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Lição 9 - A Vinda de Jesus e a Ressurreição dos Santos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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| Estudos: | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| - Nós também ressucitaremos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Livros: | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
- Firmes Nestes Últimos Dias: 1 e 2 Tessalonicenses - Kay Arthur - Editora Vida | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Complemento: | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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TEXTO ÁUREO
"Porque, se
cremos que JESUS morreu e ressuscitou, assim também aos que em JESUS dormem
DEUS os tornará a trazer com ele" (1 Ts 4.14).
VERDADE PRÁTICA
A vinda de JESUS para
arrebatar sua Igreja é o acontecimento mais esperado e extraordinário desde que
o Senhor foi assunto aos céus.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE 1 TESSALONICENSES 4.13-17 13Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança. 14Porque, se cremos que JESUS morreu e ressuscitou, assim também aos que em JESUS dormem DEUS os tornará a trazer com ele. 15Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. 16Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de DEUS; e os que morreram em CRISTO ressuscitarão primeiro; 17depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. 4.13 ACERCA DOS QUE JÁ DORMEM. Esta expressão refere-se aos crentes que já tinham morrido e cujas almas estavam no céu; não significa que os mortos estejam inconscientes, como num tipo de sono da alma (cf. Fp 1.21 ). Os tessalonicenses não compreendiam o nexo entre a ressurreição dos cristãos falecidos e o arrebatamento dos vivos (ver Jo 14.3). Ao que parece, eles acreditavam que os mortos ressuscitaria, mas muitos depois da vinda de CRISTO (vv. 16, 17). Paulo lhes informa que os mortos em CRISTO ressuscitarão na mesma ocasião em que o Senhor voltar para buscar a sua igreja (ver o estudo O ARREBATAMENTO DA IGREJA) 4.14-18 A VINDA DO SENHOR. O evento descrito por Paulo nestes versículos é freqüentemente chamado "o arrebatamento da igreja". Para um exame desse evento futuro, ver o estudo O ARREBATAMENTO DA IGREJA LEITURA DIÁRIA Segunda - 1 Co 15.20 CRISTO é as primícias dos que dormem 20 Mas, agora, CRISTO ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem. Terça - Jo 11.25 Ainda que esteja morto viverá 25Disse-lhe JESUS: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; Quarta - 2 Tm 1.10 JESUS aboliu a morte 10 e que é manifesta, agora, pela aparição de nosso Salvador JESUS CRISTO, o qual aboliu a morte e trouxe à luz a vida e a incorrupção, pelo evangelho, Quinta - 1 Pe 1.3 Gerados para uma viva esperança 3Bendito seja o DEUS e Pai de nosso Senhor JESUS CRISTO, que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de JESUS CRISTO dentre os mortos, Sexta - Jo 5.29 A ressurreição da vida 29E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação. Sábado - Dn 12.2 Ressurreição para a vida eterna 2E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno. OBJETIVOS Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a: Descrever as principais fases do arrebatamento da Igreja. Esquematizar a sucessão de acontecimentos após a descida do Senhor. Estimar a doutrina da Segunda Vinda de CRISTO. PONTO DE CONTATO Professor, a lição deste domingo trata da Vinda de JESUS para buscar a Igreja, da conseqüente ressurreição dos mortos em CRISTO e da transformação gloriosa da igreja militante. Portanto, este tema escatológico restringe-se a primeira fase da Segunda Vinda de CRISTO, antes da manifestação visível e gloriosa a Israel no término da Grande Tribulação. Mediante esta síntese, prepare a lição com antecedência, elabore o seu cronograma, e organize os procedimentos e recursos que serão utilizados em aula. Apresente a lição, desenvolva o conteúdo e integre-o à vida prática e devocional dos alunos. SÍNTESE TEXTUAL Em 1 Tessalonicenses 3.10, o apóstolo Paulo havia denunciado que o conhecimento doutrinário dos crentes de Tessalônica era incompleto, necessitando de ensinos concernente a vários aspectos da fé cristã. No texto da Leitura Bíblica, está claro que uma das necessidades da igreja era conhecer os fundamentos da escatologia bíblica. Paulo afirma que a tristeza dos crentes em relação aos mortos em CRISTO era por ignorância (gr. agnoeõ), isto é, por "não saber" ou "desconhecer" a doutrina da ressurreição dos mortos (v.13). O apóstolo apresenta a ressurreição dos mortos em CRISTO, a transformação dos salvos e o arrebatamento destes tendo como fundamento a morte e a ressurreição de JESUS (v.14). Estas, portanto, são o modelo e a garantia daqueles. Entretanto, primeiro os mortos ressuscitarão, ato contínuo, seremos transformados e arrebatados juntos a encontrar o Senhor JESUS nos ares (vv.15-17). ORIENTAÇÃO DIDÁTICA Professor, providencie uma lanterna e pilhas para esta aula. Ligue-a e desligue-a em direção a turma bem rapidamente. Pergunte à classe quanto tempo foi necessário para ligar e desligar a lanterna. Em seguida, solicite que os alunos pisquem os olhos. Afirme que assim como utilizamos apenas alguns segundos para abrir e fechar os olhos, a Palavra de DEUS nos ensina que seremos transformados (1 Co 15.52). No grego, a palavra momento empregada neste trecho é atomõ, minúscula fração de tempo. Quando soar a trombeta de DEUS, não haverá tempo para pensar, falar ou agir. Não sabemos quando isso ocorrerá. Então, é preciso aguardar este acontecimento em santidade. Ilustrações
