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Aviva, ó Senhor, a tua obra - Rede Brasil de Comunicação

Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Recife / PE

Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais

Pastor Presidente: Aílton José Alves

Av. Cruz Cabugá, 29 - Santo Amaro - CEP. 50040 - 000 Fone: 3084 1524

LIÇÃO 13 - AVIVA, Ó SENHOR, A TUA OBRA!

INTRODUÇÃO

Nesta última lição do trimestre estudaremos sobre a importância do verdadeiro e genuíno avivamento espiritual, principalmente nestes dias em que o pecado e a iniquidade crescem assustadoramente, e muitos cristãos estão vivendo momentos de frieza espiritual e até abandono da fé. Por estas e outras razões, mais do que nunca, devemos clamar como o profeta Habacuque: “aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos…” (Hc 3.2).

I - O QUE SIGNIFICA AVIVAMENTO?

A palavra avivamento deriva-se da palavra avivar, que quer dizer: “tornar-se mais vivo”, “estimular”, “animar”. Avivar significa tornar alguém mais vivo, mais dinâmico e ativo. Em relação à igreja, podemos dizer que avivamento é a restauração do primeiro amor (Ap 2.4,5), resultando no despertamento, arrependimento e na busca incessante pela presença de Deus (Ne 8.1-18; 9.1-38; 10.29).

II - QUAIS OS ELEMENTOS DO VERDADEIRO AVIVAMENTO?

Nos dias de Esdras, o povo de Deus experimentou um grande avivamento. Baseado nessa experiência, podemos aprender sobre os principais elementos do genuíno avivamento. Vejamos:

2.1. Oração sincera (Ed 8.21-23). Esdras foi o comandante do segundo grupo de judeus que retornaram à Palestina após o cativeiro babilônico. Ele entendeu que qualquer projeto para um despertamento espiritual do povo de Deus inicia com oração. Todos devem clamar por um avivamento poderoso, glorioso e soberano,

oriundo de Deus para nossas vidas (Ed 9.1-5). Todos os avivamentos da Bíblia e da história da igreja foram marcados e conservados pela oração, jejum, arrependimento, confissão, quebrantamento de espírito, humilhação diante de Deus e santidade (Ed 10.6; Ne 1.4-11; Hc 1.1).

2.2. Louvor agradável a Deus (Ed 3.10,11). Antes do cativeiro, o povo de Deus havia recebido orientações sobre a maneira como louvar ao Senhor, sob o reinado do salmista e rei Davi. Após o cativeiro, no período da reconstrução, quando experimentavam um avivamento na nação louvaram a Deus, pois o verdadeiro louvor é parte essencial na vida daqueles que são alcançados por um grande mover espiritual.

2.3. A Palavra de Deus (Ed 7.10). A Palavra de Deus, que é poderosa, penetrante e renovadora, é o grande agente divino para o avivamento. Todo e qualquer clamor por um despertar divino, seja ele coletivo ou individual, não pode ocorrer sem que tenha base na Palavra de Deus. É ela quem quebranta os corações, que expõe o pecado e nos leva ao reconhecimento da necessidade urgente de uma volta ao Deus (Ne 8.5-

12).

2.4. O temor ao Senhor (Ed 10.1). Sem um avivamento contínuo em sua vida, o cristão perde, aos poucos, o temor ao Senhor, a repulsa pelo pecado e torna-se insensível ao Espírito Santo.

III - QUAIS AS CARACTERÍSTICAS DO VERDADEIRO AVIVAMENTO?

O livro dos Atos dos Apóstolos descreve as características de uma igreja que vivia sob o mover do Espírito Santo. Vejamos, então, as características dessa igreja avivada:

3.1. Perseverança na Palavra. Todo avivamento autêntico está centrado em Deus e em sua Palavra. A expressão: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos…” (At 2.42a) tem o mesmo sentido de “perseverar na doutrina de Cristo” ou “perseveravam em obedecer a Palavra de Deus”.

3.2. Perseverança na comunhão. Uma igreja avivada vive como um corpo bem ajustado (I Co 12.12), onde não há lugar para contendas, rixas e fofocas entre os cristãos (At 2.42 b; Sl 133.1).

3.3. Perseverança no partir do pão. A expressão “partir do pão” (At 2.42c) refere-se a Santa Ceia. Uma igreja avivada reconhece a importância de se reunir para lembrar a morte do Senhor Jesus. Ele mesmo disse: “fazei isto em memória de mim…” (I Co 11.24,25).

