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A Conquista de Jericó - Rede Brasil de Comunicação

 Igreja Evangélica Assembléia de Deus - Recife / PE

Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais
              Pastor Presidente: Ailton José Alves

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LIÇÃO 05 - A CONQUISTA DE JERICÓ

INTRODUÇÃO

Após terem atravessado milagrosamente o Jordão, os filhos de Israel depararam-se com outro grande obstáculo: a cidade de Jericó; uma verdadeira fortaleza na entrada da terra prometida. Josué, então, ouve a voz de Deus a lhe encorajar neste momento: “Olha, tenho dado na tua mão a Jericó, ao seu rei e aos seus homens valorosos.” (Js 6.2). Israel não invadiu a cidade de acordo com estratégias militares comuns, mas seguiu as instruções dadas pelo próprio Senhor. Apesar de parecerem estranhas aos israelitas, essas instruções, que exigiam fé, obediência e perseverança, conduziram o povo de Deus ao milagre: a queda dos muros de Jericó.

I - JOSUÉ RECEBE UMA VISITA CELESTIAL

“E sucedeu que, estando Josué perto de Jericó, levantou os seus olhos e olhou; e eis que se pôs em pé diante dele um homem que tinha na mão uma espada nua; e chegou-se Josué a ele, e disse-lhe: És tu dos nossos, ou dos nossos inimigos? E disse ele: Não, mas venho agora como príncipe do exército do Senhor. Então Josué se prostrou com o seu rosto em terra e o adorou, e disse-lhe: Que diz meu senhor ao seu servo? Então disse o príncipe do exército do Senhor a Josué: Descalça os sapatos de teus pés, porque o lugar em que estás é santo. E fez Josué assim.” (Js 5.13-15). Esta aparição é identificada como uma teofania1, ou seja, uma aparição do próprio Deus. O Senhor lhe apareceu para dar as instruções para os israelitas conquistarem a cidade de Jericó. Josué tem, então, a confirmação da presença de Deus para batalhar lado a lado com o seu povo.

II - DEUS DÁ AS INSTRUÇÕES PARA A CONQUISTA DE JERICÓ

Conquistar Jericó não era uma tarefa fácil. Isto porque Jericó era uma cidade fortificada, cujos muros, de quase dez metros de altura, podiam ser vistos a quilômetros de distância. Parecia uma barreira intransponível. No entanto, Deus tinha a solução. Eis a ordem de Deus:

2.1 “Vós, pois, todos os homens de guerra, rodeareis a cidade, cercando-a uma vez; assim fareis por seis dias. E sete sacerdotes levarão sete buzinas de chifres de carneiros adiante da arca, e no sétimo dia rodeareis a cidade sete vezes, e os sacerdotes tocarão as buzinas” (Js 6.3,4). Deus poderia derrubar os muros sem a participação do povo. Mas, aprouve a Ele trabalhar em conjunto com os israelitas. Como disse o apóstolo Paulo: “Nós somos cooperadores de Deus” (I Co 3.9). Ele poderia fazer também com que os muros caíssem na primeira volta, logo no primeiro dia. Porém preferiu ensinar ao povo uma importante lição: a perseverança.

2.2 “E será que, tocando-se prolongadamente a buzina de carneiro, ouvindo vós o seu sonido, todo o povo gritará com grande brado; e o muro da cidade cairá abaixo, e o povo subirá por ele, cada um em frente.” (Js 6.5). Ninguém jamais tinha ouvido falar que o som de buzinas de chifres de carneiros e o grito do povo poderia fazer uma muralha ruir. Mas, apesar de parecer estranho, e de ser uma coisa inédita, o povo creu e obedeceu a voz de Deus.

III - A QUEDA DOS MUROS E A CONQUISTA DE JERICÓ

A cidade de Jericó tinha uma área de cerca de 32 km2. Era uma cidade-fortaleza considerada como invencível, por ter a proteção dos deuses cananeus. A captura de Jericó era a estratégia bélica de Josué, pois demonstraria que o Deus de Israel era superior aos deuses cananeus e que a derrota dos cananeus era inevitável. Assim, os filhos de Israel rodearam a cidade seis dias, uma vez por dia; e, no sétimo dia, rodearam a cidade sete vezes. Então “Gritou, pois, o povo, tocando os sacerdotes as buzinas; e sucedeu que, ouvindo o povo o sonido da buzina, gritou o povo com grande brado; e o muro caiu abaixo, e o povo subiu à cidade, cada um em frente de si, e tomaram a cidade.” (Js 6.20). A miraculosa conquista de Jericó foi uma clara demonstração para os israelitas, que seus inimigos poderiam ser dominados, e que Israel possuiria a terra de Canaã. Como Deus havia prometido, as muralhas caíram, o povo invadiu a cidade e destruiu os cananeus.

IV - POR QUE DEUS ORDENOU A DESTRUIÇÃO DOS CANANEUS?

