TEXTO ÁUREO: "Senhor, até quantas vezes
pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? Jesus lhe disse: Não
te digo que até sete, mas até setenta vezes sete" (Mt 18.21,22).
VERDADE PRÁTICA: Assim como somos perdoados por Deus,
devemos perdoar os nossos ofensores.
LEITURA BÍBLICA EM
CLASSE: MATEUS 18.23-35
A parábola do credor
incompassivo
23 Por isso, o Reino dos céus pode comparar-se a um certo rei que quis fazer
contas com os seus servos;
24 e, começando a fazer contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil
talentos.
25 E, não tendo ele com que pagar, o seu senhor mandou que ele, e sua mulher, e
seus filhos fossem vendidos, com tudo quanto tinha, para que a dívida se lhe
pagasse.
26 Então, aquele servo, prostrando-se, o reverenciava, dizendo: Senhor, sê
generoso para comigo, e tudo te pagarei.
27 Então, o senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou-o e
perdoou-lhe a dívida.
28 Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia
cem 20 dinheiros e, lançando mão dele, sufocava-o, dizendo: Paga-me o que me
deves.
29 Então, o seu companheiro, prostrando-se a seus pés, rogava-lhe, dizendo: Sê
generoso para comigo, e tudo te pagarei.
30 Ele, porém, não quis; antes, foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a
dívida.
31 Vendo, pois, os seus conservos o que acontecia, contristaram-se muito e
foram declarar ao seu senhor tudo o que se passara.
32 Então, o seu senhor, chamando-o à sua presença, disse-lhe: Servo malvado,
perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste.
33 Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também
tive misericórdia de ti?
34 E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse
tudo o que devia.
35 Assim vos fará também meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada
um a seu irmão, as suas ofensas.
18.35 SE... NÃO
PERDOARDES. Jesus nesta parábola ensina que o perdão divino, embora seja
concedido graciosamente ao pecador arrependido, é, também, ao mesmo tempo
condicional, de conformidade com a disposição do indivíduo, de perdoar ao seu
próximo. Por isso, uma pessoa pode ficar sem perdão divino por ter um coração
cheio de amargura, que não perdoa ao próximo (ver 6.14,15; Hb
12.15; Tg 3.14; Ef 4.31,32). Estes textos mostram que amargura, ressentimento e
animosidade contra o próximo são totalmente incompatíveis com a verdadeira vida
cristã, e que devem ser banidos da vida do crente.
LEITURA DIÁRIA:
Segunda - Mt 5.23,24 O perdão precede a
adoração
23 Portanto, se
trouxeres a tua oferta ao altar e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma
coisa contra ti,
24 deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com
teu irmão, e depois vem, e apresenta a tua oferta.
1 Timóteo 2.8 Quero, pois, que os homens orem em todo o lugar, levantando mãos
santas, sem ira nem contenda
Terça - Is 55.7 O perdão de Deus é
grandioso
7 Deixe o ímpio o seu
caminho, e o homem maligno, os seus pensamentos e se converta ao SENHOR, que se
compadecerá
dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar.
Zacarias 8.17 e nenhum de vós pense mal no seu coração contra o seu
companheiro, nem ame o juramento falso; porque todas estas coisas eu aborreço,
diz o SENHOR.
Quarta - Mt 6.14,15 Somos perdoados conforme perdoamos
14 Porque, se perdoardes
aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós.
15 Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos
não perdoará as vossas ofensas.
6.15 SE, PORÉM... PERDOARDES AOS HOMENS. Esta declaração de Jesus salienta o
fato de que o crente deve estar pronto e disposto a perdoar as ofensas sofridas
da parte dos outros. Caso ele não perdoe seu ofensor arrependido, Deus não o
perdoará e suas orações não terão resposta. Aqui está um princípio essencial
para obtermos o perdão de Deus (18.35; Mc 11.26; Lc 11.4).
Quinta - Sl 86.5 O Senhor quer perdoar
5 Pois tu, Senhor, és
bom, e pronto a perdoar, e abundante em benignidade para com todos os que te
invocam.
Sexta - Lc 23.34 O perdão de Jesus é
gracioso
34 E dizia Jesus:
Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. E, repartindo as suas vestes,
lançaram sortes.
