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Lição 9 - Os livros Poéticos I | |||||
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| Estudos: | |||||
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- Os livros poéticos | |||||
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- Livros poéticos e de sabedoria | |||||
| - Livros poéticos e de sabedoria | |||||
| - O Livro de Jó | |||||
| - O livro de Jó | |||||
| - Introdução ao livro de Jó | |||||
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- Job | |||||
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- O livro de Jó | |||||
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- Eclesiastes | |||||
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- Eclesiastes | |||||
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- Eclesiastes ou Pregador | |||||
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- Introdução a Eclesiastes | |||||
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- Goza a vida: sabedoria prática de Eclesiastes | |||||
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- Estudos em Provérbios | |||||
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- O livro de Provérbios | |||||
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- A criação no livro de Provérbios | |||||
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- Introdução ao livro de Provérbios | |||||
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- Provérbios | |||||
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- Livro de Provérbios | |||||
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- Provérbios | |||||
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Livros: | |||||
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- Examinai as Escrituras - Vol. 3 - Jó a Lamentações - J. Sidlow Baxter - Editora Vida Nova | |||||
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- Os Provérbios de Salomão - E. Percy Ellis - CPAD | |||||
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Complemento: | |||||
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Texto Áureo:
“Para fazeres
atento à sabedoria o teu ouvido, e par inclinares o teu coração ao
entendimento” (Pv 2.2). Somente entesourando a Palavra de Deus em nossa mente é que aprenderemos a viver de modo sábio e justo em nosso relacionamento com Deus (v. 5). Podemos vencer o pecado, tendo os mandamentos de Deus em nosso coração (Sl 119.11) e a Palavra de Cristo habitando dentro de nós (Jo 15.7; Tg 1.21). Verdade Prática: Os livros poéticos da Bíblia Sagrada, por sua inspiração, beleza, profundidade e sabedoria, se constituem no melhor que a literatura universal já conheceu nesse ramo do saber. Leitura Diária: Segunda Jó 23.10 Você está preparado para ser provado por Deus? 10 Mas ele sabe o meu caminho; prove-me, e sairei como o ouro. PROVE-ME, E SAIREI COMO O OURO. Jó estava confiante de que Deus ainda cuidava da sua vida e que sabia que nenhuma adversidade afastaria Jó da sua lealdade a Ele. (1) Jó considerava seu sofrimento como uma prova da sua fé no Senhor e do seu amor por Ele. Sua prova era semelhante àquela de Abraão, quando lhe foi ordenado sacrificar seu filho Isaque (Gn 22). (2) O próprio Jesus Cristo foi provado pelo sofrimento que suportou (Hb 5.8) e, por isso, Ele agora é nosso padrão e exemplo (1 Pe 2.21); nós, como seus seguidores, devemos andar em seus passos (Hb 13.12,13). (3) A convicção firme de Jó, de que seria aprovado no teste e que nunca abandonaria o seu Senhor, baseava-se em: (a) sua obediência fiel no passado (vv. 11-12), (b) seu amor à Palavra de Deus (v. 12) e (c) seu reverente temor a Deus (vv. 13-15). Semelhantemente, o crente no NT deve manter a firme resolução de nunca apartar-se da obediência a Deus; antes, temer as conseqüências da iniqüidade e amar a Palavra de Deus mais do que o pão de cada dia (cf. Sl 40.8; 119.11; ver Tg 1.21 ). Terça Pv 1.7 O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria 7O temor do SENHOR é o princípio da ciência; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução. O TEMOR DO SENHOR O reverente temor do poder, majestade e santidade de Deus produz em nós um santo temor em não transgredir a sua vontade revelada. Uma tal reverência é essencial para se obter um coração sábio. O NT mostra que o sincero temor do Senhor em nosso coração será acompanhado pelo consolo do Espírito Santo (ver At 9.31) Quarta Pv 3.13 Feliz o homem que adquire sabedoria e conhecimento 13Bem-aventurado o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento. O entendimento humano é limitado, falho e sujeito a erros (Ef 4.18). É imperioso então que ele deva ser iluminado pela Palavra de Deus e dirigido pelo Espírito Santo (Rm 8.9-16). O crente, em vez de confiar em seu próprio entendimento ou inteligência (v. 7), deve orar para que na sua vida prevaleça a sabedoria e a vontade de Deus em todas as suas decisões e propósitos Quinta Ec 2.11 Cuidado com a vaidade! 