25). Deus requer que o crente demonstre amor, justiça e compaixão no seu relacionamento com o próximo 
 
Os 2.20 E desposar-te-ei comigo em fidelidade, e conhecerás o SENHOR.
2.20 E DESPOSAR-TE-EI COMIGO EM FIDELIDADE. Nos tempos bíblicos, o noivado era um compromisso contratual ao nível de matrimônio. Aqui, Deus promete restaurar o relacionamento pactual entre Ele e Israel mediante o seu amor redentor, a fim de que os israelitas viessem a conhecê-lo de modo genuíno e pessoal. Em contrapartida, Deus estava a exigir justiça, retidão, 
amor constante, bondade e fidelidade de seu povo. De igual modo, Ele quer que os crentes, hoje, manifestem-lhe fidelidade, sincero amor e compaixão ao próximo.
 
Mt 22.39 E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
22.39 AMARÁS O TEU PRÓXIMO. Um filho de Deus deve amar a todos (Gl 6.10; 1 Ts 3.12), inclusive seus inimigos (5.44). Deve amar também de modo especial a todos os verdadeiros cristãos, nascidos de novo (ver Jo 13.34 nota; Gl 6.10; cf. 1 Ts 3.12; 1 Jo 3.11). 
(1) O amor do crente por seu irmão em Cristo, por seu próximo e por seu inimigo, deve ser subordinado, controlado e dirigido pelo seu amor e devoção a Deus. 
(2) O amor a Deus é o primeiro e grande mandamento (vv. 37,38). Por isso, a santidade de Deus, seu desejo de pureza, sua vontade e seu padrão revelados nas Escrituras nunca devem ser prejudicados por nossa falta de amor para com todos.
 