23.34 PERDOA-LHES, PORQUE NÃO SABEM O QUE FAZEM. Provavelmente, esta declaração
de Cristo é a primeira das suas sete últimas palavras na cruz. As sete palavras
ou frases foram pronunciadas na seguinte ordem: (1) Entre 9:00 horas e o
meio-dia: (a) A palavra do perdão: Pai, perdoa-lhes (v. 34). (b) A palavra da
salvação: hoje estarás comigo no Paraíso (v. 43). (c) A palavra do amor:
Mulher, eis aí o teu filho... Eis aí tua mãe (Jo 19.26,27). (2) As três horas
de trevas: do meio-dia às 15:00 horas, nenhuma palavra registrada. (3) Cerca
das 15:00 horas: (a) A palavra do sofrimento espiritual: Deus meu, Deus meu,
por que me desamparaste? (Mc 15.34). (b) A palavra do sofrimento físico: Tenho
sede (Jo 19.28). (c) A palavra do triunfo: Está consumado (Jo 19.30). (d) A
palavra da entrega: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito (v. 46).
Sábado - 1 Pe 4.8 Perdoar é uma expressão
do amor divino em nós
8 Mas, sobretudo,
tende ardente 6caridade uns para com os outros, porque a caridade cobrirá a
multidão de pecados,
Provérbios 10.12 O ódio excita contendas, mas o amor cobre todas as
transgressões.
OBJETIVOS: Após esta aula, seu aluno deverá
estar apto a:
1- Analisar a parábola
dentro de seu contexto.
2- Valorizar o bom
relacionamento entre todos, especialmente, entre os irmãos.
3- Praticar o perdão
gracioso de Deus.
PONTO DE CONTATO: Professor, estaremos falando a
respeito do perdão na aula de hoje. Inicie a aula discorrendo sobre
relacionamento inter-pessoal e a dificuldade de manter a comunhão com nossos
irmãos. É importante mencionar que se tratando de pessoas, sempre haverá
falhas, erros, decepções, mágoas e até mesmo traições. Como irmãos em Cristo,
devemos estar sempre dispostos a relevar as falhas de nossos semelhantes, a fim
de que todo o Corpo de Cristo permaneça unido. Incentive seus alunos a se
reconciliarem com aqueles que os ofenderam ou que, porventura, tenham ofendido.
SÍNTESE TEXTUAL: Esta parábola nos ensina que a
abundância da misericórdia é que deve formar a base da moral cristã. Aqui vemos
que o rei pôde compreender e perdoar a ignorância, a desonestidade, os erros e
as falhas humanas, mas não a injustiça, a desumanidade, a crueldade e a
ingratidão. Aquele servo foi maldoso, egoísta e imoral. Não compreendeu o
perdão, a misericórdia e a generosidade do rei. Fora-lhe perdoada uma dívida
tão grande, que muitos atos de bondade de sua parte não seriam suficientes para
expressar gratidão ao seu credor. Entretanto, não teve compaixão de quem lhe
devia; pelo contrário, agiu de modo exatamente oposto, lançando seu humilde
servo no cárcere.
A bondade do rei fora
tão grande que ninguém seria capaz de explicar a razão de sua atitude. Todos
nós encontramo-nos na situação daquele homem cruel. Fomos alvos da compaixão
divina e recebemos o perdão de Deus por intermédio de Jesus Cristo. Jamais
pagaríamos nossa dívida! Se ela era tão grande, e fomos perdoados, como não
perdoarmos as ínfimas dívidas dos nossos devedores (Mt 6.12)?
ORIENTAÇÃO
DIDÁTICA: Leve
folhas de papel e lápis para a sala de aula. Separe a turma em duplas. Cada
dupla deve elaborar um acróstico baseado na palavra PERDÃO, sintetizando em uma
frase curta as principais lições aprendidas na aula. Em um acróstico, a
primeira letra de cada linha compõe a palavra-chave.
Ex:
Perdoar para ser
perdoado
Ensinar o perdão
Reconciliar-se com o
ofendido
Desejar o perdão
Amar a quem nos tem
ofendido
Orar por aqueles que
nos maltratam
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
Quem pergunta quantas vezes deve perdoar, já está com a
intenção de se vingar. Hoje a grande maioria dos filmes, novelas, seriados e
até mesmo desenhos animados direcionados a crianças, têem como tema central a
vingança, na maioria de um mal ou de alguma ofensa a algum parente próximo; é a
mensagem satânica que despercebidamente é infiltrada na mente dos
telespectadores desavisados.
