Paulo, um Modelo de Líder-servidor - Ev. Luiz Henrique
Complementos, ilustrações, questionários e vídeos: Ev.. Luiz Henrique de Almeida Silva

TEXTO ÁUREO
“E nós, cooperando também com ele, vos exortamos a que não recebais a graça de DEUS em vão” (2 Co 6.1).
VERDADE PRÁTICA
O líder-servidor não age egoisticamente, antes serve ao povo de DEUS com espírito voluntário e solícito.
LEITURA DIÁRIA
| 2 Co 3.1 | Paulo, um líder recomendável |
| 2 Co 4.2 | Paulo, um líder exemplar |
| Mt 20.26 | Paulo, um líder servo |
| Rm 5.3 | Paulo, um líder paciente |
| 2 Co 4.5 | Paulo, um líder que pregava somente a mensagem de CRISTO |
| At 14.22 | Paulo, um líder provado pelas adversidades |
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - 2 CORÍNTIOS 6.1-10
1 E nós, cooperando também com ele, vos exortamos a que não recebais a graça de DEUS em vão 2 (Porque diz: Ouvi-te em tempo aceitável e socorri-te no dia da salvação; eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação.); 3 não dando nós escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado. 4 Antes, como ministros de DEUS, tornando-nos recomendáveis em tudo: na muita paciência, nas aflições, nas necessidades, nas angústias, 5 nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns, 6 na pureza, na ciência, na longanimidade, na benignidade, no ESPÍRITO SANTO, no amor não fingido, 7 na palavra da verdade, no poder de DEUS, pelas armas da justiça, à direita e à esquerda, 8 por honra e por desonra, por infâmia e por boa fama, como enganadores e sendo verdadeiros; 9 como desconhecidos, mas sendo bem conhecidos; como morrendo e eis que vivemos; como castigados e não mortos; 10 como contristados, mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo e possuindo tudo.
Palavra Chave: Líder-servidor - Individuo que, na moderna administração, é visto como o modelo ideal de liderança, pois, em vez de chefiar friamente, serve aos liderados de modo que constrange-os a trabalhar em prol do bem coletivo.
6.1 NÃO RECEBAIS A GRAÇA DE DEUS EM VÃO. Paulo cria, indubitavelmente, que era possível o crente receber a graça de DEUS e experimentar a salvação (v.2), e depois, por causa de descuido espiritual ou de viver em pecado deliberado, abandonar a fé e a vida do evangelho, e voltar a perder-se. Todos devem ser exortados a se reconciliarem com DEUS e a receber a sua graça (5.20). Aqueles que recebem a graça de DEUS devem ser exortados a não recebê-la em vão (cf. vv. 14-18).
A graça de DEUS:Repartida livremente, Sl 84:11; At 11:23; 13:43.
Dá poder para o serviço, 1Co 3:10; 15:10.
Capacita a viver a vida cristã, 2Co 1:12.
Pode ser tornada inútil, 2Co 6:1; Gl 2:21; Ef 3:7; Hb 2:9; Tg 4:6.
Não é concedida para fins egoístas, 1Pe 4:10.
Prometida aos humildes, 1Pe 5:5.
FÉ E GRAÇA
Rm 5.21 “Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por JESUS CRISTO, nosso Senhor.” Graça é o dom através do qual DEUS estende misericórdia, bondade e salvação às pessoas. A graça de DEUS permite que Ele confronte a indiferença e rebelião humanas com sua capacidade ilimitada de perdoar e abençoar. DEUS é gracioso em ação. A doutrina da divina graça sublinha o pensamento tanto do Velho como do Novo Testamento. Entretanto, o Velho Testamento somente antecipa e prepara para a completa expressão da graça que é revelada no Novo Testamento. A salvação é um dom da graça de DEUS, mas somente podemos recebê-la em resposta à fé, do lado humano. Para entender corretamente o processo da salvação, precisamos entender essas duas palavras: Fé e Graça FÉ SALVÍFICA. A fé em JESUS CRISTO é a única condição prévia que DEUS requer do homem para a salvação. A fé não é somente uma confissão a respeito de CRISTO, mas também uma ação dinâmica, que brota do coração do crente que quer seguir a CRISTO como Senhor e Salvador (cf. Mt 4.19; 16.24; Lc 9.23-25; Jo 10.4, 27; 12.26; Ap 14.4).
