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Solenes Advertencias Pastorais - Ev. Isaías de Jesus

TEXTO √ĀUREO = “Examinai-vos a v√≥s mesmos se permaneceis na f√©; provai-vos a v√≥s mesmos” (2 Co 13.5a).

VERDADE PR√ĀTICA = Uma das responsabilidades pastorais √© disciplinar a igreja com amor, a fim de que esta desenvolva-se espiritualmente sadia.

INTRODUÇÃO

O PASTOR

A função pastoral para os tempos modernos é representada através da metáfora bíblica do pastor e da ovelha. A idéia de um líder religioso na função de pastor é comum tanto no Velho como no Novo Testamento. Em o Novo Testamento encontramos Cristo como o Bom Pastor, Jo 10.11,14 e o bom pastor é aquele que guarda o rebanho para que o lobo não venha e trague suas ovelhas, Jo 10.12; e a promessa do verdadeiro pastor tem cumprimento na relação dos anciãos ou presbíteros da Igreja no tocante ao rebanho, At 20.17,28; e na lista da função pastoral como um dos ofícios do ministério do N.T. em Ef 4.11.

Seward Hiltner divide a fun√ß√£o do ministro em tr√™s categorias: a) pastorear; b) comunicar; e) organizar. Diz ele que cada uma destas fun√ß√Ķes tem o seu lugar na vida do pastor. Hiltner ainda acrescenta: “. ..A palavra pastorear n√£o descreve a fun√ß√£o total da pessoa que chamamos pastor. Ele tamb√©m √© uma pessoa que transmite o evangelho aos outros e organiza a comunh√£o dos santos, O pastor √© aquele que vive em contato constante com o rebanho que Deus colocou em suas m√£os; por tais contatos √© que o pastor pode conhecer os problemas reais de seu rebanho. Para melhor compreendermos o assunto vamos mencionar alguns pontos importantes:

I - O PASTOR E SEU SENHOR.

O pastor, disse um homem experimentado, “√© o servo do povo, mas o povo n√£o √© o seu mestre, h√° somente um que √© seu mestre, a saber, o Senhor Jesus Cristo”. O pastor deve sempre obter novas id√©ias, mas se ele n√£o tiver cuidado, pode tornar- se v√≠tima das press√Ķes dos seus membros. Ele pode encontrar-se fazendo coisas, n√£o porque sejam certas, mas porque se sente intimidado. Se os pastores s√£o chamados para um minist√©rio de fervor e dinamismo, devem ser l√≠deres; devem ter a convic√ß√£o de que est√£o fazendo exatamente aquilo que o Mestre tem ordenado. De acordo com Ef 4.11, a lideran√ßa ministerial n√£o √© uma id√©ia proveniente do ser humano. Ele √© dom de Cristo para a Igreja. Desta forma, os pastores devem sempre colocar Cristo como cabe√ßa da Igreja, Cl 1.15,18; = Ef 5.23, de tal maneira que nenhum pensamento de primazia venha refletir no seu minist√©rio.

Vemos que os 5 dons dados √† Igreja foram para o “aperfei√ßoamento dos santos”. Por conseguinte, o pastor deve claramente compreender a natureza do seu trabalho.

Os t√≠tulos dados aos pastores chamam a nossa aten√ß√£o para a natureza de suas responsabilidades. O termo “cuidar do rebanho” em At 20.28 pode ser traduzido tamb√©m da seguinte maneira: “pastoreai a Igreja”, que no grego do N.T., significa “protegei √† Igreja do Deus Vivo”. Esse n√£o √© um minist√©rio mec√Ęnico, mas sim, de fidelidade e amor. O trabalho do pastor √© cont√≠nuo, at√© que cheguemos √† unidade da f√©, Ef 4.13. H√° tr√™s express√Ķes nesta passagem: unidade da f√©, conhecimento do Filho de Deus, homem perfeito. A tarefa do pastor n√£o ser√° completa at√© que estes objetivos tenham sido alcan√ßados e √© certo dizer que s√≥ acontecer√° quando Cristo vier buscar os seus redimidos.

II - PARENTESCO

Na ora√ß√£o sacerdotal, Cristo orou da seguinte maneira: “Assim como tu me enviaste ao mundo, tamb√©m eu os enviei ao mundo”, Jo 17.18. Por esse fato, cada pastor deve passar tempo suficiente estudando o minist√©rio de Cristo com o prop√≥sito de tornar-se um padr√£o em Cristo. E muito importante que o pastor saiba que ele √© ungido pelo Esp√≠rito para pregar o evangelho, da mesma forma que Cristo foi, Lc 4.18; = At 10.38; = J0 20.21 e, que esta responsabilidade ser√° requerida um dia, Mt 24.45-51. Se Deus est√° enviando o pastor da mesma maneira que Cristo foi enviado, o Esp√≠rito do Senhor est√° sobre ele para o minist√©rio, Lc 10.35. Quando o Esp√≠rito Santo vem sobre um homem com uma un√ß√£o especial, Deus passa a realizar trabalhos atrav√©s dele que jamais seriam feitos de outra forma.

Sans√£o era um homem comum at√© que o Esp√≠rito do Senhor o tomou. Pelo Esp√≠rito Santo ele rasgou um le√£o, matou 30 homens de uma s√≥ vez, Jz 14.19, quebrou pris√Ķes facilmente, Jz 15.14, matou mil filisteus com uma queixada de jumento, Jz 15.15,16, arrancou as portas de Gaza que pesavam 30 toneladas, Jz 16.3 e libertou o seu povo, Jz 16.30. Quando um pastor ministra no poder do Esp√≠rito, ele torna-se um gigante, possuindo poder com Deus e com os homens. Em outras palavras, ele tem um poder sobrenatural na sua administra√ß√£o.

III - O INTERESSE DE DEUS.

Deus est√° interessado em todos os aspectos da vida do Obreiro, incluindo o aspecto espiritual, mental, f√≠sico e material. Deus est√° ao seu lado para o ajudar em suas tarefas cotidianas, Mt 28.20: “Eis que estou convosco todos os dias…”

IV - O PASTOR E A CHAMADA

Quando Deus chama alguém para o ministério pastoral, Ele também o prepara. Quando o homem está disposto a servir-lhe, nunca falta trabalho.