Nesta parábola que, na maioria das vezes denominamos
"Parábola do credor incompassivo", nada mais quer nos dizer senão que
devemos perdoar para sermos perdoados, é plantando que se colhe e colhe-se de
acordo com o plantado, esta é a lei espiritual.
O
REINO DE DEUS OU DOS CÉUS é diferente e na maioria das vezes oposto ao reino
material ou humano-racional:
Reino
Material: Inspirado por Satanás e seus demônios, aqui se aprende a usar olho
por olho e dente por dente, ou seja, a vingança, quando muito se exige do
ofensor que peça perdão e o ofendido deve perdoar por 3 vezes e no máximo 7
vezes.
Reino
Espiritual: Inspirado por DEUS e seus anjos, aqui se aprende que o ofendido vai
ao ofensor e pede perdão e reconciliação. Aqui o perdão é concedido setenta
vezes sete, ou seja, quantas vezes se é ofendido, tantas vezes se perdoa, pois
o nosso perdão é baseado no perdão do PAI para conosco que começou no dia em
que aceitamos a CRISTO como Senhor e Salvador até o dia em que vamos ser
arrebatados, pois continuamos pecando todos os dias, mesmo que inconscientes às
vezes.
A situação ou o
contexto aqui é diferente de outras parábolas que já estudamos:
Aqui a Igreja formada
pelos salvos e tendo como cabeça CRISTO, entra em cena como mediadora nas
situações de inimizades entre os irmãos, que surgiriam daí para frente.
JESUS nos revela a
disposição sempre clara de uma criança em perdoar e amar, depois vem nos
ensinando como reconciliar ofendidos e ofensores sem prejuízo para o reino de
DEUS, ou seja, sem que alguma alma se perca.
Pedro que maioria das
vezes é mais curioso do que os outros, pois sabia de sua posição de liderança
entre os demais e de sua proximidade com seu mestre, querendo confirmar talvez
os ensinos rabínicos (Am 1.11,13; 2:1,6; Pv 24.16) a respeito do perdão (3
vezes e no máximo e excepcionalmente 7), pergunta a JESUS sobre quantas vezes
deve perdoar a seu irmão que o ofendeu, note que já dá a resposta esperando ter
apenas uma confirmação de JESUS, que ao contrário do que pensava Pedro, lhe
responde exatamente ao contrário do que ensinavam os religiosos de sua época.
Entraremos agora no
estudo de nossa Parábola do Credor Incompassivo que JESUS usou para explicar
melhor a Pedro e demais discípulos o significado do Perdão.
I. O PONTO DE
PARTIDA PARA O PERDÃO (MT 18.1-20)
1. O contexto da
parábola (Mt 18.1-6).
Credor incompassivo
"O
reino dos céus é comparado a um rei, que resolveu ajustar contas com os seus
servos.
Ao fazê-lo, apresentou-se-lhe um que lhe devia dez mil talentos; mas como não
tivesse como pagar, ordenou o seu senhor que vendesse a ele, a sua mulher, a
seus filhos, e tudo o que tinha, para ficar quite com a dívida.
O servo, porém, lançando-se-lhe aos pés, suplicou-lhe: Tem paciência comigo,
que tudo te pagarei!
Então o Senhor, compadecido daquele servo, deixou-o livre, e perdoou-lhe a
dívida. Tendo saindo o tal servo, encontrou um de seus companheiros, que lhe
devia cem denários, e, agarrando-o, sufocava-o, dizendo: Paga o que me deves.
O
companheiro, lançando-se-lhe aos pés, implorou:
Tem paciência comigo, que tudo te pagarei. Ele, porém, não o atendeu.
Retirou-se e fez que o metessem na cadeia, até pagar a dívida. Vendo, pois, os
outros servos, o que se tinha passado, ficaram muito triste e foram contar ao
senhor tudo o que havia acontecido.
Então, o senhor chamou-o à sua presença e disse-lhe: Servo malvado, eu te
perdoei toda aquela dívida, porque me vieste rogar para isso: não devias tu
também ter compaixão de teu companheiro, como eu tive de ti?
E, indignado-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que pagasse tudo
quanto lhe devia.