(1) O conceito de fé no NT abrange quatro elementos principais: (a) Fé significa crer e confiar firmemente no CRISTO crucificado e ressurreto como nosso Senhor e Salvador pessoal (ver Rm 1.17). Importa em crer de todo coração (At 8.37; Rm 6.17; Ef 6.6; Hb 10.22), ou seja: entregar a nossa vontade e a totalidade do nosso ser a JESUS CRISTO tal como Ele é revelado no NT.
(b) Fé inclui arrependimento, i.e., desviar-se do pecado com verdadeira tristeza (At 17.30; 2Co 7.10) e voltar-se para DEUS através de CRISTO. Fé salvífica é sempre fé mais arrependimento (At 2.37,38; ver Mt 3.2).
(c) A fé inclui obediência a JESUS CRISTO e à sua Palavra, como maneira de viver inspirada por nossa fé, por nossa gratidão a DEUS e pela obra regeneradora do ESPÍRITO SANTO em nós (Jo 3.3-6; 14.15, 21-24; Hb 5.8,9). É a “obediência que provém da fé” (Rm 1.5). Logo, fé e obediência são inseparáveis (cf. Rm 16.26). A fé salvífica sem uma busca dedicada da santificação é ilegítima e impossível.
(d) A fé inclui sincera dedicação pessoal e fidelidade a JESUS CRISTO, que se expressam na confiança, amor, gratidão e lealdade para com Ele. A fé, no seu sentido mais elevado, não se diferencia muito do amor. É uma atividade pessoal de sacrifício e de abnegação para com CRISTO (cf. Mt 22.37; Jo 21.15-17; At 8.37; Rm 6.17; Gl 2.20; Ef 6.6; 1Pe 1.8).
(2) A fé em JESUS como nosso Senhor e Salvador é tanto um ato de um único momento, como uma atitude contínua para a vida inteira, que precisa crescer e se fortalecer (ver Jo 1.12). Porque temos fé numa Pessoa real e única que morreu por nós (Rm 4.25; 8.32; 1Ts 5.9,10), nossa fé deve crescer (Rm 4.20; 2Ts 1.3; 1Pe 1.3-9). A confiança e a obediência transformam-se em fidelidade e devoção (Rm 14.8; 2Co 5.15); nossa fidelidade e devoção transformam-se numa intensa dedicação pessoal e amorosa ao Senhor JESUS CRISTO (Fp 1.21; 3.8-10; ver Jo 15.4; Gl 2.20).
GRAÇA. No AT DEUS revelou-se como o DEUS da graça e misericórdia, demonstrando amor para com o seu povo, não porque este merecesse, mas por causa da fidelidade de DEUS à sua promessa feita a Abraão, Isaque e Jacó (ver Êx 6.9). Os escritores bíblicos dão prosseguimento ao tema da graça como sendo a presença e o amor de DEUS em CRISTO JESUS, transmitidos aos crentes pelo ESPÍRITO SANTO, e que lhes outorga misericórdia, perdão, querer e poder para fazer a vontade de DEUS (Jo 3.16; 1Co 15.10; Fp 2.13; 1Tm 1.15,16). Toda atividade da vida cristã, desde o seu início até o fim, depende desta graça divina.
(1) DEUS concede uma medida da sua graça como dádiva aos incrédulos (1Co 1.4; 15.10), a fim de poderem crer no Senhor JESUS CRISTO (Ef 2.8,9; Tt 2.11; 3.4).
(2) DEUS concede graça ao crente para que seja “liberto do pecado” (Rm 6.20, 22), para que nele opere “tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade” (Fp 2.13; cf. Tt 2.11,12; ver Mt 7.21), para orar (Zc 12.10), para crescer em CRISTO (2Pe 3.18) e para testemunhar de CRISTO (At 4.33; 11.23).