Arrebatamento
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃOO testemunho apostólico Desde o princípio, a igreja cristã confessou que o corpo físico de Jesus foi elevado ao céu. Esta convicção está baseada em várias referências explícitas do Novo Testamento e em vastas evidências tangíveis. O próprio Jesus disse que o corpo que Ele ressuscitou era de "carne e ossos" (Lc 24.39). Falando sobre a ressurreição de Cristo, Pedro insistiu neste assunto ao pregar que a "carne dele (Jesus) não viu a corrupção" (At 2.31). Escrevendo posteriormente sobre a ressurreição, João declarou que Jesus veio [e permaneceu] em carne" (1Jo 4.2. Cf. 2Jo 7). O corpo que emergiu da tumba na manhã pascal foi visto por aqueles que duvidaram (Mt 28.17), foi ouvido por Maria (Jo 20.15,16), e até mesmo abraçado pelos discípulos (Mt 28.9) em muitas ocasiões depois da ressurreição. Além disso, Jesus se alimentou pelo menos quatro vezes após sua ressurreição (Lc 24.30; 24.42,43; Jo 21.12,13). Ele também mostrou as cicatrizes de sua crucificação quando desafiou Tomé, dizendo: "Põe aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; e chega a tua mão, e põe-na no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente" (Jo 20.27). O testemunho Pré-Niceno Seguindo o testemunho apostólico, o testemunho Pra-Niceno (isto é, anterior ao conselho de Nicéia, registrado no ano 325 d.C.), também evidencia a crença na ressurreição da carne. Um dos pais da igreja, Justino Mártir (100-165 d.C.) disse claramente: "A ressurreição é a ressurreição da carne que morre". Em relação àqueles que insistem que Jesus ressuscitou apenas espiritualmente, dizendo que seu corpo tinha somente uma "aparência" de carne, Justino declarou que "tais pessoas buscam privar a carne da promessa". Justino até relaciona que a ascensão de Cristo aponta que é possível "a carne ascender ao céu". Tertuliano (160-230 d.C.) declarou que a ressurreição da carne é uma "regra de fé" para a igreja quando disse que isto foi "ensinado por Cristo" e somente negado por hereges. Em seu tratado, "A ressurreição do corpo", Tertuliano comenta sobre um professor cristão do segundo século, Athenagoras, que havia chegado à conclusão de que "o poder de Deus é suficiente para ressuscitar corpos mortos, e este poder é mostrado pela criação destes mesmos corpos [...] Se quando os corpos físicos não existiam, Deus os criou em sua primeira formação, com seus elementos originais, Ele (Deus) poderá, quando estes corpos se dissolverem, de qualquer maneira, os elevar novamente com a mesma facilidade com a qual os criou [...] Isto também foi igualmente possível a Ele (Jesus)". O testemunho Pós-Niceno No quarto século, o segundo credo de Epifânio (374 d.C.) confessou que "a Palavra se tornou carne [...] o mesmo corpo carnal que sofreu; ressuscitou e foi elevado ao céu [...] Ele (Jesus) virá no mesmo corpo em glória para julgar os vivos e os mortos". Cirilo de Jerusalém (315-386 d.C.) classificou como herética a reivindicação de que "o Salvador ressuscitou como um 'fantasma', não real fisicamente", pois isso contraria o que Paulo disse que Deus prometeu "acerca de seu Filho que nasceu da descendência de Davi segundo a carne, declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dos mortos, Jesus Cristo, nosso Senhor" (Rm 1.3,4). O preeminente teólogo Agostinho (354-430 d.C.) declarou: "É indubitável que a ressurreição de Cristo e sua ascensão ao céu em carne já foram proclamadas e cridas no mundo inteiro". Agostinho chega até a afirmar que Deus juntará novamente ao corpo da ressurreição "todas as porções que foram consumidas pelas bestas ou foram incendiadas, ou foram dissolvidas em pó e cinzas...". O testemunho medieval Anselmo de Cantuária (1033-1109 d.C.) também insistiu na natureza material do corpo da ressurreição. Falando sobre o assunto - "como o homem subirá com o mesmo corpo que possui neste mundo" - asseverou que: "se o homem será perfeitamente restabelecido, sua restauração deveria torná-lo como se ele jamais tivesse pecado [...] Então, como homem livre do pecado, ele seria transformado com o mesmo corpo anterior, mas a um estado imortal. Assim, quando ele for restabelecido, deverá possuir o 'próprio corpo' em que ele viveu neste mundo". Nesse contexto, o grande teólogo, Tomás de Aquino (1224-1274 d.C.), disse acerca da ressurreição: "O espírito em si não torna um corpo ilusório ou divino, ou um corpo com outra constituição orgânica, antes um corpo humano é composto de carne e ossos e todos esses elementos desfrutam de existência". O testemunho da Reforma Protestante A Reforma Protestante prosseguiu afirmando a ortodoxia da natureza material do corpo da ressurreição. A Fórmula de Concórdia Luterana (1576 d.C.) reza: "Acreditamos, ensinamos e confessamos [...] os artigos principais de nossa fé sobre a criação, a redenção, a santificação e a ressurreição da carne...". A Confissão de Fé Francesa, preparada com o auxílio de João Calvino e aprovada pelo Sínodo de Paris (1559 d.C.), pronunciou que: "Embora Jesus Cristo, ressurreto dentre os mortos, tenha evidenciado a imortalidade de seu corpo, contudo, não negou a verdade de sua natureza, e nós o consideramos em sua divindade, sem, contudo, despojá-lo de sua humanidade". A Confissão de Fé Belga (1561 