Jesus, o Filho Eterno de Deus - Eduardo Sousa
Introdução
Logo no inÃcio de sua epÃstola, João não perde tempo e foca em uma das doutrinas mais relevantes do Cristianismo, a filiação de Jesus Cristo, indo de encontro aos ensinos gnósticos e revelando aos seus leitores o grande tema que será focado em sua carta.
A divindade de Jesus é algo já mencionado pelo próprio João, no evangelho escrito por ele, e também outros apóstolos já haviam também tocado neste tema (Cl 2.9; 1.19), isso nos leva a pensar que :
- Este é um tema de suma importância para a Igreja do Senhor;
- O gnosticismo e suas heresias se espalharam rapidamente no meio do povo de Deus, e os apóstolos precisavam doutrinar os santos nas corretas doutrinas.
A Eternidade de Jesus
João, assim como outros apóstolos conviveram com Jesus, o viram crucificado pelos pecadores, e depois ressuscitado dentre os mortos. Eles o tocaram para ter a plena certeza de sua ressurreição.
Diante deste testemunho, João apresenta Jesus Cristo aos crentes, mostrando sua divindade e sua filiação divina.
“No principio era o verbo” (Jo 1.1a)
Esse trecho afirma que Jesus é eterno. O Senhor Jesus existe antes de todas as coisas, inclusive antes de o tempo o ter inÃcio: “E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” (Cl 1.17).
O Filho de Deus, além de existir por si mesmo (Jô 5.26), estava com o Pai antes da criação do mundo (Jô 17.5,24).
O próprio Cristo confessou sua pré-existência em João 8, dizendo, “Eu lhes afirmo que antes de Abraão nascer, Eu Sou” (v. 58) A palavra Deus (grego: theos) nesse verso se refere ao Pai, e “a Palavra estava com Deus” indica que
Cristo não é idêntico ao Pai em termos de sua pessoalidade. Contudo, ele não é menos que Deus em termos de seus atributos, pois o verso continua a dizer, “a Palavra era Deus.” Essa é uma indicação explÃcita da atribuição de deidade a Jesus Cristo.
Outros textos bÃblicos nos dizem:
Colossenses 2.9 diz, “Pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade”.
Tito 2.13 diz, “aguardamos a bendita esperança: a gloriosa manifestação
de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo”.
Em Hebreus 1.3 lemos, “O Filho é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser”.
Hebreus 1.8 faz uma aplicação messiânica do Salmo 45.6-7, quando Deus diz a Cristo: “O teu trono, ó Deus, subsiste para todo o sempre; cetro de eqüidade é o cetro do teu Reino”. Assim, Deus Pai mesmo declara que Jesus é Deus, e diz que seu domÃnio é “para todo o sempre”.
Finalmente, Paulo escreve em Filipenses 2.6 que Cristo, “embora existindo na forma de Deus,” tomou sobre si atributos humanos.
A humanidade de Jesus
Cheung escreve:
Veremos agora algumas passagens que indicam a HUMANIDADE de Cristo. Após afirmar fortemente a deidade de Cristo, o apóstolo João escreve em seu Evangelho:
“A Palavra tornou-se carne e viveu entre nós” (João 1.14). Hebreus 2.14 diz,
“Portanto, visto que os filhos são pessoas de carne e sangue, ele também participou
dessa condição humana, para que, por sua morte, derrotasse aquele que tem o poder
da morte…”.
Paulo é muito explÃcito a respeito da humanidade de Cristo quando escreve em 1 Timóteo 2.5: “Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus”.
Várias passagens na BÃblia indicam que, em sua natureza humana, Jesus tinha
verdadeiras limitações. Por exemplo, ele esteve “cansado da viagem” em João 4.6, faminto em Mateus 21.18 e sedento em João 19.28. E o mais significativo, “ele sofreu a morte” (Hebreus 2.9) para comprar a salvação para os seus eleitos.
Algumas passagens na BÃblia afirmam ou fazem supor tanto a divindade quanto a humanidade de Cristo. Por exemplo, João 5.18 diz que os judeus procuravam matar a Jesus porque ele “estava dizendo que Deus era seu próprio Pai, igualando-se a Deus”. Eles o viram como um homem, mas ele reivindicava ser Deus. João 8.56-59 descreve outro conflito semelhante a esse:
‘Abraão, pai de vocês, regozijou-se porque veria o meu dia; ele o viu e
alegrou-se’.
Disseram-lhe os judeus: ‘Você ainda não tem cinqüenta anos, e
viu Abraão?’. Respondeu Jesus: ‘Eu lhes afirmo que antes de Abraão nascer, Eu Sou!’. Então eles apanharam pedras para apedrejá-lo, mas Jesus escondeu-se e saiu do templo. As pessoas reconheceram que em sua vida humana, Jesus não tinha ainda cinqüenta anos de idade e afirmava conhecer pessoalmente a Abraão.