11E olhei eu para todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também para o trabalho que eu, trabalhando, tinha feito; e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito e que proveito nenhum havia debaixo do sol. O PRAZER... E EIS QUE TUDO ERA VAIDADE. Salomão relata como ele experimentou o prazer, as riquezas, e as recreações culturais na busca da satisfação e do prazer. Porém, nada disso lhe proporcionou real felicidade a insatisfação em seu viver continuou (v. 11). Somente em Deus e na sua vontade pode o ser humano encontrar paz, satisfação e alegria permanentes. Sexta Ec 12.13, 14 O objetivo da vida é que temamos a Deus 13De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo homem.14Porque Deus há de trazer a juízo toda obra e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau. TEME A DEUS E GUARDA OS SEUS MANDAMENTOS. Todo o livro de Eclesiastes deve-se interpretar segundo o contexto deste seu penúltimo versículo. Salomão começou com uma avaliação negativista da vida como vaidade, algo irrelevante, mas no fim ele conclui com um sábio conselho, a indicar onde se pode encontrar o sentido da vida. No temor de Deus, no amor a Ele e na obediência aos seus mandamentos, temos o propósito e a satisfação que não existem em nada mais. Sábado Ec 7.5 Melhor é ouvir a repreensão do sábio do que a canção do tolo MELHOR É A TRISTEZA DO QUE O RISO. Salomão contrasta o efeito benéfico da tristeza e do sentimento causados por uma sábia repreensão, com as risadas inconvenientes e as piadas levianas dos tolos. Uma repreensão oportuna e apropriada pode provocar tristeza, mas geralmente ela leva ao arrependimento a pessoa que a recebe. Uma advertência a tais pessoas sobre os fatos da vida real pode causar um tipo de tristeza que é melhor do que o riso e os divertimentos. Leitura Bíblica em Classe: 1 Reis 4.29-34= 29E deu Deus a Salomão sabedoria, e muitíssimo entendimento, e largueza de coração, como a areia que está na praia do mar.30E era a sabedoria de Salomão maior do que a sabedoria de todos os do Oriente e do que toda a sabedoria dos egípcios.31E era ele ainda mais sábio do que todos os homens, e do que Etã, ezraíta, e do que Hemã, e Calcol, e Darda, filhos de Maol; e correu o seu nome por todas as nações em redor.32E disse três mil provérbios, e foram os seus cânticos mil e cinco.33Também falou das árvores, desde o cedro que está no Líbano até ao hissopo que nasce na parede; também falou dos animais, e das aves, e dos répteis, e dos peixes.34E vinham de todos os povos a ouvir a sabedoria de Salomão e de todos os reis da terra que tinham ouvido da sua sabedoria. E DEU DEUS A SALOMÃO SABEDORIA. A sabedoria de Salomão envolvia um vasto acervo de entendimento e discernimento a respeito da vida e das suas responsabilidades como rei (cf. 3.9). Escreveu 3.000 provérbios (v. 32), muitos dos quais foram preservados no livro de Provérbios. (1) Como é que Salomão, detendo tanta sabedoria divina, acabou desviando-se do Senhor, e servindo a outros deuses? É evidente que ter sabedoria e viver com sabedoria são dois casos diferentes. A maior falha de Salomão é que ele não aplicava a sabedoria espiritual em todas as áreas da sua vida. Embora ele fosse o homem mais sábio da sua época, não viveu tão sabiamente como outros fiéis servos de Deus. (2) Salomão arruinou-se espiritualmente, porque de início teve muitas mulheres estrangeiras (11.1-8). Dois fatores estão implícitos aqui: (a) Fez isto objetivando alianças políticas e militares, deixando assim de confiar no Senhor para manter o reino livre de ameaças estrangeiras. (b) Sem dúvida, foi-lhe difícil resistir à cobiça carnal pelas mulheres, que também foi uma falha de caráter do seu pai Davi. Provérbios 1.1-6 = 1Provérbios de Salomão, filho de Davi, rei de Israel.2Para se conhecer a sabedoria e a instrução; para se entenderem as palavras da prudência;3para se receber a instrução do entendimento, a justiça, o juízo e a eqüidade;4 para dar aos simples prudência, e aos jovens conhecimento e bom siso;5para o sábio ouvir e crescer em sabedoria, e o instruído adquirir sábios conselhos;6para entender provérbios e sua interpretação, como também as palavras dos sábios e suas adivinhações. PROVÉRBIOS. Um provérbio é um ditado, comparação, ou pergunta breve e concisa, expressando um princípio ou uma observação em torno do comportamento humano do ponto de vista de Deus. Estes provérbios foram escritos para ensinar o povo de Deus (especialmente os jovens) como viver uma vida agradável a Ele, como ter uma vida feliz e próspera e como evitar as tragédias resultantes do pecado (vv. 2-6,15-19). SALOMÃO. Salomão, o terceiro rei de Israel, escreveu muitos dos provérbios. Bem no começo do seu reinado, orou pedindo sabedoria, e Deus lhe atendeu a petição (1 Rs 3.5-14; 4.29-32). No fim da vida, porém, o próprio Salomão não perseverou na sabedoria que Deus lhe dera. Por não perseverar no temor ao Senhor, deixou seu coração desviar-se de Deus (1 Rs 11.1-11; ver 11.1 nota). Vê-se, portanto, que o simples fato