 
Lição 7 - Exortação ao Amor Fraternal
Lições Bíblicas (www.cpad.com.br)
Por Esdras Costa Bentho - autor do livro Hermenêutica Fácil e Descomplicada
Subsídios para a lição Vida santa até a Volta de Cristo.
Esboço da Lição
I) Que vos ameis uns aos outros
II) Diversos tipos de amor
III) O amor na prática
IV) Progredindo em amor
 1. O Desenvolvimento no Amor Fraternal, na Mordomia, e no Respeito (4.9-12).
Paulo agora faz a mudança dos discursos específicos nos quais considerou a pureza sexual, para a chamada geral ao exercício e ao crescimento no “amor [ou caridade] fraternal” (philadelphia, do verbo phileo, que significa, “amar, ter afeição”). Alguns intérpretes exageraram na distinção entre agapao e phileo, afirmando que o primeiro é o tipo superior de amor que Deus demonstra, enquanto o segundo é um amor inferior sobre o qual os cristãos podem crescer. Originalmente, o termo philadelphia foi usado para o amor entre irmãos e irmãs de sangue, então foi apropriadamente emprestado pela comunidade cristã de irmãos e irmãs em Cristo.
a) Orientação paulina: A orientação de Paulo ao crescimento em suas expressões desse amor fraterno não é uma concessão por alguma incapacidade de demonstrar algo mais do que afeição, pois, na verdade, o apóstolo também usa a palavra agapao no mesmo versículo.
b) Ponto principal da mensagem paulina: O ponto principal da mensagem do apóstolo, é que a comunidade cristã deve ser caracterizada pela lealdade e pelo profundo cuidado que imita o nível do comprometimento de Deus para com eles (Jo 13.34,35). A extensão da discórdia ou da divisão que existiu na Igreja em Tessalônica não foi em grande escala. Alguns, mais provavelmente uma pequena minoria, estavam ameaçando a harmonia por serem preguiçosos (1 Ts 4.11,12; 5.14; 2 Ts 3.10) e intrometidos (2 Ts 3.11). Porém, a igreja como um todo foi caracterizada pelo amor. Paulo conhece a dinâmica dos relacionamentos, e sabe que a menos que se prestasse uma cuidadosa atenção à harmonia, a igreja estaria a um passo de um conflito generalizado. Coerentemente, incentiva os santos a se dedicarem intensamente à instrução em que foram encaminhados, na qual já estavam bastante adiantados.
 2. Instruídos no Amor Fraterno
Paulo diz não haver necessidade de escrever aos tessalonicenses sobre a importância do amor fraterno e está confiante de que pode manter a discussão em um nível mínimo. 
a) Instruídos por Deus: Um pequeno lembrete é tudo de que precisam nesse estágio, pois já foram bem instruídos por ele (4.1-2), e acima de tudo, foram “instruídos por Deus”. Esse conceito de ser ensinado dessa maneira, relata o cumprimento da profecia e os benefícios da promessa da nova aliança. No versículo 8 Paulo já mencionou o dom do Espírito Santo, que nos ajuda a buscarmos a santificação.
b) A realidade da nova aliança: A respeito da nova aliança, Jeremias registra que o Senhor diz: “porei a minha lei no seu interior e a escreverei no seu coração” (Jr 31.33). Semelhantemente, Isaías escreve: “E todos os tebus filhos serão discípulos do Senhor” (Is 54.13). E Jesus afirma que essas profecias são aplicáveis à nova aliança, dizendo: “E serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim” (Jo 6.45).
c) Paulo reconhece seu papel nesse novo tempo: Ele é o agente da instrução de Deus — à medida que Deus o unge, o povo de Deus ouvirá os seus ensinos. O apóstolo pode se sentir seguro de que, contanto que seja um despenseiro fiel (1 Ts 2.4), Deus nutrirá e completará a obra iniciada nos convertidos (Fp 1.6).
3. A Fraternidade dos Tessalonicenses Demonstrada
A habilidade de Paulo como um líder que tem discernimento, é especialmente demonstrada no versículo 10. Em nenhum sentido se dá a impressão de que os convertidos não sejam bons o suficiente; não há qualquer tom de aspereza ou impaciência. Antes, afirma alegremente o progresso dos tessalonicenses — sua ampla demonstração de amor é testemunhada por toda a Macedônia (1.7,8). 
a) Hospitalidade: É provável que esse amor tenha incluído a hospitalidade aos cristãos em viagem pela Tessalônica, uma vez que, no mundo antigo, era difícil que os viajantes conseguissem acomodações decentes, exceto pela hospitalidade de amigos... a hospitalidade foi uma virtude muito louvável e praticada pela igreja primitiva (cf. 3 Jo 5).
b) Generosidade: Outro aspecto do amor dos tessalonicenses é a generosidade. Paulo cita-os (bem como os macedônios em geral), como um exemplo para motivar os coríntios a também serem generosos no aspecto financeiro. Orgulha-se deles dizendo: “em muita prova de tribulação, houve abundância do seu gozo, e como a sua profunda pobreza superabundou em riquezas da sua generosidade... pedindo-nos com muitos rogos a graça e a comunicação deste serviço, que se fazia para com os santos” (2 Co 8.2-4). Suas ofertas eram um eloqüente testemunho de sua fé e amor.
 4. A Fraternidade dos Tessalonicenses Demonstrada
Paulo não somente afirma seu progresso nas demonstrações de amor, também os incentiva dizendo: “continueis a progredir cada vez mais”. Novamente usa o verbo perisseuo (“abundar”; veja 4.1); e o quadro que devemos ver aqui não é a frenética luta por um objetivo inatingível. Freqüentemente, alguns cristãos se sentem tristes e incompetentes, culpados, nunca suficientemente bons apesar de seus esforços, como se alcançar à perfeição fosse a única realização importante aos olhos de Deus. O que importa é que por meio da ajuda de nosso aliado, o Espírito Santo, podemos abundar em amor; isto é, nossas vidas precisam ser caracterizadas pela crescente tendência a amar (2 Pe 1.8), em oposição à atitude de retirar-se para o egocentrismo. Paulo está preocupado que os santos possam se considerar erroneamente satisfeitos com seu estilo de vida, tornando-se, desse modo, negligentes — um mal que pode acercar-se sem ser percebido. As palavras positivas de exortação são o estímulo eficaz de Paulo para o crescimento.
Extraído de ARRINGTON, French; STRONSTAD, Roger (ed.) Comentário bíblico pentecostal: Novo Testamento. Rio de Janeiro:CPAD, 2003.
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Ajuda:
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Colaboração do Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva.

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