Aqueles que o ouviramJesus, o Filho de Deus não contestaram sua humanidade, mas entenderam que suas palavras continham uma reivindicação de divindade. Mateus 22.41-45 também afirma que Jesus é tanto Deus quanto homem: Estando os fariseus reunidos, Jesus lhes perguntou: “O que vocês pensam a respeito do Cristo? De quem ele é filho?”. “É filho de Davi”, responderam eles. Ele lhes disse: “Então, como é que Davi, falando pelo EspÃrito, o chama ‘Senhor’? Pois ele afirma: ‘O Senhor disse ao meu Senhor: Senta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo de teus pés’. Se, pois, Davi o chama ‘Senhor’, como pode ser ele seu filho?”.
Os fariseus reconheceram que o Cristo seria o filho de Davi, e tal, seria humano. Contudo, enquanto estava “falando pelo EspÃrito”, de modo que não poderia estar errado, Davi chamou-o de “Senhor”, como uma designação de deidade. Portanto, o Cristo seria tanto o descendente humano e quanto o divino Senhor de Davi -seria Deus e homem ao mesmo tempo.
A expressão “Filho de Deus” nas Escrituras, indica claramente a natureza divina de Jesus. Sua procedência revela que ele compartilha a mesma essência e natureza do Pai.O ensino de que o Verbo tornou-se Filho a partir da sua encarnação não tem apoio entre os teólogos realmente bÃblicos, piedosos e conservadores. O Filho de Deus é eterno; sempre existiu; Ele é o Pai da eternidade. Ele já era chamado Filho mesmo antes da sua encarnação, como vemos em 1 João .9.
O Testemunho de João
“(e a vida se manifestou, e nós a temos visto, e dela damos testemunho, e vo-la anunciamos, a vida eterna, a qual estava com o Pai e nos foi manifestada).” (v.2)
João apresenta sua justificativa para falar assim de Jesus Cristo, a saber, que ele fala de experiência própria. O que ele referiu (no seu Evangelho) não era “fábula engenhosamente inventada” (2Pe 1.16), nem mesmo uma história ouvida contar de outros, mas um testemunho de primeira mão de benditos privilégios por ele mesmo gozados e por muitos outros que entraram em contacto Ãntimo com Jesus Cristo durante os dias de Sua vida terrena. Eram notÃcias boas demais para eles guardarem para si só; precisavam dar testemunho.
“o que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo.” (v.3)
A mensagem desse Evangelho fora proclamada aos que recebem agora a epÃstola, a fim de que possam gozar comunhão com aqueles que a proclamaram. Contudo, a cláusula para que vós igualmente mantenhais comunhão conosco não só significa “a fim de que haja relações amistosas entre nós”, mas “a fim de que participeis conosco de nossa relação com o Pai e o Filho”. A idéia básica de comunhão (gr koinonia) é ter coisas em comum, é participação, parceria, sociedade, idéia esta muito conhecida no mundo dos negócios (cfr. Lc 5.10). Especificamente a comunhão ou sociedade cristã é uma participação da vida comum em Cristo, mediante o EspÃrito Santo, e sugere-nos o dom de Deus. É sociedade com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo.
“Estas coisas, pois, vos escrevemos para que a nossa alegria seja completa”
No vers. 4 o verbo escrevemos e seu sujeito nós são enfáticos no grego, frisando que a mensagem está redigida numa forma precisa e permanente, tendo sido escrita “por aqueles que tinham plena autoridade para fazê-lo” (Westcott). Na segunda cláusula não se tem certeza se devemos ler vossa alegria, ou “nossa alegria” (ARA), sendo que a evidência manuscrita é ligeiramente favorável a esta última forma (nossa). Leia-se de um ou de outro modo, isso não tem muita importância, como Brooke faz notar, “Na colheita espiritual, semeador e ceifeiro alegram-se juntos”. O ponto essencial é que verdadeiro gozo vem somente da comunhão com Deus.
Conclusão
Em Jesus estão reunidas todos os atributos divinos que o descrevem com o único e suficiente Salvador da humanidade. Sua história e suas obras não se limitam ao perÃodo entre seu nascimento e sua morte (Hb 13.8).
Jesus Cristo não era em parte Deus e em parte homem. Antes, era cem por cento Deus e, ao mesmo tempo, cem por cento homem. Isto é, Ele exibia tanto qualidades divinas quanto qualidades humanas, numa mesma pessoa, de tal modo que essas qualidades não se anulavam mutuamente.
Fontes: O Novo Comentário da BÃblia
Comentário BÃblico do NT Matthew Henry Teologia Sistemática Completa - Cheung Lições BÃblicas - 1º Trim 2001 - Doutrinas BÃblicas Lições BÃblicas - 1º Trim 2008 - Jesus Cristo
Publicado no blog Ensinador Cristão


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Daniel Marcos Escreveu:
Jesus Cristo, o Filho Eterno de Deus?