d.C.), adotada no Sínodo de Dort (1619 d.C.), declara que: "Todos os mortos ressurgirão da terra, e suas almas unir-se-ão aos corpos nos quais viveram antes de morrerem". Avançando um pouco no tempo, os Trinta e Nove Artigos que a rainha Elizabete estabeleceu como posição doutrinária para a Igreja da Inglaterra (1562 d.C.) confessa que: "Cristo verdadeiramente ressurgiu da morte, novamente em seu corpo, com carne, ossos e com todas as propriedades necessárias para a perfeição de sua natureza humana; por meio do qual Ele ascendeu ao céu...". Finalmente, a Confissão de Westminster (1647 d.C.) proclamou o seguinte: "Jesus foi crucificado, e morreu; foi enterrado, e permaneceu debaixo do poder da morte, porém, não viu qualquer corrupção. No terceiro dia Ele ressurgiu dos mortos, com o mesmo corpo no qual sofreu e também ascendeu ao céu...". Diante dessa "multidão" de testemunhos, nem mesmo aqueles que negam que Jesus ascendeu ao céu em carne são capazes de recusar que "até os tempos da Reforma Protestante os credos ocidentais falaram somente da ressurreição da carne". A importância da ressurreição da carne Tendo examinado a evidência histórica, nos ateremos agora à questão teológica: Que diferença faz se Jesus realmente ressurgiu no mesmo corpo de carne no qual viveu e morreu? A resposta do Novo Testamento a esta pergunta é clara e inequívoca. Se Jesus não ressuscitou fisicamente, não há salvação (Rm 10.9), a ressurreição é o centro do evangelho pelo qual somos salvos (1Co 15.1-5). O apóstolo Paulo listou uma série de conseqüências relacionadas à negação da ressurreição física. Se Cristo não ressuscitou, então: nossa fé é inútil; nós ainda permanecemos em nossos pecados; os que dormiram em Cristo estão perdidos; os apóstolos são falsas testemunhas; e somos os mais miseráveis de todos os homens (1Co 15.14-19). Além dessas conseqüências resultantes da negação literal (carnal) da ressurreição, há outros problemas teológicos cruciais. Vejamos: O problema da criação Deus criou o universo material (Gn 1.1) e tudo o que criou "era muito bom" (v. 31). O pecado, porém, trouxe a morte (separação) e deteriorou a criação de Deus: "Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram" (Rm 5.12). Além disso, por causa do pecado do homem "a criação ficou sujeita à vaidade [inutilidade] (Rm 8.20). Considerando que a criação material de Deus caiu, ficou claro que, para que a redenção fosse efetivada, teria de restabelecer esta criação material. Os humanos pecam e morrem em corpos materiais e devem ser resgatados nos mesmos corpos físicos. Qualquer outro tipo de libertação seria uma admissão de derrota. Igualmente, por causa da queda do homem, a criação toda de Deus foi entregue à decadência para a recriação de um céu novo e uma nova terra (Ap 21.1-4). Se a redenção não restabelecer a criação física de Deus, incluindo nossos corpos materiais, então o propósito original de Deus, criando um mundo material, teria sido frustrado. Assim, "desmaterializar a ressurreição, por quaisquer meios, é castrar a soberania de Deus em seu propósito criativo e graça redentora". O problema da encarnação A negação de que Cristo veio ao mundo em carne humana é chamado de docetismo. Conseqüentemente, a negação de que Cristo ressuscitou em carne humana é uma espécie de neodocetismo. Ambos minimizam a humanidade plena de Cristo, o primeiro (docetismo) antes da ressurreição, o outro (neodocetismo), depois da ressurreição. O apóstolo João escreveu sua epístola advertindo a igreja contra aqueles que negavam que "Jesus Cristo" veio em carne (1Jo 4.2). Tal declaração joanina insinua que Jesus veio em carne no passado e permanecia na carne quando o apóstolo escreveu estas palavras, após a ressurreição. Na passagem paralela, o apóstolo novamente adverte contra aqueles "que não confessam que Jesus Cristo veio em carne" (2Jo 7). Isto esclarece que João considerava um erro doutrinário negar a carne de Cristo, tanto antes como depois de sua ressurreição. A razão é óbvia: a carne humana faz parte da nossa verdadeira natureza humana criada por Deus. Conseqüentemente, negar que Cristo ressuscitou em carne humana é privá-lo da plenitude de sua natureza humana. O problema da salvação Entre outras coisas, podemos definir a salvação como a vitória sobre a morte (1Co 15.54,55). Como a morte foi o resultado do pecado, e envolve diretamente o corpo material, o corpo que é ressuscitado deve ser material, para que ocorra uma vitória real sobre a morte. Conseqüentemente, "a ressurreição de Cristo foi e a ressurreição dos cristãos também será física em sua natureza". Um desvio nessa confissão representa a aniquilação dos propósitos redentivos de Deus para com a raça humana. O problema da decepção "Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho" (Lc 24.39). Jesus desafiou Tomé a tocar em suas cicatrizes e a "deixar de ser incrédulo e ser crente" (Jo 20.27). Dada a correlação e conseqüente identidade das cicatrizes com o corpo antes da ressurreição, a única impressão que estas palavras poderiam causar na mente dos discípulos era de que Jesus obviamente estava reivindicando ter literalmente ressuscitado no mesmo corpo em que morreu. O problema de imortalidade A negação da natureza material do corpo da ressurreição é fatal para a crença cristã da imortalidade. Paulo declarou que "Jesus Cristo, aboliu a morte, e trouxe à luz a vida e a incorrupção pelo evangelho" (2Tm 1.10). É tão-somente pela vitória de Cristo