Existem aqueles que sendo chamados saem para abrir trabalhos em campos virgens e são felizes na fundação de novas igrejas. Uns saem por fé, outros saem assalariados. A chamada feita a um pastor por uma igreja, para pastoreá-la, é um desafio de grande responsabilidade. Muitas vidas, inclusive a do pastor e sua família, serão influenciadas durante o período que o pastor ali permanecer. Neste caso, tanto um como outro devem procurar a vontade de Deus para o preenchimento daquela lacuna. Quando assim procedem, tanto o pastor como a igreja podem esperar um crescimento miraculoso em todas as áreas do trabalho do Senhor.

V - O PASTOR E SUA VIDA PESSOAL.

O Deus que tira o homem do trono e o coloca no p√≥, como fez com Nabucodonosor, √© o mesmo que tira o homem do p√≥ e o coloca no trono, como fez com Jos√© do Egito. Esse Deus pessoal se preocupa mais com o trabalhador em sua vinha que com o trabalho do mesmo. A atitude dos seus colaboradores √© que fala mais alto na seara do Mestre. Quando Jesus mencionou a par√°bola dos servos e seus talentos Ele aludiu a tr√™s tipos de Obreiros: o primeiro recebeu cinco talentos e com eles negociou mais cinco, e por isto foi chamado de bem-aventurado. O segundo recebeu dois talentos e com eles granjeou mais dois e por sua atitude e dedica√ß√£o foi chamado de servo fiel. Por√©m, o terceiro trabalhador recebeu da m√£o de seu Senhor um talento e o enterrou. Por isso foi lan√ßado ao desprezo eterno, Lc 19.11-27. Por esta raz√£o Deus disse a Samuel quando da escolha de um jovem entre os filhos de Jess√©: “Deus n√£o olha para a apar√™ncia e sim para o cora√ß√£o”, 1 Sm 16.7. Em outras palavras, Deus se preocupa com as nossas atitudes. Se formos fi√©is em nossa mordomia. Ele nos retribuir√° fielmente e benignamente.

Se o ministro toma-se orgulhoso, vaidoso, arrogante, rebelde, vagaroso ou imoral. Deus poder√° remov√™-lo, como fez com o rei Saul. Poder√° puni-lo como fez com o rei Davi; ou poder√° impedi-lo de galgar o seu alvo como fez com Mois√©s no tocante √† entrada na terra que “mana leite e mel”. O ministro deve ter sua vida devocional com Deus todos os dias. Ele deve estar √† s√≥s com Deus nas primeiras horas do dia antes de estar em atividades com os homens. Se eu sou o que Deus deseja que eu seja, Ele me ensinar√° aquilo que deseja que eu saiba, e me ajudar√° a fazer aquilo que deseja que eu fa√ßa.

Essa verdade é ilustrada na vida de José. Ele nunca estudou administração, organização, leis, ciência militar, economia ou finanças; no entanto, tudo aquilo que desejamos saber sobre a vida de um líder nacional encontramos na vida deste servo de Deus. Desde a idade de 17 aos 30 anos, ele viveu como um estrangeiro, um escravo e, um prisioneiro. De repente, ele inspirou confiança nos lideres egípcios e se tornou um poderoso líder. Ele se conduziu admiravelmente. Qual foi a razão de tudo isto?

Atrav√©s dos anos foi sempre aquele obreiro que Deus desejou, e Deus ensinou o que Jos√© deveria saber e o ajudou naquilo que ele precisava fazer. √Č certo dizer que Jos√© resistiu √† tenta√ß√£o da imoralidade, mas tamb√©m a tenta√ß√£o de ser ofensivo, imperdo√°vel, vingador e mal√©volo. Em troca do mal ofereceu o bem; recusou carregar consigo um sentimento invari√°vel, e segundo a palavra de Deus foi ainda mais longe que tudo isso. Ajudou seus inimigos e providenciou recursos para aqueles que queriam ceifar sua vida. N√£o √© √† toa que a B√≠blia fala de Jos√© como sendo “separado de seus irm√£os”, Gn 49.26. Ele n√£o era separado deles somente atrav√©s da dist√Ęncia geogr√°fica, mas tamb√©m em car√°ter, determina√ß√£o, devo√ß√£o e obedi√™ncia √† vontade de Deus. Depois de 25 anos de minist√©rio perguntaram a Billy Graham, que mudan√ßa ele faria, se vivesse esses 25 anos outra vez. A resposta foi esta: “Se eu tivesse a oportunidade de viv√™-los outra vez, passaria mais tempo lendo a B√≠blia do que qualquer outro livro”. E atrav√©s da B√≠blia que aprendemos a viver a vida que Deus deseja que vivamos.

Um missionário experiente na obra, indica três fórmulas para o sucesso no ministério:

a) vida consagrada ao trabalho;

b) dedicação à Palavra de Deus e à oração;

c) persistência.

Em cada área da vida que o homem deseja exceder, a persistência é importantíssima. Isto é verdade com o atleta, com o cientista, com o inventor, com o homem de negócios e também com o pastor.

VI - A PEDAGOGIA PASTORAL

“O meu povo foi destru√≠do, porque lhe faltou-o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, tamb√©m eu te rejeitarei, para que n√£o sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, tamb√©m eu me esquecerei de teus filhos”, Os 4.6.

Reconhe√ßo, e dou √™nfase, que o pastor √† frente da sua comunidade assume o papel de pedagogo. E, como diz o dicion√°rio, um “pr√°tico da educa√ß√£o”. Noutras palavras, diria que o pastor √© o professor, mestre e educador da sua igreja. A√≠ est√° uma s√©ria condi√ß√£o a ser apresentada aos aspirantes ao minist√©rio da Palavra, porque a igreja sob os cuidados de um pastor sem essas qualidades viria a sofrer danos irrepar√°veis.

Permitam-me citar o caso do professor que se encontra √† frente de sua classe o ano inteiro. J√° imaginaram o desastre a que ela estaria exposta se ele n√£o a ensinasse corretamente? Agora, respondam- me: O que ser√° de uma igreja sem o ensino adequado da Palavra de Deus, uma igreja mal ensinada? O pr√≥prio Deus responde: “O meu povo foi destru√≠do porque lhe faltou o conhecimento”. Mas o Senhor adverte: “Ai do pastor in√ļtil que abandona o rebanho…”, Zc 11.17.