(3) Devemos diligentemente desejar e buscar a graça de DEUS (Hb 4.16). Alguns dos meios pelos quais o crente recebe a graça de DEUS são: estudar as Escrituras Sagradas e obedecer aos seus preceitos (Jo 15.1-11; 20.31; 2Tm 3.15), ouvir a proclamação do evangelho (Lc 24.47; At 1.8; Rm 1.16; 1Co 1.17,18), orar (Hb 4.16; Jd v. 20), jejuar (cf. Mt 4.2; 6.16), adorar a CRISTO (Cl 3.16); estar continuamente cheio do ESPÍRITO SANTO (cf. Ef 5.18) e participar da Ceia do Senhor (cf. At 2.42; ver Ef 2.9).
(4) A graça de DEUS pode ser resistida (Hb 12.15), recebida em vão (2Co 6.1), apagada (1Ts 5.19), anulada (Gl 2.21) e abandonada pelo crente (Gl 5.4).
6.4 NAS AFLIÇÕES… NAS ANGÚSTIAS. OS SOFRIMENTOS DE PAULO. O ESPÍRITO SANTO, através das palavras de Paulo, revela-nos a angústia e o sofrimento de uma pessoa totalmente dedicada a CRISTO, à sua Palavra e à causa em prol da qual Ele morreu. Paulo comungava com os sentimentos de DEUS e vivia em sintonia com o coração e os sofrimentos de CRISTO. Seguem-se vinte formas da participação de Paulo nos sofrimentos de CRISTO. Ele fala em: (1) “muitas tribulações” enfrentadas ao servir a DEUS (At 14.22); (2) sua aflição no “espírito”, por causa do pecado dominante na sociedade (At 17.16); (3) servir ao Senhor com “lágrimas” ( 2.4); (4) advertir a igreja “noite e dia com lágrimas”, durante um período de três anos, por causa da perdição das almas, pela distorção do evangelho por falsos mestres, contrários à fé bíblica apostólica (At 20.31); (5) sua grande tristeza ao separar-se dos crentes amados (At 20.17-38), e seu pesar diante da tristeza deles (At 21.13); (6) a “grande tristeza e contínua dor” no seu coração, por causa da recusa dos seus “patrícios” em aceitarem o evangelho de CRISTO (Rm 9.2,3; 10.1); (7) as muitas provações e aflições que lhe advieram por causa do seu trabalho para CRISTO (4.8-12; 11.23-29; 1 Co 4.11-13); (8) seu pesar e angústia de espírito, por causa do pecado tolerado dentro da igreja (2.1-3; 12.21; 1 Co 5.1,2; 6,8-10); (9) sua “muita tribulação e angústia do coração”, ao escrever àqueles que abandonavam a CRISTO e ao evangelho verdadeiro (2.4); (10) seus gemidos, por causa do desejo de estar com CRISTO e livre do pecado e das preocupações deste mundo (5.1-4; cf. Fp 1.23); (11) suas tribulações “por fora e por dentro”, por causa de seu compromisso com a pureza moral e doutrinária da igreja (7.5; 11.3,4); (12) o “cuidado” que o oprimia cada dia, por causa do seu zelo por “todas as igrejas” (v.28); (13) o desgosto consumidor que sentia quando um cristão passava a viver em pecado (v.29); (14) o desgosto de proferir um “anátema” sobre aqueles que pregavam outro evangelho, diferente daquele revelado no NT (Gl 1.6-9); (15) suas “dores de parto” para restaurar os que caíam da graça (Gl 4.19; 5.4); (16) seu choro por causa dos inimigos da cruz de CRISTO (Fp 3.18); (17) sua “aflição e necessidade”, pensando naqueles que podiam decair da fé (1 Ts 3.5-8); (18) suas perseguições por causa da sua paixão pela justiça e pela piedade (2 Tm 3.12); (19) sua lastimável condição ao ser abandonado pelos crentes da Ásia (2 Tm 1.15); e (20) seu apelo angustiado a Timóteo para que este guarde fielmente a fé genuína, ante a apostasia vindoura (1 Tm 4.1; 6.20; 2 Tm 1.14). 6.10 COMO POBRES. Não é uma contradição para o evangelho, quando um cristão verdadeiramente dedicado é financeiramente pobre. Paulo afirma que possuía poucos bens deste mundo, mas, como servo de DEUS, tornava outros espiritualmente ricos (cf. 8.9; At 3. 1ss; Ef 3.8). As riquezas da Graça de DEUS são superiores as do mundo:
Rm 2:4 Ou será que você despreza as riquezas da sua bondade, tolerância e paciência, não reconhecendo que a bondade de DEUS o leva ao arrependimento?