de alguém conhecer, ou ensinar princípios morais da Palavra de Deus, não basta para garantir-lhe a vida espiritual; a pessoa deve também ter um contínuo temor a Deus, depender dEle e estar compromissado com Ele (v. 7). SABEDORIA. A sabedoria, conforme o emprego desse termo em Provérbios, significa viver e pensar de conformidade com a verdade de Deus, com seus caminhos e seus desígnios. Importa em considerar a totalidade da vida do ponto de vista de Deus, crendo que tudo quanto Ele diz é certo e verdadeiro, sendo este o único padrão digno para orientar a nossa vida. Obter a sabedoria é muito melhor do que possuir prata e ouro (3.13,14). Obtém a sabedoria somente quem a busca através de um relacionamento correto com Deus (v. 7), e um estudo diligente da sua Palavra (3.1-3). Cristo é, segundo diz o NT, a suprema sabedoria de Deus (1 Co 1.30; Cl 2.3), e Ele nos ensina que obtemos a sabedoria quando permanecemos na sua Palavra, permitimos que ela permaneça em nós (Jo 15.7) e entregamos nossos corações e mentes ao Espírito Santo que em nós habita (Jo 14.16-26). Objetivos: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a: 1- Entender o que significa literatura sapiencial. 2- Resumir o livro de Provérbios. 3- Extrair o conteúdo do livro de Eclesiastes. INTRODUÇÃO Há uma coletânea de livros na parte dos Hagiógrafos (Escritos sagrados) do cânon judaico que denominamos em nossa cultura bíblica de Livros Poéticos. São eles: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares de Salomão. Três deles são chamados de Livros Sapienciais, que significa, livros da sabedoria: Jó, Provérbios, Eclesiastes e alguns salmos. Se bem que a expressão “livros sapienciais” é também aplicada a todo o grupo de livros. Essa literatura por Deus inspirada floresceu nos dias áureos de Salomão, embora sua origem seja muito antiga (1 Rs 4.30,31; Jr 18.18; Et 1.13). Os livros hagiógrafos, ou seja, os escritos sagrados, são a terceira porção da Bíblia hebraica, os chamados "Ketuvim", que envolvem os livros que hoje denominamos de poéticos (Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares de Salomão) e alguns históricos (Rute, Ester, os dois livros de Crônicas, Esdras e Neemias)e proféticos (Daniel e Lamentações). Já os "Meguillot" são cinco livros que são lidos, até hoje, nas festividades judaicas: Rute (que é lido no Pentecostes), Ester (que é lido em Purim), Eclesiastes (que é lido na Festa dos Tabernáculos), Cantares de Salomão (que é lido na Páscoa) e Lamentações (que é lido em Tishá Beav, dia de jejum que lembra a destruição do templo de Jerusalém). (Pb.Caramurú). I. O LIVRO DE JÓ Veja mais comentários sobre o livro em Lições da vida de Jó 1. Sua posição no cânon judaico. 2. Autoria. Jó é considerado o livro mais antigo da Bíblia. 3. Conteúdo. 4. O impacto causado na humanidade. 5. Sua historicidade. Esboço Autor: Desconhecido Tema: Por Que Sofre o Justo? Data: Incerta Considerações Preliminares Jó é um dos livros sapienciais e poéticos do AT; “sapiencial”, porque trata profundamente de relevantes assuntos universais da humanidade; “poético”, porque a quase totalidade do livro está elaborada em estilo poético. Sua poesia, todavia, tem por base um personagem histórico e real (ver Ez 14.14,20) e um evento histórico e real (ver Tg 5.11). Os fatos do livro se desenrolam na “terra de Uz” (1.1), que posteriormente veio a ser o território de Edom, localizado a sudeste do mar Morto, ou norte da Arábia (cf. Lm 4.21). Assim sendo, o contexto histórico de Jó é mais árabe do que judaico. Há duas datas importantes relacionadas a Jó: (1) a data do próprio Jó e dos eventos descritos no livro; e (2) a data da escrita inspirada do livro. Certos fatos indicam que Jó viveu por volta dos tempos de Abraão (2000 a.C.) ou até antes. Os fatos mais destacados são: (1) ele ter vivido mais 140 anos após os eventos do livro (42.16), o que sugere uma duração de vida de quase 200 anos (Abraão viveu 175 anos); (2) suas riquezas eram calculadas em termos de gado (1.3; 42.12); (3) sua atividade como sacerdote da família, idêntica à de Abraão, Isaque e Jacó (1.5); (4) a família patriarcal como unidade social básica, semelhante aos dias de Abraão (1.4,5, 13); (5) as incursões dos sabeus (1.15) e dos caldeus (1.17), que se encaixam na era abraâmica; (6) o uso freqüente (trinta e uma vezes) do nome patriarcal comum de Deus, Shaddai (“O Onipotente”), e (7) a ausência de referência a fatos da história israelita ou à lei mosaica também sugere uma era pré-mosaica (i.e., antes de 1500 a.C.). Há três diferentes pontos de vista sobre a data da escrita deste livro. Talvez tenha sido escrito: (1) durante a era patriarcal (c. 2000 a.C.), pouco depois da ocorrência dos eventos citados, e talvez pelo próprio Jó; (2) durante o reinado de Salomão ou pouco depois (c. 950—900 a.C.), pelo fato de o estilo literário do livro assemelhar-se ao da literatura sapiencial daquele período; ou (3) durante o exílio de Judá (c. 586—538 a.C.), quando, então, o povo de Deus procurava