Por outro lado, s√≥ posso crer que um pastor que n√£o assume a responsabilidade de educar n√£o est√° capacitado para tal ou se esqueceu das palavras do Senhor Jesus Cristo, que disse: “… ide, ensinai…”, Mt 28.1. Um belo exemplo encontramos no tempo de Neemias e Esdras, quando homens capazes ensinavam o povo (Ne 8.1- 9) e diz a Palavra de Deus: “… declarando e explicando o sentido…”, v.8.

Mas uma coisa que hoje deveria ser observada pelos l√≠deres √© se o candidato √© afei√ßoado a aprender, se √© humilde quando corrigido, porque sem isto jamais ser√° um bom ensinador. Quando digo “bom ensinador”, evidentemente n√£o quero dizer que seja um poliglota ou bacharel em teologia, por√©m, que possua o m√≠nimo de conhecimento com o qual possa sair-se bem no ensino. Devemos ensinar na congrega√ß√£o at√© as m√≠nimas coisas. Por exemplo, que n√£o devemos dizer “sa√ļdo”, mas “sa√ļdo”; quando se l√™ uma palavra erradamente etc., notadamente aos cooperadores e obreiros, em particular.

Tenho me preocupado tamb√©m com o aspecto c√≠vico. J√° participei de cultos festivos e at√© de Conven√ß√Ķes de Obreiros que, ao toque do Hino Nacional Brasileiro, muitos, ou a maioria, portam-se inadequadamente: Uns conversam, outros ainda cruzam os bra√ßos.

Todavia, o que é de lamentar, é muitos acharem que o pastor só precisa saber dirigir um culto. E isso é mesmo bom, para se evitar o disparate. Mas o pior é quando o líder não sabe, não aprende e nem quer aprender. Vemos na Bíblia que Deus deu vitória a Israel contra os midianitas porque os 300 homens escolhidos aprenderam e guardaram o ensino dado por Gideão: Jz 7. 16-20. Por outro lado, há o perigo do obreiro sem experiência até envenenar O povo, como fez Geazi: 2 Rs 4.38-41. Mas, acima de tudo, ele pode ser rejeitado por Deus e, nesse caso, tanto sofre a igreja como o ministério.

VII - OLHAI, VIGIAI E ORAI

“Olhai, vigiai e orai, porque n√£o sabeis quando chegar√° o tempo”, Mc 13.33.

O texto de que extra√≠mos o vers√≠culo acima diz que Jesus falou aos disc√≠pulos acerca das √ļltimas coisas, ao se apresentar, pela √ļltima vez, no templo em Jerusal√©m. Referindo-se √† sua segunda vinda, Jesus demonstrou a necessidade dos seus disc√≠pulos aguardarem vigiando em ora√ß√£o, a fim de n√£o serem apanhados de surpresa.

De fato, é bastante lógica a necessidade de vivermos santamente aqui na terra, vigiando, enquanto aguardamos o arrebatamento. Ora, se havemos de habitar com Jesus, na presença de Deus, devemos estar preparados. Está escrito que sem santidade ninguém verá o Senhor. Quanto mais, permanecer eternamente em sua gloriosa presença!

Conv√©m lembrarmos sempre de que Jesus, em sua segunda vinda, arrebatar√° para a gloria apenas os fieis que o esperam para a salva√ß√£o; isto significa que os descuidados s9frer√£o os horrores da grande tribula√ß√£o, que ter√° lugar ap√≥s o arrebatamento da Igreja. Jesus disse que a sua vinda ser√° semelhante ao rel√Ęmpago, Por isso, alertou: Olhai vigiai e orai’ √Č nosso dever obedecer lhe a instru√ß√£o para n√£o sermos surpreendidos na sua segunda vinda que est√° muito pr√≥xima, e podermos dizer como o ap√≥stolo Jo√£o: “Ora vem, Senhor Jesus”.

VIII - OS PASTORES E SEUS DEVERES

Atos 20.28 = “Olhai, pois, por n√≥s e por todo o rebanho sobre que o Esp√≠rito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu pr√≥prio sangue.” Nenhuma igreja poder√° funcionar sem dirigentes para dela cuidar. Logo, conforme 14.23, a congrega√ß√£o local, cheia do Esp√≠rito, buscando a dire√ß√£o de Deus em ora√ß√£o elegiam certos irm√£os para o cargo de presb√≠tero ou bispo de acordo com as qualifica√ß√Ķes espirituais estabelecidas pelo Esp√≠rito Santo em 1 Tm 3:1-7; = Tt 1: 5-9. Na realidade √© o Esp√≠rito que constitui o dirigente de igreja. O discurso de Paulo diante dos presb√≠teros de Efeso (20: 17-35) e um trecho b√°sico quanto a princ√≠pios b√≠blicos sobre o exerc√≠cio do minist√©rio de pastor dc uma igreja local.

IX - PROPAGANDO A F√Č.

(1) Um dos deveres principais do dirigente é alimentar as ovelhas mediante o ensino da Palavra de Deus. Ele deve ter sempre em mente que o rebanho que lhe foi entregue é a congregação de Deus, que Ele comprou para si como sangue precioso do seu Filho amado (cf. 20.28; = 1 Co 6.20; = 1 Pe 1: 18,19; = Ap5.9).

(2) Em 20.19-27, Paulo descreve de que maneira serviu como pastor da igreja de √Čfeso; tornou patente toda a vontade de Deus, advertindo e ensinando fielmente os crist√£os ef√©sios (20.27). Da√≠, ele poder exclamar: estou limpo do sangue de todos” (20.26; ver nota). Os pastores dc nossos dias tamb√©m devem instruir suas igrejas em todo o des√≠gnio de Deus. Que “pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina, (2 Tm 4:2) e nunca ministrar para agradar os ouvintes, dizendo apenas aquilo que estes desejam ouvir (2 Tm 4.3).

X - GUARDANDO A F√Č.

Além de alimentar o rebanho de Deus o verdadeiro pastor deve diligentemente resguardá-lo de seus inimigos. Paulo sabe que no futuro Satanás levantara falsos mestres dentro da própria igreja, e, também, falsários vindos de fora, infiltrar-se-ão e atingirão o rebanho com doutrinas antibíblicas, conceitos mundanos e idéias pagas e humanistas.