Rm 9:23 Que dizer, se ele fez isto para tornar conhecidas as riquezas de sua glória aos vasos de sua misericórdia, que preparou de antemão para glória, a fim de que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que para a glória já dantes preparou,
Ef 1:7 Nele temos a redenção pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça,
Ef 2:7 para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça, pela sua benignidade para conosco em CRISTO JESUS.
Fp 4:19 E o meu DEUS suprirá todas as vossas necessidades segundo a sua gloriosa riqueza em CRISTO JESUS. 1Tm 1:14 e a graça de nosso Senhor superabundou com a fé e o amor que há em CRISTO JESUS.
Tt 3:6 que ele derramou ricamente sobre nós, por meio de JESUS CRISTO nosso Salvador,
2Co 6.10 como entristecidos, porém sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo.
2Co 8.9 Pois já conheceis a graça de nosso Senhor JESUS CRISTO, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que pela sua pobreza vos tornásseis ricos.
O LÍDER SERVIDOR (JAMES C. HUNTER ) Liderar é tanto arte como ciência. Não basta querer ser líder, você tem que ter aptidão, ter talento, e se preparar. Para liderar pessoas é preciso ser integrante do grupo, não cair de pára-quedas, bem como entender os anseios do grupo, e lutar por estes anseios. O verdadeiro líder é o maior servidor. Ele defende e trabalham em prol dos desejos do grupo. Ele é o principal interlocutor do grupo. Ele não exige e nem impõe nada a ninguém, apenas pede o compromisso de todos em prol do grupo. Ele é compreensível, e entende os problemas de cada um, e só pensa no grupo, na coletividade. Todas as decisões tomadas levam em consideração principalmente o grupo. O seu grande objetivo é preservar o grupo, e trabalhar em prol do seu crescimento. A formação de novos líderes é uma importante função do líder moderno. Ele sabe da necessidade de preparar pessoas, é consciente da necessidade de ensiná-las e a condução delas é a sua grande missão.A humildade, o companheirismo e tolerância devem ser exercidos diariamente pelo líder.Os grupos se fortalecem com líderes comprometidos com a organização, líderes que se preocupam em trabalhar pela organização, de forma impessoal, e voluntária.Segundo James Hunter , é necessário que os líderes se transformem em líderes servidores. Ele descreve algumas características básicas para os líderes servidores:Paciência, gentileza, humildade, respeito, altruísmo, capacidade de perdoar, honestidade, comprometimento, serviço e sacrifício. Conclusão: Conforme a definição básica de líder servidor: “Alguém com habilidades de identificar e ir ao encontro das legítimas necessidades (e não desejos) dos outros, influenciando-os para que possam contribuir completamente com seus recursos, visando às metas e ao bem comum e com um caráter que inspire confiança”. Só JESUS CRISTO é o perfeito líder servidor e o apóstolo Paulo o seu imitador. JESUS como Líder Servo (Por: Josué Campanha SEPAL )
“Porque o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir, e dar a sua vida em resgate de muitos” (Marcos 10.45)
“A verdadeira grandeza e a verdadeira liderança, não se alcançam submetendo-se alguns homens ao serviço de um, mas generosamente dando-se a si mesmo ao serviço deles.” J. Oswald Sanders.