entender teologicamente o significado da sua calamidade (cf. Sl 137). Se não foi o próprio Jó, o escritor deve ter obtido informações detalhadas, escritas ou orais, oriundas daqueles dias, as quais ele utilizou sob o impulso da inspiração divina para escrever o livro na feição em que o temos. Certas partes do livro vieram evidentemente da revelação direta de Deus (e.g. 1.6—2.10). Propósito O livro de Jó lida com a pergunta dos séculos: “Se Deus é justo e amoroso, por que permite que um homem realmente justo, tal como Jó (1.1, 8) sofra tanto?” Sobre esse assunto o livro revela as seguintes verdades: (1) Satanás, como adversário de Deus, teve permissão para provar a autenticidade da fé de um homem justo, por meio da aflição, mas a graça de Deus triunfou sobre o sofrimento, porque Jó permaneceu firme e constante na fé, mesmo quando parecia não haver qualquer proveito em permanecer fiel a Deus. (2) Deus lida com situações demais elevadas para a plena compreensão da mente humana (37.5). Nesses casos, não vemos as coisas com a amplitude que Deus vê e precisamos da sua graciosa auto-revelação (38—41). (3) A verdadeira base da fé acha-se, não nas bênçãos de Deus, nem em circunstâncias pessoais, nem em teses formuladas pelo intelecto, mas na revelação do próprio Deus. (4) Deus, às vezes, permite que Satanás prove os justos mediante contratempos, a fim de purificar a sua fé e vida, assim como o ouro é refinado pelo fogo (23.10; cf. 1 Pe 1.6,7). Tal provação resulta numa maior integridade espiritual e humildade do seu povo (42.1-10). (5) Embora os métodos de Deus agir, às vezes, pareçam contraditórios e cruéis (conforme o próprio Jó pensava), ver-se-á, no fim, que Ele é plenamente compassivo e misericordioso (42.7-17; cf. Tg 5.11). Visão Panorâmica Há cinco divisões distintas no livro de Jó: (1) o prólogo (1—2), que descreve a calamidade de Jó e a causa subjacente disso; (2) três ciclos de diálogo entre Jó e os seus três amigos, nos quais estes buscam, na mente humana, respostas para o sofrimento de Jó (3—31); (3) quatro monólogos de Eliú, um homem de menos idade que Jó e seus três amigos. Estes monólogos contêm certo vislumbre de compreensão do significado (mas não a causa) do sofrimento de Jó (32—37); (4) o próprio Deus, que fala a Jó da sua ignorância e das suas queixas e ouve a resposta de Jó à sua revelação (38.1—42.6); (5) o epílogo (42.7-17), com a restauração de Jó. O livro de Jó está escrito em forma poética, com exceção do prólogo, do trecho 32.1-6a, e do epílogo. No cap. 1, temos Jó como um homem justo e temente a Deus (1.1, 8) e o mais importante de todos do Oriente (1.3). Repentinamente, uma série de grandes calamidades destruiu seus bens, seus filhos e sua saúde (1.13-22; 2.7-10). Jó ficou totalmente desorientado, sem saber que estava envolvido a fundo num conflito entre Deus e Satanás (1.6-12; 2.1-6). Os três amigos de Jó — Elifaz, Bildade e Zofar — chegaram para consolar Jó, mas, em vez disso, passaram a debater com ele sobre o porquê dos seus infortúnios. Insistiam que, pelo fato de Deus ser justo, os sofrimentos de Jó evidentemente eram castigos por seus pecados ocultos, e que o seu único recurso era o arrependimento. Jó rejeitou essas respostas preconcebidas, afirmou a sua inocência e confessou sua incapacidade de compreender sua situação (3—31). Eliú apresentou outra perspectiva, a saber, que o sofrimento de Jó tinha a ver com o propósito divino de purificar Jó ainda mais (32—37).Finalmente, todos se calaram, inclusive Jó, enquanto o próprio Deus falou com ele da sua sabedoria e poder como Criador. Jó confessou, arrependido e humilhado, sua ignorância e pequenez (38—41). Quando Jó arrependeu-se de estar argumentando com o Todo-poderoso, (42.5,6) e orou por seus amigos que o tinham magoado profundamente (42.8-10), foi liberto da sua prova de fogo e duplamente restaurado (42.10). Além disso, Jó foi vindicado quando Deus declarou que o patriarca tinha falado a respeito dEle “o que era reto” (42.7). Os dias subseqüentes de Jó foram mais abençoados do que os anteriores à sua aflição (42.12-17). Características Especiais Sete características principais assinalam o livro de Jó. (1) Jó, um habitante do norte da Arábia, foi um não-israelita justo e temente a Deus, que talvez tenha existido antes da família de Israel, e do seu concerto com Deus (1.1). (2) Este livro é o mais profundo que existe sobre o mistério do sofrimento do justo. (3) Revela uma dinâmica importante, presente em toda prova severa dos santos: enquanto Satanás procura destruir a fé dos santos, Deus está operando para depurá-la e aprofundá-la. A perseverança de Jó na sua fé permitiu que o propósito de Deus prevalecesse sobre a expectativa de Satanás (cf. Tg 5.11). (4) O livro é de valor inestimável pela revelação bíblica que contém sobre assuntos-chaves tais como: Deus, a raça humana, a criação de Satanás, o pecado, o sofrimento, a justiça, o arrependimento e a fé. (5) Boa parte do livro ocupa-se da avaliação teológica errônea que os