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Demandas Judiciais Entre os Irmãos - Pr. César Moisés Carvalho

Leitura Bíblica em Classe
1 Coríntios 6.1-9 Introdução:I. Falta de Comunhão Fraterna na Igreja Coríntia 

II. Uma Igreja que desconhecia sua Importância 

III. Ensinos Finais sobre Litígios e Inimizades

Conclusão:

 Palavras-chave: Litígio. Demandas. Justiça
 Título deste subsídio: Quando o Mau Exemplo vem de Dentro
 Autor: César Moisés Carvalho

Quando o mau exemplo vem de dentro

INTRODUÇÃO

Em meio a toda a discussão da igreja coríntia, Paulo ainda os repreende por levar os irmãos perante os homens para resolver questões particulares. É incrível como aquela igreja apresentava tantos problemas. Ao ler os primeiros versículos da epístola (1 Co 1.1-9), é impossível deduzir tudo que será dito depois. A maior lição que podemos extrair desta igreja, é que somente a graça, a bondade e misericórdia de Deus podem capacitar Paulo, diante de tantas falhas, a chamá-los de “igreja de Deus” e “santificados em Cristo Jesus, chamados santos” (v. 2). Certamente é assim que os homens de Deus também se dirigem às igrejas atuais. 

Os problemas da igreja coríntia e as lições que podemos extrair

Parece que não havia em Corinto limite algum para a existência de problemas. Se isso é tão frustrante para um líder no momento, produz futuramente uma base de experiência com as coisas de Deus que ele jamais conseguiria em nenhum seminário, instituto ou faculdade teológica. Paulo agora vai lidar com problemas de outra ordem e natureza. Crentes que demonstram não saber exatamente nada de tolerância, que dirá de amor cristão. Crentes que, por motivos estritamente pessoais - leia-se, egoístas - e fúteis, estavam levando seu irmão aos tribunais, onde ímpios legislavam. Isto estava trazendo uma agudização à desarmonia que já havia se instaurado em Corinto.

A verdadeira espiritualidade é expressa através de pequenos atos que demonstram nossa fé, compromisso, amor e verdadeira identificação com Jesus Cristo. Infelizmente, não era isso que estava ocorrendo entre os coríntios. Se você fosse a uma das reuniões daquela igreja (excetuando a da Ceia), com certeza gostaria do “movimento pentecostal” que lá havia. Entretanto, a espiritualidade ali retratada desfazia-se no primeiro obstáculo que o crente precisasse enfrentar. Isso é um sintoma de que não havia em Corinto, uma verdadeira espiritualidade.  

Quantos crentes, assim como os coríntios, buscam uma igreja perfeita? Será que já se esqueceram que, deste lado do céu, nunca haverá pessoas perfeitas, sem defeitos e que só façam as coisas de maneira correta? Quando Paulo fala sobre “suportar” uns aos outros (Ef 4.2), é exatamente por causa disso. A diversidade de temperamentos, de personalidades e gênios, traz conflitos a qualquer repartição onde mais de uma pessoa tenha de conviver. Na igreja não é diferente. Por isso, é preciso exercitar a recomendação bíblica da referência acima citada.  

A evocação da escatologia para exemplificar a importância da igreja coríntia 

Após chamar a atenção dos coríntios no versículo primeiro do capítulo seis da primeira epístola, o apóstolo Paulo chama a sua atenção, para a realidade que os aguardam no final dos tempos: a participação da igreja em diversos julgamentos (vv. 2,3). Diante da importância desses acontecimentos e com tal incumbência, problemas de origem banal deveriam ser resolvidos, se acaso houvesse maturidade para tal, no máximo, entre as famílias envolvidas.     

O mero fato de uma disputa interna ir parar em um tribunal público evidenciava a falta de pessoas capazes na igreja 

Pelo texto bíblico não fica claro o teor específico dos problemas que surgiram entre os membros da igreja da famosa Corinto. Entretanto, pelas palavras de Paulo, onde ele pergunta “denunciando” (sem rodeios, pois afirma que é para “envergonhá-los”): “Não há, pois, entre vós sábios, nem mesmo um, que possa julgar entre seus irmãos?” (v. 5) - depreende-se que sejam, de fato, questiúnculas, quimeras. A inquirição paulina é oportuna e arguta, pois basta lembrar que a busca pela sabedoria é uma das grandes “virtudes” dos coríntios (1 Co 1.17-31). Onde estava então a sabedoria? Paulo pergunta, acentuando, “Não há, pois, entre vós sábios?” Sábios que se ufanam por tentar resolver o problema do mal, não conseguem equacionar uma questão de direito privado? É risível.