Os ensinos e a influ√™ncia destes dois tipos de elementos arruinar√£o a f√© b√≠blica do povo de Deus. Paulo os chama de “lobos cru√©is, indicando que s√£o fortes dif√≠ceis de subjugar, insaci√°veis e perigosos (ver 20.29 nota; cf. Mt 10.16). Tais indiv√≠duos desviar√£o as pessoas dos ensinos de Cristo e os atrair√£o a si mesmos e ao seu evangelho distorcido. O apelo veemente de Paulo (20: 28-31) imp√Ķe uma solene obriga√ß√£o sobre todos os obreiros da igreja, no sentido de defend√™-la e opor-se aos que distorcem a revela√ß√£o original e fundamental da f√©, segundo o NT.

(1) A igreja verdadeira consiste somente daqueles que, pela gra√ßa de Deus e pela comunh√£o do Esp√≠rito Santo, s√£o fi√©is ao Senhor Jesus Cristo e √† Palavra de Deus. Por isso, √© de grande import√Ęncia na preserva√ß√£o da pureza da igreja dc Deus que os seus pastores mantenham a disciplina corretiva com amor (Ef 4.15), e reprovem com firmeza (2 Tm 4.1-4; = Tt 1.9-11) quem na igreja fale coisas perversas contr√°rias √† Palavra de Deus e ao testemunho apost√≥lico (20.30).

(2) L√≠deres eclesi√°sticos, pastores de igrejas locais e dirigentes administrativos da obra devem lembrar-se de que o Senhor Jesus os t√™m como respons√°veis pelo sangue de todos os que est√£o sob seus cuidados (20.26,27; cf. Ez 3.20,21). Se o dirigente deixar de ensinar e porem pr√°tica todo o conselho de Deus para a igreja (20.27) principalmente quanto a vigil√Ęncia sobre o rebanho (20.28), n√£o estar√° “limpo do sangue de todos” (20.26, ver nota; cf. Ez 34.1-10). Deus o ter√° por culpado do sangue dos que se perderem, por ter ele deixado de proteger o rebanho contra os falsificadores da Palavra (ver tamb√©m 2 Tm 1.14 nota-, Ap 2.2 nota).

(3) √Č altamente importante que os respons√°veis pela dire√ß√£o da igreja mantenham a ordem quanto a assuntos teol√≥gicos doutrin√°rios e morais na mesma. A pureza da doutrina b√≠blica e de vida crist√£ deve ser zelosamente mantida nas faculdades evang√©licas, institutos b√≠blicos, semin√°rios, editoras e demais segmentos administrativos da igreja (2 Tm 1.13,14).

(4) A quest√£o principal aqui √© nossa atitude para com as Escrituras divinamente inspiradas, que Paulo chama a “palavra da sua gra√ßa” (20.32). Falsos mestres, pastores e l√≠deres tentar√£o enfraquecer a autoridade da B√≠blia atrav√©s de seus ensinos corrompidos e princ√≠pios antib√≠blicos. Ao rejeitarem a autoridade absoluta da Palavra de Deus, negam que a B√≠blia √© verdadeira e fidedigna em tudo que ela ensina (20.28-31; ver Gl 1.6 nota; 1 Tm 4.1; = 2 Tm 3.8). A bem da igreja de Deus, tais pessoas devem ser exclu√≠das da comunh√£o (2 Jo 9-11; ver GI 1.9 nota).

(5) A igreja que perde o zelo ardente do Espírito Santo pela sua pureza (20.18-35). Que se recusa a tomar posição firme em prol da verdade e que se omite em disciplinar os que minam a autoridade da Palavra de Deus, logo deixará de existir como igreja neotestamentária (ver 12.5 nota).

XI - QUALIFICA√á√ēES MORAIS DO PASTOR

1 Tm 3.1,2 = “Esta √© rima palavra fiel: Se algu√©m deseja o episcopado, excelente obra deseja. Conv√©m, pois, que o bispo seja irrepreens√≠vel, marido de uma mulher; vigilante, s√≥brio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar”

Se algum homem deseja ser “bispo” (gr. episkopos, i.e., aquele que tem sobre si a responsabilidade pastoral, o pastor), deseja um encargo nobre e importante (3:1). E necess√°rio, por√©m, que essa aspira√ß√£o seja confirmada pela Palavra de Deus (3.1-10; = 4.12) e pela igreja (3.10), porque Deus estabeleceu para a igreja certos requisitos espec√≠ficos. Quem se disser chamado por Deus para o trabalho pastoral deve ser aprovado pela igreja segundo os padr√Ķes b√≠blicos de ( 3.1-13; = 4.12; = Tt 1.5-9).

Isso significa que a igreja não deve aceitar pessoa alguma para a obra ministerial tendo por base apenas seu desejo, sua escolaridade, sua espiritualidade, ou porque essa pessoa acha que tem visão ou chamada. A igreja da atualidade não tem o direito de reduzir esses preceitos que Deus estabeleceu mediante o Espírito Santo. Eles estão plenamente em vigor e devem ser observados por amor ao nome de Deus, ao seu reino e da honra e credibilidade da elevada posição de ministro.

(1) Os padr√Ķes b√≠blicos do pastor. como vemos aqui, s√£o principalmente morais e espirituais. O car√°ter √≠ntegro de quem aspira ser pastor de uma igreja √© mais importante do que personalidade influente, dotes de prega√ß√£o, capacidade administrativa ou graus acad√™micos, O enfoque das qualifica√ß√Ķes ministeriais concentra-se no comportamento daquele que persevera na sabedoria divina, nas decis√Ķes acertadas e na santidade devida. Os que aspiram ao pastorado sejam primeiro provados quanto √† sua trajet√≥ria espiritual (cf. 3.10).

Partindo daí, o Espírito Santo estabelece o elevado padrão pala o candidato), i.e., que ele precisa ser um crente que se tenha mantido Firme e fiel a Jesus Cristo e aos seus princípios de retidão, e que por isso pode servir como exemplo de fidelidade, veracidade, honestidade e pureza.