Assim
também meu Pai celestial vos fará, se cada um de vós, do íntimo do coração, não
perdoar a seu irmão." (Mat; 18:23-35)
Esta
parábola é uma ilustração admirável daquela frase contida na oração dominical,
em que Ele nos ensina a rogar ao Pai celestial:
"...perdoa as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores..."
JESUS está aqui
ilustrando o que já havia ensinado sobre o perdão da Igreja e sobre a criança
em sua altíssima capacidade em perdoar.
2. A iniciativa
para o perdão (Mt 18.15-17).
Em Mt 5.23,24 JESUS
já havia dado uma idéia sobre a condição para o perdão, sendo o ofensor o mais
indicado para fazer a reconciliação entre ele e seu ofensor devido à sua
capacidade de enxergar melhor a situação com olhos espirituais e de
misericórdia.
Esta é a primeira
iniciativa para reconciliação, caso não seja bem interpretada então haverá
outras tentativas, com testemunhas e depois, se for o caso, com a Igreja.
2Co 2.10 E a quem
perdoardes alguma coisa, também eu; porque, o que eu também perdoei, se é que
tenho perdoado, por amor de vós o fiz na presença de Cristo; para que não
sejamos vencidos por Satanás;
II. O PERDÃO
PROCEDE DA COMPAIXÃO (MT 18.23-35)
2Co 5. 14 Porque o
amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos,
logo todos morreram.
O amor de DEUS
derramado em nossos corações pelo ESPÍRITO SANTO, nos impulsiona ao perdão pela
misericórdia de DEUS em nós instalada pela presença amorosa do ESPÍRITO.
1. Um ajuste de contas (Mt 18.23). DEUS tem o direito de chamar a
qualquer um, a qualquer momento para um ajuste de contas. 1 Pe 4.5 Os quais hão
de dar conta ao que está preparado para julgar os vivos e os mortos.
O rei é DEUS PAI pois
JESUS mesmo disse. (Assim vos fará também meu Pai celestial, se do coração não
perdoardes), não há no mundo alguém maior do que este rei, Ele governa sobre
tudo sobre todos.
O servo aqui deve ser
interpretado como sendo eu (no caso de quem lê - você) - Pelo que se entende
este servo era alguém próximo do rei, pois tinha poder para prender e era muito
conhecido dos outros servos próximos do rei que logo foram contar para ele (o
rei) o tratamento deste servo contra o seu conservo.
O conservo aqui deve
ser interpretado como sendo aquele que ofende ao irmão.
Observe os valores
que aparecem. Um "denário" era o salário de um trabalhador por um dia
de trabalho (quanto seria hoje, em sua região?). Um "talento"
correspondia a 6.000 denários. Agora, procure transformar em valores de hoje as
duas dívidas:
Considerando 1
talento igual a 60.000 dólares, vejamos as dívidas comparadas entre si:
- 10.000 talentos =
R$ 16.500.000,00 (Dívida do servo com o rei)
- 100 denários = R$ 2.750,00 (Dívida do conservo com o servo que foi perdoado)
O que Jesus quer nos
transmitir, no que se refere à nossa dívida com Deus e a partir de valores tão
diferentes? (Depois de responder, confira: Mq 7.18,19; Rm 5.20b; Mt 6.12).
Somos perdoados
depois de tantos anos ofendendo a quem só nos amou, a quem só desejava nosso
bem, a quem sempre nos amou e cheio de misericórdia enviou seu próprio filho
para dar a vida por nós, nos reconciliando Nele, JESUS CRISTO.
Agora DEUS nos
convida a perdoar aqueles que nos ofendem da mesma maneira que Ele nos
demonstrou seu amor.
Mt 22. 39 E o
segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
2. A imensa dívida
contraída (vv.23,24).
Sabemos que está
próximo o primeiro acerto de contas, quando acontecer o Arrebatamento, porém
aqueles que não forem encontrados fiéis ainda terão chances como durante a
grande tribulação e no final da mesma e no milênio.
2. Qual o valor
real de nossa dívida com DEUS?
Para custar o sangue
de DEUS (em CRISTO) a dívida com certeza era a maior dívida já contraída.
1 Tm 1. 15 Esta é uma
palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para
salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.
Quando olhamos para
este versículo devemos reconhecer que não há maior dívida do que a minha
(individualmente)
3. A dívida é
impagável (Mt 18.25).