Já deparei-me, por algumas vezes, com pessoas que confessavem ser o Senhor Jesus Cristo como eterno. Uma vez, numa EBD, o tema era exatamente este: “Jesus Cristo, o Filho Eterno de Deus”. quando me foi dada a oportunidade de comentar, eu perguntei: “Que Jesus existe antes da fundação do mundo, eu concordo; mas que que Ele sempre foi filho, onde está escrito?
O próprio Senhor Jesus nunca confessou ser eterno. Além disso, caberia entendermos o que é ser ETERNO, pois eterno difere de eternidade.
Eterno: é o que não possui origens, nem fim de dias.
Eternidade: é relativo ao que é eterno, total ausência de tempo.
O Senhor Jesus existe desde a eternidade, mas não é eterno. Somente o Pai é eterno. A Trindade é algo fascinante, mas que confunde a cabeça de muitas pessoas. Existem temas bÃblicos que dependem muito do correto entendimento do significado da Trindade, como por exemplo o tema: Reino de Deus, dentre muitos outros.
Quando João escreveu em (Jo 1-3) “NO princÃpio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princÃpio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez”. A que João se referia quando usou a palavra princÃpio? Que princÃpio é este, visto ser a eternidade a total ausência de tempo, de inÃcio e de fim? É lógico que João estava se referindo ao princÃpio da nossa criação.Notem que ele remete o princÃpio ao momento em que Deus começou a fazer todas as coisas. Isso é certo, pois na eternidade não há de se falar em princÃpio de nada.
Então é certo que Jesus existe desde a eternidade, contudo não podemos afirmar, com isso, que ele seja eterno. Vamos verificar o que João disse a seu respeito. Vamos analisar os seguimentos do texto:
1 - “No princÃpio era o verbo …”, ou seja, em termos curtos, ele era a palavra.
2 - “… e o Verbo estava com Deus …”, ou seja, a palavra estava com Deus.
3 - “… e o Verbo era Deus …”, ou seja, a palavra era Deus.
4 - (Jo 1: 14) “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”. Aqui fica claro ser o verbo, ou seja, a palavra, Jesus. Ele era a palavra, estava com Deus, sendo ele Deus, contudo ele se fez carne e habitou entre nós. João e os demais de seu tempo viram esta glória, como a glória do unigênito do Pai, do único Filho de Deus.
Paulo ao falar de Cristo diz: (Cl 1: 15-18) “O qual é imagem do Deus invisÃvel, o primogênito de toda a criação; Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visÃveis e invisÃveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele. E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princÃpio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência”. Notem que Paulo o chama de primogênito de toda a criação. Nós entendemos com isso que foi ele o primeiro a ser criado, e apartir dele, toda a criação foi possÃvel. Sendo todas as coisas feitas por ele e para ele.
Fique bem claro que este parágrafo é puro raciocÃnio humano, não querendo com isso criar uma doutrina, vamos lá. No meu ponto de vista, antes de Deus pensar em criar qualquer coisa, Ele deu vida a sua Palavra (No princÃpio era o Verbo), deu vida de tal forma que a sua Palavra agora era um SER vivente (o Verbo estava com Deus). Este SER, por ser a própria Palavra de Deus possui toda a Essência de Deus, ou seja, ele é Deus (o Verbo era Deus). Após isso deu ordem ao SER para criar todas as coisas, leiam (Sl 33:6) “Pela palavra do SENHOR foram feitos os céus, e todo o exército deles pelo espÃrito da sua boca”. Isso fica claro quando percebemos como tudo foi criado. Deus fez todas as coisas dessa forma: “E Disse Deus…”. Apenas o Homem não foi criado pela palavra, mas formado do pó da terra à sua imagem e semelhança. (Gn 2: 7) “E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente”. Sendo assim, podemos ter agora uma nova percepção de que o Senhor Jesus é desde a eternidade, mas não eterno; visto ser ele, conforme nos ensina Paulo, o primogênito de toda a criação, ou seja, o primeiro a ser criado.
Não quero com este conceito que vocês pensem que estou diminuindo a Cristo, pois não estou. Jesus é Deus, e a sua glória niguém a pode tirar, pois tudo conquistou no calvário, com seu sangue nos resgatou para o Pai, estabeleceu o seu reino dos céus e está assentado a destra de Deus, aguardando que todos os seus inimigos sejam postos por escabelos de seus pés, quando então entregará o seu reino a Deus. Vejam o estudo: Vinda de Cristo - aos CorÃntios.
Mas, e o conceito de Filho de Deus? Por que Deus o chama de Filho? Isso tem a ver com a promessa davÃdica. PrecisarÃamos explicá-la e compreendermos o seu significado. Essa parte vou deixar para um outro estudo, para que este não fique exaustivo. Mas, para não ficarmos só nestas palavras, vou deixar algumas referências para vocês pesquisarem e criar um estudo separado com o tÃtulo: Jesus, filho de Davi ou de Deus?
Referências para estudo:
II Samuel 7:14 ; I Crônicas 17:13 ; I Crônicas 22:10 ; I Crônicas 28:6 ; Hebreus 1:5.
Bom estudo e fiquem com Deus!!!
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