sobre a morte física que os crentes podem proclamar: "Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?" (1Co 15.55). Caso contrário, retomando as palavras de Paulo aos coríntios, "os que dormiram em Cristo estão perdidos" (1Co 15.18). O problema da verificação Uma ressurreição imaterial não possui valor comprobatório algum. Se Cristo não ressurgiu no mesmo corpo material que foi encerrado na tumba, então a ressurreição perde totalmente o seu valor como uma evidência para a reivindicação de sua divindade. Entretanto, vemos nos evangelhos que Jesus freqüentemente apontou sua ressurreição como prova cabal de suas reivindicações (Jo 2.19-22; 10.18). Em uma dessas ocasiões, Jesus indicou a ressurreição como um sinal inigualável de sua identidade, e declarou que "nenhum outro sinal seria dado àquela geração má e incrédula" (Mt 12.39,40). Da mesma forma, os apóstolos também ofereceram os aparecimentos da ressurreição de Jesus como sendo "muitas provas convincentes" (At 1.3). Eles empregaram o fato da ressurreição inúmeras vezes como um dos principais fundamentos da pregação ousada e destemida que empenhavam (At 2.22-36; 4.2,10; 13.32-41; 17.1-4,22-31). Paulo discursou aos filósofos gregos sobre um dia determinado "em que com justiça (Deus) há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos" (At 17.31). O único modo objetivo pelo qual o mundo poderia saber que Cristo ressuscitou era pela ressurreição material (da carne) do corpo no qual Ele morreu. Como o poeta John Updike declarou: "Se Jesus não ressuscitou com o mesmo corpo em que morreu, se a dissolução de suas células tomaram seu corpo, se suas moléculas não se reanimaram, se seus aminoácidos não reacenderam, a Igreja sucumbirá!" Fonte: Defesa da Fé - ICP Pr. João Flávio & Presb. Paulo Cristiano 1. JESUS morreu (4.14). Em cumprimento ao plano de DEUS para nossa redenção. 2. JESUS ressuscitou! A vitória sobre o pecado, a morte e o Diabo foi completa. 3. Os mortos salvos ressuscitarão também. A garantia para continuarmos crentes é que ELE ressuscitou e nós também ressuscitaremos. 1Ts 4.16,17 "Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de DEUS; e os que morreram em CRISTO ressuscitarão primeiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor." O termo "arrebatamento" deriva da palavra raptus em latim, que significa "arrebatado rapidamente e com força". O termo latino raptus equivale a harpazo em grego, traduzido por "arrebatado" em 4.17. Esse evento, descrito aqui e em 1Co 15, refere-se à ocasião em que a igreja do Senhor será arrebatada da terra para encontrar-se com Ele nos ares. O arrebatamento abrange apenas os salvos em CRISTO. (1) Instantes antes do arrebatamento, ao descer CRISTO do céu para buscar a sua igreja, ocorrerá a ressurreição dos "que morreram em CRISTO" (4.16). Não se trata da mesma ressurreição referida em Ap 20.4, a qual somente ocorrerá depois de CRISTO voltar à terra, julgar os ímpios e prender Satanás (Ap 19.11-20.3). A ressurreição de Ap 20.4 tem a ver com os mártires da tribulação e possivelmente com os santos do AT (ver Ap 20.6). (2) Ao mesmo tempo que ocorre a ressurreição dos mortos em CRISTO, os crentes vivos serão transformados; seus corpos se revestirão de imortalidade (1Co 15.51,53). Isso acontecerá num instante, "num abrir e fechar de olhos" (1Co 15.52). (3) Tanto os crentes ressurretos como os que acabaram de ser transformados serão "arrebatados juntamente" (4.17) para encontrar-se com CRISTO nos ares, ou seja: na atmosfera entre a terra e o céu. (4) Estarão literalmente unidos com CRISTO (4.16,17), levados à casa do Pai, no céu (ver Jo 14.2,3 ), e reunidos aos queridos que tinham morrido (4.13-18). (5) Estarão livres de todas as aflições (2Co 5.2,4; Fp 3.21), de toda perseguição e opressão (ver Ap 3.10 ), de todo domínio do pecado e da morte (1Co 15.51-56); o arrebatamento os livra da "ira futura" (ver 1.10 ; 5.9), ou seja: da grande tribulação. (6) A esperança de que nosso Salvador logo voltará para nos tirar do mundo, a fim de estarmos "sempre com o Senhor" (4.17), é a bem-aventurada esperança de todos os redimidos (Tt 2.13). É fonte principal de consolo para os crentes que sofrem (4.17,18; 5.10). (7) Paulo emprega o pronome "nós" em 4.17 por saber que a volta do Senhor poderia acontecer naquele período, e comunica aos tessalonicenses essa mesma esperança. A Bíblia insiste que anelemos e esperemos contínua e confiadamente a volta do nosso Senhor (cf. Rm 13.11; 1Co 15.51,52; Ap 22.12,20). (8) Quem está na igreja mas não abandona o pecado e o mal, sendo assim infiel a CRISTO, será deixado aqui, no arrebatamento (ver Mt 25.1; Lc 12.45). Os tais ficarão neste mundo e farão parte da igreja apóstata (ver Ap 17.1 ; ver o estudo O PERÍODO DO Anticristo), sujeitos à ira de DEUS. (9) Depois do arrebatamento, virá o Dia do Senhor, um tempo de sofrimento e ira sobre os ímpios (5.2-10; ver 5.2 ). Seguir-se-á a segunda fase da vinda de CRISTO, quando, então, Ele virá para julgar os ímpios e reinar sobre a terra (ver Mt 24.42,44 ). 