As pessoas preferem seguir aqueles que as ajudam, não aqueles que as intimidam! A Bíblia diz: “a humildade precede a honra” (Pv 15.33)
O primeiro princípio da liderança de servo é: Os líderes servidores se humilham e esperam que DEUS os exalte.
Você não pode aplicar este princípio em sua vida sem antes seguir os ensinos de JESUS. Deve decidir se dirigirá ou não sua vida de acordo com os padrões de JESUS, ou de acordo com as melhores experiências e idéias que o mundo oferece.
O segundo princípio da liderança de servo é: Os líderes servidores seguem a JESUS e não a posições.
O terceiro princípio da liderança de servo é: Os líderes servidores renunciam a seus direitos para encontrar grandeza servindo aos outros.
JESUS redefiniu “grandeza” e “ser o primeiro”. Quando você faz de JESUS o amo de sua vida, se converte em servo dos demais. No Reino de DEUS, guiar é servir a outros e seguir ao Rei.
“Os líderes cristãos devem adotar o estilo de liderança de JESUS, que lavou os pés de seus discípulos. É interessante que o “antigo estilo” está tão atual como qualquer teoria moderna de liderança.” (Leith Anderson)
Só quando se confia que DEUS tem absoluto controle de sua vida, é que você pode arriscar-se e esquecer-se de si mesmo para servir aos outros. Se não é assim, não há outra possibilidade de proteger seu “ego” e defender seus direitos.
O quarto princípio da liderança de servo é: Os líderes servidores se arriscam a servir aos outros porque confiam em que DEUS controla suas vidas.
Ainda assim, JESUS redefiniu o que os líderes devem fazer: Os líderes satisfazem as necessidades. Os seguidores de JESUS tinham os pés sujos e ninguém estava disposto a lavá-los. Tinham a necessidade, mas ninguém ia deixar seu posto para satisfazê-la. O quinto princípio da liderança de servo é: Os líderes servidores imitam a CRISTO tomando a toalha de servidão de JESUS para satisfazer as necessidades dos outros.
Nota importante: Satisfazer as necessidades não significa atender aos desejos das pessoas. JESUS se ajoelhou aos pés de Pedro como um servo, mas não permitiu que a preferência de Pedro o impedisse de cumprir sua missão.
Outra nota importante: JESUS lavou os pés de Judas, o discípulo que o trairia com um beijo. O Mestre lavou os pés de Judas mesmo sabendo que ele o entregaria aos líderes religiosos para ser crucificado. A maior prova do líder servidor é lavar os pés dos que ele sabe que vão traí-lo.
Se você não está usando uma toalha para servir de joelhos aos pés dos outros, está num lugar equivocado. Os líderes do Reino de DEUS se ajoelham, se vestem como servidores e satisfazem as necessidades dos seus seguidores.
Delegar é uma das formas que um líder tem para unir o falar com o fazer. É um valioso método para formentar a participação de outros, desenvolver-se e alcançar seu potencial. (Max DePree).
O sexto princípio da liderança do servo é: Os líderes servidores delegam responsabilidades e autoridade para outros para satisfazer necessidades maiores.
Deve haver um equilíbrio entre autoridade delegada e responsabilidade. Assinala que “mais autoridade e menos responsabilidade ajudam a incrementar a liderança; menos autoridade e mais responsabilidade ajudam a desenvolver uma conduta passiva”. Os apóstolos delegaram a autoridade suficiente para que os sete tomassem decisões que satisfizessem os necessitados. Quando os líderes procuram dirigir sozinhos, esgotam seus seguidores e os cansam. Os líderes de muitas igrejas se “queimam” porque pensam que são os únicos que podem fazer o trabalho. Ser dono da responsabilidade de uma tarefa não significa que você tem que fazê-la sozinho. Os líderes servidores sabem que são mais eficientes quando confiam em outros para trabalhar com eles.
Os bons líderes preparam outras pessoas capazes para que os ajudem a levar a cabo suas responsabilidades.
Quando Moisés foi aconselhado a escolher outros líderes para ajudá-lo, é porque eles existiam. Existem líderes na Igreja preparados por DEUS, prontos para serem escolhidos. Se não são escolhidos, alguns podem criar problemas e outros podem ir para outro lugar, onde serão mais úteis.