3.4. Perseverança na oração. Sem oração não pode haver avivamento. A igreja deve orar não apenas pelo avivamento, mas também pela manutenção do mesmo, priorizando o reino de Deus e a sua justiça, pois, o principal objetivo da oração não é a busca dos bens terrenos, e sim, uma profunda comunhão com Deus (At

2.42d; Mt 6.33).

3.5. Temor. Era outra característica da igreja primitiva. É interessante observar que o texto diz: “E em toda a alma havia temor…” (At 2.43a). Não era apenas em alguns cristãos, ou na maioria dos cristãos, e sim, “em toda a alma”. Nenhuma igreja poderá ser avivada, se não houver temor ao Senhor.

3.6. Desprendimento dos bens materiais. Uma igreja avivada não se apega aos bens materiais. Por isso, a igreja primitiva repartia seus bens com os necessitados, como uma prova de amor ao próximo e desprendimento dos bens terrenos (At 2.44,45; Cl 3.1-3).

3.7. Perseverança em ir ao templo. O médico Lucas diz que aqueles cristãos “perseveravam todos os dias no templo…” (At 2.46a). Isto nos ensina que uma igreja avivada reconhece a necessidade de estar na casa de Deus (Sl 122.1). É lamentável que, nos dias atuais, muitos cristãos não perseveram em ir ao templo.

3.8. Louvor a Deus. Quando a igreja é avivada, Deus é louvado no seu templo (At 2.47). Não há lugar para show e muito menos estrelismo. Uma igreja avivada ocupa-se com a genuína adoração ao Único e Verdadeiro Deus (Jo 4.23,24).

IV - QUAIS OS RESULTADOS DO GENUÍNO AVIVAMENTO?

É quase impossível descrever, em sua totalidade, os resultados de um autêntico avivamento.

Vejamos, então, apenas alguns:

4.1 No Antigo Testamento. O AT descreve diversos avivamentos que ocorreram no meio do povo de Deus, tais como: reinado de Asa (II Cr 15. 1-15); no reinado de Joás (II Rs 11 e 12); no reinado de Ezequias (II Rs 18. 4-7); no reinado de Josias (II Rs 22 e 23); nos dias de Esdras e Neemias (Ne 8.1-18; 9.1-38), além de outros. Todos eles ocorreram em momentos de crise moral e espiritual, e tiveram como resultado:

  • Obediência aos mandamentos divinos (II Rs 18.6; II Rs 22.2; 23.3; Ne 9.38);
  • Retorno do culto ao Senhor (II Cr 15.8; II Rs 23.21-23; Ne 8.13-18);
  • Destruição dos ídolos (II Cr 15.8; II Rs 18.4; II Rs 23.4-20);
  • Arrependimento, confissão e abandono do pecado (II Rs 22.11; Ne 9.1-3);
  • Entrega de ofertas e holocaustos ao Senhor (II Cr 15.11; II Rs 11.11; 22.4-7);
  • Prosperidade espiritual (II Rs 18.6; 23.25).

4.2 No Novo Testamento. As experiências vividas na Igreja Primitiva nos revelam o que acontece quando a igreja é avivada. Vejamos:

  • Pregação do Evangelho com ousadia, mesmo em meio às ameaças (At 4.20,29; 5.29);
  • Conversão de almas (At 2.14-42; 5.14; 8.12; 11.21);
  • Batismo com o Espírito Santo (At 8.14-17; 10.44-46; 19.1-6);
  • Milagres e maravilhas (At 3.6-9; 8.5-8; 9.32-42);
  • Dedicação a obra missionária (At 1.8; 13.1-4);
  • Ação social (At 6.1-3; 9.36).

CONCLUSÃO

Mesmo vivendo nesses tempos difíceis, em meio a uma sociedade corrompida e perversa, devemos entender que é possível experimentar o verdadeiro avivamento. Deus é o mais interessado que a Igreja seja avivada, para que ocorram muitas conversões, milagres, curas, batismo com o Espírito Santo e manifestação dos dons espirituais. Por isso, neste ano em que se comemora o Centenário das Assembleias de Deus no Brasil, busquemos, com todo fervor e devoção o genuíno avivamento, sabendo que o Senhor Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e eternamente (Hb 13.8).

REFERÊNCIAS:

Bíblia de Estudo Pentecostal. Donald C. Stamps. C.P.A.D.

Dicionário Teológico. Claudionor C. Andrade C.P.A.D.

Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. de R.N. Champlin. HAGNOS.

Apostila: Avivamento, uma realidade para os dias atuais. Sup. Camp. Ev. IEADPE.

Publicado no site da Rede Brasil de Comunicação

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