1Co 15.35 "Mas alguém dirá: Como ressuscitarão os mortos? E com que corpo virão?" A ressurreição do corpo é uma doutrina fundamental das Escrituras. Refere-se ao ato de Deus, de ressuscitar dentre os mortos o corpo do salvo e reuni-lo à sua alma e espírito, dos quais esse corpo esteve separado entre a morte e a ressurreição. (1) A Bíblia revela pelo menos três razões por que a ressurreição do corpo é necessária. (2) Tanto as Escrituras do AT (cf. Hb 11.17-19 com Gn 22.1-4; Sl 16.10 com At 2.24ss; Jó 19.25-27; Is 26.19; Dn 12.2; Os 13.14), como as Escrituras do NT (Lc 14.13,14; 20.35,36; Jo 5.21,28,29; 6.39,40,44,54; Co 15.22,23; Fp 3.11; 1Ts 4.14-16; Ap 20.4-6,13) ensinam a ressurreição futura do corpo. (3) Nossa ressurreição corporal está garantida pela ressurreição de Cristo (ver Mt 28.6 nota; At 17.31; 1Co 15.12,20-23). (4) Em termos gerais, o corpo ressurreto do crente será semelhante ao corpo ressurreto de Nosso Senhor (Rm 8.29; 1Co 15.20,42-44,49; Fp 3.20,21; 1Jo 3.2). Mais especificamente, o corpo ressurreto será: 16.19-31); (5) Quando os crentes receberem seu novo corpo se revestirão da imortalidade (15.53). As Escrituras indicam pelo menos três propósitos nisso: (6) Os fiéis que estiverem vivos na volta de Cristo, para buscar os seus, experimentarão a mesma transformação dos que morrerem em Cristo antes do dia da ressurreição deles (15.51-54). Receberão novos corpos, idênticos aos dos ressurretos nesse momento da volta de Cristo. Nunca mais experimentarão a morte física (ver o estudo O ARREBATAMENTO DA IGREJA). (7) Jesus fala de uma ressurreição da vida, para o crente, e de uma ressurreição de juízo, para o ímpio (Jo 5.28,29). 1. A transformação dos santos vivos (4.17). Diz a Escritura: "Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta..." (1 Co 15.51-53 ). "E assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do celestial" (1 Co 15.49). 2. O arrebatamento da igreja nas nuvens (4.17b). "Seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens". O arrebatamento será "num abrir e fechar de olhos" (1 Co 15.52). Arrebatamento da Igreja Hb 3.12 "Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do DEUS vivo". A apostasia (gr. apostasia) aparece duas vezes no NT como substantivo (At 21.21; 2Ts 2.3) e, aqui em Hb 3.12, como verbo (gr. aphistemi, traduzido "apartar"). O termo grego é definido como decaída, deserção, rebelião, abandono, retirada ou afastar-se daquilo a que antes se estava ligado. (1) Apostatar significa cortar o relacionamento salvífico com CRISTO, ou apartar-se da união vital com Ele e da verdadeira fé n'Ele. Sendo assim, a apostasia individual é possível somente para quem já experimentou a salvação, a regeneração e a renovação pelo ESPÍRITO SANTO (cf. Lc 8.13; Hb 6.4,5); não é simples negação das doutrinas do NT pelos inconversos dentro da igreja visível. A apostasia pode envolver dois aspectos distintos, embora relacionados entre si: (a) a apostasia teológica, i.e., a rejeição de todos os ensinos originais de CRISTO e dos apóstolos ou dalguns deles (1Tm 4.1; 2Tm 4.3); e (b) a apostasia moral, i.e., aquele que era crente deixa de permanecer em CRISTO e volta a ser escravo do pecado e da imoralidade (Is 29.13; Mt 23.25-28; Rm 6.15-23; 8.6-13). (2) A Bíblia adverte fortemente quanto à possibilidade da apostasia, visando tanto nos alertar do perigo fatal de abandonar nossa união com CRISTO, como para nos motivar a perseverar na fé e na obediência. O propósito divino desses trechos bíblicos de advertência não deve ser enfraquecido pela idéia que afirma: "as advertências sobre a apostasia são reais, mas a sua possibilidade, não". Antes, devemos entender que essas advertências são como uma realidade possível durante o nosso viver aqui, e devemos considerá-las um alerta, se quisermos alcançar a salvação final. Alguns dos muitos trechos do NT que contêm advertências são: Mt 24.4,5,11-13; Jo 15.1-6; At 11.21-23; 14.21,22; 1Co 15.1,2; Cl 1.21-23; 1Tm 4.1,16; 6.10-12; 2Tm 4.2-5; Hb 2.1-3; 3.6-8,12-14; 6.4-6; Tg 5.19,20; 2Pe 1.8-11; 1Jo 2.23-25. (3) Exemplos da apostasia propriamente dita acham-se em Êx 32; 2Rs 17.7-23; Sl 106; Is 1.2-4; Jr 2.1-9; At 1.25; Gl 5.4; 1Tm 1.18-20; 2Pe 2.1,15,20-22; Jd 4,11-13; ver o estudo O PERÍODO DO Anticristo, para comentários sobre a apostasia que, segundo a Bíblia, ocorrerá dentro da igreja professa nos últimos dias desta era. (4) Os passos que levam à apostasia são: (a) O crente, por sua falta de fé, deixa de levar plenamente a sério as verdades, exortações, advertências, promessas e ensinos da Palavra de DEUS (Mc 1.15; Lc 8.13; Jo 5.44,47; 8.46). (b) Quando as realidades do mundo chegam a ser maiores do que as do reino celestial de DEUS, o crente deixa paulatinamente de aproximar-se de DEUS através de CRISTO (4.16; 7.19,25; 11.6). (c) Por causa da aparência enganosa do pecado, a pessoa se torna cada vez mais tolerante do pecado na sua própria vida (1Co 6.9,10; Ef 5.5; Hb 3.13). Já não ama a retidão nem odeia a iniqüidade (ver 1.9). (d) Por causa da dureza do seu coração (3.8,13) e da sua rejeição dos caminhos de DEUS (v. 10), não faz caso da repetida voz e repreensão do ESPÍRITO SANTO (Ef 4.30; 1Ts 5.19-22; Hb 3.7-11). (e) O ESPÍRITO SANTO se entristece (Ef 4.30; cf. Hb 3.7,8); seu fogo se extingue (1Ts 5.19) e seu templo é profanado (1Co 3.16). Finalmente, Ele afasta-se daquele que antes era crente (Jz 16.20; Sl 51.11; Rm 8.13; 1Co 3.16,17; Hb 3.14). (5) Se a apostasia continua sem refreio, o indivíduo pode, finalmente, chegar ao ponto em que não seja possível um recomeço. (a) Isto é, a pessoa que no passado teve uma experiência de salvação com CRISTO, mas que deliberada e continuamente endurece seu coração para não atender à voz do ESPÍRITO SANTO (3.7-19), continua a pecar intencionalmente (10.26) e se recusa a arrepender-se e voltar para DEUS, pode chegar a um ponto sem retorno em que não há mais