O sétimo princípio da liderança do servo é: Os líderes servidores multiplicam sua liderança delegando a outros responsabilidades para dirigir.
JESUS multiplicou sua liderança ao dar poder do ESPÍRITO SANTO a seus discípulos. Ele disse: “Recebereis poder, ao descer sobre vós o ESPÍRITO SANTO, e ser-me-eis testemunhas[…]” (Atos1.8). Dar poder sempre vem antes da missão. JESUS deu seu ESPÍRITO SANTO aos discípulos para que tivessem o poder de testemunhar quem era ele e porque o Pai o havia enviado.
O Líder que S.E.R.V.E.
…servindo uns aos outros, segundo o dom que cada um recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de DEUS. (1 Pe 4.10).
OS LÍDERES SERVIDORES SÃO OS QUE DEUS TEM PREPARADO
Na forma de um esboço vamos usar o acróstico S.E.R.V.E. para aprender como DEUS tem preparado líderes para cumprirem os propósitos do Reino. Estas partes de sua vida foram a matéria prima para a liderança de servo. S.E.R.V.E. significa:
Dons Espirituais: Dons que DEUS lhe dá através do ESPÍRITO SANTO para fortalecê-lo no serviço.
Experiências: Acontecimentos que DEUS usa para moldá-lo como um líder servidor.
Relacionamento: Ajustes de conduta que DEUS usa para dar-lhe um estilo de liderança.
Vocação: Habilidades obtidas através do estudo e da experiência, que você pode usar para servir a DEUS.
Entusiasmo: Paixão que DEUS colocou em seu coração por um certo ministério que serve aos outros. O líder servidor PREPARA outros
Motiva-os para servir O primeiro passo para treinar a outros para servir é motivá-los a envolverem-se no ministério.
Motivar significa: Atrair alguém. Você motiva a alguém quando se coloca ao seu lado durante um tempo para consolá-lo e ajudá-lo.
Motivação sem treinamento é como o entusiasmo sem direção.
O segundo passo é avaliar os que servirão. Nesta seção, avaliar envolve dois aspectos. O primeiro é saber se a pessoa reúne certos requisitos relacionados a ser um seguidor de CRISTO. Isto inclui a condição espiritual da pessoa e sua disposição para servir a outros.
O segundo é comprovar se a pessoa é competente para servir no ministério para a qual você está estimulado.
Um líder servidor avalia os que prepara, expondo-lhes as normas do discipulado e provando sua disposição para servir a outros.
O terceiro passo para treinar a outros é compreender suas necessidades e satisfazê-las. JESUS observava os discípulos enquanto estes o seguiam. De igual forma você compreenderá as necessidades dos que preparar se observar como se desenvolvem no ministério. Isto lhe permitirá ver o que necessitam para converterem-se em servos mais eficientes.
Instrua-os: Os líderes cometem um grave erro quando esquecem de instruir os que recrutam. Muitas vezes os líderes deixam sós os que motivaram para servir no ministério e estes têm que adivinhar o que devem fazer. Os servidores que não estão treinados sempre ocasionam problemas.
O quarto passo para treinar a outros é instruí-los. Instruir é parte da liderança. Os seguidores necessitam saber o que se espera deles e como fazer a tarefa designada. JESUS preparou a Seus seguidores instruindo-os.
Paulo preparou a Timóteo ensinando-o como ministrar aos que tinha sob seu cuidado. Seus ensinamentos foram claros e específicos. Timóteo não teve que advinhar o que seu mentor esperava dele. Estas instruções surgiram da experiência e sabedoria de Paulo. Os líderes servidores preparam a outros instruindo-os nas áreas específicas de seu ministério.
Ore por eles. Pode inclusive ensinar-lhes atitudes específicas do ministério baseadas em decisões humanas. Mas uma coisa faltará: O poder de DEUS em suas vidas. JESUS notou a falta de poder em seus discípulos quando não puderam expulsar o demônio (Mt. 17. 19-21). Algo faltava. Por esta razão, o passo final e mais importante para treinar a outros para o ministério é: orar por eles!