Noutras palavras, seu car√°ter deve demonstrar o ensino de Cristo em Mt 25:21 de que ser “fie] sobre o pouco” conduz √† posi√ß√£o de governar “sobre o muito”.

(2) O l√≠der crist√£o deve ser, antes demais nada, “exemplo dos fi√©is” (4.12; cf. 1 Pe 5.3). Isto √©: sua vida crist√£ e sua perseveran√ßa na f√© podem ser mencionadas perante a congrega√ß√£o como dignas de imita√ß√£o.

(a) Os dirigentes devem manifestar o mais digno exemplo de perseverança na piedade, fidelidade, pureza em face à tentação, lealdade e amor a Cristo e ao evangelho (4.12,15).

(b) O povo de Deus deve aprender a √©tica crist√£ e a verdadeira piedade, n√£o somente pela Palavra de Deus, mas tamb√©m pelo exemplo dos pastores que vivem conforme os padr√Ķes b√≠blicos. O pastor deve ser algu√©m cuja fidelidade a Cristo pode ser tomada como padr√£o ou exemplo (cf. 1 Co 11.1; = Fp 3.17; = 1 Ts 1.6; = 2 Ts 3.7,9; = 2 Tm 1.13).

(3) O Esp√≠rito Santo acentua grandemente a lideran√ßa do crente no lar, no casamento e na fam√≠lia (3.2,4,5; = Tt 1.6). Isto √©: o obreiro deve ser um exemplo para a fam√≠lia de Deus, especialmente na sua fidelidade √† esposa e aos filhos. Se aqui ele falhar, como “ter√° cuidado da igreja de Deus?” (3.5). Ele deve ser “marido de uma [s√≥] mulher” (3.2). Esta express√£o denota que o candidato ao minist√©rio pastoral deve ser um crente que foi sempre fiel √† sua esposa. A tradu√ß√£o literal do grego em 3.2 (mias gunaikos, um genitivo atributivo) √© “homem de uma √ļnica mulher”, i.e., um marido sempre fiel √† sua esposa.

(4) Conseq√ľentemente, quem na igreja comete graves pecados morais, desqualifica-se para o exerc√≠cio pastoral e para qualquer posi√ß√£o de lideran√ßa na igreja local (cf. 3.8-12). Tais pessoas podem ser plenamente perdoadas pela gra√ßa de Deus, mas perderam a condi√ß√£o de servir como exemplo de perseveran√ßa inabal√°vel na f√©, no amor e na pureza (4.11-16;= Tt 1.9). J√° no AT, Deus expressamente requereu que os dirigentes do seu povo fossem homens de elevados padr√Ķes morais e espirituais. Se falhassem, seriam substitu√≠dos (ver Gn 49.4 nota; Lv 10.2 nota; 21.7,17 notas; Nm 20.12 nota; 1 Sm 2.23 nota; Jr 23.14 nota; 29.23 nota).

(5) A Palavra de Deus declara a respeito do crente que venha a adulterar que “o seu opr√≥brio nunca se apagar√°” (Pv 6.32,33). Isto √©, sua vergonha n√£o desaparecer√°. Isso n√£o significa que nem Deus nem a igreja perdoar√° tal pessoa. Deus realmente perdoa qualquer pecado enumerado em 3.1-13, se houver tristeza segundo Deus e arrependimento por parte da pessoa que cometeu tal pecado. O que o Esp√≠rito Santo est√° declarando, por√©m, √© que h√° certos pecados que s√£o t√£o graves que a vergonha e a ignom√≠nia (i.e., o opr√≥brio) daquele pecado permanecer√£o com o indiv√≠duo mesmo depois do perd√£o (cf. 2 Sm 12.9-14).

(6) Mas o que dizer do rei Davi? Sua continua√ß√£o como rei de Israel, a despeito do seu pecado de adult√©rio e de homic√≠dio (2 Sm 11.1-21; 12.9-15) √© vista por alguns como uma justificativa b√≠blica para a pessoa continuar √† frente da igreja de Deus, mesmo tendo, violado os padr√Ķes j√° mencionados. Essa compara√ß√£o, no entanto, √© falha por v√°rios motivos.

(a) O cargo de rei de Israel do AT, e o cargo de ministro espiritual da igreja de Jesus Cristo, segundo o NT, s√£o duas coisas inteiramente diferentes Deus n√£o somente permitiu a Davi, mas, tamb√©m a muitos outros reis que foram extremamente √≠mpios e perversos, permanecerem como reis da na√ß√£o de Israel. A lideran√ßa espiritual da igreja do NT, sendo esta comprada com o sangue de Jesus Cristo, requer padr√Ķes espirituais muito mais altos.

(b) Segundo a revela√ß√£o divina no NT e os padr√Ķes do minist√©rio ali exigidos, Davi n√£o teria as qualifica√ß√Ķes para o cargo de pastor de uma igreja do NT. Ele teve diversas esposas, praticou infidelidade conjugal, falhou grandemente no governo do seu pr√≥prio lar, tornou-se homicida e derramou muito sangue (1 Cc 22,8; = 28.3). Observe-se tamb√©m que por ter Davi, devido ao seu pecado, dado lugar a que os inimigos de Deus blasfemassem, ele sofreu castigo divino pelo testo da sua vida (2 Sm 12.9-14).

(7) As igrejas atuais n√£o devem, pois, desprezar as qualifica√ß√Ķes justas exigidas por Deus para seus pastores e demais obreiros, conforme est√° escrito na revela√ß√£o divina. E dever de toda igreja orar por seus pastores, assisti-los e sustent√°-los na sua miss√£o de servirem como “exemplo dos fi√©is, na palavra, no trato, na caridade, no esp√≠rito, na f√©, na pureza” (4.22).

XII - PASTORES E CUIDADO PASTORAL = 1 PEDRO 5: 2

Os ap√≥stolos mandaram todos os crist√£os velar uns pelos outros com amorosa solicitude e ora√ß√£o (GI 6.1-2: = Hb 12:15-16; = 1 J0 3:16-18; = 5.1 6), mas tamb√©m designaram para cada congrega√ß√£o tutores chamados de “presb√≠teros” (”anci√£es”) (At 14.23; Tt 1.5), que deviam cuidar do povo como os pastores cuidam das ovelhas (At 20,28-31; = 1Pe 5: 1-4), conduzindo-os, mediante seu exemplo, (1 Pe 5.3) longe de tudo o que √© nocivo para tudo o que √© bom.