possibilidade de arrependimento e de salvação (6.4-6; Dt 29.18-21; 1 Sm 2.25; Pv 29.1). Há um limite para a paciência de DEUS (ver 1 Sm 3.11-14; Mt 12.31,32; 2 Ts 2.9-11; Hb 10.26-29,31; 1 Jo 5.16). (b) Esse ponto de onde não há retorno, não se pode definir de antemão. Logo, a única salvaguarda contra o perigo de apostasia extrema está na admoestação do Espírito: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações ( 3.7,8,15; 4.7). (6) É próprio salientar que, embora a apostasia seja um perigo para todos os que vão se desviando da fé (2.1-3) e que se apartam de DEUS (6.6), ela não se consuma sem o constante e deliberado pecar contra a voz do ESPÍRITO SANTO (ver Mt 12.31, pecado contra o ESPÍRITO SANTO). (7) Aqueles que, por terem um coração incrédulo, se afastam de DEUS (3.12), podem pensar que ainda são verdadeiros crentes, mas sua indiferença para com as exigências de CRISTO e do ESPÍRITO SANTO e para com as advertências das Escrituras indicam o contrário. Uma vez que alguém pode enganar-se a si mesmo, Paulo exorta todos aqueles que afirmam ser salvos: "Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos" (ver 2 Co 13.5). (8) Quem, sinceramente, preocupa-se com sua condição espiritual e sente no seu coração o desejo de voltar-se arrependido para DEUS, tem nisso uma clara evidência de que não cometeu a apostasia imperdoável. As Escrituras afirmam com clareza que DEUS não quer que ninguém pereça (2 Pe 3.9; cf. Is 1.18,19; 55.6,7) e declaram que DEUS receberá todos que já desfrutaram da graça salvadora, se arrependidos, voltarem a Ele (cf. Gl 5.4 com 4.19; 1 Co 5.1-5 com 2 Co 2.5-11; Lc 15.11-24; Rm 11.20-23; Tg 5.19,20; Ap 3.14-20; note o exemplo de Pedro, Mt 16.16; 26.74,75; Jo 21.15-22). Volta ao Início O PERÍODO DO Anticristo 2Ts 2.3,4 "Ninguém, de maneira alguma, vos engane, porque não será assim sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama DEUS ou se adora; de sorte que se assentará, como DEUS, no templo de DEUS, querendo parecer DEUS." Segundo a Bíblia, está para vir o Anticristo (cf. 1Jo 2.18); aquele que trama o derradeiro ataque furioso de Satanás contra CRISTO e os santos, pouco antes do tempo em que nosso Senhor JESUS CRISTO estabelecerá o seu reino na terra. As expressões que a Bíblia usa para o Anticristo são "o homem de pecado" e "o filho da perdição" (2.3). Outras expressões usadas na Bíblia são "a besta que sobe do mar" (Ap 13.1-10), a "besta de cor escarlate" (Ap 17.3) e "a besta" (Ap 17.8, 16; 19.19,20; 20.10). SINAIS DA VINDA DO Anticristo. Diferente do arrebatamento da igreja (ver o estudo O ARREBATAMENTO DA IGREJA), a vinda do Anticristo não ocorrerá sem sinais precursores. Pelo menos três eventos deverão ocorrer antes dele surgir na terra: (1) o "mistério da injustiça" que já opera no mundo, deverá intensificar-se (2.7); (2) virá a "apostasia" (2.3); (3) "um que, agora, resiste", deve ser afastado (2.7). (1) O "mistério da injustiça", i.e., a atividade secreta dos poderes do mal, ora evidente no mundo inteiro (ver 2.7), aumentará até alcançar seu ponto máximo na total zombaria e desprezo a qualquer padrão ou preceito bíblicos. Por causa do predomínio da iniqüidade, o amor de muitos esfriará (Mt 24.10-12; Lc 18.8). Mesmo assim, um remanescente fiel permanecerá leal à fé apostólica conforme revelada no NT (Mt 24.13; 25.10; Lc 18.7; ver Ap 2.7). Por meio desses fiéis, a igreja permanecerá batalhando e manejando a espada do ESPÍRITO até ser arrebatada (ver Ef 6.11). (2) Ocorrerá a "apostasia" (gr. apostasia), que literalmente significa "desvio'', "afastamento'', "abandono'' (2.3). Nos últimos dias, um grande número de pessoas da igreja apartar-se-á da verdade bíblica. (a) Tanto o apóstolo Paulo quanto CRISTO revelam um quadro difícil da condição de grande parte da igreja - moral, espiritual e doutrinariamente - à medida que a era presente chega ao seu fim (cf. Mt 24.5, 10-13, 24; 1Tm 4.1; 2Tm 4.3,4). Paulo, principalmente, ressalta que nos últimos dias elementos ímpios ingressarão nas igrejas em geral. (b) Essa "apostasia" dentro da igreja terá duas dimensões. (i) A apostasia teológica, que é o desvio de parte ou totalidade dos ensinos de CRISTO e dos apóstolos, ou a rejeição deles (1Tm 4.1; 2 Tm 4.3). Os falsos dirigentes apresentarão uma salvação fácil e uma graça divina sem valor, desprezando as exigências de CRISTO quanto ao arrependimento, à separação da imoralidade, e à lealdade a DEUS e seus padrões (2Pe 2.1-3,12-19). Os falsos evangelhos, voltados a interesses humanos, necessidades e alvos egoístas, gozarão de popularidade ). (ii) A apostasia moral, que é o abandono da comunhão salvífica com CRISTO e o envolvimento com o pecado e a imoralidade. Esses apóstatas poderão até anunciar a sã doutrina bíblica, e mesmo assim nada terem com os padrões morais de DEUS (Is 29.13; Mt 23.25-28; ver o estudo A APOSTASIA PESSOAL). Muitas igrejas permitirão quase tudo para terem muitos membros, dinheiro, sucesso e prestígio (ver 1Tm 4.1). O evangelho da cruz, com o desafio de sofrer por CRISTO (Fp 1.29), de renunciar todo pecado (Rm 8.13), de sacrificar-se pelo reino de DEUS e de renunciar a si mesmo será algo raro (Mt 24.12; 2Tm 3.1-5; 4.3). (c) Tanto a história da igreja, como a apostasia predita para os últimos dias, advertem a todo crente a não pressupor que o progresso do reino de DEUS é infalível na sua continuidade, no decurso de todas as épocas e até o fim. Em determinado momento da história da igreja, a