Existem referências bíblicas sobre este assunto, referindo-se aos Doze (Mt 19.28), mas não ocorre nenhuma alusão específica a julgamento do mundo por parte da Igreja. Alguns estudiosos costumam dizer que “julgar” aqui, deve ser tomado no sentido do original hebraico “governar”. Entretanto, todo o contexto sugere questões referentes a processos legais. Quando Paulo menciona os anjos, é importante lembrar que, na hierarquia dos seres criados, os anjos são a classe mais elevada de criaturas. Logo, se os santos vão julgar seres tão importantes, será que não são capazes de resolver pequenas demandas internas (2 Pe 2.4; Jd 6)? A idéia é mais uma forma de reforço da mensagem (cf. 1 Co 4.15).   

A postura cristã em relação à justiça terrenal

Esta postura, na realidade, é própria dos que confiam muito mais na justiça dos homens do que na de Deus. Pessoas que valorizam muito mais a vida terrena que a celestial. Na realidade, quem assim procede, mostra que não possui nenhum tipo de amor ou consideração ao seu irmão. É egoísmo puro. Nem precisa dizer que isto é sintomático, ou seja, evidência de que existem outros fatores envolvidos na questão. Um deles, sem dúvida, foi mencionado pelo apóstolo Paulo quando disse: “Vigiai justamente e não pequeis; porque alguns ainda não têm o conhecimento de Deus; digo-o para vergonha vossa” (1 Co 15.34). É a causa de muitos problemas existentes nas igrejas da atualidade: falta de conversão. 

Obviamente que sim. Existem casos em que o cristão deverá procurar a justiça terrena. Até porque ela foi deixada para isso (Rm 13.1-7). Mas não deve se tornar uma constante, nem o motivo maior da esperança de que a justiça será feita. Aliás, os exemplos colhidos das instituições públicas nos últimos anos, sobretudo no Brasil, não são nada animadores.  

Alguém que nasceu de novo não deve envergonhar a Obra de Deus levando o seu irmão (mesmo que este seja alguém de testemunho reprovável) às barras do tribunal (1 Co 6.1). A recomendação paulina é que devemos sofrer o prejuízo (1 Co 6.7). Nesta questão, a “espiritualidade” dos coríntios - se fosse realmente verdadeira - deveria levá-los a refletir o amor mútuo, e não a vingança. Paulo explica que, ele mesmo, para demonstrar o quanto o amor deve alcançar, privou-se do direito apostólico de ter apoio financeiro para pregar entre os coríntios (1 Co 9.1-14; 2 Co 11.9).   

Devido à importância dos cristãos (que vão até mesmo “julgar os anjos”), espera-se que, acaso não puderem chegar a um acordo, sejam capazes de sofrer o prejuízo pelo amor de Cristo. Os que verdadeiramente conhecem a Deus e são conhecidos por Ele empregam sua liberdade e seu conhecimento para edificar os outros na fé, mesmo quando isso significa negar os próprios direitos legítimos como fiel (1 Co 8.1-3; 13). Esse é “o amor” que “edifica”, em vez de só conhecimento que meramente “incha” (1 Co 8.1).

César Moisés Carvalho é Redator das Lições Bíblicas de Jovens e Adultos da CPAD e autor dos livros Marketing para a Escola Dominical (Ganhador do Prêmio Areté/2007 na categoria Educação Cristã) e O Mundo de Rebeca. Acesse o blog do autor http://marketingparaescoladominical.blogspot.com/ 

Publicado no site da CPAD

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    GERSON TORQUETTI
    Escreveu:

    parabens por mais essa valiosa contribuição,Deus abençoe vcs!


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    Marco Aurélio David Ramos
    Escreveu:

    DEMANDAS ENTRE IRMÃOS, PORQUE NÃO LEVA-LOS AOS TRIBUNAIS SECULARES?

    Não pertencemos ao mundo, pertencemos a Deus. Nos somos santificados na Sua Palavra.

    “Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Não são do mundo, como eu do mundo não sou. Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. E por eles me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade. E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim; Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um. Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como me tens amado a mim. (Jo 17.14–23)”

    Não há como o mundo julgar questões entre irmãos pois o mundo os odeia.

    “Isto vos mando: Que vos ameis uns aos outros. Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim. Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia. (Jo 15.17 – 19)”

    O julgamento do mundo é de acordo com a mentalidade terrena. O julgamento da Igreja é conforme Deus (o nível é mais alto).

    “Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais. Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido. Porque, quem conheceu a mente do SENHOR, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo. (I Co 2.11 – 16)”

    Os valores do mundo são totalmente invertidos em relação a Deus.