Em virtude de seu papel, os presb√≠teros s√£o tamb√©m chamados de”pastores” (Ef 4: 11) e bispos” (”supervisores”) (At 2O,28; cf.v. 17; = Tt 1: 7; cf.v, 5; = 1Pe 5: 1-2) e s√£o chamados por outros termos que expressam lideran√ßa (l Ts 5.12; = Hb 13.7,= 17,24), A congrega√ß√£o, por seu lado) deve reconhecer a autoridade dada por Deus a seus l√≠deres e seguir a orienta√ß√£o deles ( Hb 13.17).

Esse modelo j√° aparece no Antigo Testamento, onde Deus √© o pastor de Israel (SI 80.1), e onde reis, profetas, sacerdotes e anci√£os (dirigentes locais) s√£o chamados a agir como agentes de Deus no papel de pastores subordinadas (Nm 11: 24-30; = Dt 27: 1; = Ed 5:5; = 6;14; 10:8; SI 77:20; = Jr23: 1-4; = Ez 34; = Zc 11: 16-17). No Novo Testamento, Jesus, o Bom Pastor (Jo 10: 11-30), √© tamb√©m o Supremo Pastor (l Pe 5.4), aos presb√≠teros s√£o seus subordinados. O ap√≥stolo Pedro chama-se a si mesmo um “presb√≠tero” sujeito a Cristo (1 Pe 5.1), lembrando talvez que o pastorear foi a tarefa espec√≠fica que Jesus lhe deu, quando o restaurou ao minist√©rio (Jo 21: 15-17).

Alguns presb√≠teros, mas n√£o todos, ensinam (l Tm 5:17; = Tt 1,9; Hb 13,7), e Ef 4:11-16 diz que Cristo deu √† Igreja “pastores e mestres” para equipar cada um para o servi√ßo, por meio da descoberta e aperfei√ßoamento dos dons espirituais de cada um (vs. 12-16).

Na visão apostólica de liderança congregacional, pode ter havido mestres que não eram presbíteros, bem como presbíteros que não ensinavam, e, também, pode ter havido aqueles que tanto ensinavam quanto governavam.

O papel pastoral dos presbíteros exige caráter cristão maduro e estável e uma bem ordenada vida pessoal (l Tm 3:1-7; = Tt 1: 5-9). O presbítero que serve fielmente será recompensado (Hb 13.17; = I Pe 5,4; cf. l Tm 4.7-8)

XIII - O PASTOR E OS NEG√ďCIOS SECULARES

Tivemos a oportunidade de escrever um pequeno artigo sobre o pastor e a política, cujo objetivo é mostrar a inconveniência de o ministro de Deus meter-se no labirinto da política secular, uma vez que o trabalho dele é cuidar da parte espiritual do homem. Deus chama o pastor para apascentar a igreja que Ele comprou com seu próprio sangue, At 20.28.

Neste despretencioso artigo queremos falar com respeito ao pastor e aos negócios seculares. Usamos a palavra negócio porque ela adapta-se mais ao nosso objetivo, achamos o termo mais abrangente.

O pastor deve ser um ganhador de almas para o reino de Deus. Este é o principal objetivo da sua chamada, Mt 4.19; Mc 1.17; Lc 5.10. Deus chama para sua obra homens de todas as atividades temporais. Essa regra vem desde os tempos do Velho Testamento. Uma vez colocado na obra divina, o ministro deve desvencilhar-se de qualquer atividade material e entregar-se inteiramente à obra para a qual foi chamado.

O ap√≥stolo Paulo escrevendo a Tim√≥teo disse, com respeito ao trabalhador do Evangelho: “Ningu√©m que milita se embara√ßa com neg√≥cios desta vida, a fim de agradar √†quele que o alistou para a guerra”, 2 Tm 2.4. √Č ineg√°vel que qualquer neg√≥cio que um pastor tente fazer ser√° um s√©rio embara√ßo ao seu minist√©rio e √† sua vida espiritual. O resultado refletir√° com grande preju√≠zo na vida da igreja. Neg√≥cio √© um meio de ganhar dinheiro e √© l√≠cito a qualquer pessoa, mesmo que seja um crente, desde que seja honesto, mas n√£o √© compat√≠vel com a vida ministerial, fun√ß√£o que, al√©m de exigir a total entrega do homem ao servi√ßo da Igreja, n√£o √© de car√°ter lucrativo.

A Escritura diz: “Mas os que querem ser ricos caem em tenta√ß√£o e em la√ßo, e em muitas concupisc√™ncias loucas e nocivas, que submergem os homens na perdi√ß√£o e ru√≠na. Porque o amor do dinheiro √© a raiz de toda esp√©cie de males e nessa cobi√ßa alguns se desviaram da f√©… Milita a boa mil√≠cia da f√©, toma posse da vida eterna, para a qual foste chamado…” 1 Tm 6.9-12.

Este é um assunto muito claro na Bíblia, isto é, que o pastor não deve ser um homem embaraçado com negócios, para que possa correr com paciência a carreira que lhe está proposta, Hb 12.1.

Salvo em situa√ß√Ķes especiais, em in√≠cio de trabalho, quando for necess√°rio √† sua manuten√ß√£o, e √† pr√≥pria sobreviv√™ncia da obra, n√£o deve o pastor negociar. Acabada a exce√ß√£o, o Obreiro deve dedicar-se exclusivamente aos neg√≥cios da causa do Senhor, que √© ganhar almas para o reino de Deus.

O Senhor Jesus chamou isso mui acertadamente de “os neg√≥cios de meu Pai”, Lc 2.49. Este √© o neg√≥cio que deve empolgar todo pastor que seja um Obreiro aprovado. Cada Obreiro tem recebido certo n√ļmero de talentos do Senhor, para com eles negociar! Na par√°bola, o que recebeu como talentos negociou e com eles ganhou outros cinco; o que recebeu dois procedeu da mesma forma, e ambos foram aprovados no dia do acerto de contas, Mt 25.30. Tamb√©m chamando dez servos seus deu- lhes dez minas e disse-lhes: “Negociai at√© que eu venha”.