amigos de Jó fizeram do sofrimento deste. A repetição freqüente desta avaliação errônea no livro talvez indique tratar-se de um erro comum entre o povo de Deus; erro este que exige correção. (6) O papel de Satanás como “adversário” dos justos, o livro de Jó o demonstra mais do que em qualquer outro livro do AT. Entre as dezenove referências nominais a Satanás no AT, quatorze ocorrem em Jó. (7) Jó demonstra com toda clareza o princípio bíblico de que os crentes são transformados pela revelação, e não pela informação (42.5,6). O Livro de Jó e Seu Cumprimento no NT O Redentor a quem Jó confessa (19.25-27), o Mediador por quem ele anseia (9.32,33) e as respostas às suas perguntas e necessidades mais profundas, todos têm em Jesus Cristo o seu cumprimento. Jesus identificou-se inteiramente com o sofrimento humano (cf. Hb 4.15,16; 5.8), ao ser enviado pelo Pai como Redentor, mediador, sabedoria, cura, luz e vida. A profecia da parte do Espírito sobre a vinda de Cristo, temo-la mais claramente em 19.25-27. Menção explícita de Jó, temos duas vezes no NT: (1) Uma citação (5.13, em 1 Co 3.19) e (2) uma referência à perseverança de Jó na aflição e o resultado misericordioso da maneira de Deus lidar com ele (Tg 5.11). Jó ilustra muito bem a verdade neotestamentária de que quando o crente experimenta perseguição ou algum outro severo sofrimento, deve perseverar firme na fé e continuar a confiar naquele que julga corretamente, assim como fez o próprio Jesus quando aqui sofreu (1 Pe 2.23). Jó 1.6—2.10 é o mais detalhado quadro do nosso adversário, juntamente com 1 Pe 5.8,9. II. O LIVRO DE PROVÉRBIOS 1.Título e autoria. 2. Conteúdo. 3. No Novo Testamento. Esboço Considerações Preliminares O AT hebraico era em regra dividido em três partes: a Lei, os Profetas e os Escritos (cf. Lc 24.44). Na terceira parte estavam os livros poéticos e sapienciais, a saber: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes etc. Semelhantemente, o Israel antigo tinha três categorias de ministros: os sacerdotes, os profetas e os sábios. Estes últimos eram especialmente dotados de sabedoria e conselho divinos a respeito de princípios e práticas da vida. O livro de Provérbios representa a sabedoria inspirada dos sábios. A palavra hebraica mashal, traduzida por “provérbio”, tem os sentidos de “oráculo”, “parábola”, ou “máxima sábia”. Por isso, há declarações longas no livro de Provérbios (e.g., 1.20-33; 2.1-22; 5.1-14), mas há também as concisas, mas ricas de sentido e sabedoria, para se viver de modo prudente e justo. O conteúdo de Provérbios representa uma forma de ensino comum no Oriente Próximo antigo, mas no caso deste livro, sua sabedoria é diferente porque veio da parte de Deus, com seus padrões justos para o povo do seu concerto. O ensino mediante provérbios era popular naqueles antigos tempos, em virtude da sua grande clareza e facilidade de memorização e transmissão de geração em geração. Assim como Davi é o manancial da tradição salmódica em Israel, Salomão é o manancial da tradição sapiencial em Israel (ver 1.1; 10.1; 25.1). Conforme 1 Rs 4.32, Salomão produziu 3.000 provérbios e 1.005 cânticos. Outros autores mencionados por nome em Provérbios são Agur (30.1-33) e o rei Lemuel (31.1-9), ambos desconhecidos. Autores outros estão subentendidos em 22.17 e em 24.23. A maioria dos provérbios teve origem no século X a.C.,porém a provável data mais antiga para a conclusão deste livro seria o período de reinado de Ezequias (i.e., c. 700 a.C.). A participação dos homens de Ezequias na compilação dos provérbios de Salomão (25.1—29.27) talvez remonte a 715—686 a.C., durante o avivamento espiritual liderado por esse rei temente a Deus. É possível que os provérbios de Agur, de Lemuel e os outros “sábios” também tenham sido compilados nesse período. Propósito O propósito do livro está bem esclarecido em 1.2-7: dar sabedoria e entendimento quanto a comportamento sábio, justiça, discernimento e imparcialidade (1.2,3), de modo que (1) os simples sejam prudentes (1.4), (2) os jovens sejam inteligentes e ajuizados (1.4) e (3) os sábios sejam ainda mais sábios (1.5,6). Muito embora Provérbios seja basicamente um manual sapiencial sobre a vida de justiça e prudência, o devido alicerce dessa sabedoria é “o temor do SENHOR”, como está explicitamente declarado em 1.7. Visão Panorâmica O tema central de Provérbios é “sabedoria para um viver justo”, sabedoria esta que começa com a submissão humilde do crente a Deus, e daí flui para todas as áreas da sua vida. A sabedoria em Provérbios (1) instrui a respeito da família, da juventude, da pureza sexual, da fidelidade conjugal, da honestidade, do trabalho diligente, da generosidade, da fraternidade, da justiça, da retidão e da disciplina; (2) adverte quanto à insensatez do pecado, das contendas, dos males da língua, da imprudência, da bebedeira, da glutonaria, da concupiscência, da imoralidade, da falsidade, da preguiça e das más companhias; (3) faz um contraste entre a sabedoria e a tolice, entre os justos