O líder servidor serve em uma Equipe Ministerial. O ministério em equipe é o que a igreja primitiva usava para satisfazer as necessidades do evangelismo. O ministério em equipe é o que a Igreja do século XXI usará para continuar satisfazendo as necessidades com mais eficiência.
Os líderes servidores de uma equipe ministerial devem manter um equilíbrio entre fazer eles mesmos as coisas e estimular a outros para que participem. Ainda que ele ou ela pareçam ter uma atitude de servo, uma pessoa que faz sozinha o trabalho de equipe não é um líder servidor genuíno. Katzenbach e Smith apontam uma conclusão sábia sobre este assunto: Os líderes de grupo genuinamente crêem que não têm todas as respostas, assim não insistem em dá-las. Crêem que não necessitam tomar todas as decisões importantes, portanto não o fazem. Crêem que não podem triunfar sem a contribuição combinada de outros membros do grupo para um fim comum, assim que evitam qualquer ação que possa limitar a participação ou intimidar a qualquer um no grupo. O “ego” não é sua preocupação primordial. Delegar a liderança. As equipes demandam diferentes habilidades e dons. Peter Drucker afirmou: Um erro comum é crer que todos os indivíduos de uma equipe pensam e atuam de forma igual. Não é assim. O propósito da equipe é fazer que os pontos fortes sejam eficientes e os fracos irrelevantes.
Formar uma equipe significa encontrar pessoas que tenham uma meta comum com você, ainda que difiram em algumas idéias ou maneira de fazer as coisas.
Para comissionar a outros seguindo o padrão de Paulo você deve:
1. Ensinar e viver conforme o Evangelho enquanto vive e trabalha com outros crentes.
2. Convidar a outros a formar com você uma equipe ministerial, logo que avaliá-los para saber se podem contribuir para a meta de sua missão.
3. Comissioná-los para que sigam ministrando sós ou formem sua equipe ministerial.
JESUS demonstrou com que comissionar. Você forma sua equipe com autoridade e poder para alcançar a meta.
Paulo demonstrou como comissionar. Você forma seu grupo vivendo e trabalhando com eles e convidando-os a tomar uma ou mais responsabilidades na caminhada.
Responsabilizar-se. A responsabilidade torna possível o ministério em equipe. A Bíblia nos ensina que a responsabilidade é parte de sua relação com DEUS.
Servir de Mentor. Um mentor é um guia que dirige a outros através de novos terrenos que já conhece e por este motivo se encontra preparado para dirigir. O mentor dá o exemplo do que quer que seus seguidores façam. Suas ações pesam tanto como suas palavras.
Os líderes servidores são mentores para os que estão com eles na equipe ministerial. Por meio dos mentores o trabalho de CRISTO passa para a próxima geração de líderes servidores. Ser mentor é reproduzir a JESUS na vida do outro.
Cada crente deve imitar um Paulo em sua vida porque “você necessita de alguém que tenha atravessado o caminho”. Cada crente necessita de um Barnabé porque precisa de alguém “que o ame, mas que não se deixe impressionar por você”. Necessita de um Timóteo “cuja vida está edificando”.
RESUMO DA LIÇÃO 7,
PAULO, UM MODELO DE LÍDER SERVIDOR
Seu modelo de líder-servidor era o próprio JESUS,
que nos deixou um grande exemplo (Jo 13.1-17; Fp 2.5-8).
I. PAULO SE IDENTIFICA COMO SERVIDOR DE CRISTO (6.1,2)
1. Paulo se descreve como cooperador de DEUS no
ministério da reconciliação (v.1).
2. Paulo, um modelo de líder-servidor.
3. Paulo desperta os coríntios para a chegada do tempo aceitável (v.2).
II. A ABNEGAÇÃO DE UM LÍDER-SERVIDOR (6.3-10)
1. O cuidado de um líder-servidor.
2. Experiências de um líder-servidor (vv.4-6).
3. Os elementos da graça que o sustentaram nestas
experiências (vv.7-10).