rebelião contra DEUS e sua Palavra assumirá proporções espantosas. No dia do Senhor, cairá a ira de DEUS contra os que rejeitarem a sua verdade (1Ts 5.2-9). (d) O triunfo final do reino de DEUS e sua justiça no mundo, portanto, depende não do aumento gradual da igreja professa, mas da intervenção final de DEUS, quando Ele se manifestará ao mundo com justo juízo (Ap 19-22; ver 2Ts 2.7,8; 1Tm 4.1; 2Pe 3.10-13; Jd). (3) Um evento determinante deverá ocorrer antes do aparecimento do "homem do pecado" e do Dia do Senhor começar (2.2,3), que é a saída de alguém (2.7) ou de algo, que "detém", resiste, ou refreia o "mistério da injustiça" e o "homem do pecado" (2.3-7). Quando o restringidor do "homem do pecado'' for retirado, então poderá começar o Dia do Senhor (2.6,7). (a) O que agora o detém é, sem dúvida, uma referência ao ESPÍRITO SANTO, pois somente Ele tem poder de deter a iniqüidade, o homem do pecado e Satanás (2.6). Esse que agora o detém ou resiste (2.7), leva no grego o artigo definido masculino e ao mesmo tempo o artigo definido neutro, em 2.6 ("o que o detém"). De modo semelhante, a palavra "Espírito" na língua grega pode levar pronome masculino ou neutro (ver Gn 6.3; Jo 16.8; Rm 8.13; ver Gl 5.17, sobre a obra do ESPÍRITO SANTO a restringir o pecado). (b) No começo dos sete anos de tribulação, o ESPÍRITO SANTO será "afastado" (v. 7). Isso não significa ser Ele tirado do mundo, mas que cessará sua influência restritiva à iniqüidade e ao surgimento do Anticristo. Todas as restrições contra o pecado serão removidas, e começará a rebelião inspirada por Satanás. O ESPÍRITO SANTO, todavia, agirá na terra durante a tribulação, convencendo pessoas dos seus pecados, convertendo-as a CRISTO e dando-lhes poder (Ap 7.9, 14; 11.1-11; 14.6,7). (c) Retirando-se o ESPÍRITO SANTO, cessará a inibição à aparição do "homem do pecado", no cenário terreno (2.3,4). DEUS então liberará uma influência poderosa enganadora sobre todos os que se recusam a amar a verdade de DEUS (ver 2.11); os tais aceitarão as imposturas do homem do pecado, e a sociedade humana descerá a uma depravação jamais vista. (d) A ação do ESPÍRITO SANTO restringindo o pecado é levada a efeito em grande parte através da igreja, que é o templo do ESPÍRITO SANTO (1Co 3.16; 6.19). Por isso, muitos expositores da Bíblia acreditam que a saída do ESPÍRITO SANTO é uma clara indicação de que o arrebatamento dos santos ocorrerá nessa ocasião (1Ts 4.17). Noutras palavras, a volta de CRISTO, para levar a igreja e livrá-la da ira vindoura (1Ts 1.10), ocorrerá antes do início do Dia do Senhor e da manifestação do "homem do pecado" (ver o estudo O ARREBATAMENTO DA IGREJA). (e) Entende-se, nos meios eruditos da Bíblia, que o restringente em 2.6 (no gênero neutro) refere-se ao ESPÍRITO SANTO e seu ministério de conter a iniqüidade, ao passo que em 2.7, "um que, agora" (no gênero masculino) refere-se aos crentes reunidos a CRISTO e tirados daqui, i.e., arrebatados ao encontro do Senhor nos ares, a fim de estarem sempre com Ele (1Ts 4.17). AS ATIVIDADES DO Anticristo. Ao começar o Dia do Senhor, "o iníquo" aparecerá neste mundo. Trata-se, no meios eruditos da Bíblia, de um governante mundial que fará aliança com Israel por sete anos, antes do fim da presente era (ver Dn 9.27). (1) A verdadeira identificação do Anticristo será conhecida três anos e meio mais tarde, quando ele romper sua aliança com Israel, tornar-se governante mundial, declarar ser DEUS, profanar o templo de Jerusalém (ver o estudo A GRANDE TRIBULAÇÃO), proibir a adoração a DEUS (ver 2.4, 8,9) e assolar a terra de Israel (ver Dn 9.27; 11.36-45 ). (2) O Anticristo declarará ser DEUS, e perseguirá severamente quem permanecer leal a CRISTO (Ap 11.6,7; 13.7, 15-18; ver Dn 7.8, 24,25 ). Exigirá adoração, certamente sediada num grande templo que será usado como centro de seus pronunciamentos (cf. Dn 7.8, 25; 8.4; 11.31, 36). O homem aspira tornar-se divino desde a criação (ver 2.8; Ap 13.8,12 ; ver também o estudo A GRANDE TRIBULAÇÃO). (3) O "homem do pecado'' fará mediante poder satânico, grandes sinais, maravilhas e milagres a fim de propagar o engano (2.9). "Prodígios de mentira" significa que seus milagres são sobrenaturais, parecendo autênticos, para enganar as pessoas e levá-los a crer na mentira. (a) Tais demonstrações possivelmente serão vistas no mundo inteiro, pela televisão. Milhões de pessoas ficarão impressionadas, enganadas por esse líder altamente convincente, por não darem a devida importância à Palavra de DEUS nem ter amor às suas verdades (2.9-12). (b) Tanto as palavras de Paulo (2.9), quanto as de JESUS (Mt 24.24) devem despertar os crentes para o fato de que nem todo milagre provém de DEUS. Aparentes "manifestações do Espírito" (1Co 12.7-10) ou fenômenos supostamente vindos da parte de DEUS devem ser provados à base da obediência a CRISTO e às Escrituras, por parte da pessoa atuante. A DERROTA DO Anticristo. No fim da tribulação, Satanás congregará muitas nações no Armagedom, sob o comando do Anticristo, e guerrearão contra DEUS e o seu povo numa batalha que envolverá o mundo inteiro (ver Dn 11.45 ; Ap 16.16). Quando isso ocorrer, CRISTO voltará e intervirá de modo sobrenatural, destruindo o Anticristo, seus exércitos e todos os que não obedecem ao evangelho (ver Ap 19.15-21 ). A seguir, CRISTO prenderá Satanás e estabelecerá seu reino na terra (20.1-6). Volta ao Início A GRANDE TRIBULAÇÃO Mt 24.21. "Porque