Diante de uma dívida
impagável não há como escapar do carrasco, a não ser apelando para a misericórdia,
ou seja, apelar para a bondade e o amor escondidos no coração do rei, mas que
nesta hora puxamos ou arrancamos lá de dentro pela necessidade e pelo desespero
da morte que se aproxima.
Rm 6.23 Porque o
salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por
Cristo Jesus nosso Senhor.
A aplicação da
lei determinava uma só coisa: a execução da dívida. Naquela época, a execução
da dívida se dava, primeiramente, sobre o patrimônio do devedor. Caso o devedor
não tivesse com que pagar, a dívida era executada sobre as pessoas, ou seja, as
pessoas eram vendidas como escravas a fim de saldar a dívida. Em se tratando do
pai de família, todos os seus filhos e sua mulher também eram vendidos
(Ex.22:3; II Rs.4:1).
A lei de então ainda colocava
na escravidão a família do devedor, porém vemos que não era desejo do rei
escravisar a família de seu servo.
DEUS não quer ver
nossa família sofrendo por causa de nossos erros, portanto devemos clamar
sempre pela misericórdia de DEUS e sermos também misericordiosos com os que nos
ofendem.
O ano do jubileu é
uma boa alegoria disto, pois neste ano todos os escravos ficavam livres e suas
terras passavam a lhes pertencerem novamente. (Lv 25)
4. A compaixão
graciosa perdoa toda a dívida (Mt 18.26,27).
O servo, diz o texto
sagrado, "reverenciava" o rei, ou seja, caiu aos seus pés,
prostrou-se, adorou-o, suplicando pela sua misericórdia. Não há outro lugar em
que possamos obter a bênção de Deus, a misericórdia de Deus senão a Seus pés.
Como servos do rei, temos livre acesso a Ele.
É nesta hora que
lembramos da Palavra de DEUS em:
1Co 13.4 O amor é
sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade,
não se ensoberbece.
5 Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não
suspeita mal;
6 Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
7 Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
1 Jo 1.7-9
7 Mas, se andarmos na
luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de
Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.
8 Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há
verdade em nós.
9 Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os
pecados, e nos purificar de toda a injustiça.
É através do
sacrifício de CRISTO em nosso lugar que somos reconciliados com DEUS pelo
infinito amor com que ELE nos amou, provendo ELE próprio a nossa salvação.
DEUS sentiu a nossa
miséria e a nossa incapacidade ao se tornar em tudo semelhante a nós atravéz de
CRISTO.
III. A
INCLEMÊNCIA DO SERVO PERDOADO (MT 18.28-35)
1. A crueldade do
servo do rei (vv.28-30).
0 que faltou ao servo
perdoado, que o levou a não perdoar? Alguma falha no rei? Ou nele próprio? O
que falta a alguém que não quer perdoar o próximo? Será correto então, uma
pessoa dizer: "Isso eu não posso perdoar em você, é demais!"?
Este servo em nada se
parecia com seu rei, embora o esperado fosse ao contrário. Parece que não
passou nem um dia para que este servo incompassivo e cruel tratasse seu
conservo (ou seu companheiro de reino) com dureza e falta de misericórdia
(Compaixão pela miséria alheia. indulgência, graça, perdão, piedade.). Este
servo colheu uma colheita de amor, porém plantou uma de ódio e rancor. Desejava
o bem para si e o mal para os outros.
Quando o rei soube o
que havia acontecido ficou irado com este servo desumano e cruel; enviou logo
soldados para prenderem aquele servo violento e rancoroso para que sua dívida
fosse novamente reconhecida, agora acrescida desta arrogância e ofensa a todas
a s normas do bem viver e conviver.
2. O perdão
revogado (Mt 18.34).
A doutrina da
predestinação incondicional cai por terra diante desta afirmativa de JESUS de
que o perdão foi revogado devido ao mal procedimento daquele servo. (Para
estudo melhor: http://www.imwja.hpg.ig.com.br/seitas/predestinacao.htm
)
Hb 3.12 Vede, irmãos,
que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do
Deus vivo.
1Co 10.12 Aquele,
pois, que cuida estar em pé, olhe não caia.
Rm 8.9 Vós, porém,
não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em
vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.