e os ímpios, entre a soberba e a humildade, entre a preguiça e a diligência, entre a pobreza e a riqueza, entre o amor e a concupiscência, entre o certo e o errado e entre a vida e a morte. Embora Provérbios, como os Salmos, não seja fácil de resumir como outros livros da Bíblia, há seções com estrutura definida (ver o esboço). É o caso principalmente dos caps. 1—9, com sua série de 13 discursos apropriados para os pais em relação aos filhos quando estes atingem a adolescência. Com exceção de três desses discursos (ver 1.30; 8.1; 9.1), os demais iniciam por “meu filho” ou “meus filhos”. Esses treze discursos contêm numerosos preceitos importantes no âmbito da sabedoria para a juventude. A partir do cap. 10, Provérbios contém diretrizes de peso a respeito dos relacionamentos familiares (e.g., 10.1; 12.4; 17.21, 25; 18.22; 19.14, 26; 20.7; 21.9, 19; 22.6, 28; 23.13,14, 22, 24,25; 25.24; 27.15,16; 29.15-17; 30.11; 31.1-31). Provérbios é um livro sobretudo prático, mas contém conceitos profundos de Deus. Deus é a personificação da sabedoria (e.g., 8.22-31) e o Criador (e.g., 3.19,20; 8.22-31; 14.31; 22.2); Ele é descrito como onisciente (e.g., 5.21; 15.3, 11; 21.2), justo (e.g., 11.1; 15.25-27, 29; 19.17; 21.2,3) e soberano (e.g., 16.9, 33; 19.21; 21.1). Provérbios termina com uma solene homenagem à mulher de caráter nobre (31.10-31). Características Especiais Oito características principais assinalam o livro de Provérbios. (1) A sabedoria da parte de Deus não está primeiramente vinculada à inteligência ou a grandes conhecimentos, e sim diretamente ao “temor do SENHOR” (1.7). Daí, sábios são aqueles que andam com Deus e observam a sua Palavra. O temor do Senhor é um tema freqüente através do livro de Provérbios (1.7, 29; 2.5; 3.7; 8.13; 9.10; 10.27; 14.26,27; 15.16, 33; 16.6; 19.23; 22.4; 23.17; 24.21). (2) Boa parte dos sábios conselhos expostos em Provérbios assemelha-se ao aconselhamento que um piedoso pai ministra a seus filhos. (3) É o livro mais prático do AT, pois abrange uma ampla área de princípios básicos de relacionamentos e comportamentos corretos na vida cotidiana — princípios estes aplicáveis a todas as gerações e culturas. (4) Sua sabedoria prática, seus preceitos santos, e seus princípios básicos para a vida são expressos em declarações breves e convincentes, de fácil memorização e recordação pela juventude como diretrizes para a vida. (5) A família ocupa um lugar de vital importância em Provérbios, assim como ocupava no concerto entre Deus e Israel (cf. Êx 20.12, 14, 17; Dt 6.1-9). Pecados que violam o propósito de Deus para a família são expostos abertamente com a devida advertência contra eles. (6) Os destaques literários de Provérbios, a saber: o farto emprego de linguagem expressiva e figurativa (e.g., símiles e metáforas), paralelismos e contrastes, preceitos concisos e repetições. (7) A esposa e mãe sábia, retratada no fim do livro (cap. 31) é incomparável na literatura antiga, quanto à maneira elevada e nobre de abordar o assunto da mulher. (8) As exortações sapienciais de Provérbios são os precursores do AT às muitas exortações práticas das epístolas do NT O livro de Provérbios ante o NT A personificação da sabedoria no cap. 8 é semelhante à personificação do logos (“O Verbo”) do Evangelho segundo João (cap. 1.1-18). A sabedoria (1) está empenhada na criação (3.19,20; 8.22-31); (2) está relacionada à origem da vida física e espiritual (3.19; 8.35); (3) tem aplicação prática à vida reta e moral (8.8,9) e (4) está disponível aos que a buscam (2.3-5; 3.13-18; 4.7-9; 8.35,36). A sabedoria de Provérbios tem sua expressão plena em Jesus Cristo, a pessoa “maior do que Salomão” (Lc 11.31), que “para nós foi feito por Deus sabedoria...” (1 Co 1.30) e “em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência” (Cl 2.3). III. O LIVRO DE ECLESIASTES 1. Título e posição no cânon judaico. 2. Autoria. 3. Conteúdo. 4. O panorama humano “debaixo do sol”. Esboço Título (1.1) Considerações Preliminares O título deste livro no AT hebraico é koheleth (derivado de kahal, “reunir-se”). Literalmente, significa, “aquele que reúne uma assembléia e lhe dirige a palavra”. Este termo ocorre sete vezes no livro (1.1,2,12; 7.27; 12.8-10) e é geralmente traduzido por “pregador” ou “mestre”. A palavra correspondente no grego da Septuaginta é ekklesiastes, e dela deriva o título “Eclesiastes” em português. A obra inteira, portanto, é uma série de ensinos por um orador público bem conhecido. Crê-se, geralmente, que o autor é Salomão, embora seu nome não apareça no livro, como em Provérbios (e.g.,Pv 1.1; 10.1; 25.1) e em Cantares (cf 1.1). Vários trechos, no entanto, sugerem a sua autoria. (1) O autor identifica-se como filho de Davi, que reinou em Jerusalém (1.1,12). (2) Faz alusão a si mesmo como o governante mais sábio do povo de Deus (1.16) e como o escritor de muitos provérbios (12.9). (3) Seu reino tornou-se conhecido por causa das riquezas e grandeza (2.4-9). Tudo isso encaixa-se na descrição bíblica do rei