Nesta parábola, da mesma forma dois foram aprovados e um terceiro reprovado, Lc 19.11-27. Não vá o leitor pensar que estas parábolas falam dos negócios desta vida. Não, elas falam da nossa vida espiritual. Tenhamos cuidado que a vinda do Senhor se aproxima!

Quais os negócios que mais embaraçam os pastores? - Isso depende do lugar e da oportunidade. Mencionamos alguns:

1. Muitos gostam de negociar com autom√≥veis, comprando, vendendo e trocando. Tenho visto alguns destes serem chamados pelos moradores das cidades onde moram de “marreteiros”.

2. Outros entregam-se √† pr√°tica de minif√ļndio ‘ isto √©, compra de ch√°caras e s√≠tios para vender mais tarde com grandes lucros. Compram ainda terrenos nas zonas urbanas das cidades em desenvolvimento, para vender algum tempo depois por pre√ßos multiplicados.

3. Outros compram casas velhas, reformam e vendem com grandes lucros, e assim por diante.

4. Há outros que se dedicam à venda de discos e livros, prejudicando os que são estabelecidos com livrarias.

Al√©m de tudo isso, o maior inconveniente de o pastor negociar √© que o com√©rcio, via de regra, envolve a mentira, o engano e, com isso, v√™m os esc√Ęndalos: “Nada vale, nada vale, dir√° o comprador, mas, indo-se ent√£o se gabar√°”, Pv 20.14. Creio que pastores assim est√£o no minist√©rio como pe√ßas colocadas fora do devido lugar. Melhor seria que renunciassem ao minist√©rio e se dedicassem √† vida comercial, j√° que para isso se sentem atra√≠dos. Assim, talvez, fossem mais √ļteis √† obra de Deus, contribuindo com os d√≠zimos e prestando outros servi√ßos que n√£o os do pastorado.

√Č bom que fique bem definido que minist√©rio n√£o √© neg√≥cio, mas chamada divina. Mas, gra√ßas a Deus, que o n√ļmero dos que procedem da maneira aqui descrita √©, nas Assembl√©ias de Deus no Brasil, infinitesimal.

XIV - PASTORES INFI√ČIS, AI DE V√ďS!

Quem disse que Deus dorme no ponto? Ele tem uma mensagem toda especial para os pastores que andam em uma vida irregular diante dele, cometendo vários erros ministeriais, prejudicando a sua noiva, a igreja. O noivo vem, com toda a sua glória, e irá punir aqueles que afligiram e se aproveitaram de sua noiva. Estudemos as palavras do Senhor, através do profeta Ezequiel, em Ez. 34.1-10:

1) Pastores que apascentam a si mesmos:

“Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza, e dize aos pastores: Assim diz o Senhor DEUS: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! N√£o devem os pastores apascentar as ovelhas?” (v. 2). O primeiro alerta do Senhor √© contra aqueles pastores que pastoreiam apenas a si mesmos. Est√£o √† frente de um minist√©rio, mas n√£o se preocupam com suas ovelhas. - Dizem n√£o ter tempo pra aconselhamento. - N√£o participam de um evangelismo. - N√£o visitam os pobres e necessitados. - N√£o visitam os membros de sua igreja. - Somente se preocupam com sigo mesmos. Ai de v√≥s, pastores ego√≠stas. O Senhor te pergunta: N√£o deveriam estar apascentando as suas ovelhas?

2) Se enchem do dinheiro, e dos benefícios materiais da casa de Deus:

“Comeis a gordura, e vos vestis da l√£; matais o cevado; mas n√£o apascentais as ovelhas.” (v.3). Estes pastores, s√£o ra√ßas m√°s. Ou se consertam ou v√£o para o inferno, lamento.Eles engordam com os bens da igreja. Vestem-se de l√£, ou seja, dos melhores ternos, dos mais caros. Compram bens com o dinheiro da igreja, com o alto sal√°rio oferecido pelos humildes membros, mas n√£o apascentam as ovelhas.Observe como Deus est√° preocupado com sua noiva. Ele mais uma vez repetiu, o pastor deve priorizar apascentar a igreja. Muitos pensam apenas no crescimento financeiro da igreja, que √© importante concordo. A igreja se torna uma igreja rica, com poltronas confort√°veis, √≥timos instrumentos musicais, perfeita infra-estrutura… Mas n√£o apascentam as ovelhas!

3) Tipos de ovelhas carentes, que os pastores devem estar voltados e atenciosos:

“As fracas n√£o fortalecestes, e a doente n√£o curastes, e a quebrada n√£o ligastes, e a desgarrada n√£o tornastes a trazer, e a perdida n√£o buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza.” (v. 4).

- Ovelhas fracas: “as fracas n√£o fortalecestes” Muitas vezes alguns crentes se enfraquecem na f√©, precisam de uma ajuda do mais forte, precisam de uma inje√ß√£o de √Ęnimo. O pastor tem un√ß√£o e for√ßa para ministrar renovo, e at√© carregar no colo a ovelha enfraquecida.

No versículo acima Deus fala que os pastores infiéis esqueceram as ovelhas fracas, não as fortalecendo.

- Ovelhas doentes: “a doente n√£o curastes” O crente doente precisa de cura; a cura espiritual e a cura f√≠sica. O pastor deve estar atencioso e voltado para esse tipo de ovelhas. O doente espiritual precisa ser esclarecido, e liberto das chagas do mal. O doente f√≠sico, precisa ser ajudado pela igreja, at√© muitas vezes com rem√©dios, se necess√°rio. N√£o sejamos hip√≥critas. Precisamos cuidar das ovelhas doentes, conforme disse o profeta.

- Ovelhas quebradas: “A quebrada n√£o ligastes:” Isso √© profundo. Penso que o Esp√≠rito Santo pode usar de meios tremendos para quebrar (quebrantar) o cora√ß√£o da ovelha, mas √© necess√°rio uma ministra√ß√£o especial do pastor, para fazer essa pessoa apresentar o seu pecado, e arrependimento, diante de Deus. Quando o pastor deixa a ovelha de lado, muitas vezes ela se quebranta, mas n√£o encontra coragem e for√ßa para prosseguir na caminhada, se consertando na presen√ßa de Deus.