haverá, então, grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco haverá jamais." Começando com 24.15, JESUS trata de sinais especiais que ocorrerão durante a grande tribulação (as expressões "grande aflição", de 24.21, e "grande tribulação", de Ap 7.14, são idênticas no grego). Tais sinais indicam que o fim dos tempos está muito próximo (24.15-29). São sinais conducentes à, e indicadores da volta de CRISTO à terra, depois da tribulação (24.30,31; cf. Ap 19.11-20.4). O maior desses sinais é "a abominação da desolação" (24.15), um fato específico e visível, que adverte os fiéis vivos durante a grande tribulação de que a vinda de CRISTO à terra está prestes a ocorrer. Esse sinal-evento, visível, relaciona-se primeiramente com a profanação do templo judaico daqueles dias em Jerusalém, pelo Anticristo (ver Dn 9.27 ; 1Jo 2.18; ver o estudo O PERÍODO DO Anticristo). O Anticristo, também chamado o homem do pecado, colocará uma imagem dele mesmo no templo de DEUS, declarando ser ele mesmo DEUS (2Ts 2.3,4; Ap 13.14,15). Seguem-se fatos salientes a respeito desse evento crítico. (1) A "abominação da desolação" marcará o início da etapa final da tribulação, que culmina com a volta de CRISTO à terra e o julgamento dos ímpios em Armagedom (24.21,29,30; ver Dn 9.27; Ap 19.11-21). (2) Se os santos da tribulação atentarem para o fator tempo desse evento ("Quando, pois, virdes", 24.15), poderão saber com bastante aproximação quando terminará a tribulação, época em que CRISTO voltará à terra (ver 24.33 ). O decurso de tempo entre esse evento e o fim dos tempos é mencionado quatro vezes nas Escrituras como sendo três anos e meio ou 1260 dias (ver Dn 9.25-27; Ap 11.1,2; 12.6; 13.5-7). Por causa da grande expectativa da volta de CRISTO (24.33), os santos daqueles dias devem acautelar-se quanto a informes afirmando que CRISTO já voltou. Tais informes serão falsos (24.23-26). A "vinda do Filho do homem" depois da tribulação será visível e conhecida de todos os que viverem no mundo (24.27-30; Ap 1.7).Outro sinal que ocorrerá, então, será o dos falsos profetas que, a serviço de Satanás, farão "grandes sinais e prodígios" (24.24). (1) JESUS admoesta a todos os crentes a estarem especialmente alerta para discernir esses profetas, mestres e pregadores, que se declaram cristãos sendo falsos, porém apesar disso, operam milagres, curas, sinais e maravilhas e que demonstram ter grande sucesso nos seus ministérios. Ao mesmo tempo, torcerão e rejeitarão a verdade da Palavra de DEUS (ver 7.22 ; Gl 1.9 ; ver o estudo O PERÍODO DO Anticristo). (2) Noutra parte, as Escrituras admoestam os crentes a sempre testarem o ESPÍRITO que atua nos mestres, líderes e pregadores (ver 1Jo 4.1). DEUS permite o engano acompanhado de milagres, a fim de testar os crentes no tocante ao seu amor por Ele e sua lealdade às Sagradas Escrituras (Dt 13.3). Serão dias difíceis, pois JESUS declara em 24.24, que naqueles últimos tempos o engano religioso será tão generalizado que será difícil até mesmo para "os escolhidos" (i.e., os crentes dedicados) discernirem entre a verdade e o erro (ver 1Tm 4.16 ; Tg 1.21). (3) Quem entre o povo de DEUS não amar a verdade será enganado. Não terá mais oportunidade de crer na verdade do evangelho, depois do surgimento do Anticristo (ver 2Ts 2.11 ). Finalmente, a "grande tribulação" será um período específico de terrível sofrimento e tribulação para todos que viverem na terra. Observe: (1) Será de âmbito mundial (ver Ap 3.10). (2) Será o pior tempo de aflição e angústia que já ocorreu na história da humanidade (Dn 12.1; Mt 24.21). (3) Será um tempo terrível de sofrimento para os judeus (Jr 30.5-7). (4) O período será controlado pelo "homem do pecado" (i.e., o Anticristo; cf. Dn 9.27; Ap 13.12; ver o estudo O PERÍODO DO Anticristo). (5) Os fiéis da igreja de CRISTO recebem a promessa de livramento e "escape" dos tempos da tribulação (ver Lc 21.36 ; 1Ts 5.8-10; Ap 3.10). (6) Durante o período da tribulação, muitos entre os judeus e gentios crerão em JESUS CRISTO e serão salvos (Dt 4.30,31; Os 5.15; Ap 7.9-17; 14.6,7). (7) Será um tempo de grande sofrimento e de perseguição pavorosa para todos quantos permanecerem fiéis a DEUS (Ap 12.17; 13.15). (8) Será um tempo de ira de DEUS e de juízo seu contra os ímpios (1Ts 5.1-11; Ap 6.16,17). (9) A declaração de JESUS de que aqueles dias serão abreviados (24.22) não pressupõe a redução dos três anos e meio, ou 1260 dias preditos. Pelo contrário, parece indicar que o período é tão terrível que se não fosse de curta duração a totalidade da raça humana seria destruída. (10) A grande tribulação terminará quando vier JESUS CRISTO em glória, com sua noiva (Ap 19.7,8,14), para efetuar o livramento dos fiéis remanescentes e o juízo e destruição dos ímpios (Ez 20.34-38; Mt 24.29-31; Lc 19.11-27; Ap 19.11-21). (11) Não devemos confundir essa fase da vinda de JESUS, no fim da grande tribulação, com a sua descida imprevista do céu, em 24.42-44 , a qual ocorrerá num momento diferente do da sua volta final, no fim da tribulação. (12) O trecho principal das Escrituras que descreve a totalidade da tribulação de sete anos de duração é encontrado em Ap 6-18. Volta ao Início
Ajuda: www.cpad.com.br bíblias, Livros e revistas - BEP - CPAD EU CREIO NA RESSURREIÇÃO DA CARNE Por Norman Geisler - Tradução Elvis Brassaroto Colaboração do Ev. Luiz Henrique de Almeida Silva. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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