O servo não soube
conservar a bênção do perdão quando o negou ao seu próximo. Quando um pecador
se converte ao Senhor, toda a dívida de seus pecados é perdoada graciosamente
por Deus em virtude do sacrifício redentor que Cristo ofereceu ao Pai no
Calvário (Hb 10.12-14). A redenção do pecador só Deus pode efetuar, bem como
perdoar todos os seus pecados (Sl 49.7,8; Mc 2.10).
3. Aplicação da
parábola (Mt 18.35).
O texto diz que:
"Assim vos fará também meu Pai celestial, se do coração não perdoardes,
cada um a seu irmão, as suas ofensas". Ao perdoar alguém, devemos fazê-lo
com amor, de coração, pois o perdão nos assemelha ao caráter de Deus (Ef 4.32).
Aprendemos nesta parábola que "o juízo será sem misericórdia sobre aquele
que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa sobre o juízo" (Tg
2.13).
CONCLUSÃO
Não vivemos em um "mar de rosas". A fé cristã não
nos garante uma vida sem problemas. Isto inclui mágoas e tristezas que temos
quando somos ofendidos ou desprezados por pessoas que estão perto de nós. Mesmo
dentro da igreja muitas vezes há problemas deste tipo. O pecado ainda está
dentro de cada um de nós e se manifesta de muitas maneiras. Ao sermos
ofendidos, nosso velho homem manifesta a tendência de revidar. O Salvador
Jesus, porém, nos leva em outra direção. Pelo poder do Espírito Santo, que veio
a nós em nosso batismo e vem pela Palavra, somos movidos a viver sob o perdão
de Deus e agindo em perdão para com o nosso próximo. No texto de hoje, queremos
aprender com o Senhor a importância de exercitar abundantemente o perdão na
nossa convivência, muito especialmente entre os irmãos na fé.
"DISCIPLINAR não é, como crêem alguns, entregar uma
alma ao diabo e privá-la da intercessão e de todas as boas obras da
cristandade,... quem é DISCIPLINADO deve estar privado da comunhão (Santa Ceia)
e da associação com as pessoas (o pertencer à congregação), mas não está, por
esta razão, excluído do amor, da intercessão e das boas obras delas. ... Onde é
aplicada correta e merecidamente, a DISCIPLINA é um sinal, uma advertência e
uma punição em que o DISCIPLINADO deve reconhecer que ele próprio entregou sua
alma ao diabo através de transgressão e pecado. ... A igreja quer, por meio do
castigo da DISCIPLINA, fazê-lo deixar o diabo e voltar novamente para
Deus." "("Um sermão sobre a excomunhão". Martinho Lutero -
Obras Selecionadas, vol. 2, páginas 242,243). O objetivo ainda é salvarl
AUXÍLIOS
SUPLEMENTARES Subsídio Devocional
"Somos pródigos
em apresentar razões bem argumentadas para mostrar que estamos certos e assim
endurecemos o jogo, esperando que a outra parte - esta sim, errado sob todos os
aspectos - se ajoelhe aos nossos pés e implore perdão. Isto é soberba
espiritual! O Senhor foi direto e incisivo: 'Se te lembrares que teu irmão tem
alguma coisa contra ti, deixa no altar a tua oferta e reconcilia-te primeiro
com o teu irmão'.
O senhor não está
querendo dizer, com isso, que essa reconciliação é unilateral. Segundo Ralph
Earle, a palavra grega para reconciliar-se, aqui, é diallasso, sendo esta a
única vez em que aparece no Novo Testamento. Ela significa 'concessão mútua
após mútua hostilidade', diferindo de katallasso, termo empregado por Paulo
para denotar a reconciliação do homem com Deus, na qual a falha está apenas de
um lado. Ou seja, quando alguém tocado pelo Senhor toma a iniciativa de
procurar a outra pessoa com quem as relações estão estremecidas, com o
propósito de acertar os ponteiros, o perdão é mútuo, pois o outro lado acaba
também reconhecendo os seus erros por estarem em posição de igualdade diante de
Deus.
Por sua vez, quando
Cristo alude ao fato de irmos ao encontro da pessoa magoada apenas se nos
lembrarmos de alguma coisa, pode parecer, numa leitura apressada, tratar-se de
uma opção à nossa escolha. Todavia, o altar é o lugar perfeito para o Espírito
Santo trazer à nossa memória todos os pecados cometidos, inclusive contra o
próximo. E Ele sempre o faz quando somos sensíveis à sua presença. A partir
daí, queremos ser sinceros com Deus, não aquietaremos enquanto não buscarmos
fazer as pazes com a pessoa a quem ferimos." (COUTO, Geremias do . A
transparência da vida cristã: Comentário devocional do Sermão do Monte.RJ:CPAD,
2001, p.89.)