III. AS ARMAS DE ATAQUE E DEFESA DE UM LÍDER-SERVIDOR
1. As armas da justiça numa guerra espiritual (v.7).
2. Os contrastes da vida cristã na experiência de um
líder-servidor (vv.8-10).
3. Paulo dá uma resposta aos adeptos da Teologia da Prosperidade (v.10).
CONCLUSÃO
Se quisermos servir ao Senhor com inteireza de coração,
precisamos seguir os passos de JESUS.
REFLEXÃO - “O líder espiritual deve ter uma “boa reputação” entre os crentes e descrentes.” - Gene A. Getz.
SINOPSE DO TÓPICO (1) Paulo aprendeu com JESUS que o serviço é a postura ideal para quem deseja liderar na vida eclesiástica, pois o Mestre mesmo disse que não tinha vindo ao mundo para ser servido, mas para servir.
SINOPSE DO TÓPICO (2) Paulo não se envergonha do Evangelho de CRISTO nem desiste de continuar seu trabalho.
SINOPSE DO TÓPICO (3) Paulo superou as dificuldades e circunstâncias sem perder de vista a perspectiva divina. Estas experiências lhe deram condições de ter alegria frente à tristeza e, pela pobreza material, ter a certeza da riqueza celestial.
REFLEXÃO Reconhecer-nos como vasos de barro é reconhecer a maravilhosa graça que nos foi dada.
AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I - Subsídio Bibliográfico
“Agora é o Dia da Salvação 6.1,2. Como cooperadores de DEUS, que pertencem a Ele, como também trabalham para Ele, e como embaixadores de CRISTO (2 Co 5.20), Paulo e sua equipe exortavam os coríntios a não receber a graça de DEUS sem resultado algum. Os coríntios tinham recebido a graça de DEUS, inclusive a salvação por CRISTO, mas eles não deviam supor que a salvação é mantida automaticamente. É possível ‘deixá-la ir por nada’ (2 Co 6.1, NEB). Isto aconteceria se eles voltassem à antiga maneira de viver ou se dessem ouvidos aos críticos ’super-espirituais’ ou aos falsos apóstolos que estavam ensinando um evangelho diferente (cf. 2 Co 11.4; Gl 2.21). Precisamos viver de acordo com a nova vida que nos foi dada (cf. Jo 15.2; DEUS tira os ramos que não dão frutos). A seguir, Paulo cita Isaías 49.8 e o aplica aos coríntios. Eles estavam vivendo nos dias em que a profecia estava sendo cumprida. É o dia de DEUS, o tempo de DEUS. Paulo não diminui a importância da era futura ou as últimas coisas. Mas eles têm de reconhecer que esta é a era final antes da era milenar. Agora é o dia em que DEUS torna possível a reconciliação a Ele por CRISTO. Hoje é o dia da salvação (cf. Hb 3.12-15). À medida que nos aproximamos do fim dos tempos também temos de aplicar as observações de Paulo à nossa época, de forma que não recebamos a graça de DEUS ‘em vão’ […]. Nada seria mais triste que ter recebido a graça de DEUS e, no fim, se perder. (HORTON, Stanley M. I & II Coríntios: Os Problemas da Igreja e Suas Soluções. 1.ed. RJ, CPAD, 2003, pp.213-14).
VOCABULÁRIO
Agrura: Dificuldade, obstáculo.
Injúria: Insulto, ofensa.
Nutrir: Alimentar, sustentar.Transigir: Ceder, abrir mão.
Vaticínio: Predição, profecia.
BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
CLOUD, Henry. 9 Coisas que um Líder Deve Fazer. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2009.
GETZ, Gene A. Pastores e Líderes: O Plano de DEUS Para a Liderança da Igreja. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2004.
SAIBA MAIS - Revista Ensinador Cristão, CPAD, no 41, p. 39
AJUDA
CPAD - http://www.cpad.com.br/ - Bíblias, CD’S, DVD’S, Livros e Revistas. BEP - BÍBLIA de Estudos Pentecostal.
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