    “E houve também entre eles contenda, sobre qual deles parecia ser o maior. E ele lhes disse: Os reis dos gentios dominam sobre eles, e os que têm autoridade sobre eles são chamados benfeitores. Mas não sereis vós assim; antes o maior entre vós seja como o menor; e quem governa como quem serve. Pois qual é maior: quem está à mesa, ou quem serve? Porventura não é quem está à mesa? Eu, porém, entre vós sou como aquele que serve. (Lc 22.24 – 27)”

    Questões entre crentes devem ser tratados entre crentes. Observe a ironia do apóstolo Paulo:

    “Então, se tiverdes negócios em juízo, pertencentes a esta vida, pondes para julgá-los os que são de menos estima na igreja? Para vos envergonhar o digo. Não há, pois, entre vós sábios, nem mesmo um, que possa julgar entre seus irmãos? (I Co 6.4 – 5)”

    A demanda entre irmãos, fora da Igreja, em relação a:

    01. Deus: Deus não é levado em conta. A atitude neste caso é a de quem confia mais no julgamento dos homens do que no mover de Deus.

    02. Ao sangue de Cristo: O sangue de Jesus é tomado em vão pois vale mais o bem material ou monetário do que a nova vida oferecida em Cristo.

    03. Igreja: Não pode ser irmão aquele que leva seu irmão em tribunais ímpios. Não há como este “irmão” dizer “Cristo vive em mim”, pois, quem vive é na verdade o seu velho eu.

    04. Ao testemunho para os de fora: Como serão vistos aqueles que dão um péssimo testemunho aos de fora com litígios que poderiam ser julgados por pessoas idôneas na Igreja? Que espécie de nova criatura foi gerada num caso assim?

    Conclusão:

    O verdadeiro crente, nascido de novo, só é possível se o velho homem estiver morto. Nascido para que? Para uma nova vida em Cristo. A velha vida, sem Cristo, não agrada e nem poderia agradar a Deus, pois Deus é Santo e nos éramos pecadores. Ora se a velha vida não pode agradar a Deus como poderemos continuar vivendo a mesma vida comum de antes. Como poderemos fazer as mesmas coisas de antes que não agradam a Deus tais como processar irmãos em Cristo em tribunais sem Cristo? Se um irmão não abre mão de maneira alguma em uma demanda, então, porque não sofrer a perca? Porque não sofrer a injustiça? Somente o egoísmo, o pensamento terreno, não abre mão de nada. Somente o egoísmo é capaz de nos convencer de que nós estamos certos e que não devemos de maneira alguma abrir mão de nada (Mt 5.21 – 26), o último versículo é muito claro quanto às conseqüências deste proceder. Bom mesmo seria se nem ao menos existissem demandas entre os irmãos.

    “Mas agora, despojai-vos também de tudo: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes da vossa boca. Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos, E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou; Onde não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo em todos. Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade; Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também. E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição.(Cl 3.8 – 14)”

    Marco Aurélio David Ramos


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    Marco Antonio Polidoro
    Escreveu:

    Parabenizo o amado Irmão pela clareza e objetividade do estudo que aborda um tema tão relevante odiernamente.

    Sou um dos Árbitros da ABRAME - Associação Brasileira de Árbitros e Mediadores (Curitiba-PR).

    Desenvolvo um projeto que torna acessível a Composição de Lides Sociais na esfera extrajudicial, mediante a estruturação de Câmaras de Mediação e Arbitragem. Um espaço onde os Irmãos podem expor suas causas e obter auxílio específico, com a utilização das ferramentas apropriadas do meio, para uma sólida proposta de negociação e acordo. Caso tal não seja possível, cabe à Câmara, que é totalmente imparcial e desvinculada de qualquer departamento institucional que permeam as partes, julgar a questão pelos critérios de Direito ou de Equidade.

    Tal acordo ou sentença são plenamente acatados pelo Poder Judiciário, de acordo com o Codex de Processo Civil Brasileiro.

    Não podemos olvidar que existam conflitos entre os diletos Irmãos da Igreja do Senhor. Tampouco, creio que o tribunal, presidido por infiéis, seja o caminho certo. Além do erro, em si, ainda há a exposição do Evangelho e a eclosão de escândalos. “Ai daquele por quem vêm os escândalos”… Assim, creio que deva ser utilizado este moderníssimo recurso jurídico amparado em lei específica (Lei - 9307/96). Diga-se de passagem, recurso este, em ascendência no mundo todo, principalmente nos grandes centros de Londres, Paris e Nova York.

    Coloco-me à disposição de qualquer segmento eclesiástico para expor o projeto, implantar, treinar e acompanhar o desenvolvimento das Câmaras de Medição e Arbitragem no meio Religioso. Tenho a certeza que será uma bênção para o povo de Deus.

    Atenciosamente,

    MARCO ANTONIO POLIDORO
    Professor Universitário
    Jurista
    Árbitro Internacional
    Membro da IEADC

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