Leia mais Revista
Ensinador Cristão CPAD, nº 22, pág. 40.
Questionário da Lição
8 - Parábola dos Talentos - O GRACIOSO PERDÃO DE DEUS
TEXTO ÁUREO:
1- O que JESUS
respondeu, quando lhe fizeram esta pergunta? Senhor, Até quantas vezes pecará
meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete?
( ) Jesus lhe disse:
Não te digo que até sete, mas até setenta vezes sete" (Mt 18.21,22).
( ) Jesus lhe disse:
Não te digo que até sete, mas até sessenta vezes sete" (Mt 18.21,22).
( ) Jesus lhe disse:
Não te digo que até sete, mas até seis vezes sete" (Mt 18.21,22).
VERDADE PRÁTICA:
2- Complete: Assim
como somos _________________ por Deus, devemos ________________ os nossos
ofensores.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
3- Qual o tema
principal da Parábola do Credor Incompassivo?
( ) O Castigo divino
( ) O Juízo divino
( ) O Perdão divino
4- Qual é o
correto procedimento do cristão perdoado por Deus?
( ) Perdoar seu
próximo até sete vezes
( ) Não Perdoar o seu
próximo
( ) Perdoar também o
seu próximo
5- Complete:
"Antes, sede uns para com os outros _______________, misericordiosos,
perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em
_______________" (Ef 4.32).
I. O PONTO DE
PARTIDA PARA O PERDÃO (MT 18.1-20)
5- O que JESUS na
ênfase dada à humildade da criança nos mostra?
( ) A importância de
ser dócil e a absolvição do espírito inflexível, irredutível e vingativo
( ) A importância de
ser rude e a condenação do espírito inflexível, irredutível e vingativo
( ) A importância de
ser dócil e a condenação do espírito inflexível, irredutível e vingativo
6- De quem deve
partir a atitude inicial para o perdão e reconciliação?
( ) Do ofensor
( ) Do ofendido
( ) Do condenado
7- Quando Jesus
aponta a disciplina eclesiástica?
( ) Caso o ofensor
não reconheça sua dívida, arrependendo-se assim mesmo
( ) Caso o ofensor
não reconheça o seu pecado, nem se arrependa
( ) Caso o ofensor
não reconheça a sua boa ação, nem se arrependa
II. O PERDÃO
PROCEDE DA COMPAIXÃO (MT 18.23-35)
8- Quanto devia o
servo que foi chamado para pagar a dívida com o rei?
( ) Devia "Cem
Dinheiros"
( ) Devia "Dez
mil talentos"
( ) Devia "Sete
mil talentos"
9- A quanto
corresponde, nos dias de hoje, dez mil talentos, segundo o comentarista?
( ) Quase 60 milhões
de reais
( ) Quase 30 milhões
de reais
( ) Quase 90 milhões
de reais
10- Qual dívida
seria impossível de quitação para cada um de nós?
( ) Nossos débitos no
supermercado
( ) Nossos pecados
( ) Nossos débitos
comerciais com nosso próximo
11- O que o
generoso rei fez, quanto ao débito do credor?
( ) Prorrogou
todo o débito
( ) Financiou
todo o débito
( ) Cancelou
todo o débito
12- O que Deus faz
com os pecados inumeráveis daquele que vem a Cristo e pela fé o aceita como seu
Salvador?
( ) Os perdoa a todos
( ) Os condena a
todos
( ) Os transforma a
todos
13- Como a dívida
era impagável, para o que o servo apelou?
( ) Apelou à paixão
do seu senhor
( ) Apelou à
compaixão do seu senhor
( ) Apelou ao tesouro
do seu senhor
14- Qual "o
salário do pecado" (Rm 6.23)?
( ) É o Amor
( ) É a Absolvição
( ) É a morte
15- Por quem, o
pagamento exigido pela justiça de DEUS, foi pago? De que modo?
( ) Pelo PAI. Ele
assumiu a nossa dívida e nos perdoou! (1 Jo 1.7-9).