- Ovelhas desgarradas: “a desgarrada n√£o tornaste a trazer”. Ao deixar as ovelhas abandonadas, muitas se chateiam, se escandalizam, e se afastam da casa de Deus, e at√© da presen√ßa de Deus. Se tornam ovelhas desgarradas, soltas; presas f√°ceis para Satan√°s. O pastor fiel deve traz√™-la de volta, mas o pastor infiel, citado pelo profeta, n√£o as trouxe de volta.Eu vi isso pessoalmente, e conhe√ßo muitas ovelhas desgarradas. Ai de v√≥s pastores infi√©is; descuidaram com a noiva do Cristo. Ele vir√°, com justi√ßa e amor, por√©m punir√° aos infi√©is. Corrija-se! -

Ovelhas perdidas: “e a perdida n√£o buscastes”. A ovelha abandonada, maltratada ou ignorada, se perde. Fica sem dire√ß√£o. Conhecemos a par√°bola b√≠blica, das 100 ovelhas. O pastor fiel deixa as 99 em lugar seguro, e corre em busta da √ļnica ovelha que est√° perdida. Deus √© individualista, e quer salvar um por um. O pastor infiel n√£o buscou a ovelha perdida, mas Deus nos d√° um bom exemplo. Ovelha perdida, para Ele, √© prioridade.

4) Pastores infiéis dominam com rigor e dureza:

No final do vers√≠culo 4, o profeta de Deus diz que o pastor infiel domina suas ovelhas com RIGOR e DUREZA. N√£o age com amor, mas prioriza a doutrina. N√£o age com carinho, mas prioriza a puni√ß√£o. √Č jugo pesado, √© fardo cansativo. A ovelha n√£o suporta tal agressividade. Vi um dia na televis√£o, a cena de um pastor andando de Jet Ski, em uma mini praia, dentro de sua casa.

Achei muito legal, tive até vontade de mergulhar; só tem um problema. Este pastor, é o mesmo que proíbe que suas ovelhas nadem em piscinas, vejam televisão, e usem roupas de praia. Certamente este está engordando com a gordura do templo, mas não apascenta as ovelhas!

5) As ovelhas acabam se espalhando, tornando-se prezas para Satan√°s e seus dem√īnios:

“Assim se espalharam, por n√£o haver pastor, e tornaram-se pasto para todas as feras do campo, porquanto se espalharam.” (v. 5). Observe o vers√≠culo acima. As ovelhas cansaram deste destrato, jugo pesado; e se espalharam. Conseq√ľ√™ncia disso se tornaram pasto para as “feras do campo”. Entendemos claramente, que da mesma forma que os crentes s√£o considerados ovelhas, os dem√īnios s√£o as feras do campo. Eles est√£o ao nosso derredor, buscando a quem possa tragar. Ovelhas abandonadas, v√£o para o mundo. No mundo, o diabo as pega. Ele n√£o quer mais oferecer propostas ao crente desviado. Ele quer destruir, matar. Ele sabe que a ovelha perdida conhece a verdade, e jamais poder√° ser uma “serva do diabo”. Por isso ele coloca enfermidades, provas, lutas, etc. Esta ovelha, por estar enfraquecida espiritualmente, em crise, magoada, chateada, escandalizada…

Torna-se isca f√°cil para o diabo. O sangue de JESUS tem poder! Mais uma vez, Deus reclama o descuido com suas ovelhas: “As minhas ovelhas andaram desgarradas por todos os montes, e por todo o alto outeiro; sim, as minhas ovelhas andaram espalhadas por toda a face da terra, sem haver quem perguntasse por elas, nem quem as buscasse.” (v. 6).Observe, que h√° crente afastado em todos os montes, todo alto outeiro. Monte parece ref√ļgio. Tudo indica que esse crente est√° refugiado, est√° bem, at√© dentro da igreja. Mas h√° tempos est√£o desgarrados. Como diria uma m√ļsica gospel: “est√£o perdidos na casa do pai”. Ningu√©m as buscou!!!!!!

6) Deus não dorme no ponto. EIS A SUA JUSTIÇA contra os pastores infiéis:

“Portanto, √≥ pastores, ouvi a palavra do SENHOR: Vivo eu, diz o Senhor DEUS, que, porquanto as minhas ovelhas foram entregues √† rapina, e as minhas ovelhas vieram a servir de pasto a todas as feras do campo, por falta de pastor, e os meus pastores n√£o procuraram as minhas ovelhas; e os pastores apascentaram a si mesmos, e n√£o apascentaram as minhas ovelhas; Portanto, √≥ pastores, ouvi a palavra do SENHOR: Assim diz o Senhor DEUS: Eis que eu estou contra os pastores; das suas m√£os demandarei as minhas ovelhas, e eles deixar√£o de apascentar as ovelhas; os pastores n√£o se apascentar√£o mais a si mesmos; e livrarei as minhas ovelhas da sua boca, e n√£o lhes servir√£o mais de pasto.” (vers√≠culos 7-10) Assim disse o Senhor! N√£o preciso falar mais nada

CONCLUSÃO

Na igreja do NT h√° apenas uma Fonte de autoridade: Jesus Cristo. Ele confere sua autoridade pela sua presen√ßa em seus ap√≥stolos, ministros, professores, administradores, etc., que exercem sua autoridade em conson√Ęncia com as suas v√°rias fun√ß√Ķes. Tal autoridade n√£o √©, meramente, entregue de forma oficial, mas deve autenticar a si mesma em seu exerc√≠cio: “Viveremos com ele pelo poder de Deus que √© dirigido a v√≥s

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar)

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados - MS

Revista o Obreiro 1980

Bíblia de Estudo Genebra

Bíblia de Estudo Pentecostal

Comentário Bíblico Beacon

www atosdois.com.br

Publicado no Blog do Ev. Isaías de Jesus

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    Julia Balbino
    Escreveu:

    Graças a Deus! Bom é saber que temos um suporte espiritual da parte de vocês. Que Deus continue abençoando todos vocês! Parabéns Pastor!!!


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    LORESANE
    Escreveu:

    Meu amado irm√£o muito obrigado que Deus te aben√ß√Ķe. S√£o estudos preciosos para n√≥s estes conte√ļdos.

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