Salomão(cf. 1 Rs 2.9; 3.12; 4.29-34; 5.12; 10.1-8). Além disso, sabemos que Salomão, vez por outra, reunia uma assembléia e discursava diante dela (e.g., 1 Rs 8.1). A tradição judaica atribui o livro a Salomão. Por outro lado, o fato de seu nome não aparecer declaradamente em Eclesiastes (apesar de sê-lo nos seus dois outros livros) pode sugerir que outra pessoa auxiliou na compilação do livro. Deve-se considerar que o livro é de Salomão, mas que por certo foi compilado posteriormente na sua forma atual, por outra pessoa, assim como ocorreu com certas partes do livro de Provérbios (cf. Pv 25.1).Liturgicamente, o livro de Eclesiastes é um dos cinco rolos da terceira parte da Bíblia Hebraica, os Hagiographa (“Escritos Sagrados”), cada um dos quais era lido em público anualmente numa das festas sagradas judaicas. Eclesiastes era assim lido na Festa dos Tabernáculos. Propósito Segundo a tradição judaica, Salomão escreveu Cantares quando jovem; Provérbios, quando estava na meia-idade, e Eclesiastes, no final da vida. O efeito conjunto do declínio espiritual de Salomão, da sua idolatria e da sua vida extravagante, deixou-o por fim desiludido, com os prazeres desta vida e o materialismo, como caminho da felicidade. Eclesiastes registra suas reflexões negativistas a respeito da futilidade de buscar felicidade nesta vida, à parte de Deus e da sua Palavra. Ele teve riquezas, poder, honrarias, fama e prazeres sensuais, em grande abundância, mas no fim, o resultado de tudo foi o vazio e a desilusão: “vaidade de vaidades! É tudo vaidade” (1.2). Seu propósito principal ao escrever Eclesiastes pode ter sido compartilhar com o próximo, especialmente os jovens, antes de morrer, seus pensamentos e seu testemunho, a fim de que outros não cometessem os mesmos erros que ele cometera. Revela de uma vez por todas, a total futilidade do ser humano considerar bens materiais e conquistas pessoais como os reais valores da vida. Embora os jovens devam desfrutar da sua juventude (11.9,10), o mais importante é que se dediquem ao seu Criador (12.1) e que decidam temer a Deus e guardar os seus mandamentos (12.13,14). Esse é o único caminho que dá sentido à vida. Visão Panorâmica É difícil fazer uma análise precisa de Eclesiastes. Sem muito trabalho, nenhum esboço consegue um bom ordenamento de todos os versículos ou parágrafos deste livro. Em certo sentido, Eclesiastes parece uma seleção de trechos do diário pessoal de um filósofo, nos seus últimos anos, com suas desilusões. Começa com uma declaração do tema predominante: a vida no seu todo é vaidade e aflição de espírito (1.1-14). O primeiro grande bloco de matéria do livro é estritamente autobiográfico; Salomão aborda os fatos principais da sua vida altamente egocêntrica, envolta em riquezas, prazeres e sucessos materiais (1.12—2.23). A vida “debaixo do sol” (expressão que ocorre vinte e nove vezes no livro) é a vida segundo o conceito do homem incrédulo, caracterizada pela injustiça, incertezas, mudanças inesperadas no setor das riquezas e justiça falha. Salomão consegue divisar o verdadeiro alvo da vida somente quando olha “para além do sol”, para Deus. Viver somente para a busca do prazer terreno é mediocridade e estultícia; a juventude é demasiadamente breve e fugaz para ser esbanjada insensatamente. O livro termina, mandando os jovens lembrarem-se de Deus na sua juventude, para não chegarem à idade avançada com amargos lamentos e triste incumbência de prestar contas a Deus por uma vida desperdiçada. Características Especiais Cinco características principais destacam Eclesiastes. (1) É um livro nitidamente pessoal, no qual o autor freqüentemente emprega o pronome pessoal “eu”, ao longo dos dez primeiros capítulos. (2) Sob o negativismo subjacente do autor, o livro revela que a vida, à parte de Deus, é incerta e repleta de vaidade (a palavra “vaidade” ocorre no livro trinta e sete vezes). Salomão observa em atitude negativista os vários paradoxos e inquietações da vida (ver, e.g., 2.23 e 2.24; 8.12 e 8.13; 7.3 e 8.15). (3) A essência dos conselhos de Salomão no livro está nos seus dois últimos versículos: “Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo homem” (12.13,14). (4) O estilo literário do livro é irregular; seu vocabulário e sintaxe são dos mais difíceis no hebraico do AT e não se encaixam bem em nenhum período específico da literatura hebraica. (5) Contém a alegoria mais pitoresca da Bíblia, alusiva à pessoa quando envelhece (12.2-7). O Livro de Eclesiastes ante o NT Possivelmente, apenas um texto de Eclesiastes é citado no NT (7.20 em Rm 3.10, sobre a universalidade do pecado). Todavia, não deixa de haver várias e possíveis alusões: Ec 3.17; 11.9; 12.14, em Mt 16.27; Rm 2.6-8; 2 Co 5.10; 2 Ts 1.6,7; Ec 5.15, em 1 Tm 6.7. A conclusão do autor, quanto à futilidade da busca de riquezas materiais, Jesus a reiterou quando disse: (1) que não devemos acumular tesouros na terra (Mt 6.19-21,24); e (2) que é estultícia alguém ganhar o mundo inteiro e perder a própria alma (Mt 16.26). O tema de Eclesiastes, de que a vida, à parte de Deus, é vaidade e nulidade, prepara o caminho para a mensagem do NT, a da graça: o contentamento, a salvação e a vida eterna, nós os obtemos como dádiva de Deus (cf. Jo 10.10; Rm 6.23). De várias maneiras este livro preparou o caminho para a revelação do NT, no sentido inverso. Suas freqüentes referências à futilidade da vida, e à certeza da morte, preparam o leitor para a resposta de Deus sobre a morte e o juízo, i.e., a vida eterna por Jesus Cristo. Salomão, como o homem mais sábio do AT, não conseguiu respostas satisfatórias para os seus problemas da vida através de prazeres egoístas, riqueza e acúmulo de conhecimentos. Portanto, deve-se buscar a resposta nAquele de quem o NT afirma que “é mais do que Salomão” (Mt 12.42), i.e., em Jesus Cristo, “em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência” (Cl 2.3). CONCLUSÃO Podemos destacar os salmos 19, 37, 104, 107, 147 e 148 nessa categoria literária, como sapienciais. A literatura sapiencial de Israel ensina-nos que o nosso alvo na vida deve ser fazermos a vontade de Deus para sermos felizes. A sabedoria dos hebreus não é abstrata como a dos filósofos seculares, mas prática, visando solucionar os problemas diários e pautar a conduta humana, segundo as diretrizes de Deus. Alegoria Recurso literário usado para expressar pensamentos abstratos em linguagem figurada. É uma seqüência de metáforas. Como exemplo, Jesus declarando ser o Bom Pastor (Jo 10.11-16) Questionário de Ev.Luiz Henrique www.henriqueestudos.cjb.net Texto Áureo: 1- O que acontece ao coração, quando o ouvido está atento à sabedoria de DEUS? ( ) Se inclina ao entendimento ( ) Se inclina ao entristecimento ( ) Se inclina ao aborrecimento Verdade Prática: 2- Quais os melhores livros literários do mundo dentro do assunto poesia? ( ) Livros poéticos literários ( ) As poesias mirabolantes do mundo ( ) Os livros bíblicos poéticos Introdução: 3- Quais são os livros Poéticos da Bíblia? ( ) Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares ( ) Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares ( ) Salmos Tópico I - O LIVRO DE JÓ 4- Qual a posição do livro de Jó no Cânon Hebraico? ( ) 1º na ordem dos hagiógrafos ( ) 2º na ordem dos hagiógrafos ( ) 3º na ordem dos hagiógrafos 5- Qual o livro considerado mais antigo da Bíblia? ( ) Jó ( ) Salmos ( ) Provérbios ( ) Eclesiastes ( ) Cantares ( )Gênesis 6- A quem é atribuída a autoria do livro de Jó? ( ) Salomão ( ) Moisés ( ) Jó ( ) Davi ( ) Abraão 7- Quais os nomes dos quatro amigos de Jó? ( ) Sadraque, Mesaque, Bildade e Abednego ( ) Elifaz, Bildade, Zofar e Eliú ( ) Elifaz, Bildade, Zofar e Esaú 8- O que retrata o livro de Jó? ( ) A Alegria humana ( ) A Tristeza humana ( ) A Pobreza humana ( ) O Sofrimento humano. Tópico II - O LIVRO DE PROVÉRBIOS 9- Qual lugar ocupa o livro de Provérbios no Cânon Hebraico? ( ) 1º na ordem dos hagiógrafos ( ) 2º na ordem dos hagiógrafos ( ) 3º na ordem dos hagiógrafos 10- Quais os três principais escritores de Provérbios? ( ) Salomão, Davi e Lemuel ( ) Salomão, Agur e Lemuel ( ) Davi, Lemuel e Agur 11- Quais Apóstolos citaram Provérbios em seus escritos? ( ) Paulo, Pedro, Tiago, João e Lucas ( ) Paulo, Pedro, Tiago, João ( ) Paulo, Pedro, Tiago, João e Timóteo Tópico III - O LIVRO DE ECLESIASTES 12- Qual o título e seu significado no Cânon Judaico, do livro de Eclesiastes? ( ) QOHELEA, Reunir versos ( ) QOHELEA, Convocar uma assembléia ( ) Koren, Convocar uma assembléia 13- Qual a posição do livro Eclesiastes no cânon judaico e quando é lido até hoje? ( ) 1º Livro Megilloth, Festa Tabernáculos ( ) 1º Livro Megilloth, Festa Páscoa ( ) 3º Livro dos Megilloth, Festa Tabernáculos 14- Quem escreveu Eclesiastes? ( ) Davi ( ) Salomão ( ) Samuel ( ) Lamuel 15- Complete segundo a conclusão de Salomão ao final de sua vida, depois de passar por inúmeras experiências e Reflexões: Ec 12.13) "De tudo o que se tem ouvido o fim é: T_________ a DEUS e G_________ os seus M___________________; porque é o D_________ de todo homem." Conclusão: 16- Quais Salmos destacamos como Sapienciais? ( ) 19, 27, 103, 107, 147, e 148 ( ) 19, 37, 104, 107, 147, e 148 ( ) 19, 27, 103, 107, 150 e 151 17- Qual o nosso alvo segundo a Literatura Sapiencial de Israel? ( ) Fazermos nossa vontade para sermos felizes e prósperos ( ) Fazermos a vontade de DEUS para sermos felizes Questionário da Revista: 1. Quais, dentre os livros poéticos, são os Livros Sapienciais? 2. Como Thomas Carlyle considerou o livro de Jó? 3. Em que consiste o livro de Provérbios? 4. Qual a conclusão de Eclesiastes? 5. O que a literatura sapiencial de Israel nos ensina? Ajuda ***Bíblia de Estudos Pentecostal - CPAD ***Revista Jovens e Adultos 2º Trimestre - CPAD ** www.ebd.com.br CD da Revista Jovens e Adultos 2º Trimestre - CPAD ***www.altavista.com.br *** www.escoladominical.com.br * Colaboração do Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva |
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