( ) Pelo ESPÍRITO
SANTO. Ele assumiu a nossa dívida e nos perdoou! (1 Jo 1.7-9).
( ) Por JESUS. Ele
assumiu a nossa dívida e nos perdoou! (1 Jo 1.7-9).
III. A INCLEMÊNCIA
DO SERVO PERDOADO (MT 18.28-35)
16- O que fez o
servo do rei logo que saiu da presença de seu senhor, já perdoado da sua
apavorante e sinistra dívida?
( ) Encontrou um seu
servo que lhe devia uma quantia incomparavelmente menor. Ele ali mesmo
perdoou-lhe a dívida, Abraçando-o com misericórdia
( ) Procurou um seu
conservo que lhe devia uma quantia incomparavelmente maior. Ele ali mesmo
cobrou-lhe a dívida, agredindo-o violentamente sem qualquer misericórdia
( ) Encontrou um seu
conservo que lhe devia uma quantia incomparavelmente menor. Ele ali mesmo
cobrou-lhe a dívida, agredindo-o violentamente sem qualquer misericórdia
17- Enquanto o
servo perdoado pelo rei devia dez mil talentos, quanto o seu conservo lhe
devia?
( ) "Cem
talentos"
( ) "Cem
cruzeiros"
( ) "Cem
dinheiros"
18- A quanto
equivale os "Cem dinheiros", segundo o comentarista?
( ) Equivale, a
grosso modo, a menos de 1 milhão de reais
( ) Equivale, a
grosso modo, a um pouco mais de cem reais
( ) Equivale, a
grosso modo, menos de cem reais
19- Cite alguns
defeitos do servo perdoado com relação ao seu conservo:
Cruel, des________________,______________cundo
e vio_______________
20- O que fez o
monarca, ao saber da crueldade do servo em relação ao seu conservo?
( ) Alegrou-se e o
chamou a fim de retribuir-lhe conforme a complacência demonstrada (Mt 18.32,33)
( ) Indignou-se e o chamou
a fim de retribuir-lhe conforme a incomplacência demonstrada (Mt 18.32,33),
condenando-o a pagar toda a dívida.
( ) Indignou-se e o
chamou a fim de compensar-lhe conforme a complacência demonstrada (Mt
18.32,33), condenando-o a viver de toda a lucratividade.
21- A atitude do
rei desfaz a idéia de qual doutrina diabólica? Por que? Dê referências:
( ) "Salvo para
sempre, desde que permaneça fiel", pois a salvação requer de todos nós que
cuidemos bem daquilo que recebemos. Ver Hb 3.12; Fp 2.12; 1 Co
10.12.
( ) "uma vez
salvo, salvo para sempre", pois a salvação requer de todos nós que
cuidemos bem daquilo que recebemos. Ver Hb 3.12; Fp 2.12; 1 Co
10.12.
( ) "uma vez
salvo, salvo para sempre", pois a salvação requer de todos nós que vivamos
conforme sejamos felizes. Ver Hb 3.12; Fp 2.12; 1 Co 10.12.
22- Qual o
versículo bíblico para a aplicação da parábola (Mt 18.35)?
( ) "Assim vos
fará também meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu
irmão, as suas ofensas".
( ) "Então, o
senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a
dívida".
( ) "Ele, porém,
não quis; antes, foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida".
23- O que aprendemos nesta parábola sobre o juízo de DEUS?
( ) Que "o juízo
será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia
triunfa sobre o juízo".
( ) Que "o juízo
será com misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia
triunfa sobre o juízo".
( ) Que "o juízo
será com muita misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a
misericórdia triunfa sobre o juízo".
CONCLUSÃO
24- Que é, pois, o
perdão? Complete:
O perdão no âmbito
humano é o ato de ________________ a dívida de cometimento de faltas, ofensas,
erros e pecados que nosso irmão contraiu de nós, sem jamais lançar isso em
rosto, ou ficar lembrando. Assim como Deus fez por nós, conforme está escrito
em sua Palavra: "Porque serei _____________________________ para com as
suas iniqüidades e de seus pecados e de suas prevaricações não me _______________________mais"
(Hb 8.12).
Ajuda:
Biblias e
revistas da EBD da CPAD e
Portal
EscolaDominical: Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco
Colaboração do Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva.
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