Antes de o povo entrar na terra prometida, Deus tinha dado instruções rigorosas quanto ao que deviam fazer com os moradores dali: Deveriam ser totalmente destruídos. “Porém, das cidades destas nações, que o Senhor teu Deus te dá em herança, nenhuma coisa que tem fôlego deixarás com vida.
Antes destruí-las-ás totalmente: aos heteus, e aos amorreus, e aos cananeus, e aos perizeus, e aos heveus, e aos jebuseus, como te ordenou o Senhor teu Deus.” (Dt 20.16,17). O Senhor repetiu esta ordem depois dos israelitas atravessarem o Jordão e entrarem em Canaã. Em várias ocasiões o livro de Josué declara que a destruição das cidades e dos cananeus pelos israelitas foi ordenada pelo Senhor (Js 6.2; 8.1,2; 10.8). Muitas pessoas costumam, então perguntar: Como pode um Deus tão cheio de amor dar uma ordem tão cruel? Vejamos, então o por que desta ordem:

4.1 A destruição dos cananeus é um relato do justo juízo divino. Os cananeus eram um povo iníquo e irremediável, cujo pecado chegou a atingir sua plena medida (Gn 15.16; Dt 9.4,5). Em outras palavras: Deus ordenou a destruição dos moradores de Jericó e de outros habitantes de Canaã porque eles se entregaram a depravação moral. A arqueologia revela que os cananeus estavam envolvidos em toda forma de idolatria, prostituição, violência e queima de crianças em sacrifícios aos seus deuses, além de práticas espiritualistas (Dt 12.31; 18.9-13; Jz 23.12).

4.2 A destruição dos cananeus era necessária para guardar a Israel da idolatria. Deus sabia que se aquelas nações ímpias continuassem a existir, ensinariam aos israelitas a fazer conforme todas as abominações que fizeram a seus deuses (Dt 20.18). Deus exigiu que o seu povo não se contaminasse com as práticas pagãs e idólatras dos cananeus (Dt 18.9-14).

4.3 A destruição dos cananeus demonstra um julgamento divino. Quando o pecado de um povo alcança a sua medida máxima, a misericórdia de Deus cede lugar ao juízo (Js 11.20). Deus já havia aplicado esse mesmo princípio, por ocasião do dilúvio (Gn 6.5) e da destruição das cidade iníquas de Sodoma e Gomorra (Gn 18.20-33; 19.24,25).

4.4 A destruição dos cananeus tipifica o Juízo Final. Todos aqueles que rejeitarem a salvação oferecida pelo Senhor Jesus, e continuarem no pecado, hão de ser julgados e condenados no Juízo Final; e hão de perecer como os cananeus (Ap 20.11-15). Deus abaterá todas as potências mundiais e estabelecerá na terra o seu reino de justiça (Ap 18.20,21; 20.4-10; 21.1-4)

V - RAABE É SALVA JUNTAMENTE COM TODA A SUA FAMÍLIA

Conforme haviam prometido os espias enviados por Josué à Jericó (Js 2.12-15), Raabe foi poupada juntamente com toda a sua família (Js 6.22,23). Embora esta mulher cananéia seja retratada como prostituta, demonstrou fé em Deus: “E disse aos homens: Bem sei que o Senhor vos deu esta terra e que o pavor de vós caiu sobre nós, e que todos os moradores da terra estão desfalecidos diante de vós. Porque temos ouvido que o Senhor secou as águas do Mar Vermelho diante de vós, quando saíeis do Egito, e o que fizestes aos dois reis dos amorreus, a Siom e a Ogue, que estavam além do Jordão, os quais destruístes. O que ouvindo, desfaleceu o nosso coração, e em ninguém mais há ânimo algum, por causa da vossa presença; porque o Senhor vosso Deus é Deus em cima nos céus e em baixo na terra.” (Js 2.9-11). Certamente que Deus não aprovou seus padrões de ética, mas aprovou a sua fé. Por isso ela também se encontra na Galeria dos Heróis da Fé (Hb 11.31). Ela representa os gentios, que, mesmo não sendo da linhagem de Abraão, vieram a crer no Filho de Deus.

CONCLUSÃO

Esta lição nos ensina sobre os três passos que antecedem o milagre: fé, obediência e perseverança. Quando o povo creu na palavra de Deus, obedeceu, e perseverou até a sétima volta do sétimo dia, o milagre aconteceu! Assim os israelitas puderam invadir a cidade e destruí-la, conforme o dito do Senhor.

1 Teofania. Do grego Theos, Deus + phania, manifestação. É uma aparição divina em forma angelical, ou uma manifestação do próprio Deus, que se faz perceptível pelos sentidos humanos .

BIBLIOGRAFIA:

Bíblia de Estudo Pentecostal. João Ferreira de Almeida. C.P.A.D.
Estudo panorâmico da Bíblia. Henrieta C. Mears. Ed. Vida.
Dicionário Teológico. Claudionor Correia de Andrade. C.P.A.D.

Publicado no site da Rede Brasil de Comunicação

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  1. glauce carvalho Escreveu:

    Esses comentários das liçoes feitos por vocês têm sido uma benção na minha vida. Gostaria de saber, se possível o autor de cada comentário.
    Que Deus vos abençoe.

  2. lucia rodrigues silva Escreveu:

    Verdadeiramente essa passagem biblica,nos impulciona a buscar a DEUS com mais fe e otimismo.Pois podemos ver como DEUS agiu de maneira milagrosa atraves da vida de josue para que o povo de israel fosse vitorioso,alcançando assim a destruiçao de jerico,o qual era um impecilio para eles continuarem a caminhada.Assim DEUS peleja por nos,tirando todo embaraço para prosseguirmos ,pois o nosso DEUS sempre sera o mesmo.LUCIA R. SILVA

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